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  • A “dieta” que mudou a minha vida

     

    Há um ano e meio atrás, tomei uma decisão que mudou o rumoda minha vida. Uma decisão que me transformou por fora e por dentro. Que metornou mais humana. Mais apaixonada. Mais saudável. Mais feliz. Uma decisão queme fez descobrir o meu propósito de vida. Que me fez descobrir a mim mesma. Háum ano e meio atrás, tomei a decisão de ser vegan.

     

    Para mim, ser vegané ter compaixão por todos os seres sencientes que vivem neste mundo. Édescobrir que, apesar das nossas diferenças, existe uma coisa que nos une atodos: o direito à vida. E foi por este motivo que passei a fazer umaalimentação estritamente vegetariana e que eliminei do meu estilo de vida tudoaquilo que de alguma forma causasse sofrimento animal. Continuo a perguntar amim mesma porquê aquele dia, porque não mais cedo, ou mais tarde. 

     

    Estouconvencida de que todos nós temos um momento para despertar. E aquele foi o meumomento.  O momento em que questioneitudo aquilo que me tinha sido ensinado desde que nasci. O momento em quedescobri, por mim mesma, que nada daquilo fazia sentido para mim. Que nãoqueria, nem podia, continuar a fechar os olhos a toda a crueldade que existia àminha volta, e da qual eu fazia parte.

     

    Rapidamente descobri os benefícios que a alimentação vegan poderia trazer à minha saúde. Háum ano e meio que não tomo medicamentos nem fico doente. Sinto-me rejuvenescidae cheia de energia. Perdi os 10 quilos que tinha a mais. A minha pele estáconstantemente hidratada, o meu cabelo mais forte. E o meu corpo está nutrido,sem carências de qualquer tipo. Comecei a estudar bastante sobre nutrição, edescobri assim a minha paixão: a cozinha. Descobri uma alimentação saudável, criativa, deliciosae bonita. Que faz bem ao meu corpo e à minha mente. Que me deixa feliz e daqual consigo retirar o máximo prazer, sem causar sofrimento.

     

    Para explicar sucintamente a alimentação que faço, aproximadamente80% da minha ingestão calórica diária é feita através de frutas, legumes,leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Alimentos puros e frescos, no seuestado natural e preferencialmente biológicos. Na restante percentagem incluoalguns alimentos processados, como os leites, queijos e iogurtes vegetais,açúcares não refinados (aqui a geleia de agave ou de arroz são as minhasalternativas preferidas), farinhas e pão integral, azeite e óleos não refinados(prensados a frio), molho de soja, tofu e seitan, entre outros exemplos. Aideia é comer os alimentos o mais próximo possível do seu estado natural, semquímicos, corantes ou adoçantes, e sempre de origem vegetal.

    Com esta alimentação, consigo todos os nutrientes que o meu corpoprecisa para funcionar corretamente e ser saudável. O truque é fazer umaalimentação o mais variada possível, sem cair no erro de consumir sempre osmesmos alimentos.  Para além disso, bebobastante água e chás. Eliminei os refrigerantes e bebidas com álcool só emocasiões especiais.

     

    O meu objetivo com este post não é fazer com que tomem a decisão que eu tomei, porque como disse atrás, acredito que todos nós temos o nosso momento de despertar, e esse momento é só nosso, e tem de partir de nós. O meu objetivo é somente incentivá-los a descobrir esta alimentação, a experimentá-la e a sentir na pele todos os benefícios que ela nos pode trazer.

    Porque, como costumo dizer: “nós somos o que comemos”.
  • Molho de Queijo (sem queijo!) |

    Um dos desafios da minha alimentação é encontrar alternativas vegan e saudáveis para as coisas que comia anteriormente e que à partida não teriam substituição…como o molho de queijo.

    Tem sido muito giro descobrir as inúmeras coisas que conseguimos fazer recorrendo a ingredientes menos convencionais. Neste campo, os cajus têm muito protagonismo na minha cozinha… entram nos bolos e sobremesas, e nos molhos, como este de queijo (sem queijo!), o meu preferido!

    Faz-se em 5 minutos, sem recorrer ao fogão, é nutritivo, saudável, e acima de tudo, delicioso!! Podem usá-lo em massas, pizzas, hambúrgueres, saladas, ou como dip com tostas, crackers ou vegetais crus.

    Molho de Queijo(sem queijo!)
    (serve 4 pessoas)
    tempo de preparação: 5 minutos

    Ingredientes
    6 colheres de sopa de Cajus (sem sal)
    3 colheres de sopa de Farinha
    3/4 cup/chávena de Leite Vegetal (amêndoas ou soja)
    4 a 6 dentes de Alho (ou alho em pó q.b.)
    1 colher de chá (cheia) de Mostarda Dijon
    1,5 colher de sopa de Levedura de Cerveja
    Sal Marinho q.b.
    Pimenta branca moída na hora q.b.
    1,5 colher de sopa de Azeite Extra Virgem

    Preparação:

    Triture os cajus num processador de alimentos/picadora, até ficarem reduzidos a farinha.

    Adicione os restantes ingredientes, e triture até obter uma consistência cremosa. Prove e ajude os temperos a seu gosto.

    Use este molho nos seus pratos preferidos!

  • Bolo integral de Chocolate, Abacate e Banana

    Desta vez aventurei-me a fazer um bolo com abacate. O resultado surpreendeu-me, ficou delicioso! Húmido e macio por dentro, com uma crosta crocante por fora. A ideia foi aproveitar uns abacates e bananas esquecidos na fruteira, já bastante maduros. Achei que a ligação da banana e do abacate seria interessante. Depois acrescentei o cacau cru, para dar “aquele toque” especial e guloso.

    Mais uma vez, tentei que o bolo fosse o mais saudável possível, sem farinhas e açúcares refinados.

    Já há algum tempo que não trazia nenhuma receita nova para vocês. Não por falta de vontade (que eu por mim passava os dias na cozinha a experimentar receitas), mas a verdade é que o tempo para novas aventuras entre tachos e panelas tem sido praticamente inexistente nas últimas semanas. Entre os preparativos para os workshops da A Cozinha Verde (o primeiro é já na próxima quinta-feira!!), as encomendas, os eventos e mais uns projetos nos quais ando a trabalhar e que em breve vão ficar a conhecer, o pouco tempo que me sobra é dedicado à lide doméstica, ao desporto e à família. Também por este motivo é que decidi fazer um super giveaway na página de facebook, em jeito de agradecimento pelos mais de 6000 seguidores desta cozinha! A todos vocês, muito obrigada!

    E agora vamos ao que interessa…

    Nota: Ainda estão dois giveaway a decorrer, aqui e aqui.

    Bolo integral de Chocolate, Abacate e Banana

    Ingredientes
    2 Bananas médias, maduras
    1 Abacate grande, maduro
    2 cups (chávena) de Farinha de Trigo Integral
    1 cup (chávena) de açúcar Mascavado (ou açúcar de coco)
    1/4 cup (chávena) de óleo de Girassol bio, não refinado e prensado a frio (podem também usar azeite extra virgem bio ou óleo de coco)
    1 colher de chá de sumo de Limão, espremido na hora
    1 colher de sopa de sementes de Linhaça moídas + 3 colheres de sopa de água
    1/4 cup (chávena) de Cacau Cru em pó (usei o da Iswari)
    1 colher de chá de Fermento
    1 colher de chá de Bicabornato de Sódio
    uma pitada de sal marinho

    Preparação:

    Pré-aquecer o forno a 175º. Forrar uma forma (tipo pão de forma) com papel vegetal.

    Numa tigela pequena, juntar as sementes de linhaça moídas e a água, e misturar bem. Aquecer (no microondas ou em banho maria) durante alguns segundos, até obter uma consistência gelatinosa. Reservar.

    Num processador de alimentos/batedeira/liquidificadora, bater o abacate e a banana até obter um creme homogéneo. Ao preparado, juntar todos os ingredientes líquidos e incorporar (óleo vegetal, sumo de limão e a mistura de linhaça).

    Numa tigela média, juntar a farinha, o açúcar, o fermento, o bicabornato de sódio, o sal e o cacau cru em pó.

    Com cuidado, juntar os ingredientes líquidos aos secos e misturar bem com uma vara de arames, até obter uma massa consistente e homogénea.

    Transferir a massa para dentro da forma e levar ao forno, 30 a 45 minutos, ou até um palito sair limpo.

    Deixar arrefecer 10 a 15 minutos antes de desenformar.

     

  • Show Cooking em evento Get Zen

    Um Evento ao Ritmo do Seu Coração

    No passado dia 17 de Maio de 2014, estive presente num evento organizado pela Get Zen – Events for Life. O coração foi o tema central deste evento, que decorreu em Lisboa e juntou profissionais de várias áreas, com um objetivo comum: inspirar e sensibilizar para a adoção de hábitos saudáveis e equilibrados!

    Viveram-se várias experiências, tertúlias, degustações, terapias e partilhas… Num ambiente carregado de energia positiva!

    Foto por: correromundo.com

    Show Cooking 
    “Entradas e Sobremesas sem Glúten e sem Açúcar”

    Eu por lá andei, a absorver toda aquela energia, a receber toda a inspiração daqueles que estavam presentes e a partilhar a minha própria vivência e experiência.

    Deixo-vos algumas fotos e um vídeo do Show Cooking que tanto prazer me deu fazer nesse dia. Com a ajuda da Patrícia, demonstrámos como é tão fácil comer de forma saudável, sem abdicar em momento algum do sabor. Como, com alguns ingredientes “mágicos”, se podem criar sobremesas, snacks e entradas rápidas, saudáveis e nutritivas, e acima de tudo muito saborosas!

    Porque, e não me canso de repetir, “nós somos o que comemos”.

     

     

     

     

    Foto por notguiltypleasure.blogspot.pt

    E aqui fica um pequeno vídeo do Show Cooking, para abrir o apetite!

    A propósito, subscrevam o canal Youtube da A Cozinha Verde, que muito em breve vamos lançar novidades DELICIOSAS em vídeo para todos vocês!

  • Tarte de Mousse de Cacau e Abacate

    (O post de hoje é dedicado a todos os gulosos edevoradores de coisas doces)

     

    A temática dos doces, bolos e afins foi aquela que mais mepreocupou quando mudei a minha alimentação. Eliminar todos os ingredientes deorigem animal do meu prato, significava abdicar de todas aquelas coisas boas ecom ótimo aspeto que antigamente devorava como se não houvesse amanhã. Nuncamais iria comer um bolo de aniversário ou uma mousse de chocolate. Ou qualquerdoce em geral. Felizmente, esta ideia durou apenas umas horas, o temponecessário para pesquisar alternativas 100% vegetais para colmatar o meu desejoconstante por coisas doces.

     

    Pelo caminho, aconteceram duas coisas:

     

    Primeiro, descobri que se fazem bolos e doces maravilhosos,sem ovos, ou quaisquer ingredientes de origem animal. Encontrei as natasvegetais, os queijos vegetais, os leites vegetais, as “manteigas” vegetais, asgelatinas vegetais. Aprendi técnicas para substituir os ovos na pastelaria.Enfim, descobri (e testei) que é possível recriar qualquer bolo ou doce quequeiramos, com alternativas vegetais que são tão ou mais saborosas.

     

    Segundo, descobri que se fazem bolos e doces maravilhosos,sem ovos, ou quaisquer ingredientes de origem animal, e com o bónus de seremsaudáveis, sem açúcar, farinhas ou outros ingredientes que prejudiquem a nossasaúde.

     

    É verdade que o açúcar não refinado é vegan, assim como as farinhas. Mas também é verdade que não nosfazem bem, e que devem ser evitados na maior parte das vezes. E assim começou,aos poucos, a minha aventura pelo mundo da doçaria saudável.

     

    Descobri que era viciada em açúcar (está provado que oaçúcar vicia, tal como o tabaco ou o álcool), e que quanto mais açúcar entravano meu organismo, mais tinha vontade de comer. Fui descobrindo que grande partedos produtos que compramos processados tem açúcar adicionado, por exemplo.

     

    Aos poucos, com a mudança de alimentação, e ao incluir muitafruta e vegetais no meu prato, comecei a sentir-me mais saciada às refeições.Comecei  assim a largar o açúcar aospoucos. Cortei os refrigerantes. Comecei a comprar cada vez menos produtosprocessados. E a comer doces (com açúcar), cada vez com menos frequência.

     

    Se me apetecia algo doce, ia comer umas tâmaras, uma bananaou um prato de morangos. Naturalmente, o meu corpo deixou de pedir tantoaçúcar. E descobri assim o prazer de comer doces, sem culpas.

    Comecei a pesquisar mais e mais sobre sobremesas saudáveis,que fossem deliciosas e bonitas, mas também saciantes e nutritivas. Descobrientão as trufas de frutos secos, as mousses de cacau, as barritas de aveia,entre tantas outras coisas.

     

    Esta Tarte de Moussede Cacau e Abacate é um bom exemplo dessas sobremesas boas que nos fazemsentir bem, por dentro e por fora. Não tem açúcar. Não tem farinhas. Não temglúten. Mas tem cor, textura e sabor. Tem fibras, vitaminas, proteínas, ferro,cálcio, potássio, antioxidantes. E tem vida.

     

     

     

    Tarte de Mousse de Cacau e Abacate 

    Sem açúcar, sem glúten, crudívora

    Rende aproximadamente 8fatias

    Tempo de preparação:15 minutos

     

    Ingredientes

    -Base

    1 chávena (cup) de Cajus neutros, sem sal, demolhados nanoite anterior

    1 chávena (cup) de Tâmaras, descaroçadas e demolhadas pelomenos 10 minutos antes

    1 mão cheia de Flocos de Côco

    1 mão cheia de mistura de Sementes (Chia, Sésamo e Papoila)

    ½ mão cheia de Arandos Vermelhos, secos

    -Recheio

    2 Abacates pequenos, maduros

    1 Banana, madura

    4 colheres de sopa de Cacau Cru em pó

    3 colheres de sopa de Geleia de Agave

    1 colher de sopa de Óleo de Côco

    Leite de Amêndoas, a gosto, para ajustar a consistência

     

    -Cobertura/finalização

    Flocos de Côco, a gosto

    Pepitas de Cacau Crau

     

    Preparação:

     

    Base

    Triture os cajus num processador de alimentos/picadora.

    Junte as tâmaras, os flocos de côco, as sementes e osarandos vermelhos e triture novamente, até todos os ingredientes estarem bemenvolvidos e formarem uma massa moldável.

     

    Recheio

    Aqueça uns segundos o óleo de côco até este derreter quasecompletamente.

    Num processador de alimentos/picadora, junte os abacates e abanana cortados em pedaços, o cacau cru em pó, a geleia de agave e o óleo decôco e triture tudo muito bem, até todos os ingredientes estarem bem envolvidose obter a consistência desejada de mousse.

    Se necessário, acrescente um pouco de leite de amêndoas paraajustar a consistência.

     

    Finalização

    Numa tarteira pequena (cerca de 20 cm), deite a massa epressione com as mãos, de forma a que esta se adapte à sua largura e fique bemdistribuída.

    Deite por cima da base a mousse de cacau e abacate (recheio)e distribua uniformemente pela tarteira.

    Leve ao frigorífico pelo menos 30 minutos antes de servir,para ganhar firmeza.

     

    Na hora de servir a tarte, desenforme-a com cuidado efinalize a cobertura com flocos de coco e pepitas de chocolate cru.
  • Trufas de caju e cenoura (sem glúten, sem açúcar)

     

    Cajus

    De grande valor nutricional, os frutos oleaginosos, onde se incluem os cajus, são bastante conhecidos pelo seu elevado teor calórico. Contudo,são alimentos riquíssimos em nutrientes e com diversos benefícios para a saúde, pelo que podemos e devemos incluí-los diariamente na nossa alimentação (de forma moderada).

     

    Na sua generalidade, são ricos em minerais como o selénio, manganês, magnésio, zinco, potássio, fósforo e cálcio.

     

    O seu consumo frequente e moderado está associado à redução do mau colesterol (LDL) e triglicerídeos e ao aumento do bom colesterol (HDL), prevenindo assim o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Por serem ricos em hidratos de carbono, constituem uma excelente fonte de energia.

    Por conterem vitamina E e selénio, que apresentam função antioxidante, são essenciais para a formação e recuperação muscular.

     

     

    Tâmaras

     

    Esta fruta seco é altamente nutritiva, contem proteínas, sais minerais e vitaminas (principalmente a vitamina C). É um alimento doce, funcionando por isso muito bem como substituto saudável e natural do açúcar. São ainda ricas em fibras, potássio, ferro e cálcio.

     

    Devido à sua composição de açúcares complexos, permite que o organismo tenha um metabolismo lento e demorado. Esta é uma propriedade muito interessante para quem pratica exercício físico numa base regular.

     

     

     

    Porque demolhar os frutos secos?

     

    Os frutos secos têm substâncias (como os fitatos), que inibem algumas enzimas e impedem a semente de crescer até que todo o ambiente em seu redor lhe propicie a água, luz e nutrientes necessários. Além disso, essas substâncias dificultam o processo digestivo e de absorção de minerais e proteínas.

    A água vai destruir essas substâncias e permitir que as enzimas da planta entrem em acção e que esta germine. Desta forma a semente encontra-se disponível para absorver uma série de nutrientes que de outra forma não absorveria.

    Ao demolhar, estamos a tornar a digestão do fruto mais fácil e a possibilitar que haja uma libertação maior de nutrientes, como proteínas e vitaminas B e C (que é produzida somente quando a semente germina).

    Como demolhar frutos secos?

     

    É muito simples! Para demolhar, basta deixar os frutos secos num recipiente com água abundante durante algumas horas (eu costumo deixar durante a noite). Depois, basta escorrer bem e passar uma última vez por água abundante.

    Nota: A água usada para demolhar não deve ser aproveitada, visto que é nela que estão concentradas as substâncias que eliminámos durante o processo.

    Trufas de caju e cenoura

    Sem glúten, sem açúcar, raw
    Tempo de preparação: 15 minutos
    Rende 12 unidades (aprox.)

     

    Ingredientes

    1 chávena/cup de cajus crus

    100 gramas de tâmaras

    1 cenoura média, ralada

    1 colher de chá de canela

    ½ colher de chá de gengibre

    2 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante natural da sua preferência

    Sementes (chia, papoila, sésamo) e coco ralado, a gosto

    Preparação

    1. Num processador de alimentos, trirure bem os cajus

     

    2. Junte as tâmaras (descaroçadas), a cenoura ralada, a canela, o gengibre e a geleia de agave

    3. Triture tudo novamente, até obter uma massa homogénea e moldável

    4. Faça pequenas bolinhas com as mãos e polvilhe com sementes ou coco ralado, a gosto

     

    5. Leve ao frigorífico até à hora de servir (opcional)

     

  • Hummus (sem glúten)

    Homus (ou Hummus, em árabe) é um prato com origem no Médio Oriente, quesignifica “grão-de-bico” em árabe.

     

    Este prato tradicional consiste numa pasta de grão-de-bico com tahin (sementesde sésamo tostadas e moídas), muitas vezes utilizado como acompanhamento parapães ou pratos salgados, como o falafel. É rico em proteínas, vitaminas, saisminerais, fibras, gordura saudável, e é um alimento de baixa caloria.

     

    Os ingredientes principais são o grão-de-bico, rico em hidratos de carbonode baixo impacto glicémico muito graças ao teor de fibra; o sumo de limão, ricoem vitamina C; e o tahin, fonte de vitamina E, ácido linoleico, cobre,manganês, cálcio, zinco e magnésio.

     

    Além de ser rápido de fazer, o hummus é bastante rico nutricionalmente euma excelente opção para quem pratica desporto, principalmente no pré-treino.

     

     

    Hummus 

    Sem glúten
    Tempo de preparação: 5 minutos

      

    Ingredientes

    400 gramas de Grão de Bico cozido

    3 dentes de Alho

    6 colheres de sopa de sumo de Limão (espremido)

    1/3 chávena de Tahin (sementes de sésamo tostadas e moídas)

    8 gotas de Piri-piri (ou outro molho picante)

    Uma pitada de Sal Marinho com Ervas Aromáticas

    Pimenta Verde, moída na hora

    Salsa fresca

    Azeite Extra Virgem biológico

    Azeitonas Pretas

    Tomates Cherry

    Tostas, Broa ou outro pão da sua preferência

    Preparação:

    Num processador de alimentos, colocar o grão previamentecozido e escorrido, o tahin, os alhos, o sumo de limão e o piri-piri. Temperarcom sal marinho com ervas aromáticas e pimenta verde. Triturar tudo muito bem,até obter uma pasta homogénea e com textura.

    Acertar a quantidade de temperos a seu gosto.

    Servir o Hummus numa travessa, regado com um fio de azeite esalsa fresca. Acompanhar com azeitonas pretas, tomates cherry e tostas, broa ououtro pão da sua preferência.

    Nota: 
    Para conservar, guardar num recipiente de vidro, preferencialmenteesterilizado, no frigorífico. Depois de aberto, consumir até uma semana.  
  • Bolo de Baunilha / 1º Aniversário

    O primeiro aniversário

    Maio é para mim um mês muito especial… É o mês do coração, e o mês em que nasci. Talvez não tenha sido por acaso que criei A Cozinha Verde nesta altura do ano…

    Gosto de celebrar os meus aniversários. Sempre gostei. Gosto da sensação com que acordo no dia, a sensação de ser o MEU dia. Gosto de estar com todas as pessoas que me são queridas e que fazem parte da minha vida. Por incrível que pareça, gosto da sensação de sentir o tempo passar… Gosto de parar para pensar na vida, em tudo o que fiz e principalmente em tudo o que ainda me falta fazer. Gosto de me sentir grata por tudo o que tenho à minha volta. E gosto de ser mimada, com pequenas surpresas que enchem o meu coração.

    Sou uma pessoa muito emotiva. Vivo com prazer e intensidade, aproveitando ao máximo cada momento, cada dia. Fazer anos leva até mim todas essas emoções de uma forma ainda mais especial.

    Fiz 27 anos no passado dia 7, e escolhi também este dia para comemorar o primeiro aniversário da A Cozinha Verde. Essa quarta-feira não podia ter sido melhor. Foi passada ao lado daqueles que amo, e que fazem parte da minha vida. A minha família.

    Quero agradecer a todos vocês, que me fizerem (e continuam a fazer) acreditar que é possível realizarmos os nossos sonhos, e fazer aquilo que nos faz sentir verdadeiramente felizes. Quero agradecer todo o apoio, mensagens e carinho com que nutrem o meu coração todos os dias. Porque a nutrição não passa só pela alimentação. E eu estou verdadeiramente grata por todo o carinho e força que me dão. Cada um à sua maneira, e cada um de forma única e especial, todos vocês têm um cantinho especial guardado no meu coração.

    Este ano, para comemorar os dois aniversários, fiz um bolo de baunilha especial. Especial, porque foi feito a pensar em vocês. Porque é isso que torna aquilo que fazemos especial. A forma como o fazemos, a energia e o sentimento que colocamos naquilo que fazemos. E é por isso que A Cozinha Verde é tão especial. Não por ser verde, ou 100% vegetal, ou vegan, ou biológica, ou saudável, ou saborosa. Mas sim porque é a minha forma de exprimir tudo aquilo que sinto e tudo aquilo em que acredito. Porque é a maneira que arranjei de levar-vos um pouco de mim. De levar-vos toda a minha energia e dedicação. E porque é a forma que arranjei para vos demonstrar que é possível vivermos uma vida plena e saudável, com compaixão por todos os seres vivos. Pode parecer ambicioso, mas A Cozinha Verde é o meu contributo para um mundo melhor. E é por isso que amo tanto aquilo que faço todos os dias. Porque sinto que pode fazer a diferença. Na minha vida. Na vossa vida. Nas nossas vidas.

    Que este seja o primeiro de muitos anos!

    Obrigada.

    Bolo de Aniversário de Baunilha

    Ingredientes
    -Para o bolo
    360 ml de Leite de Amêndoas
    2 colheres de chá de Vinagre de Cidra
    200 gr de Açúcar de Côco da OX Nature
    110 ml de Óleo de Girassol prensado a frio
    1 colher de sopa de sementes de vagem de baunilha (pode usar também essência de baunilha)
    250 gr de Farinha Integral
    3 colheres de sopa de Amido de Milho
    3/4 de colher de chá de Bicabornato de Sódio
    1 colher de chá de Fermento
    3/4 de colher de chá de Sal Marinho biológico

    -Para o recheio e cobertura
    170 gr de Creme Vegetal
    220 gr de Açúcar em Pó
    1/2 colher de sopa de sementes de vagem de baunilha (pode usar também essência de baunilha)
    Uma pitada de Sal Marinho biológico
    30 ml de Leite de Amêndoas

    Preparação:

    Para o bolo
    1. Aquecer o forno a 180º.
    2. Numa tigela grande, bater com uma vara de arames o leite de amêndoas e o vinagre de cidra. Deixar repousar 5 minutos.
    3. Juntar o açúcar de côco, o óleo de girassol e a baunilha, e mexer bem com a vara de arames, até a mistura começar a ficar com espuma.
    4. Numa tigela à parte, misturar a farinha integral, o amido de milho, o bicabornato de sódio, o fermento e o sal, e juntar à mistura líquida (com uma peneira).
    5. Incorporar tudo muito bem com a vara de arames.
    6. Dividir a massa em duas formas de 20 cm cada, e levar ao forno entre 20 a 30 minutos, ou até um palito sair limpo.
    7. Deixar arrefecer os bolos cerca de 15 minutos antes de desenformar.
    8. Desenformar ambos os bolos e deixar arrefecer na totalidade numa rede para bolos.

    Para o recheio e cobertura
    1. Com uma batedeira elétrica, bater o creme vegetal em velocidade alta, entre 2 a 3 minutos, até este se apresentar cremoso.
    2. Juntar o açúcar em pó e bater, em velocidade baixa, para combinar os dois ingredientes.
    3. Aumentar a velocidade para média/alta e bater por mais 2 minutos.
    4. Juntar a baunilha e uma pitada de sal marinho e bater.
    5. Por último, juntar o leite de amêndoas (uma colher de sopa de cada vez), até a cobertura apresentar uma consistência possível de espalhar.

    Para montar o bolo
    1. Colocar uma das camadas do bolo numa base para bolos.
    2. Deitar por cima do bolo uma parte da cobertura e espalhar, com a ajuda de uma espátula.
    3. Colocar por cima a segunda camada do bolo.
    4. Colocar mais cobertura por cima, e, com a ajuda de uma espátula, espalhar bem, até cobrir a totalidade do bolo.
    5. Levar o bolo ao frigorífico 30 minutos.

  • Guacamole | Os benefícios do consumo de Abacate

     

    Uso frequentemente o abacate na cozinha. Tendo um sabor neutro, é um fruto bastante versátil, e basta juntar-lhe alguns ingredientes “mágicos” para preparar bebidas, pratos, sobremesas e molhos deliciosos. Já falei aqui da Mousse de Chocolate saudável, feita com abacate, e que substitui a tradicional mousse, feita com ovos.

     

    Já nos salgados, uma das minhas utilizações preferidas do abacate é o guacamole, um molho simples, delicioso e muito nutritivo que se faz em 5 minutos, e que pode ser usado em inúmeros pratos. 

     

    Os benefícios do consumo de Abacate

     

    Fonte

     

    O abacate é um fruto rico em ácidos gordos essenciais e proteínas, fonte de vitamina A, B1, B2, B3, B5, C , E e K, poderosos antioxidantes que atuam como protetores das células, e minerais como ferro, potássio, magnésio e cálcio. 

     

    Os seus fitoquímicos inibem o crescimento de células tumurais e vários estudos confirmam a eficácia do abacate na redução do colesterol, triglicéridos e glicemia.

     

    O abacate é um fruto altamente nutritivo, rico em calorias provenientes maioritariamente da gordura que contém. Grande parte desta gordura é monoinsaturada, o que contribui para reduzir os níveis de colesterol no sangue. 

     

    O consumo de abacate ajuda ainda no processo de emagrecimento, devido ao seu alto teor de fibras, que promove maior saciedade e ajuda no funcionamento do trânsito intestinal. 

     

    Origem

     

     

    O guacamole é uma iguaria típica da cozinha mexicana, servida com uma grande variedade de pratos.

    Basicamente, trata-se de um puré de abacate, bem temperado, que funciona como complemento de uma salada, de tacos e burritos ou de sandes. Faço-o para acompanhar os meus hambúrgueres vegetais, ou para servir como entrada, com tostas ou vegetais crus. 

     

    O sucesso (ou insucesso) do guacamole depende da qualidade e frescura dos ingredientes utilizados, e principalmente, do abacate, o seu ingrediente principal. Tal como na mousse de chocolate, para fazer o guacamole o abacate tem de estar bem maduro, caso contrário não será possível reduzi-lo a puré, nem com a ajuda de um processador de alimentos ou varinha mágica. Certifique-se por isso que o abacate está maduro antes de começar a fazer esta receita.

     

    Adoro guacamole, principalmente em dias quentes e solarengos. Assim que começa a vir o bom tempo, faço-o pelo menos uma vez por semana, e vou variando os temperos e alguns ingredientes.

     

    A receita que vos apresento é a minha favorita, mas sintam-se à vontade para fazer as substituições que entendam necessárias, para ficar mais ao vosso gosto.

     

    Guacamole | A receita

    Sem glúten, Raw food

    (Serve 4 a 6 pessoas)

    Tempo de preparação: 5 minutos

     

     

     

    Ingredientes

    1 Abacate maduro

    3 colheres de sopa de Cebola Roxa, picada 

    1 dente de Alho, picado

    1 tomate pequeno (sem sementes), cortado em pequenos pedaços

    4 colheres de sopa de sumo de Limão, espremido na hora

    Salsa ou Coentros frescos, picados

    Malagueta seca, moída na hora, 

    Sal marinho com ervas aromáticas

     

     

    Preparação:

     

    Nota:

    Para fazer esta receita, o abacate tem de estar bem maduro, caso contrário, não conseguirá o efeito pretendido. Para saber se o abacate está maduro antes de o abrir, pressione ligeiramente com o dedo o seu caule. Se este ceder, significa que está maduro.

     

    Corte o abacate a meio, retire o caroço e, com uma colher, retire o seu conteúdo para uma taça. Com um garfo, esmague o abacate, deixando alguns pedaços inteiros para obter uma textura mais interessante.

     

    Junte a cebola, o alho, o tomate, a salsa ou coentros e o sumo de limão. Tempere com a malagueta seca, moída na hora (ou use fresca, se preferir) e com o sal marinho com ervas aromáticas, a gosto. 

     

    Mexa tudo muito bem e está pronto a servir!

     

     

     

     
  • Paella Marroquina com Grão e Legumes

    Viagem a Marrocos :: Memórias

    Há viagens que nos marcam de uma forma especial. Foi o caso de Marrocos. Em Junho de 2011, partimos de mochila às costas, na ânsia de descobrir um país tão diferente do nosso.

    Foi uma semana intensa, a absorver costumes tão diferentes, mas tão especiais. As cores, os aromas, os sons, as pessoas. As ruas de Marrakech coloridas e aromatizadas com um número infindável de especiarias e chás. Esses chás quentes que saciavam e hidratavam quando o calor já era insuportável, e que sabiam tão bem, pela forma especial como eram preparados, como se de um ritual se tratasse.

    A humildade e hospitalidade daquele povo, que nos convidava a entrar em suas casas, como se fossemos família. Os riads onde ficamos hospedados, casas típicas marroquinas com um pátio interior central, normalmente ajardinado, decorados com cores quentes e vivas, mas serenas.

    Os terraços, onde começávamos o dia e terminávamos a noite, acompanhados pelo chá de menta com hortelã e pela vista extraordinária da cidade. As medinas, “a cidade antiga”, verdadeiros labirintos de ruas estreitas no centro da cidade, protegidas por uma fortificação, onde nos perdemos tantas vezes no meio de toda aquela correria e agitação. Os suq, mercados tradicionais dentro das medinas, onde ficámos horas a conversar e a regatear (para eles, regatear é uma forma de convívio e de comunhão, e ficam ofendidos se não o fizermos).

     

     

     

     

     

     

     

    A cidade costeira de Essaouira, que me fez lembrar tanto a Ericeira, o único sítio em toda a viagem onde tive de me proteger com um casaco à noite. As terras áridas já próximas do deserto, como Ouarzazate e Ait-Benhaddou, o “coração da terra”, com um miradouro impressionante com vista para o panorama lunar do Anti-Atlas.

    Os oásis perdidos no meio do nada. As montanhas imponentes. E o pôr do sol no deserto do Saara, onde o silêncio imperava.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Hoje, sempre que abro a minha despensa e olho para as especiarias que ocupam uma prateleira inteira, sou de novo transportada para esta viagem e para todos aqueles momentos que vivi, e que ficarão eternamente gravados na minha memória e no meu coração.

    A receita de hoje, como tantas outras que vou fazendo, lembra-me Marrocos. E espero com ela conseguir levar-vos também, através do paladar, um bocadinho deste país, tão próximo, e ao mesmo tempo tão longe de nós.

    E agora vamos à receita:

     

    Paella Marroquina com Grão e Legumes
    Sem glúten
    (Serve 2 a 4 pessoas)
    Tempo de preparação: 60 minutos

     

    Ingredientes
    1/2 chávena de Arroz + 1 chávena de Água
    150 gramas de Grão de Bico cozido
    1 mão cheia de Ervilhas
    1 mão cheia de Ervilhas de quebrar
    1/3 Pimento Vermelho, às tiras
    1/3 Pimento Verde, às tiras
    1/4 Malagueta Vermelha, picada
    1 Beterraba, às rodelas
    1 Alho Francês pequeno, às rodelas
    1 Cebola, às rodelas
    Azeite Extra Virgem
    3 colheres de café de Caril
    1 colher de café de Açafrão
    1 colher de café de Cominhos
    1/2 colher de café de Noz Moscada
    1 pitada de Sal Marinho
    Pimenta Preta moída na hora, a gosto

    Preparação:

    Numa paella (ou paellera), aquecer um fio de azeite extra virgem. Juntar a cebola e refogar ligeiramente.

    Adicionar os pimentos, o alho francês e a malagueta e refogar mais um pouco, para libertar todos os aromas.

    Juntar a beterraba e cerca de 1/4 copo de água, e cozinhar uns minutos em lume brando, até a beterraba ficar macia.

    Juntar o grão de bico e as ervilhas e temperar com as especiarias, sal e pimenta preta. Mexer bem e deixar ao lume uns minutos.

    Adicionar uma chávena de água e 1/2 chávena de arroz e cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário para não queimar. Quando o arroz estiver quase cozido, acrescentar as ervilhas de quebrar.