Sobre mim

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O dia em que me tornei vegan

 

Tomei a decisão de adotar este estilo de vida em 2013, depois de ver o documentário Earthlings. Até esse dia, pouco sabia sobre esta ideologia de vida.

 

Este documentário aborda de forma crua e muito gráfica (nem todos conseguem ver até o fim) a temática da exploração animal. Para além da questão animal, aborda também aspetos essenciais como a saúde e o impacto no meio ambiente.

 

Até àquela data, nunca tinha parado para pensar no impacto que as minhas escolhas alimentares e de lifestyle tinham na vida de outros seres vivos, e de que forma isso afetava a minha saúde e o planeta.

 

Decidi tornar-me vegan e de um dia para o outro comecei a fazer uma alimentação 100% vegetal. Deixei de comprar roupas e calçado feito com peles de animais, preferindo os tecidos mais naturais e orgânicos, provenientes de comércio justo. Os produtos de cosmética e limpeza da casa passaram também a ter escrito no rótulo not tested on animals e ganhei preferência por opções mais amigas do ambiente.

O que começara com uma motivação ética, rapidamente se tornou num estilo de vida saudável que melhorou significativamente a minha vida.

 

Ler aqui “Três motivos para adotar uma alimentação vegan”

 

 

A minha alimentação

bolinhos

 

A alimentação vegan (ou estritamente vegetariana) exclui todos os alimentos de origem animal do prato. Refiro-me ao peixe, à carne, aos laticínios, aos ovos e ao mel.

 

Os benefícios desta alimentação (se for bem planeada) resultam essencialmente da ingestão nula de proteínas de origem animal, e o colesterol e gordura associados, bem como da ingestão superior de vitaminas, hidratos de carbono complexos, fibras, magnésio, ácido fólico, carotenóides e outros fitoquímicos importantes presentes nos alimentos de origem vegetal.

 

No entanto, importa referir que a adoção de uma alimentação vegetal não significa, por si só, ser mais saudável. Um vegan pode fazer uma alimentação 100% vegetal desequilibrada e deficitária em nutrientes, com uso excessivo de alimentos processados e ricos em gorduras, sal e açúcares refinados (ex: fritos, refrigerantes, refeições ultracongeladas). Os benefícios associados à alimentação vegan ou vegetariana têm em consideração um individuo que faça uma alimentação equilibrada e variada, rica em frutas, hortícolas, leguminosas, algas, oleaginosas e cereais integrais.

 

Aproximadamente 80% da minha ingestão calórica diária é feita através destes alimentos. Dou preferência a produtos frescos e da época, locais e biológicos. Na restante percentagem incluo alguns alimentos processados como as bebidas, queijos e iogurtes vegetais, tofu ou seitan.

 

Dou muita atenção aos rótulos dos produtos processados e tento que estes sejam sempre o menos prejudiciais possível. Consigo todos os nutrientes necessários através da alimentação, à exceção da vitamina B12 e vitamina D que suplemento. 

 

Ler mais alimentação e estilo de vida vegan no livro “A Cozinha Verde”.

 

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Mudar de vida

 

Licenciei-me em Gestão de Empresas em 2008 e comecei a trabalhar na KPMG como auditora financeira. Trabalhei nesta área cinco anos, mas recordo que nos últimos dois já tinha chegado à conclusão de que aquele trabalho não me satisfazia nem estava alinhado com os meus ideais. No entanto, não sabia que rumo seguir. Desde muito cedo sonhava em ter o meu próprio negócio. Mas o medo do desconhecido bloqueava o meu desejo de sonhar mais alto. No pico da minha insatisfação profissional, decidi investir numa pós graduação em Gestão Hoteleira, uma área que me apaixonava desde muito nova.

Esta foi também uma fase da minha vida de muita introspeção e trabalho pessoal, na procura pelo meu propósito de vida. 

Em 2013, com a descoberta do veganismo, descobri também uma nova paixão: a alimentação. Alguns meses depois, tomei uma decisão que implicou uma mudança significativa na minha vida. Despedi-me para me dedicar exclusivamente a criar este projeto, com o objetivo de inspirar outras pessoas para um estilo de vida mais saudável, sustentável e sem crueldade.

Comecei com o blog, a partilhar receitas e dicas relacionadas com este estilo de vida. Um ano depois surgiram os primeiros workshops e eventos, depois as entregas ao domicílio e os serviços de catering. Publiquei dois livros: “A Cozinha Verde” em 2018, que alcançou o 3º lugar nos Gourmand World Cookbook Awards 2019 e “Desafio vegan em 15 dias”  em 2019. 

 

 

Ⓒ2014 artur / by-artur.com Sara Castro Make Up

 

Comments

13 responses to “Sobre mim”

  1. joao oliveira Avatar
    joao oliveira

    boa tarde.
    tem noção que para o nosso planeta, é muito mais perniciosa a agricultura, do que a exploração animal?!
    cumprimentos!!

    1.  Avatar
      Anonymous

      E no seu coração, o que é mais pernicioso? A palavra “exploração” diz-lhe o quê? Quanto ao nosso Planeta, o essencial é o equilíbrio.

      1.  Avatar
        Anonymous

        Boa tarde.
        No meu coração, entendo que não existe vida sem morte. E que esta faz parte do nosso mundo.
        Não entender isso, é não entender o mundo em que vivemos.
        E como humano, pertencente a este mundo e não a um tipo Disney onde os bichinhos são todos amiguinhos, entendo que a produção animal é essencial.
        Naturalmente que não me revejo em produção enclausurada de animais, por isso só compro carne de animais criados em regime extensivo.
        Para além de melhor do ponto de vista nutricional, é muito mais “humano” para os animais!
        O problema, é que hoje em dia as pessoas perderam por completo a ligação à terra, o que leva a que se ache errado criar animais para consumo (quando efectivamente a carne é o alimento nutricionalmente mais denso e mais adequado para o ser humano) o que levou ao aparecimento deste tipo de dietas, só possíveis na sociedade de consumo actual onde todos os produtos vegetais estão disponíveis durante todo o ano (ao contrário do que se passa na natureza), e na maioria das vezes à custa do mundo natural de países menos desenvolvidos e das comunidades que aí habitam! Tudo para que no mundo ocidental, uns quantos “iluminados” durmam melhor, achando que não deixam pegada neste planeta…

        1.  Avatar
          Anonymous

          Parece-me que é você quem se acha “iluminado”, pois não aceita que outras pessoas pensem e vivam de maneira diferente do “convencional”.
          A sociedade evolui e a herança dos nossos antepassados não é necessariamente a correcta, ou ainda teríamos as arenas romanas e a escravidão, por exemplo.
          Por outro lado, os nossos antepassados só comiam carne em dias especiais, ou seja muito poucas vezes no ano. E sempre cultivaram a terra e guardaram nos celeiros para as outras Estações do ano.
          É óbvio que não existe vida sem morte, mas podemos evitar o sofrimento e o exagero, e você sabe que essa preocupação não existe em quem lhe coloca a carne no supermercado.
          Entender que o Planeta é, por direito, de todas as espécies e não só dos humanos e para os servir, para mim significa evoluir.
          Mas entendo que todas as grandes mudanças começaram assim, apontadas como loucura por parte dos céticos.
          O objetivo é deixar uma boa pegada no Planeta.

          1.  Avatar
            Anonymous

            MUITÍSSIMO BEM!… HÁ MUITOS QUE CONFUNDEM O MORRER COM O MATAR, MESMO QUE SEJA MATAR IMPIEDOSAMENTE OS ANIMAIS, QUE SÃO SERES EM EVOLUÇÃO TAMBÉM.

        2.  Avatar
          Anonymous

          DE FACTO, PREZO-ME DE SER ILUMINADO PELA LUZ DA SABEDORIA RACIONAL, LÓGICA E ESPIRITUAL, EM VEZ DE ESTAR OBNUBILADO E ENTENEBRECIDO COMO MUITAS MENTES QUE PENSAM COMO TU, NESTE CONTEXTO, EM QUE TENS QUE APRENDER AINDA QUASE TUDO SOBRE NUTRIÇÃO, SAÚDE, MEDICINA, VIDA, MORTE, SABEDORIA E ESPIRITUALIDADE!… TEM A CORAGEM DE LER TUDO ISTO EM:
          AQUARIUS IDADE DE OURO
          B: Comer Carne: Grave Erro-02
          https://acozinhaverde.blogs.sapo.pt/sobre-1787?replyto=179963#reply
          Prof. M.M.M.Astrophyl (J.F.S.), um Sábio lusitano.

    2.  Avatar
      Anonymous

      A agricultura nunca poderá ser perniciosa para o nosso planeta. O problema está no consumo extensivo e em massa, na agricultura em grandes extensões, a produção de carne de bovino e suíno sem falar nas aves em tal ritmo que a maior parte vive num espaço tão mínimo quanto uma folha a4.
      A minha forma de ver o planeta e o mal que lhe fazemos mudou muito desde que vivo na Alemanha, onde a carne não tem sabor, nem branca nem vermelha, deixa agua na frigideira, os frangos não sabem a nada, a não ser que se paguem preços exorbitantes no talho, talhos esses que desaparecem a olhos vistos, pois já não se consegue competir com os preços mais baixos das grandes superficies como o Lidl, Markauf e Aldi.
      Gosto de comer um bom bife em Portugal, peixe fresco é uma iguaria. Mas, aqui passei a optar mais por uma alimentação mais vegetariana porque não só me sinto mais saudável, como também por uma questão de consciência não posso aceitar a forma como os animais são tratados até chegarem aos nossos frigoríficos. A Alemanha que tanto controla, não consegue evitar que os grandes camiões que percorrem o pais de les a les com animais lá dentro, sem agua nem quaisquer condições passem despercebidos e cheguem ao seu destino sem uma multa sequer.

      Eu acho que cada um de nós deve dar o seu melhor pelo planeta. Controlar e dividir o lixo, até ha aqui inspetores que percorrem as ruas e verificam se o seu lixo domestico está bem arrumadinho, não chega e acho que este pais é um exemplo disso.

      Na ansia de tudo empacotar, de tudo regular incluindo o tamanho dos frutos e dos vegetais, a União Europeia com a Alemanha á cabeça caiu num tal exagero, que tudo o que compramos vem enrolado em plástico, caso dos pepinos vindos de Espanha ou da Holanda.
      Sao tantos os exemplos que aqui não deixaria espaço para mais ninguém.
      Apenas vos quero dizer, que respeito todas as formas de pensar e de agir, desde que essa filosofia de vida não prejudique ninguém ou o planeta.
      Não precisamos de imitar ninguém, as economias mais estáveis e os tais países de primeiro mundo não me dão neste momento o melhor dos exemplos.
      O que importa mesmo é que tudo tenha peso e medida. A saúde agradece e a Terra também.

    3. Nico Avatar
      Nico

      Não é bem assim. De facto uma grande parte da agricultura serve para produzir comida barata para os animais. Se podria utilizar esses terrenos para produzir comida para nós. Também depende do tipo de agricultura. Não é preciso o tipo Monsanto.

      Eu não me considero um animal. Se você acha tão normal comer animais, vai ver quantas pessoas conseguem matar esses animais. São muito poucas. É uma barbaridade que já não tem lugar no vida moderna.

      Ser omnivoros não significa ter de comer tudo, mas poder comer tudo, se for preciso. Os gorilas não caçam, são vegetarianos salvo uns insectos que comem com as plantas. Os chimps são o contrário, caçam e comem muitos animais, até outros chimps. Mesmo assim, ambos são quase idénticos a nós quanto ao corpo.

      Os indianos já tornaram-se vegetarianos milhares de anos atrás por rações religiosas/filosóficas. Não faz sentido opor-se ao desenvolvimento. Muitos milhares atrás ainda eramos canibais. Isso também deixámos atrás, pois não?

    4.  Avatar
      Anonymous

      MEU CARO SENHOR, SÓ AS PESSOAS DESINFORMADAS, NEGOCIANTES OU IMPIEDOSAS PENSAM ASSIM!… COMER CARNE É UM VERDADEIRO CRIME BIOLÓGICO E ESPIRITUAL CONTRA OS ANIMAIS, A NATUREZA E A HUMANIDADE. APRENDA E EVOLUA, SE QUISER!…
      Prof. Astrophyl (J.F.S.), um Sábio lusitano.
      https://aquariusidadedeouro.blogspot.com/2013/05/actualidade-2-comentarios.html

  2.  Avatar
    Anonymous

    ! – LOUVAMOS IMENSO TODOS/AS AQUELES/AS QUE SE ESFORÇAM PELO BEM DA HUMANIDADE E PELA MELHORIA DA INESTIMÁVEL SAÚDE HUMANA QUE, PARA NÓS, É DIGNA DO MAIS SANTO E VENERANDO RESPEITO.
    A maioria das pessoas está meio destruída por aquilo que come de errado, poluído, adulterado, desnaturalizado. E, tal como o combustível dum carro é a base da saúde do motor, o alimento é a base fulcral da nossa saúde física e até psicológica.
    Já há quase 50 anos que não comemos carne. E muito pouca comemos. Foi das melhores opções que tomámos na vida: nem carnes nem peixes nem laticínios nem nada que derive do reino animal. Nunca enfraquecemos por isso (os elefantes, que são puramente herbívoros, também não), sempre tivemos saúde de ferro e nunca estivemos doentes, “nem sabemos” o que é um hospital. Só continua a comer carne quem vive na ignorância sobre a verdadeira saúde, que não é carnivorista: débil, enfermiça, artificial, acidosa, periclitante, perigosa.
    QUEM QUISER TER SAÚDE, EQUILÍBRIO E HARMONIA, NO CORPO E NA ALMA,
    LEIA ESTES TÓPICOS NESTE SITE DE PURO OURO DE REAL SABEDORIA:
    — PROCURAR NO GOOGLE por: AQUARIUS IDADE DE OURO…
    https://aquariusidadedeouro.blogspot.pt/
    B: Comer Carne: Grave Erro-02
    https://aquariusidadedeouro.blogspot.com/2013/05/actualidade-2-comentarios.html
    18: A Vida Natural, Pura e Sadia
    https://aquariusidadedeouro.blogspot.com/2013/05/18-vida-pura-e-sadia.html
    H: Fumar é um Crime /Horror-08
    https://aquariusidadedeouro.blogspot.com/2013/05/h-fumarhorror-actualidade-08.html
    Paz Profunda para todos os corações!…
    Prof. Astrophyl (J.F.S.), um Sábio de Portugal.

  3. Hissopo Avatar

    Eu sou da opiniao que alguem nao quer comer animais ou produtos de animais está no seu direito.
    Nao faz muito sentido quererem obrigar a blogger a comer o que nao quer.

  4. Rafael Avatar
    Rafael

    Inspirador!!

    Vegan Nation

  5. Todo dia mais leve Avatar

    Que jornada incrível! Seu relato sobre a transição para o veganismo é inspirador, destacando a sensibilidade para questões éticas, de saúde e ambientais. A decisão não só trouxe benefícios pessoais, mas também motivou a criação de um projeto dedicado a inspirar um estilo de vida mais saudável e sustentável. Sua abordagem esclarecedora sobre a alimentação vegan e a mudança profissional é notável. Parabéns por compartilhar sua jornada e contribuir para um mundo mais saudável (https://tododiamaisleve.com/) e consciente! 🌱👏

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