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  • Energy balls “Ferrero” de cacau e avelã | snacks saudáveis

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    No último dia de Setembro fiz parte de um evento 100% solidário que teve lugar em Alvalade, na academia lindíssima da Sofia, autora do “às nove no meu blog”. Estive a ministrar um workshop & talk de cozinha vegan, com o objetivo de dar a conhecer aos participantes alternativas saudáveis e 100% vegetais para snacks e pequenos-almoços.

    Levei comigo os ingredientes do mercado biológico Amor Bio, que tem loja em Alvalade e em Benfica (e agora, também loja online). As duas receitas apresentadas fizeram tanto sucesso e recebi tantas mensagens para partilhar as trufas “Ferrero” que decidi aceder ao vosso pedido! 🙂 Ainda em relação ao evento, foi um prazer contribuir com o meu conhecimento para ajudar na missão de voluntariado da Right Buddy, a primeira agência focada na responsabilidade social. 

     

    Como sei que a temática snacks saudáveis pode ser um grande desafio para muitos de vocês, decidi voltar a trazer uma receita destas ao blog! Há umas semanas escrevi neste post as minhas dicas para eliminar o vício do açúcar e produtos processados e ensinei-vos a fazer barrinhas energéticas saudáveis.

     

    Hoje passamos das barrinhas para as energy balls

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    Já devem ter reparado que este tipo de snack aparece muitas vezes nas minhas redes sociais. A verdade é que é mesmo uma das minhas receitas preferidas para snacks ou até sobremesa! O meu filho também adora, e por isso todas as semanas lá fazemos uma nova versão destas bolinhas carregadas de energia e nutrientes! Este tipo de receita é super versátil e permite fazer combinações diferentes a toda a hora. 

    Inspirada na combinação deliciosa do cacau com a avelã, criei estas bolinhas energéticas que sabem mesmo a “Ferrero”! Não têm açúcar refinado, nem glúten, e preparam-se em 5 minutos!

     

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    Energy balls “Ferrero” de cacau e avelã

    faz aproximadamente 15 bolinhas
    tempo de preparação: 5 minutos

     

    Ingredientes

    1/2 chávena (cup) de miolo de avelã
    4 tâmaras Medjool
    2 colheres de sopa de manteiga de avelã*
    1 a 2 colheres de sopa de xarope de ácer
    2 colheres de sopa de cacau cru em pó

    Topping: miolo de avelã picado

     

    Preparação

    Comece por picar o miolo de avelã no processador de alimentos. Adicione os restantes ingredientes (à excepção do topping) e triture até formar uma pasta.

    Faça pequenas bolas com as mãos e polvilhe com miolo de avelã picado.

    Leve ao frigorífico até servir ou congele para ter um snack/sobremesa prática e saudável sempre por perto!

     

    * Podem comprar a manteiga de avelã já feita e nesse caso devem confirmar que a mesma não contem açúcar adicionado ou óleos. Em alternativa, podem comprar o miolo de avelã, tostar ligeiramente numa frigideira sem gordura (ou no forno) e de seguida triturar até obter manteiga. Este processo pode ser mais ou menos demorado consoante a potência do vosso processador.

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    Esta Semana Vegetariana já vai a meio por isso deixo de seguida todas as iniciativas e conteúdos que tenho estado a divulgar no âmbito desta iniciativa que pretende promover este regime alimentar e estilo de vida:

    Aproveitem esta semana dedicada ao vegetarianismo para experimentar esta receita e partilhem comigo o vosso feedback! 

  • Chegou o primeiro Kit de iniciação à cozinha vegan

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    Hoje celebra-se o Dia mundial do Vegetarianismo e nada melhor do que assinalar este dia com uma novidade!!

     

    Há 11 anos que o Centro Vegetariano dinamiza a Semana Vegetariana, com o objetivo de promover e divulgar iniciativas no nosso país relacionadas com esta alimentação e estilo de vida. De 1 a 7 de Outubro, podem encontrar no site todos os parceiros que se associaram e ficar a par das suas iniciativas para esta semana.

     

    Este ano, a grande novidade da cozinha verde é o lançamento do Kit de iniciação à cozinha vegan!

     

    Desenvolvi este novo produto para A Cozinha Verde e fazia todo o sentido apresentá-lo ao Mundo nesta semana com tanto significado para mim e para este projeto. 

     

    Como o nome indica, este kit tem como objetivo dar-te a conhecer os saberes e sabores da cozinha vegan e possibilitar a transição para uma alimentação 100% vegetal. Com este kit terás a oportunidade de experimentar, no conforto de tua casa, o que come um vegetariano no dia-a-dia. Terás acesso a toda a informação necessária, receitas fáceis de pôr em prática e vales de desconto. 

     

    Composição do kit:

     

    Guia para começar – Livro A Cozinha Verde (autografado por mim), com muitas dicas e informações úteis para conheceres esta alimentação e estilo de vida + 60 receitas simples e deliciosas para pôr em prática (todas sem açúcares refinados e uma grande parte delas sem glúten). Sabe mais aqui.

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    Vegan em casa – Eco Vegan Box com 4 refeições exclusivas: 1 Super Pequeno-Almoço, 1 Almoço para levares para o trabalho/escola, 1 Lanche/Snack, 1 Jantar

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    Descontos em workshops – Dois vales de desconto de 10% num workshop de cozinha vegan à tua escolha (válido por 3 meses)

    Nota: podes utilizar um dos vales já no próximo workshop de cozinha vegan para principiantes, dia 7 de Outubro! 🙂

     

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    Preço de lançamento: 35€

     

    O kit deverá ser encomendado durante a semana vegetariana (de 1 a 7 de Outubro) de modo a usufruir do preço de lançamento. No entanto, as entregas poderão ser agendadas para uma data posterior. 

    O kit de iniciação será entregue na vossa morada, em dia e hora a combinar. Esta oferta é válida apenas para Lisboa.

    Para encomendar, contactar por e-mail ou telefone.

     

    Espero que gostem desta novidade! Partilhem este Kit de iniciação com aquele amigo ou familiar que sente curiosidade ou interesse em explorar mais este mundo da alimentação vegan e saudável! 🙂

     

    Esta semana, esperam-vos mais surpresas e novidades na Cozinha Verde! Fiquem a par de tudo na página de InstagramFacebook.

     

    Até já!

  • Barras energéticas de noz, damasco e sementes de abóbora | Como eliminar o vício do açúcar e produtos processados?

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    Depois da semana passada vos ter falado de consciência alimentar e ter partilhado uma receita que foge bastante ao meu padrão alimentar, esta semana regressamos à rotina da alimentação saudável. 

    Uma das coisas que me deu mais luta quando decidi mudar a minha alimentação foi eliminar as bolachas, barritas, cereais e outros snacks industrializados da minha rotina diária. Durante muitos anos, o meu pequeno-almoço preferido era Chocapic com leite. Era bem capaz de devorar meio pacote daqueles cereais enquanto via um filme ou estudava para um exame. Com as bolachas o caso era semelhante, não descansava enquanto não via o fim da embalagem.

    Se desse lado se identificam com a minha partilha, quero dizer-vos que é perfeitamente normal que isso aconteça. A grande maioria deste tipo de produtos tem como ingrediente principal o açúcar refinado. Ao ingeri-los, dá-se imediatamente um pico de açúcar no nosso sangue, que quebra logo de seguida e faz com que não nos consigamos sentir saciados. Este tipo de açúcar não tem qualquer valor nutricional, fornece calorias vazias, de absorção rápida, e pode causar problemas metabólicos como obesidade, colesterol alto, hipertensão e níveis elevados de glicemia e insulina.

    Mas o perigo associado ao consumo destes produtos não se fica apenas pela adição do açúcar. As farinhas refinadas (também elas ricas em açúcares simples e desprovidas de valor nutricional), os óleos alimentares refinados (altamente inflamatórios para o nosso organismo), os corantes e aromas artificiais, os conservantes, os intensificadores de sabor… Esta é a composição base da maioria das bolachas, bolos, cereais e barras industrializadas do mercado e trazem consequências nefastas para a nossa saúde, principalmente se forem consumidos com regularidade. E sim, eles são altamente viciantes e fazem-nos entrar num ciclo vicioso, aumentando o apetite por este tipo de produtos.

     

    Mas então, a que tipo de alternativas podemos recorrer para resistir aos bolos, bolachas, cereais de pequeno-almoço e outros produtos industrializados?

     

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    De forma muito sucinta, devemos priveligiar o consumo de alimentos verdadeiramente saciantes, ricos em fibra, água e equilibrados do ponto de vista macro e micro nutricional. Como os frutos secos e as sementes (ricos em ácidos gordos essenciais) e as frutas, que apesar de serem compostas por açúcares de absorção rápida, contém fibras que ajudam à digestão e aumentam a saciedade. 

     

    As barras caseiras (como esta que hoje vos trago), são uma excelente opção para substituir os produtos que referi acima. São saciantes, doces e têm um elevado valor nutricional. Podem fazê-las em maior quantidade e congelar, para terem sempre por perto. Outra grande vantagem destas barras é que podem ser personalizadas consoante o vosso gosto, já que permitem um sem fim de adaptações. 

      

     

    Barras energéticas de noz, damasco e sementes de abóbora

    Sem açúcares refinados, sem glúten, cru
    Faz 15 unidades
    Tempo de preparação: 10 min
    Tempo de espera: 1 hora

     

    Ingredientes

    1/2 chávena (cup) de nozes

    1/2 chávena (cup) de cajus sem sal
    1/2 chávena (cup) de damascos secos 
    1 + 1/4 chávena (cup) tâmaras
    Canela moída q.b.
    Sementes de abóbora q.b.

    Topping: flocos de coco e nozes partidas

     

    Preparação:

    Num processador, adicione as nozes e os cajus e triture por uns segundos até obter uma farinha grossa. Adicione os restantes ingredientes (à exceção dos toppings) e triture novamente, até tudo estar bem ligado.

    Transfira a mistura para uma forma, previamente forrada com papel vegetal.  Pressione com os dedos até a massa ficar espalhada de forma uniforme por toda a forma.

    Leve ao frigorífico para ganhar firmeza. Depois, corte as barrinhas do tamanho pretendido e adicione os seus toppings preferidos!

     

    Dica: congele estas barrinhas individualmente para ter um snack nutritivo e delicioso sempre à mão! 

     

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    Gostaram do conteúdo deste post? Ficaram com vontade de experimentar a receita? Partilhem o vosso feedback nos comentários. 🙂

     

    Até breve!

  • Bolo de bolacha vegan (provavelmente a receita menos saudável que já publiquei)

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    Introdução

    Este post começa com uma pequena história. Quando era miúda o bolo de bolacha era uma das minhas sobremesas preferidas. Mas não um bolo de bolacha qualquer, tinha de ser o da minha mãe. Cresci a vê-la fazer este bolo em casa, e adorava ajudar na sua preparação. Quando saí de casa, levei a receita comigo e esta foi das primeiras sobremesas que fiz sozinha. Tenho por isso um carinho especial por esta receita. 

     

    Esta introdução serve de ponte para o tema que vou abordar neste post: a consciência alimentar

     

    Consciência Alimentar 

    Através d’A Cozinha Verde, promovo e defendo a alimentação vegan saudável. O meu objetivo principal é mostrar que uma alimentação sem ingredientes de origem animal, desde que bem planeada, apresenta inúmeros benefícios para a nossa saúde e bem-estar. Não defendo o consumo de produtos de origem animal, de produtos demasiado processados e refinados, de gorduras trans e hidrogenadas e de açúcares refinados, por exemplo. Conheço os vários benefícios de uma alimentação 100% vegetal saudável e sei distinguir um bom de um mau produto ao olhar para a lista de ingredientes. De forma geral, interesso-me por temas relacionados com alimentação e nutrição, estou atenta aos novos estudos, às modas, às tendências e ao mercado. Apesar de não ser nenhuma expert na área, tenho sentido crítico e debruço-me muito sobre um tema até formar a minha opinião. 

    Posto isto, seria de esperar que na minha alimentação só entrassem ingredientes saudáveis, certo? Embora a maioria da minha ingestão calórica diária seja feita com alimentos saudáveis, por vezes sinto vontade de comer aquilo que sei que não me faz especialmente bem.

    Há uns dias fiz este bolo de bolacha e apeteceu-me imediatamente fotografá-lo de tão bonito que ficou. Já não me lembrava sequer da última vez que o tinha feito.

    Ainda levei uns minutos a pensar se deveria ou não partilhá-lo com vocês. Afinal, este blogue é de receitas saudáveis, o meu livro idem, e todo o meu trabalho anda de mãos dadas com a alimentação (vegan) saudável. 

    No entanto, decidi aproveitar este momento para partilhar esta pequena reflexão com vocês. Apesar da receita de hoje não representar aquilo que costumo divulgar, representa a minha realidade. E a realidade é que, tal como muitos de vocês, também eu saio fora do meu padrão alimentar normal em alguns momentos. Seja porque é “dia de festa” ou porque simplesmente me apetece, a verdade é que esses momentos acontecem. E não há nada de errado nisso. 

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    Podem ser vários os motivos que nos levam a comer alimentos não saudáveis. O desconhecimento, a preguiça, as emoções e as memórias são um bom exemplo. E foram as memórias que tenho ligadas a este bolo que despoletaram uma enorme vontade interior de o fazer. E quando isto acontece, permito-me comer sem culpas e sem julgamentos. A isto chamo de consciência alimentar. Termos o conhecimento suficiente para fazer escolhas conscientes. Saber sempre o que estamos a comer. Distinguir o ato de nutrir e alimentar da gula. Porque sim, a grande maioria de nós tem noção que o açúcar (entre outros) não alimenta ninguém. 🙂 O segredo está no equilibrio. 

     

     

    Bolo de bolacha vegan 

    Tempo de preparação: 30 minutos

    Faz 1 bolo miniatura (temos de controlar a gula, não é?:))

     

    Ingredientes

    1 pacote de “bolacha maria” vegan (usei integral)

    1 chavena (cup) de café quente

    100gr creme vegetal para barrar (sem óleos hidrogenados) 

    70gr açúcar amarelo

    Pepitas de cacau cru para o topping

     

    Preparação

    Bata o creme vegetal (à temperatura ambiente) com o açúcar amarelo, até formar um creme. 

    Prepare o café bem forte e adicione uma pequena parte (2 a 4 colheres de sopa) ao creme. Misture e reserve.

    Num prato, disponha uma camada de bolachas embebidas no café quente e espalhe uma porção de creme por cima. Repita o processo até terminar.

    Finalize com pepitas de cacau cru no topo do bolo e leve ao frigorífico até servir.

     

    Espero que tenham gostado desta partilha e que se deliciem com este bolo de bolacha! 🙂

     

    Até breve!

  • O que o meu bebé vegan (com 2 anos) come num dia

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    Há uns dias, nos stories do Instagram, respondi a algumas questões vossas em relação à alimentação vegan para bebés. Recebo com frequência mensagens de mamãs e papás com dúvidas sobre este tópico, e como mãe de um bebé vegan saudável, sinto-me bem em poder ajudar-vos e incentivar-vos a praticar uma alimentação 100% vegetal com os vossos filhos. Como uma das coisas que mais querem saber diz respeito às refeições diárias do Lourenço, e nem sempre consigo responder a todas as mensagens individualmente, decidi escrever um post com um exemplo de um dia inteiro de refeições do meu bebé.

     

    Antes de começar, quero frisar que o que vou partilhar com vocês é aquilo que funciona connosco e reflete apenas um dia de alimentação do meu filho. Toda e qualquer dúvida respeitante à saúde dos vossos bebés deverá ser esclarecida com um profissional de saúde competente e conhecedor da alimentação vegetariana.

     

    Introdução

    O Lourenço vai fazer dois anos em Outubro e faz uma alimentação vegan desde que nasceu. Quer isto dizer que não come carne, peixe, leite e derivados, ovos e mel. Podem ler mais sobre o motivo e sobre a alimentação dele aqui.

    É um bebé saudável e muito enérgico, e até hoje (felizmente) nunca esteve doente. Durante os seus primeiros 6 meses de vida foi amamentado em exclusivo, tendo iniciado a alimentação completar por essa altura. No entanto, nunca deixou de mamar durante todo o processo de introdução da nova alimentação. Por esse motivo estive sempre mais tranquila, porque sabia que o leite materno lhe continuava a fornecer todos os nutrientes que ele precisava. Assim, ele teve a oportunidade de descobrir todos os outros alimentos sem pressas e sem imposições da nossa parte. Sempre comeu o que quis (dentro daquilo que lhe oferecemos claro) e quando quis. 

    Tentamos fazer as refeições juntos, mas nem sempre é possível. Há dias que sim, outros que não. Por motivos de trabalho (nosso) faz algumas refeições semanais fora de casa e longe de nós, o que obriga a uma boa logística e organização para garantir que ele se está a alimentar bem.

    Como todo e qualquer bebé, também ele tem as suas fases. Por exemplo, durante as nossas férias, rejeitou por completo a sopa (e deitou por terra uma das minhas dicas para gerir refeições nas férias – ler mais sobre este tópico aqui). A única coisa que pedia e comia com vontade eram iogurtes (naturais de soja bio e sem açúcar) e algumas frutas (cerejas, banana e abacate). Nos primeiros dias fiquei receosa mas rapidamente percebi o motivo. Estavamos num sítio diferente, com uma rotina completamente diferente e com um calor abrasador, tanto de dia como de noite. Entretanto voltámos e ele está a regressar à sua normalidade. 

     

    Pequeno-almoço

    Nos últimos tempos, os seus pequenos-almoços variam essencialmente entre iogurtes vegetais, fruta e papas caseiras. Neste dia comeu uma papa caseira que tinha acabado de fazer, de aveia com pêra, tâmara e canela. Desde sempre que este miúdo só come as minhas papas, e faço-as sempre em 5 minutos no próprio dia. Já vos expliquei aqui a receita base que uso para as fazer. Reforcei esta papa com uma colher de chá de mix Ómega-3 da Iswari (podem usar o código cverde para 10% desconto na loja online), que contém sementes de chia e de linhaça moídas. Deixo de seguida a receita desta papa. Podem substituir os flocos de aveia por flocos de quinoa, trigo sarraceno, feijão azuki ou de ervilha. A pêra pode também ser trocada por qualquer outra fruta (preferencialmente madura) que tenham na fruteira.

     

    Nota: tenho o cuidado de incluir alimentos ricos em ómega-3 na dieta do Lourenço, como as oleaginosas (frutos secos e sementes) e os abacates. Adicionar uma colher de sementes ou frutos secos moídos nas papas é uma boa forma de garantir este aporte, para além de ficarem deliciosas. Tenham apenas o cuidado de juntar estes extras apenas no final da cozedura, depois de desligarem o lume, para que se mantenham mais ricos nutricionalmente.

     

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    Receita

    Papa de aveia com ómega-3

     

    Ingredientes

    4 colheres de sopa rasas de flocos de aveia 

    1 tâmara

    2 pêras maduras 

    1 colher de chá de canela

    1 colher de chá de mix ómega-3 (sementes de chia e de linhaça moídas)

    Água q.b.

     

    Preparação

    Coloque a aveia, a tâmara e a pêra (partidas em pedaços) num tacho. Cubra com água e coza em lume baixo, durante uns minutos. Desligue o lume, acrescente a canela e o mix ómega-3 e triture tudo com a varinha mágica. 

     

    Nota: ao contrário das papas de pacote, estas não precisam de ser consumidas no momento. Podem guardar no frigorífico para dar noutra altura, num período que aconselho que não ultrapasse as 24 horas.

     

    Almoço

    Neste dia almoçou sopa e prato principal. A sopa era um creme de legumes simples. Levava curgete, alho-francês, nabo, cenoura e abóbora Hokaido. Adiciono muitas vezes leguminosas ou cereais integrais às sopas, mas não foi o caso deste dia. Geralmente faço-o para ficar mais descansada quando ele não quer comer o principal por qualquer motivo. Desta forma garanto uma refeição mais completa.

    Faço a sopa para ele sempre sem sal e limito ao máximo a quantidade de sal nos alimentos que ele come. Não quer dizer que um dia por outro não possa comer uma sopa com sal adicionado, mas será sempre a exceção à regra. Também no caso do prato principal, se fizer exclusivamente para ele não adiciono sal.

     

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    O prato principal era quinoa cozida, tofu marinado (com limão, molho de soja, paprika, alho moído e pimenta-preta) e posteriormente salteado num fio de azeite, brócolos cozidos a vapor e tomate-cereja. 

    Do que vêm neste foto, embora ele goste de tudo, neste dia comeu a sopa, o tofu e os brócolos. Não tocou na quinoa e no tomate. 

     

     

    Lanche 

    O lanche da tarde foram três bolinhas energéticas feitas com amêndoa, tâmara, canela e polvilhadas com sementes de cânhamo descascadas. Ele adora barrinhas e energy balls e por isso esta é daquelas coisas que tenho sempre no frigorífico ou no congelador. São super saciantes e nutritivas.

    Partilho esta receita em breve no blog, mas podem espreitar estas bolinhas de aveia ou estas de caju e cenoura, igualmente saborosas. Ofereço este tipo de snack ao Lourenço desde os 7 meses. No início tinha cuidado em deixar tudo moído para ele não se engasgar (sem pedaços de frutos secos por exemplo), e moldava de forma a que ele conseguisse agarrar sozinho e levar à boca. Ainda me lembro dos olhos dele a brilhar da primeira vez que provou uma! 

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    Snacks

    Ao longo do dia vou perguntando se ele quer comer alguma coisa. Neste dia, entre as 4 refeições normais diárias (pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar) comeu ainda uma banana, uma maçã, bagas goji e amoras brancas. É uma delícia vê-lo a devorar goji e amoras brancas. Também ficam derretidos ao ver os vossos piolhos a comer?

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    Jantar

    Ao jantar comeu umas colheres de sopa e depois comeu o mesmo que nós, uma jardineira vegan com ervilhas, feijão verde, cogumelos, batata, cenoura e tomate. Este prato tinha três alimentos que ele adora: batata, ervilhas e cogumelos. E claro que foi um sucesso.

     

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    Bebidas

    Ao longo do dia o Lourenço bebe apenas água. Evito oferecer-lhe sumos porque prefiro que ele coma a fruta inteira. No entanto, ele adora aqueles pacotinhos de fruta e vegetais e quando estamos fora de casa costumamos levar porque é prático. Em casa é raro pedir. Escolho sempre pacotinhos apenas com fruta e/ou vegetais, sem açúcar adicionado, concentrados ou afins. E preferencialmente biológicos.

    Quero começar a explorar os batidos mas até agora não se mostrou muito interessado. Mais uma vez, é importante caminhar nesta jornada ao ritmo de bebé. É ele que está a aprender a comer e a descobrir este mundo. 🙂 

     

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    E termina assim o primeiro “What i eat in a day” do Lourenço. Espero que tenham gostado deste post e que consigam retirar daqui ideias para as refeições dos vossos pequenos. Não se esqueçam de variar ao máximo aquilo que oferecem aos vossos filhos e preferir sempre alimentos inteiros, não processados, e saudáveis. Acima de tudo, divirtam-se nesta jornada e estejam atentos aos seus sinais. 

     

    Se tiverem dúvidas sobre o que partilhei aqui ou quiserem que aborde outros temas, deixem o vosso comentário abaixo.

     

    Até breve!

  • Hambúrguer de Grão, Cenoura e Coentros :: Dicas para hambúrgueres 100% vegetais perfeitos

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    Adoro receitas de hambúrgueres vegetarianos. Para além de muito simples de fazer, podemos aproveitar as sobras perdidas no frigorífico e criar refeições únicas, ao mesmo tempo que evitamos o desperdício alimentar.

    Os hambúrgueres vegetarianos caseiros são também uma excelente aposta para quem está a iniciar-se nesta alimentação. Para além de garantirem o aporte proteico necessário (combino sempre uma leguminosa + uma oleaginosa), podem ser congelados o que vos permite ter sempre uma refeição preparada e nutritiva por perto. Na hora de os saborear, basta acompanhar com muitos vegetais no prato, preparados da forma que desejarem (crus, a vapor, assados, salteados) e têm assim uma refeição muito completa, equilibrada e saborosa. 

     

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    A receita que vos trago hoje não foi criada com o intuito de ser partilhada. Foi feita para um trabalho de catering mas fiquei de tal forma viciada nesta combinação de sabores e texturas que decidi partilhar no blog. Espero que fiquem tão viciados como eu nestes hambúrgueres de grão! Se tiverem um fraquinho por coentros como eu, corram já para o final do post e ponham as mãos na massa. Tenho a certeza de que vão adorar a receita. No entanto, se não forem apreciadores de coentros, não fiquem já por aqui. Leiam as dicas que deixo de seguida para fazer hambúrgueres vegetarianos perfeitos e substituam esta aromática por outra que prefiram, ou ainda por outro ingrediente.

     

    Espreitem também este vídeo no meu canal de YouTube, onde partilho uma das minhas primeiras receitas de hambúrgueres, que ainda hoje continua a ser uma das minhas preferidas! 

     

    Hambúrgueres vegetarianos :: Passo-a-passo

     

    1. Em primeiro lugar devem preparar uma base com uma leguminosa cozida (grão, feijão, lentilhas, ervilhas, etc). Podem também adicionar uma porção de cereal integral a esta base (arroz integral, quinoa, bulgur, etc) para enriquecer ainda mais a refeição e dar uma consistência extra aos hambúrgueres. 

    2. Depois adicionam os vossos ingredientes preferidos (ou as tais sobras perdidas no frigorífico) e trituram tudo no processador (ou com a varinha mágica) até formar uma pasta homogénea. Podem adicionar aquilo que mais gostarem (cenoura, beterraba, cogumelos, ervas aromáticas, milho, brócolos, etc) com o cuidado de não deixar a massa demasiado húmida. Desta forma será mais fácil fazer a liga.

    3. Por último, precisam de ligar a massa para moldar os vossos hambúrgueres! O meu método preferido é aquele que encontram nesta receita: linhaça + pão ralado.

    4. Moldar e levar ao forno até dourar! Também podem cozinhá-los na frigideira com um fio de azeite. 

     

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    Hambúrguer de Grão, Cenoura e Coentros 

    faz 6 unidades

    tempo de preparação: 15 minutos

    tempo de confeção: 20 minutos

     

    Ingredientes

    500gr de grão-de-bico cozido

    350gr cenoura 

    1/2 cebola

    2 dentes de alho

    1 molho de coentros frescos

    Sal marinho e pimenta-preta q.b.

    Pimentão doce q.b.

    1/4 chávena de sementes de linhaça moídas

    1/4 chávena de pão ralado integral 

    Pão ralado integral q.b. (para polvilhar)

     

    Preparação

    Rale as cenouras, previamente descascadas (num ralador fino). 

    Coloque no processador de alimentos/robot de cozinha o grão-de-bico, metade da cenoura ralada, a cebola, o alho, os coentros e os temperos (sal, pimenta e pimentão doce).

    Triture até obter uma mistura homogénea. Se necessário, acrescente um pouco de água para ajudar a triturar. 

    Transfira o preparado para uma taça e adicione a linhaça, o pão ralado e a restante cenoura ralada. Envolva tudo muito bem com as mãos. 

    Divida a massa em várias porções e molde os seus hambúrgueres (pode utilizar uma forma para o efeito).

    Polvilhe os hambúrgueres com pão ralado integral. 

    Cozinhe os hambúrgueres no forno, previamente aquecido a 180º, aproximadamente 20 minutos ou até dourar (deve virar a meio do tempo). 

     

    Dica: Congele os hambúrgueres (antes de irem ao forno) para ter uma refeição rápida, saudável e nutritiva sempre por perto.

     

    Outras receitas relacionadas:

    Croquetes de lentilhas

    Hambúrgueres de quinoa e feijão (5 ingredientes!) 

    Bolinhos de falafel com limão e ervas aromáticas

     

  • É fácil ser vegan em Espanha? :: a experiência destas férias de verão

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    Pelo segundo ano consecutivo desde que o Lourenço nasceu, escolhemos a costa do sul de Espanha como destino para as férias de verão. Fizemos a viagem de carro, com uma paragem de uma noite em Sevilha tanto na ida como na volta. Este ano ficamos em Finestrat, uma pequena vila com uma montanha lindíssima situada ao lado de Benidorm. Alugámos um apartamento central, num condomínio com piscina e a 200m da praia (através do Airbnb), com o objetivo de fazer a maioria das refeições em casa e pegar no carro apenas quando fosse necessário, visto que teriamos acesso ao essencial – aquelas praias de mar quentinho – a pé.

     

    Antes de ir de férias escrevi este artigo com algumas dicas para fazer uma alimentação vegan, saudável (e económica) nas férias, com um bebé na equação. Sim, porque viajar com um bebé muda toda a perspetiva das coisas. 🙂 Já de volta a casa, escrevo hoje este post para vos falar da nossa experiência no que diz respeito à alimentação vegan em Espanha: curiosidades, as dificuldades que sentimos, os restaurantes onde comemos e outras dicas.  Antes de começar, posso adiantar já que esse pequeno guia que partilhei revelou ser novamente uma excelente ajuda! 

     

    Sevilha

    Em Sevilha ficámos hospedados em hotéis no centro da cidade e tivemos de fazer todas as refeições fora. Não cheguei a questionar os espaços sobre as opções nos seus restaurantes porque pessoalmente não sou fã de almoçar ou jantar nos hotéis onde estou hospedada. Gosto de conhecer os sítios mais característicos, falados ou inesperados, enquanto exploramos a cidade. 

    Através da aplicação Happy Cow (é gratuita, aconselho a fazerem o download se estiverem a pensar ir para fora!) tivémos acesso a uma série de restaurantes vegan ou com opções. Dos que conhecemos, destaco o La Bartola, o La Huerta 9 e o Habanita (não estivemos neste último desta vez mas já tinhamos experimentado o ano passado e é ótimo). Descobrimos também um restaurante que não vinha mencionado na aplicação e que se revelou uma boa surpresa, a pizzaria La Mia Tana, que tinha pizzas e massas veganas no menu e que nos safou o almoço de domingo, em que não encontrávamos nada aberto. 

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    Granada 

    Estivemos também em Granada de passagem e aqui as opções são também muitas e boas. Usámos novamente a app mas o restaurante que escolhemos não tinha mesas disponíveis. Contudo, demos com uma rua no centro da cidade repleta de restaurantes vegan, sem glúten e saudáveis. Entrámos no El Piano, um restaurante vegano e sem glúten, onde comi a melhor tortilha espanhola de sempre, acompanhada com um arroz integral com cogumelos e pimentos. 

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    Finestrat 

    Se em Sevilha e Granada foi fácil encontrar espaços com opções para o nosso estilo de vida, o mesmo já não se pode dizer em relação a Finestrat e Benidorm. Para além de não termos encontrado restaurantes exclusivamente veganos ou vegetarianos, também não foi tarefa fácil encontrar opções nos restaurantes existentes. A melhor que encontrámos foi a Paella Valenciana, um prato típico desta região. Alguns restaurantes tinham no menu (ou faziam a pedido) uma paella de verduras. Para além disto, e a não ser que quisessemos alimentar-nos de Patatas Bravas all day long (e mesmo nestas têm de pedir para vir sem o alioli), a oferta era pouca ou inexistente. Ficou a certeza de termos feito uma boa escolha ao alugar um apartamento onde pudessemos cozinhar as nossas refeições, poupando também a carteira. 

     

    Preços

    As refeições em Sevilha e Granada ficam a um preço acessível, principalmente se fizerem como nós e escolherem tapas ou media ración (meio prato) para partilharem. Eu sou fã deste conceito pois assim experimentamos uma série de iguarias diferentes na mesma refeição. O máximo que pagámos por uma refeição rondou os 30€ para duas pessoas e meia (o Lourenço quase não conta ahah), no restaurante La Bartola (Sevilha), o mais caro dos que mencionei neste post. Em Granada, apesar de ter conhecido pouco, fiquei com a ideia de que os preços médios praticados nos restaurantes são inferiores a Sevilha. 

    Perto da praia os preços disparam, por isso em Finestrat (e mais ainda em Benidorm) as refeições podem ficar bem mais caras em restaurantes. 

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     Acharam este post útil? Deixem a vossa opinião ou questão na caixa de comentários. 🙂 

     

     Até breve!

  • Polenta com cogumelos picantes e redução de frutos vermelhos

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    Quem me acompanha há algum tempo sabe que um dos principais objetivos deste blog é ajudar a descomplicar a cozinha vegan. Todas as receitas que partilho foram pensadas para ser acessíveis para qualquer pessoa. São geralmente rápidas e simples de confeccionar, com listas de ingredientes curtas. Não pretendo passar a ideia de que é necessário passar horas intermináveis na cozinha para fazer uma alimentação 100% vegetal. Apesar de gostar de criar receitas, no dia-a-dia não adoro passar muito tempo na cozinha. Acredito que se passe o mesmo com a maioria de vocês. 

    Tenho alguns truques para poupar tempo na preparação das nossas refeições cá em casa. Não sou uma pessoa muito organizada e metódica. Não consigo funcionar com planos semanais de refeições por exemplo. Muitas vezes nem diários ahah. O homem é pior do que eu. Antes do Lourenço nascer, nunca conseguiamos jantar antes das 22h.

    Dizem que a maternidade nos muda. As prioridades alteram-se e passamos a ter um ser pequenino e adorável que precisa de nós para aprender a viver neste mundo. Foi depois dos 6 meses, quando ele começou a introduzir outros alimentos para além do leite materno, que comecei a arranjar uma estratégia para nos conseguirmos sentar todos à mesa e a uma hora “decente”. 

    Não se tratou de magia mas com um pouco de persistência e consistência ao fim de algum tempo conseguimos fazê-lo. Hoje em dia, jantar às 22h é a exceção e não a regra. 

    Antes de passar para a receita que me trouxe hoje aqui, vou deixar-vos uma pequena lista com algumas das nossas dicas para gerir as refeições. Atenção, isto é o que funciona connosco, tendo em consideração a nossa dinâmica familiar, gostos e possibilidades. 

     

    As nossas dicas para poupar tempo na cozinha

     

    1. Fazer listas de compras 

    Não planeamos as refeições para a semana, mas tento fazer listas de compras para conseguir garantir algumas refeições. Já no supermercado/mercado, antes de levar um alimento penso primeiro no que poderemos fazer com ele tendo em conta os restantes ingredientes que temos em casa e/ou no carrinho de compras.  

    2. Dispor os ingredientes todos na bancada antes de começar a cozinhar

    Gosto de organizar todos os ingredientes da receita na bancada antes de começar a cozinhar. Ajuda a manter o foco na receita, diminuindo o tempo de preparação e confeção (mesmo que a receita esteja a ser inventada no momento).  

    3. Manter a cozinha limpa e arrumada

    Este é dos pontos mais importantes e permite poupar imenso tempo. Vou lavando a loiça e arrumando os ingredientes que já não são necessários enquanto cozinho. Faço-o, por exemplo, quando passo de uma receita para outra ou durante os “tempos mortos” de uma receita. 

    4. Tirar partido dos utensílios de cozinha

    Uso e abuso dos utensílios de cozinha que facilitem o meu trabalho. Como alguns daqueles que encontram neste artigo que escrevi para o Sapo. Não vivo sem descascadores, sem a minha super chef da Tupperware (uso para picar cebola, alho, aromáticas, etc) ou sem o meu processador multipro da Kenwood.

    5. Congelar

    De tempos a tempos, cozo leguminosas e cereais integrais em maior quantidade para congelar e/ou conservar no frigorífico para utilizar naquela semana. Faço o mesmo com as sopas do Lourenço e com fruta madura (que dá imenso jeito para desenrascar um lanche ou sobremesa rápida). 

     

    E vocês, que estratégias utilizam para encurtar o tempo que passam na cozinha? Partilhem comigo nos comentários. 

     

    Vamos agora à receita de hoje. Já ouviram falar de polenta? Parece que este é um dos hits do momento mas sabiam que a sua história remonta a tempos bem antigos? A polenta é feita com sémola ou farinha de milho, cozido em água até obterem a consistência desejada. Tem um sabor neutro, o que possibilita inúmeras combinações diferentes, tanto doces como salgadas. Já tinha experimentado algumas vezes em restaurantes vegetarianos e andava com imensa curiosidade para experimentar fazer em casa. Encontrei no Lidl uma polenta express (sémola de milho sem OGM pré-cozida a vapor) que prometia confeccionar este prato cerca de 3 minutos. Na semana passada, num dia em que não tinhamos refeição planeada e/ou preparada, olhámos para a embalagem na despensa e decidimos experimentar. Tinhamos um coulis de frutos vermelhos no frigorífico que tinha sobrado de uma sobremesa e uns cogumelos pleurotus que sobraram de uma canja acabada de fazer. Os ingredientes estavam decididos e dispostos na bancada. Ao fim de 20 minutos, tinhamos a receita empratada. 

     

    Não se assustem com o nome, a polenta é mesmo super fácil de fazer! O resultado ficou incrível, adorei a combinação do doce dos frutos vermelhos com o toque picante dos cogumelos e a textura e sabor suave da polenta ligou na perfeição todos os elementos.

     

    Servimos a polenta como refeição principal (em conjunto com a canja que já estava preparada) mas podem também fazê-la como entrada. Seja como for que decidam servi-la, o resultado vai ser o mesmo: DELICIOSO!

     

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    Polenta com cogumelos picantes e frutos vermelhos

    Serve 4 pessoas

    Tempo de preparação: 15 minutos

    Tempo de confeção: 20 minutos

     

    Ingredientes

    Polenta:

    1/2 cup (chávena) de sémola de milho pré-cozida ao vapor

    2 cups (chávenas) de água

    Temperos: paprika doce, alho em pó, sal marinho e pimenta-preta, q.b.

     

    Cogumelos pleurotus picantes:

    150 a 200gr cogumelos pleurotus

    1 dente de alho

    1/2 colher de chá de malagueta seca (moída ou em flocos)

    Sal marinho e pimenta-preta q.b.

    1 colher de sopa de azeite extra-virgem

     

    Coulis de frutos vermelhos

    100gr de frutos vermelhos congelados

    1 colher de sopa de açúcar de coco

    1 colher de chá de sumo de limão

     

     

    Preparação

    Polenta:

    Aqueça em lume médio um tacho com a água e adicione os temperos a seu gosto. Depois, adicione lentamente a sémola de milho na água e mexa até obter uma consistência firme (aproximadamente 7 minutos). Tenha em atenção que depois de arrefecer a polenta ganhará um pouco mais de firmeza. Nota: É importante que adicione a polenta lentamente e que mexa durante todo o processo para que a mesma fique homogénea e sem grumos. Transfira para um prato e deixe arrefecer. Corte a polenta em cubos com a ajuda de uma faca ou, caso tenha um molde, utilize-o para fazer um cilindro – ou qualquer outra forma geométrica. 

     

    Cogumelos pleurotus picantes:

    Corte os cogumelos pleurotus em tiras e pique o alho finamente. Reserve.

    Numa frigideira, aqueça o azeite e adicione as tiras de cogumelos. Tempere com o sal, a pimenta-preta e a malagueta. Salteie por uns minutos até ficarem tenros. Junte o alho, incorpore, salteie por mais um a dois minutos e desligue o lume.

     

    Coulis de frutos vermelhos

    Leve os frutos vermelhos, o sumo de limão e o açúcar de coco ao lume. Deixe cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário. Os frutos vermelhos vão desfazer-se e libertar água e irá começar a obter uma consistência semelhante a um doce. Assim que a redução estiver terminada – poderá demorar uns 10 a 15 minutos – desligue o lume. Transfira para um copo alto e triture com a varinha mágica para obter um creme homogéneo. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico até servir. 

     

    Empratamento

    Agora que já tem os três elementos da receita prontos, pode começar a empratar para servir. 

    Começe por colocar uma porção da polenta no prato. Depois, adicione os cogumelos por cima. Finalize com o coulis de frutos vermelhos.

     

    Bom apetite!

  • Tofu marinho com crosta de broa de milho

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    Há um par de semanas estivemos a trabalhar num projeto muito especial (a seu tempo irei divulgar, mas por enquanto está no segredo dos deuses) e tivemos de confeccionar e fotografar esta pequena maravilha que encontram nas imagens acima. Trata-se de um singelo Tofu marinho com crosta de broa de milho, uma adaptação da famosa receita tradicional portuguesa, o bacalhau com broa. 

     

    Encontram uma receita de Tofu com broa no livro “A Cozinha Verde”, igualmente deliciosa, mas ligeiramente diferente desta que hoje vos apresento.

    Esta receita é leve, simples de confeccionar e muito, muito saborosa. 

    Embora não consuma tofu todos os dias (média 1 vez em cada 2 semanas), gosto muito de confeccionar (e comer, ahah) pratos com este ingrediente. Quando bem confeccionado, o tofu é uma excelente opção na cozinha vegan e permite-nos criar receitas muito interessantes. Não tendo um sabor proeminente, adquire os sabores que nós quisermos, através do uso das especiarias, das ervas aromáticas, dos vegetais. O truque está essencialmente em fazer uma boa marinada e em escolher uma boa marca de tofu (biológica). Há marcas simplesmente más, e se tivermos o azar de ter as primeiras experiências com este alimento com uma delas, vamos certamente achar que o tofu é horrível. Aconteceu-me precisamente isto quando adotei uma alimentação vegan. As minhas primeiras experiências com o tofu – que aconteceram em restaurantes – foram simplesmente desastrosas. Pratos com nacos de tofu gigantes e sem qualquer sabor. Fiquei um ano sem voltar a tocar em tofu. Até que decidi dar-lhe uma segunda oportunidade, e comecei a experimentar receitas em casa. E assim entrou o tofu na minha vida. 

     

    Não me canso de dizer que o tofu é apenas mais uma opção na alimentação vegan. Não é de todo a base da nossa alimentação nem precisa de fazer parte da maioria das refeições. Existem um sem número de alimentos diferentes e naturais (i.e. não processados) que servem para substituir a proteína nas refeições 100% vegetais (podem ler mais sobre este assunto aqui). Mas a verdade é que esta é uma opção muito prática e que permite criar pratos muito variados e criativos. Para além disso, é um alimento fácil de digerir e muito completo do ponto de vista nutricional.

     

    Por isso, se fazem parte do grupo que diz não gostar de tofu e se se identificarem com a minha história, experimentem esta receita. Poderão surpreender-se e mudar a vossa opinião.

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    Tofu marinho com crosta de broa de milho 

    Serve 2 a 4 pessoas

    Tempo de preparação + confeção: 30 + 30 minutos

     

    Ingredientes

    Tofu marinho

    500gr de tofu

    2 dentes de alho esmagados

    Sumo de 1 limão

    2 colheres de sopa de algas secas e picadas (qualquer variedade)

    2 folhas de louro

    1 colher de sopa de molho de soja

    Água q.b.

    1 colher de sopa de azeite-extra virgem

     

    Cebola caramelizada

    2 cebolas grandes, fatiadas em meias-luas

    1 colher de chá de açúcar mascavado

    2 colheres de chá de vinagre balsâmico

    1 colher de sopa de azeite extra virgem

    Sal marinho e pimenta-preta, a gosto

     

    Crosta de broa de milho

    ½ broa de milho

    1 mão cheia de coentros frescos

     

     

    Preparação

    1. Comece por marinar o tofu, dispondo as fatias num recipiente largo. Adicione o sumo de limão, o molho de soja, as algas, o louro e o alho. Cubra com água e deixe repousar por aproximadamente 30 minutos, enquanto prepara os restantes ingredientes da receita.
    2. No processador de alimentos, triture a broa de milho com os coentros frescos. Transfira para um pirex e leve ao forno, a 180º, até dourar (aproximadamente 10 minutos). Reserve.
    3. Numa frigideira larga, salteie a cebola no azeite até esta se apresentar translúcida. Tempere com sal marinho e pimenta-preta a gosto. Adicione o açúcar mascavado e o vinagre balsâmico e deixe caramelizar em lume brando, mexendo frequentemente para não queimar. Este processo deverá demorar aproximadamente 10 minutos. Reserve.
    4. Numa frigideira com um fio de azeite, frite as fatias de tofu, previamente marinadas, cerca de meio minuto de cada lado, até dourar. Transfira para um pirex e leve ao forno, a 180º, por 10 minutos.
    5. Para a montagem, corte cada fatia de tofu em 4 partes iguais e disponha-as na base do prato. Adicione uma porção de cebola caramelizada, seguida de uma porção de crosta de broa de milho.

     

    Nota

    1. Esta receita foi inspirada num prato típico da gastronomia portuguesa que tem como ingrediente principal o bacalhau. Com esta adaptação vegan, pretendo mostrar que é possível recriar receitas mais tradicionais, sem abdicar do sabor.
  • Tofucake com fruta e caramelo salgado

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    Há algum tempo que queria experimentar um cheesecake vegan de forno. A primeira vez que comi este bolo/sobremesa foi em Nova Iorque. Na altura ainda não era vegan. Não é muito frequente encontrar por cá esta versão cozida do cheesecake, mas esta é uma das receitas mais populares dos americanos. 

    Quando descobri o veganismo todos os bolos e sobremesas com derivados de animais foram substituídos por versões 100% vegetais. Comecei por fazer a adaptação do cheesecake que encontramos mais na Europa (a versão fria), com um creme de caju em substituição do queijo e fiquei tão fã que guardei a receita para o meu livro

    Esta semana, com a desculpa de ter de fazer o bolo de aniversário do Leandro (para quem anda menos atento ao Instagram, é o pai da criança <3), aproveitei para testar a famosa receita americana em versão cruelty free. Nesta receita, os cajus foram substituídos pelo tofu firme e aveludado, que já tinha utilizado noutras receitas como esta mousse de chocolate e amendoim que ficou de comer e chorar por mais!

    Apesar de saber que o tofu funciona muito bem em pastelaria vegan, foi a primeira vez que o levei ao forno para criar algo doce. Para além de dar consistência e firmeza, o tofu ajuda também a dar liga, e pelo facto de ter um sabor bastante neutro, o resultado é perfeito e sabe àquilo que lhe adicionamos. 

    Para a base do tofucake, adaptei uma receita de bolachas de aveia. A cobertura foi a cereja no topo do bolo. Caramelo ligeiramente salgado feito apenas com 2 ingredientes (vá 3, se contarmos com o sal)! Até agora só tinha experimentado fazer caramelo com tâmaras, mas este arrebatou-me por completo. Basicamente é só misturar manteiga de coco (não confundir com óleo de coco!) e xarope de ácer (que já tem um toque caramelizado). É a combinação perfeita, acreditem que vai ser difícil parar de comer! 🙂 Foi a minha primeira experiência com a manteiga de coco (comprei esta) e mal posso esperar para a utilizar noutras receitas. – se tiverem dicas, deixem nos comentários por favor.) Juntei ainda uma camada generosa de fruta na cobertura – banana, mirtilos e as primeiras cerejas do ano!

     

    Esta não é das receitas mais rápidas de preparar, mas acreditem que o resultado final vale por cada minuto dispendido do vosso tempo. Aproveitem um domingo de preguiça ou o aniversário de alguém que vos é querido, ponham uma música a passar e liguem o forno. Vale a pena. 🙂

     

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    Tofucake com fruta e caramelo salgado

    vegan, sem glúten, sem açúcar

    tempo de preparação: 40 minutos

    tempo de cozedura: 40 minutos

     

    Ingredientes

     

    Base – Bolacha de aveia 

    2 cups de flocos de aveia moídos (alternativa: farinha de aveia)

    1 cup de amêndoas moídas (alternativa: farinha de amêndoa)

    1 colher de sopa farinha de araruta (alternativa: amido de milho)

    3 colheres de sopa cacau cru em pó

    2 colheres de chá fermento em pó (sem glúten)

    1 pitada de sal marinho

    1 “ovo de linhaça” (1 colher de sopa sementes de linhaça moídas + 3 colheres sopa água morna)

    4 colheres de sopa puré de maçã 

    2/3 cup açúcar de coco (alternativa: açúcar de cana integral)

    1/3 cup óleo de coco derretido (alternativa: azeite virgem extra suave)

     

    Recheio – tofucake

    2 pacotes (aprox. 600gr) de tofu firme e aveludado

    2/3 cup xarope de ácer

    sumo de 1 limão pequeno

    3 colheres de sopa farinha de araruta (alternativa: amido de milho)

    2 colheres de sopa manteiga de amêndoa

     

    Cobertura – Caramelo salgado e fruta

    1/4 cup manteiga de coco derretida* 

    1/4 cup xarope de ácer

    1 pitada generosa de sal marinho integral

    1 banana 

    1/2 cup mirtilos frescos

    1/4 cup cerejas

     

     

    Preparação

     

    Base

    Reduza os flocos de aveia e as amêndoas a farinha, com a ajuda de um processador de alimentos. Coloque-os numa taça grande e reserve.

    Prepare o “ovo de linhaça”, misturando as sementes moídas com a água quente. Deixe repousar por 2 minutos (vai obter uma consistência gelatinosa). Reserve.

    À taça grande, adicione a farinha de araruta, o cacau, o fermento e o sal e misture com uma colher.

    Numa segunda taça, adicione o “ovo de linhaça”, o puré de maçã, o açúcar de coco e o óleo de coco (este último derretido). Mexa bem com uma vara de arames.

    Com cuidado, incorpore esta mistura na taça grande e mexa com uma colher ou com as mãos até obter uma massa consistente e bem ligada.

    Transfira a massa para uma forma anti aderente (de aproximadamente 20 cm diâmetro) e distribua uniformemente por toda a superfície, deixando rebordos de massa nas extremidades. Leve a bolacha ao forno, pré-aquecido a 180º, por 5 minutos. Depois, deixe arrefecer enquanto prepara o recheio. 

     

    Recheio

    Coloque todos os ingredientes no processador de alimentos e triture até obter um creme homogéneo. Verta o creme sobre a base e leve ao forno a 180º aproximadamente 40 minutos ou até um palito sair limpo e a superfície se apresentar dourada. Retire do forno e deixe arrefecer bem antes de desenformar. Leve ao frigorífico até à hora de servir.

     

    Cobertura

    Derreta a manteiga de coco (em banho maria) e misture bem com o xarope de ácer e com o sal marinho, mexendo com uma vara de arames.

    Entretanto, corte a banana em rodelas e mergulhe-as numa taça com água fria (vai atrasar a oxidação). Seque-as e distribua-as numa das metades do bolo. Na outra metade, disponha os mirtilos e as cerejas.

    Verta o caramelo salgado por cima do bolo.**

     

    * A manteiga de coco é obtida a partir de polpa do coco seco. Não confundir com o óleo de coco.

    ** Pode conservar as sobras do caramelo no frigorífico, num recipiente adequado, para futuras utilizações (3 dias de validade). O caramelo irá solidificar depois de ir ao frio, mas bastará colocar o recipiente em água quente por uns minutos para recuperar a textura original.

     

    Espero que gostem desta receita! Deixem o vosso feedback e dúvidas nos comentários. 

    Até breve!

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