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  • Workshop Cozinha Vegetariana | Associação Nacional de Estudantes de Nutrição

    A Cozinha Verde foi convidada pela ANEN – Associação Nacional de Estudantes de Nutrição para ser formadora de um workshop de cozinha vegetariana, no próximo dia 24 de Outubro! O workshop decorrerá no Estúdio Lemonnier, em Lisboa.

    Com esta excelente iniciativa, a ANEN pretende dar a conhecer melhor a alimentação vegetariana aos alunos e/ou profissionais na área das Ciências da Nutrição, sendo que o vegetarianismo não é abordado com muita profundidade nos cursos.

    O curso terá a duração de 2 horas (10h – 12h) e as inscrições estão limitadas a 15 pessoas. O valor de inscrição é de 30€, e inclui degustação das receitas confeccionadas e oferta de workbook.

    O curso terá uma componente prática, com confeção de pratos vegetarianos, bem como uma componente teórica, que abordará os seguintes temas:

    * o que é o veganismo
    * como é composta a alimentação vegetariana
    * como substituir a proteína animal
    * o cálcio e os laticínios
    * B12
    * outros nutrientes a ter em conta na alimentação vegetariana
    * substituir os ovos na alimentação (na doçaria, por ex.)
    * alimentação vegetariana saudável
    * evitar os processados
    * como eliminar o açúcar da alimentação
    * cereais integrais
    * gorduras boas vs gorduras más
    * a importância dos alimentos crus
    * dicas

    Para se inscreverem, basta preencherem a ficha de inscrição. Esta será validada após a realização do respetivo pagamento e do envio do comprovativo para apoioestudantes@anen.pt.

    Para mais informações, entrem em contacto com A Cozinha Verde ou com a ANEN (919312616).

  • Alimentação Vegana Workshop | 2ª edição!!

    Tendo em consideração o número de interessados em participar no workshop Alimentação Vegana, e porque já atingimos o limite de participantes para o horário das 11h30, A Cozinha Verde decidiu abrir mais vagas para um segundo grupo de participantes! O workshop decorrerá no mesmo local, no dia 3 de Outubro, às 17h!

    No workshop “Alimentação Vegana”, serão abordados os principais temas relativos a esta alimentação e estilo de vida e esclarecidas todas as vossas dúvidas numa sessão de esclarecimentos dinâmica e divertida!

    Serão também confeccionadas duas receitas, que os participantes poderão provar no final. *Inclui oferta de workbook com as receitas.

    Valor do workshop: 10€

    Horário: 17h00 – 18h30

    Local: O workshop será realizado na Grow Up, na Rua Maria Lalande nº19, 1500-436 Lisboa, Benfica

    Inscrição obrigatória para acozinhaverde@gmail.com ou 911900522

    As vagas são limitadas… Inscrevam-se! 🙂

  • Giveaway Brio | Kit para o Vegan

    De 1 a 7 de Outubro realiza-se a 8ª edição da Semana Vegatariana, uma excelente iniciativa promovida pelo Centro Vegetariano, que tem como missão promover o vegetarianismo em Portugal.

    A Cozinha Verde preparou algumas surpresas para esta semana, de forma a inspirar todos e todas a adotar hábitos alimentares mais saudáveis, ecológicos e éticos.

    Para além da realização do workshop “Alimentação Vegana” por um valor promocional de 10€/pessoa, a realizar-se no dia 3 de Outubro, pelas 11h30, em Benfica (as vagas para este workshop estão quase esgotadas!), A Cozinha Verde lança hoje um giveaway duplo, pensado ao pormenor para quem quer iniciar-se na alimentação vegan.

    Todos os produtos que constam no cabaz foram cuidadosamente seleccionados por mim. Brevemente escreverei um post a falar sobre a importância de todos estes produtos na alimentação vegan, com dicas sobre como os usar diariamente na cozinha!

    Giveaway Kit para o Vegan | Condições de participação

    Em parceria com os supermercados biológicos Brio, que gentilmente ofereceram os produtos para este giveaway, A Cozinha Verde vai sortear dois cabazes de produtos vegan, a dois vencedores diferentes!

    Cada cabaz é composto pelos seguintes produtos:

    * 1 bebida de amêndoa Isola Bio
    * 1 Despertar de Buda Iswari (pequeno almoço cru, vegan e sem glúten)
    * Sementes de chia Próvida
    * Feijão azuki Próvida
    * Trigo sarraceno Próvida
    * Arroz integral La Finestra
    * Caju Vitafrais
    * Geleia de arroz Próvida

    O giveaway tem início hoje e decorre até dia 7 de Outubro (quarta-feira), último dia da Semana Vegetariana. Os vencedores serão contactados por email e anunciados na página de facebook da A Cozinha Verde no dia 8 de Outubro.

    Para participarem, têm apenas de:

    1. Fazer “like” na página da A Cozinha Verde
    2. Fazer “like” na página do Brio
    3. Comentar esta publicação na página de facebook da A Cozinha Verde, identificando 3 amigos
    4. Partilhar publicamente este post no vosso facebook (ou outra rede social, caso não tenham facebook, mas não se esqueçam de o fazer em modo público)
    5. Preencher este formulário com os vossos dados: http://goo.gl/forms/hp2ytLUVFp

    Observações:
    É válida apenas uma participação por perfil;
    Os vencedores terão de levantar o cabaz numa loja Brio (ver aqui a localização de todas as lojas);
    O passatempo termina às 23h59 do dia 7 de Outubro (quarta-feira);
    Os dois vencedores serão escolhidos aleatoriamente através do site random.org.

    Boa sorte! 🙂

  • Alimentação Vegana Workshop

    No âmbito da 8ª edição da Semana Vegetariana, promovida pelo Centro Vegetariano, A Cozinha Verde vai realizar um workshop muito especial, em Lisboa!

    No workshop “Alimentação Vegana”, serão abordados os principais temas relativos a esta alimentação e estilo de vida e esclarecidas todas as vossas dúvidas numa sessão de esclarecimentos dinâmica e divertida!

    Serão também confeccionadas duas receitas, que os participantes poderão provar no final. *Inclui oferta de workbook com as receitas.

    Valor do workshop: 10€

    Horário: 11h30 – 13h00

    Local: O workshop será realizado na Grow Up, na Rua Maria Lalande nº19, 1500-436 Lisboa, Benfica

    Inscrição obrigatória para acozinhaverde@gmail.com ou 911900522

    As vagas são limitadas… Inscrevam-se! 🙂

  • Dia Verde | 2ªs Sem Carne

     

    No passado Domingo, 20 de Setembro, A Cozinha Verde e o movimento 2ªs Sem Carne estiveram presentes no Dia Verde, nos jardins do Museu da Eletricidade, em Belém.

    …e agora? Comemos o quê? foi o tema que serviu de inspiração para os quase 60 minutos de boa conversa e para o workshop de cozinha ao ar livre.

    O workshop agradou o palato de todos os presentes, que ficaram a conhecer várias alternativas ao consumo de carne, peixe, ovos, laticínios e mel. Aprenderam também a confeccionar duas receitas rápidas, práticas, nutritivas e muito saborosas, que provaram no final.

    Todos os produtos utilizados na realização das receitas foram gentilmente oferecidos pelo AMOR BIO, uma loja de produtos biológicos situada na Praça de Alvalade, em Lisboa, e um dos meus locais preferidos para fazer compras na capital.

    Fica aqui o registo fotográfico de alguns desses momentos de partilha.

     

     

     

     

     

    2ªs Sem Carne | O que é?

    O movimento 2ªs Sem Carne trata-se de uma campanha que visa contribuir para a tomada de consciência por parte da população para o impacto que o consumo excessivo de carne tem sobre a saúde humana, os animais e o meio ambiente.

    Em Portugal, esta campanha foi lançada em 2011 pelo PAN Pessoas – Animais – Natureza, com o objetivo de reduzir o consumo de carne em 15%, o equivalente a um dia por semana, para ajudar a reduzir o risco de desenvolver doenças crónicas, travar as alterações climáticas e minimizar o sofrimento animal.

    São iniciativas como esta que me fazem acreditar com muita força num futuro melhor, mais sustentável e com compaixão por todos e todas, humanos e não humanos.

     

  • …e agora? Comemos o quê? | Workshop de cozinha vegetariana no Dia Verde

    No próximo Domingo, 20 de Setembro, A Cozinha Verde vai estar no Dia Verde a convite das 2ªs Sem Carne, para mais um workshop de cozinha vegetariana!

    A participação é gratuita mediante inscrição no site do evento, a decorrer nos jardins do Museu da Eletricidade, em Lisboa.

    O workshop terá início às 17h, na zona 09 – Viver Melhor.

    …e agora? Comemos o quê?

    Esta é bem capaz de ser a primeira dúvida a surgir quando se opta por uma alimentação estritamente vegetariana. Onde é que vou obter a proteína? E o cálcio? Será esta alimentação suficiente para suprir todas as necessidades nutricionais do meu corpo?

    Neste workshop, juntamente com o movimento 2ªs Sem Carne, irei abordar os temas que suscitam mais dúvidas para os iniciados na cozinha vegetariana.

    Serão também confeccionadas duas receitas rápidas, nutritivas e verdadeiramente saborosas, que poderão ser experimentadas por todos/todas no final.

    A Cozinha Verde pretende desta forma mostrar o mundo de alimentos disponíveis para os vegetarianos. Alimentos verdadeiros, nutritivos, saudáveis, saborosos e livres de sofrimento animal.

    O workshop será realizado ao ar livre e está aberto a todos/todas!

    Os ingredientes necessários para a realização deste workshop serão gentilmente oferecidos pelo AMOR BIO.

    Conto com vocês. Até Domingo!

  • Passatempo Zomato – Refeição Princesa do Castelo

    Em parceria com a Zomato, A Cozinha Verde tem para oferecer um convite para jantar (ou almoçar) no restaurante vegan Princesa do Castelo, para duas pessoas!

    Para se habilitarem a ganhar, basta seguir estes passos:

    1. Registarem-se na Zomato https://www.zomato.com/pt
    2. Fazerem “gosto” na página de Facebook da A Cozinha Verde 
    3. Partilharem o link deste post no vosso mural
    4. Preencherem este formulário, até dia 20 de Maio de 2015 (quarta-feira)

    É válida apenas uma participação por perfil.

    O vencedor será seleccionado aleatoriamente através do site random.org e anunciado na página de facebook d’A Cozinha Verde no dia 21 de Maio. Será também contactado para o email que forneceu no questionário.

    Boa sorte! 🙂

  • Salada de Lentilhas e Quinoa com Vinagrete de Limão e Cânhamo

    fotografia por NGP (http://www.notguiltypleasure.com/)

    No dia 7 de Fevereiro dei um workshop a um grupo de meninas muito especial. Tendo todas em comum o gosto por cozinhar (e por comer!), avizinhava-se uma tarde recheada de muita energia boa e troca de experiências. Para além da Patrícia (que já conhecia e admiro imenso!), adorei conhecer todas as outras meninas, cujos blogs já faziam parte da minha lista de inspirações. Ora espreitem lá o cantinho da Patrícia (Not Guilty Pleasure), da Inês (Ananás e Hortelã), da Maria (Limited Edition) e da Ana (Cozinhar sem Lactose).

    A salada que hoje partilho com vocês foi uma das receitas que confeccionei nesse dia. Diferente, mas super simples de fazer, sendo esta a minha máxima na cozinha: descomplicar.

    Esta receita funciona como prato principal, sendo muito rica nutricionalmente. A nível proteico, pela combinação leguminosa (lentilhas) + cereal (quinoa) + oleaginosa (sementes de cânhamo) fornece-nos uma proteína de elevado valor biológico (proteína completa).

    Salada de Lentilhas e Quinoa com Vinagrete de Limão e Cânhamo

    Tempo de preparação: 30 minutos
    Serve 6 pessoas
    Sem glúten

    Ingredientes:

    Vinagrete de Limão e Cânhamo

    2/3 cup (chávena) de sementes de cânhamo descascadas
    8 colheres de sopa de azeite biológico extra virgem
    6 colheres de sopa de sumo de limão, espremido na hora
    2 dentes de alho
    2 colheres de chá de orégãos frescos
    Sal marinho integral, q.b.
    Pimenta verde moída na hora, q.b.
    4 a 8 colheres de sopa de água

    Salada de Lentilhas e Quinoa

    1 cup (chávena) de quinoa
    1 cup (chávena) de lentilhas (verdes ou vermelhas)
    1 cabeça de brócolos, picados
    1 cenoura grande, ralada
    1 beterraba média, ralada (vermelha ou amarela)
    1 mão cheia de salsa fresca, picada
    1 mão cheia de coentros frescos, picados
    1 fio de azeite extra virgem biológico
    2 colheres de sopa de sumo de limão, espremido na hora
    Salsa fresca, para guarnecer
    Sementes de cânhamo, para guarnecer
    1 limão, para guarnecer

    fotografia por NGP (http://www.notguiltypleasure.com/)

    Preparação:

    Salada de Lentilhas e Quinoa

    Coza previamente a quinoa e as lentilhas e deixe arrefecer à temperatura ambiente. (Nota: o tempo de cozedura das lentilhas vermelhas é inferior ao das lentilhas verdes)
    Lave bem os brócolos (pode usar um pouco de vinagre na lavagem) e pique-os finamente (deixe de parte os talos maiores, e utilize-os para outra finalidade).
    Numa tigela grande, envolva bem as lentilhas, a quinoa, os brócolos picados, a cenoura e a beterraba ralada, a salsa e os coentros. Junte um fio de azeite e 2 colheres de sopa de sumo de limão, mexa bem  e tempere com uma pitada de sal marinho integral. Reserve.

    Vinagrete de Limão e Cânhamo

    Num processador de alimentos, junte todos os ingredientes, à exceção da água. Misture bem e vá acrescentando a água aos poucos (uma colher de sopa de cada vez), até obter uma textura cremosa.

    Regue a salada com o vinagrete e mexa bem. Guarneça com salsa fresca, sementes de cânhamo e uma rodela de limão. Sirva à temperatura ambiente.

     

  • Bolonhesa de Seitan com Esparguete de Curgete

     

    Bolonhesa de Seitan com Esparguete de Curgete

    Serve 4 pessoas
    Tempo de preparação: 30 minutos

    Ingredientes

    Esparguete de courgette:
    2 courgettes médias

    Bolonhesa de Seitan:
    250 gr de seitan
    2 tomates secos, picados
    1 dente de alho, picado
    1 cebola pequena, picada
    1/4 pimento vermelho pequeno, picado grosseiramente
    2 colheres de sopa (cheias) de puré de tomate bio
    1/2 chávena de café de vinho branco
    1 colher de sopa de azeite extra virgem
    Uma pitada de sal marinho integral
    Pimenta preta, moída na hora, a gosto
    Noz moscada, a gosto
    Orégãos, a gosto

    Preparação

    Com um espiralizador de vegetais (ver nota no final), transforme as courgettes em esparguete. Reserve.

    Pique o seitan num processador de alimentos/robot de cozinha (a clássica 1,2,3 também serve).

    Num tacho, refogue o alho e a cebola num fio de azeite extra virgem. De seguida, junte o puré de tomate bio, o pimento vermelho, os tomates secos e o vinho branco. Tempere a gosto com o sal marinho integral, a pimenta preta e a noz moscada e deixe ferver,

    Acrescente 1/4 copo de água e o seitan picado. Envolva bem e deixe cozinhar entre 5 a 10 minutos, em lume brando.

    Sirva a bolonhesa de seitan por cima do esparguete de courgette e finalize o prato com orégãos a gosto.

    Nota: Podem encontrar o espiralizador de vegetais à venda na loja César Castro, na Av. 5 de Outubro (Saldanha). Este utensílio de cozinha é ideal para fazer cortes decorativos e tipo esparguete em frutas e vegetais. É uma forma simples (e divertida) de incluir mais vegetais crus na nossa alimentação.

     

  • O Yoga e o Veganismo ॐ

     

    A poucos dias do final do ano, não faltam artigos, inspirational quotes e imagens a correr na Internet sobre as tão conhecidas (e previsíveis) “resoluções de ano novo”. Para mim, não passam de frases feitas, na sua grande maioria. Não estou com isto a dizer que algumas delas não façam parte da minha “wish list”. Mas será que precisamos de chegar ao último dia do ano para decidirmos que queremos ser felizes, saudáveis, perder peso, mudar de trabalho, ter filhos, ou o que quer que seja que faça sentido para nós?! 

     

    Para mim, este é um processo diário e contínuo. Um caminho que podemos (e devemos) percorrer todos os dias. Se desejo mudar algo na minha vida hoje, não vou esperar que uma dúzia de passas de uva me tragam uma motivação maior para o fazer. 

     

    O texto que se segue não fala por isso de resoluções de ano novo, mas tem como objetivo inspirar-vos a irem atrás dos vossos “sonhos”, hoje. Não tendo sido escrito por mim, reflete aquilo em que acredito, sem mudar uma vírgula. A união da alimentação vegan (o meu mundo) com a prática de yoga (o mundo do Nuno) e com o veganismo (o mundo de ambos), que num futuro próximo irá resultar num projeto em conjunto que estamos HOJE a desenvolver. 

     

    Podia apresentar-vos o Nuno Filipe como professor de yoga, mas isso seria restringir um ser humano a um título ou rótulo, algo que para mim não faz qualquer sentido. Prefiro assim que o conheçam da melhor maneira possível, com aquilo que ele escreve, que traduz verdadeiramente aquilo que ele é…

     

     

     

    O Yoga e o Veganismo

    by Nuno Filipe

     

    Tentar contextualizar o vegetarianismo / veganismo com a prática de Yoga é tão complexo como a prática em si. Tentar fazê-lo de forma a que quem nunca tenha tido contacto com a filosofia e tradição do yoga consiga entender com clareza, é duplamente complexo.

    Por isso quando “A Cozinha Verde” me pediu um pequeno texto sobre a ligação entre o yoga e alimentação que escolhemos para nós, a minha primeira pergunta foi “define pequeno?!”

     

     

    Tirando o elefante da sala logo de início, nem todos os praticantes de Yoga são vegetarianos. Acredito que todos devemos caminhar no caminho mais positivo da nossa prática de Yoga e na interpretação que fazemos dela, e perder tempo a encontrar falhas ou desacreditar outras pessoas e as interpretações delas é algo a que não nos podemos – nem devemos – dar o luxo.

    Dito isto, acredito também que um praticante consciente adopta o vegetarianismo como consequência do processo de compreensão da realidade da vida e do papel que a sua presença exerce no mundo. Assim o praticante consciente, aprende que a realização espiritual e a verdadeira felicidade somente são possíveis se os nossos pensamentos, sentimentos e ações estiverem em harmonia.

     

    As posturas e técnicas básicas de uma prática de Yoga não são fáceis de aprender. Do mesmo modo que repensar e reeducar a nossa alimentação também não o é. A partir do momento em que enveredamos por qualquer um dos caminhos – ou de ambos – rapidamente nos apercebemos que existe um rigor anexo a essa educação, e que não existe mesmo forma de contornar esse rigor. Teremos de nos sacrificar e arriscar ir além dos nossos limites pré-concebidos, e nisso existe sempre um elemento de incerteza e de perigo. “será que vou cair na postura?” ou “será que estou a consumir todos os nutrientes que preciso?”.  Numa época de pessoas privilegiadas e resultados rápidos isto não são boas notícias: não há um atalho ou uma estrada sem buracos. É preciso discernimento, disciplina, compreensão e compaixão.

     

    Contextualizando:

     

    Todos estamos familiarizados com a palavra “karma”.

    A grande maioria de nós entende-a como as simples consequências das nossas ações. No entanto, simplesmente por existirmos neste mundo, também partilhamos karma com as nossas famílias, comunidades e com o nosso planeta e todos os seus habitantes.

    Na filosofia do Yoga, o mundo em que existimos é um onde devemos pagar a nossa dívida kármica. Isto é visto como sofrimento. O verdadeiro significado do Yoga é muito mais que o comum estereótipo de “iluminação”; é o fim de todo o sofrimento e “ignorância” (Avidya, a ignorância sobre o conhecimento que leva ao sofrimento) e não apenas o nosso.

    Pagar a nossa dívida Kármica seria bastante mais fácil se não estivéssemos continuamente a acumular karma. Tal como Krishna disse a Arjuna no Bhagavad Gita  “Aqueles cujo apego é o de recompensas pessoais, colhem as consequências das suas ações: algumas agradáveis, outras desagradáveis, algumas um pouco de ambos os sentimentos. Aqueles que renunciam ao desejo de recompensas pessoais, irão além do alcance do karma”.

    Colocado de forma simples, fazemos o que temos de fazer porque tem de ser feito, e fazêmo-lo sem qualquer expectativa.

     

    E do karma passamos ao dharma.

    Dharma significa “aquilo que mantém unido”.

    No plano humano, dharma pode ser considerado como “fazer a coisa certa”.

    Esta compreensão sobre o karma e dharma é essencial para podermos integrar na nossa vida os Yamas e os Niyamas. E perguntam vocês o que são os Yamas e Niyamas? Ora, Yamas e Niyamas são como um código de conduta para o praticante de Yoga sobre como fazer melhores escolhas. Todos queremos fazer boas escolhas certo? Mas ao invés de ser um código assente na repressão e controle, estes aspectos da prática baseiam-se na coerência, motivação e coordenação dos nossos esforços para podermos fazer melhores escolhas a cada momento.

     

     

    De entre os Yamas e Nyamas, encontramos Ahimsa. Mais conhecido como “não-violência”. Existem duas dimensões diferentes na prática da não-violência, que estão intrinsecamente ligadas: uma pessoal e uma social. A primeira tem a ver com a forma como nos relacionamos connosco e com a nossa prática pessoal de Yoga. A segunda tem a ver com a maneira em que vivemos a vida em sociedade, com nossa família, nossos amigos, vizinhos ou colegas de trabalho.

     

     

    Geralmente, a questão da opressão animal é abordada apenas em termos de compaixão e preconceito: os animais são explorados e destruídos, simplesmente porque os vemos como sub humanos e estamos dispostos a abusar deles para satisfazer a nossa ganância e paladar. Mas talvez o problema vá um pouco mais fundo do que mera crueldade e avareza. No nosso contexto social atual, não são apenas os animais que são explorados – é tudo e são todos, de terras de cultivo a florestas, a agricultores e empregados de loja. A opressão dos animais é mais evidente pois envolve o assassinato de seres vivos, mas não são apenas eles os escravizados pela nossa sociedade, é tudo, nós mesmos incluídos. Sem uma compreensão de como e porquê o nosso sistema económico e social nos leva a constantemente dominar, explorar e oprimir tudo, não seremos capazes de acabar a violência contra os animais e ambiente, ou pelo menos de uma forma significante e a longo prazo. Diariamente, somos encorajados a questionar como podem os animais, as pessoas e o ambiente, ser usados como recurso na competição diária da nossa vida. Esta é uma das razões pela qual considero que Ahimsa para com os animais é indivisível da mesma não-violência que precisamos de praticar com nós mesmos.

    Tudo vale no jogo da exploração, e se não exploramos algo com o intuito de ficar na mó de cima – de acordo com as exigências que nos são impostas sob o disfarce de livre arbítrio – alguém o irá fazer por nós, e muito provavelmente utilizá-lo para nos explorar de volta. Este é um pensamento tão cruel e violento que aqueles que se apercebem disto, não têm qualquer receio em maltratar humanos e animais, porque acreditam que a alternativa é serem eles mesmos alvo dessa violência.

     

    O praticante de yoga que abraça ahimsa e adopta o vegetarianismo/veganismo reconhece o valor dos animais não humanos, um valor que não pode ser calculado por economistas, apenas medido pela compaixão humana. Apenas uma perspectiva e estilo de vida com base na verdadeira compaixão consegue destruir os arquétipos opressivos e violentos da nossa sociedade presente e auspiciar em desenvolver novas realidades, novos relacionamentos, com a forma como tratamos os animais que partilham o Mundo connosco. É surrealista pensar que uma sociedade que oprime animais não humanos seja alguma vez capaz de se tornar uma sociedade que não oprima humanos.

     

    A libertação animal e o fim da violência para com todos os seres (isto inclui a violência que praticamos para com nós próprios) é uma colectânea de processos internos. Talvez possamos aprender acerca de nós mesmos na forma como tratamos os animais. Devemos começar por reavaliar como a vida deve ser para humanos e animais de igual modo, e de como tornar ambas as existências significantes e preenchidas.

     

     

     

    O yogi vegan não é sinal de iluminação. Tal como não existe um teste que possa ser aplicado ao ser humano para determinar o seu grau de espiritualidade, tão pouco podemos considerar que a dieta signifique alguma coisa em termos de progresso pessoal e espiritual. Se trocarmos os nossos condicionamentos por outros, como a tendência de julgarmos os demais ou de nos considerarmos superiores, então poderemos não estar a praticar com a atitude correcta, de mente equânime e coração aberto. Quando caminhamos por um caminho de evolução pessoal e social, é importante que não nos deixemos cair na teia pegajosa da arrogância. Os resultados poderão não ser tão imediatos mas serão mais duradouros com toda a certeza.

    Tirem-nos o Amor, e o nosso mundo é um túmulo.

     

    LOKAH SAMASTAH SUKHINO BHAVANTHU

     

    “Que todos os seres sejam felizes e que meus pensamentos, palavras e atos contribuam para a felicidade de todos os seres”

     

     

    *Palavras como Yama, Nyama, Ahimsa, Bhagavad Gita, sofrimento e ignorância,  etc podem causar confusão a quem nunca as leu. Por favor sintam-se na liberdade de me escreverem para qualquer dúvida! 

     

    O meu nome é Nuno, sou aluno, estudante e professor de Yoga.

    Podem encontrar-me aqui www.facebook.com/sacredyogajourney e falar comigo por aqui: indefenseofreality@gmail.com