Category: vegan

  • Três produtos Vegan e Naturais para a higiene do bebé (e do adulto)

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    Hoje trago ao blog um tema que já quero abordar há algum tempo. Desde que o Loureço nasceu, recebo muitas mensagens de mamãs e futuras mamãs a perguntar quais os produtos de higiene pessoal que uso com o meu bebé. Quem me acompanha nas redes sociais, sabe que sigo um estilo de vida vegan (quem chegou agora ao blog, pode ler a minha história aqui) e não é só da alimentação que excluo os animais. No que diz respeito à cosmética, existem muitas marcas no mercado direccionadas para o público infantil, mas nem todas cumprem os meus critérios de exigência. Infelizmente, a indústria da cosmética utiliza com frequência ingredientes de origem animal na composição dos seus produtos. Apesar de a União Europeia ter proíbido os testes com animais em cosméticos, a lista das marcas que o faz é ainda bastante extensa, pois esta lei só se aplica aos produtos produzidos dentro da U.E., deixando de fora países como a China, onde os testes com animais são ainda uma (triste) realidade.

     

    Mas o meu critério de escolha tem apenas em conta se o produto é vegan, ou seja, sem ingredientes de origem animal e não testado em animais?

     

    A resposta é não. Existem outras questões a que dou muita importância na hora de adquirir este tipo de produtos, como o seu impacto na nossa saúde e no meio-ambiente.

    Começo por esclarecer que um produto vegan não é saudável per se. Este “rótulo” diz-nos apenas que o produto é isento de origem animal e não testado em animais. Para além de cumprir com o ponto acima mencionado, as minhas preferências recaiam também sobre produtos o mais naturais possíveis, sem químicos e ingredientes nocivos, e preferencialmente biológicos. 

    Da mesma forma que o consumo de determinados alimentos prejudica a nossa saúde, os parabenos, ftalatos, metais pesados, perfumes sintéticos e outros químicos utilizados neste tipo de produtos podem ser muito nocivos para a nossa pele (e saúde). Não nos podemos esquecer que a pele é o nosso maior órgão e absorve uma elevada percentagem de tudo o que escolhemos usar no rosto, no corpo ou no cabelo. Desta forma, é importante alimentar a nossa pele com cosméticos mais saudáveis, à semelhança do que fazemos com a nossa alimentação. 

    Adicionalmente, procuro optar por produtos amigos do ambiente, isto é, que possuem o princípio de não gerar grandes alterações no equilíbrio do ecossistema: elaborados a partir de materiais reciclados, reutilizáveis ou sem embalagem (a granel).

     

     E onde encontrar produtos vegan, naturais e ecológicos?

     

    De seguida, enumero os três essenciais de higiene que utilizo com o meu filho, desde que nasceu, e que são também indicados para nós, adultos adeptos de um estilo de vida saudável, ecológico e minimalista.

     

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    1. Esponja Konjac 

    A raíz do Konjac ou Konnyaku é uma planta medicinal asiática e uma fonte alimentar com 97% de água, rica em minerais, fibras e com poucas calorias. Naturalmente alcalina, tem um pH neutro, o que deixa a pele em pleno equilibrio.

    A esponja konjac é obtida a partir da planta e é isenta de quaisquer químicos, corantes, aditivos ou ingredientes causadores de irritações cutâneas. É 100% biodegradável e vegan. A fibra da planta, muito rica e hidratante, é misturada à mão nas esponjas com água natural filtrada por pedra vulcânica.

    Utilizo esta esponja no banho do Lourenço desde que nasceu, tendo o cuidado de a substituir de 2 em 2 ou 3 em 3 meses, pois vai-se gastando com as utilizações. Podem ler aqui como a usar e quais os cuidados a ter na sua conservação. No meu caso, utilizo-a sem qualquer produto adicionado à esponja. A esponja produz um efeito esfoliante, ajudando a remover as células mortas sem agredir a camada de células jovens que se encontram por baixo, é hidratante e não é agressiva para os bebés. São uma ótima alternativa às esponjas sintéticas e desempenham um papel importante no cuidado diário da nossa pele, independentemente da idade. 

    Encontram à venda em lojas e supermercados de produtos biológicos. Em Lisboa, já comprei no Amor Bio e na Biocoop. Online, encontram por exemplo na Rebento.

     

     

    2. Óleo de coco virgem, 100% vegetal

    É verdade, o mesmo óleo de coco que têm utilizado para cozinhar, também pode ser usado nos cuidados da pele e do cabelo!

    O óleo de coco virgem fornece uma hidratação profunda na pele que tende a melhorar com o uso contínuo. Ajuda também a fortalecer os tecidos e a remover o excesso de células mortas da superfície da pele. Já há alguns anos que o utilizo como cosmético multi-usos: desmaquilhante, hidratante de rosto, corpo ou lábios, máscara ou esfoliante facial, hidratante para cabelo.

    Quando estava grávida do Lourenço, tinha a certeza que este produto iria fazer parte do dia-a-dia do pequeno. Não me enganei. Desde que nasceu que o tenho usado como hidratante, após o banho. Aqueço um pouco nas mãos e aplico diretamente na pele, massajando com cuidado. Não sinto a necessidade de utilizar todos os dias e a pele dele está hidratada e suave. Claro que a alimentação também ajuda, mas este óleo tem-se mostrado muito eficaz. Não uso quaisquer outros produtos na pele do Lourenço e nunca apresentou reações alérgicas ou vermelhidões. Quando era recém nascido, apliquei também na crosta láctea com frequência, até desaparecer.

    No entanto, devemos garantir que o óleo que estamos a usar é 100% vegetal e virgem (extraído a frio). De preferência, optar por frascos de vidro, pois além de mais ecológicos, o plástico pode contaminar o óleo com substâncias tóxicas.

    Além de manter a hidratação, este óleo atua também na melhoria da elasticidade cutânea.

    Encontram à venda em lojas de produtos biológicos e hipermercados. Há já bastante tempo que estou a usar da marca Origens Bio. Encontram na maioria dos supermercados/hipermercados. Podem também comprar online aqui, com 10% de desconto, se usarem o código cozinhaverde no campo código promocional que é exibido aquando da realização da encomenda.

     

    3. Sabonete mágico

    O último produto que quero partilhar com vocês é na verdade de uma marca específica, pois é a única que conheço com o mesmo conceito. Poderão no entanto existir outros produtos com as mesmas características, que eu desconheça (se conhecerem, partilhem comigo na caixa de comentários).

    Trata-se de um sabonete líquido superconcentrado, natural, biológico, vegan e multi-usos, pois pode ser utilizado para 18 finalidades diferentes

    Na sua composição, este sabonete mágico contem: água, óleo biológico de côco, azeite biológico, óleo biológico de sementes de cânhamo, óleo biológico de sementes de jojoba, ácido cítrico, vitamina E, óleos essenciais.

    Estes sabonetes limpam e amaciam eficazmente e não são agressivos para a pele. São biodegradáveis, de origem vegetal, contêm óleos biológicos certificados e de comércio justo, não contêm agentes espumantes, espessantes ou preservativos sintéticos. As embalagens são 100% recicladas.

    Adiciono apenas umas gotas (é muito concentrado!) na água do banho do Lourenço e adoro! Funciona como gel de limpeza e como shampoo, deixando a pele macia e hidratada. A combinação deste sabonete com a esponja konjac e o óleo de coco pós-banho resulta num bebé sempre cheiroso e com uma pele muito saudável! 🙂

    Cá por casa, estas gotinhas mágicas já tiveram mil utilizações diferentes (até para lavar a loiça), e eu adoro usar como gel de banho (aplico também umas gotinhas diretamente na pele). 

    Vejam aqui os pontos de venda da Dr Bronner’s na vossa cidade!

     

    Agora que chegaram ao fim, quero perguntar-vos: quais os produtos de higiene que partilham com os vossos bebés? 🙂

     

    Nota: Para além dos três essenciais referidos neste post, utilizo também o soro fisiológico para a limpeza dos olhos e nariz e compressas de tecido não tecido embebidas em água para a troca das fraldas. Não mencionei acima porque quis referenciar apenas os produtos de higiene comuns a ambos, adultos e bebés. 🙂

     

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  • Risoto de cogumelos e espargos verdes

    Ⓒ2017 Mário Cerdeira

     Ⓒ2017 Mário Cerdeira

     

    Hoje decidi assinalar o Dia da Mulher com uma nova receita aqui no blog! Como vos disse no primeiro post neste novo cantinho, a partir de agora vão encontrar por aqui mais conteúdos no que diz respeito à alimentação e estilo de vida vegan, e as receitas vão aparecer com mais regularidade! Não deixem para depois, guardem já o link blog.acozinhaverde.pt/ nos favoritos do vosso browser ou subscrevam o blog por e-mail (encontram esta opção na página inicial).

     

    Voltando ao assunto deste post…

     

    Na sequência de um story que fiz ontem no Instagram, onde falava do meu vício de combinar espargos cozidos com maionese (sem ovos), percebi que não sou a única a adorar esta combinação e/ou espargos no geral! Vamos lá fazer uma sondagem por aqui… Há mais alguém desse lado para se juntar ao team espargos?? (deixem comentário neste post)

    Esta receita faz parte do meu livro e é ma-ra-vi-lho-sa!! Delicada, cremosa, com um toque crocante (dos espargos) e com todo o sabor dos cogumelos. Têm de experimentar!

     

    Passemos à receita, mas antes deixem-me contar-vos algumas curiosidades sobre os espargos:

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    *O espargo é uma planta da família Asparagaceae, género Asparagus.Tem um sabor delicado, poucas calorias e é particularmente rico em ácido fólico.

    Os espargos contém asparagina, uma substância diurética e calmante, clorofila, que é antioxidante, e saponinas com acção supressora das contracções uterinas. É rico em aminoácidos e minerais (potássio, fósforo e cálcio,  principalmente), responsáveis pelas suas propriedades regeneradoras e nutritivas.

    Auxilia a digestão e estimula a lactação em mulheres a amamentar. Calmante, é aconselhado em regimes de emagrecimento e para tratar a anemia e diabetes.

     

     

    Risoto de cogumelos e espargos verdes

    Serve 4 pessoas

    Tempo de preparação: 15 minutos

    Tempo de confeção: 30 minutos

     

    Ingredientes

    3 dentes de alho pequenos

    1 cebola branca picada

    1 fio de azeite extra virgem

    1 molho de espargos verdes

    200g de cogumelos marron, cortados em quartos

    3 chávenas de caldo de vegetais caseiro

    1 chávena de arroz indicado para risoto (arbório, carnaroli ou vialone nano)

    1/2 chávena de vinho branco

    1 pitada de sal marinho integral

    Pimenta-preta, a gosto

    1/3 chávena de natas vegetais 

    Cebolinho fresco, para servir

    2 colheres de chá de levedura nutricional (opcional)

     

    Preparação

    1. Arranje os espargos, dobrando-os com as mãos, um a um, até que a ponta inferior quebre. Descarte esta parte, que é a mais dura e fibrosa. Pegue nas pontas superiores e apare-as com um descascador de vegetais (se os espagos forem finos e apresentarem uma superfície lisa, não precisam de ser aparados). Coza os espagos a vapor até ficarem al dente (5 a 7 minutos). Corte-os em pedaços pequenos. Reserve.

     

    2. Num tacho, refogue a cebola e o alho num fio de azeite. Junte os cogumelos, deixe-os libertar grande parte da água e tempere-os de seguida com sal marinho e pimenta-preta.

     

    3. Adicione o arroz e deixe fritar, mexendo para não queimar. Acrescente o vinho e mexa de novo até evaporar. Junte parte do caldo de vegetais e deixe levantar fervura. Diminua o lume e deixe cozinhar lentamente por cerca de 20 minutos, adicionando, se necessário, mais caldo. É importante que mexa o arroz com frequência, para que este liberte mais amido e fique cremoso. Acrescente as natas e envolva. No final, desligue o lume e incorpore a levedura nutricional (se usar) no risoto. Adicione também os espargos cozidos e envolva.

     

    4. Sirva o risoto com cebolinho fresco picado.

     

    *fontes: wikipédia, a enciclopédia livre.

  • Bem-vindos ao meu novo blog!

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    Em vésperas do Dia da Mulher, acabei de escrever o meu último post no blog que me acompanhava desde 2013. Comecei aquele cantinho pouco tempo depois de ter decidido adotar uma alimentação e estilo de vida vegan. Nos últimos 5 anos, aquela foi a minha segunda casa. 

     

    Post atrás de post, fui também crescendo e o blog acompanhou todas as etapas mais marcantes da minha vida pessoal e profissional. Os vídeos de receitas vegan produzidos em parceria com a Ursa Maior para o meu canal de youtube, o início dos meus workshops de cozinha e dos eventos, a minha gravidez e o nascimento do Lourenço, e mais recentemente, o meu primeiro livro, são bons exemplos disso.

     

     

    No entanto, este ano está a ser marcado com muitas novidades e projetos novos! E como eu adoro desafios! Com a promessa de mais conteúdos e com um novo formato, a partir de agora vão poder encontrar-me por aqui.

     

    Todos os conteúdos importantes, como as receitas e os artigos, foram importados para este meu novo cantinho digital, para poderem consultar sempre que quiserem (podem utilizar a opção de Pesquisa ou consultar o Arquivo).

    Nos menus da página inicial, podem ler a minha história, ver a agenda de workshops, o menu para entregas ao domicílio, fazer um pedido de catering ou um vegan em casa e ainda experimentar as minhas receitas.

     

    Guardem o link blog.acozinhaverde.pt/ nos favoritos do vosso browser ou subscrevam por e-mail (opção disponível na página inicial).

     

    Espero que gostem e que continuem desse lado, na minha nova morada!

     

    Até já!

  • Três motivos para adotar uma alimentação vegan

    Hoje, dia 1 de Novembro, celebra-se o Dia Mundial do Veganismo (World Vegan Day). Não sou muito de assinalar datas mas não podia deixar passar esta, pela importância que tem para mim a nível pessoal.

    Quem me conhece e/ou acompanha o trabalho que desenvolvo com A Cozinha Verde sabe que adoto uma alimentação e estilo de vida vegan (há quase 5 anos). Quer isto dizer que excluo da minha alimentação e estilo de vida, na medida do possível, tudo o que tenha origem animal, que tenha sido testado em animais ou que contribua de alguma forma para a exploração animal. 

    Em termos alimentares, faço uma alimentação 100% vegetariana, sem carne, peixe, ovos, leite, derivados e mel. Contudo, este estilo de vida não se fica somente pelas minhas escolhas alimentares.  Por exemplo: não compro roupas ou calçado de pele, lã ou seda. Opto por produtos de cosmética e de limpeza sem ingredientes de origem animal e que não tenham sido testados em animais. Não frequento eventos/espetáculos que promovam a crueldade animal, como circos com animais e touradas.

     

    Resumidamente, procuro que as minhas escolhas e decisões diárias reflitam aquilo em que acredito: que não existe necessidade de utilizar os animais para nosso proveito. 

    3 motivos para adotar uma alimentação vegan

    Existem três motivações principais para adotar uma alimentação exclusivamente à base de plantas. Embora estejam todas interligadas, acabam por funcionar como três portas de acesso diferentes. São elas a saúde, a ética e o ambiente.

    O respeito pela liberdade e bem-estar animal foi a minha porta de acesso para uma alimentação e estilo de vida vegan. No entanto, depressa percebi os benefícios desta mudança na minha saúde, no meio-ambiente e na vida de outros seres humanos. (podem ler mais sobre a minha história aqui)

    Resumidamente, são estes os três grandes motivos:

    Saúde

    São inegáveis os benefícios de uma alimentação vegan equilibrada e bem planeada na nossa saúde. São inúmeras as patologias que advém de maus hábitos alimentares, predominantes (mas não exclusivos) numa alimentação omnívora, como o consumo excessivo de proteína e gordura animal,produtos de carne processados, lacticínios, excesso de sal e de açúcar. Uma alimentação vegan que tenha como base os alimentos de origem vegetal no seu estado natural – como as frutas, os legumes, os cereais, os frutos secos, as algas,as sementes e as leguminosas – tem como resultado uma menor prevalência de doenças, nomeadamente oncológicas e cardiovasculares, e um aumento considerável na nossa qualidade e esperança de vida. É por isso natural que muitos entusiastas deste estilo alimentar comecem com esta motivação inicial. A procura por uma alimentação e estilo de vida saudável leva cada vez mais portugueses a deixarem os animais de fora do prato.

     

    Ética

    É fácil entender que o facto de comer animais não lhes traz nenhuma vantagem. Para além de o ser humano se achar no direito de tirar a vida de outro ser vivo para seu proveito, a grande maioria dos animais da indústria pecuária vive vidas miseráveis (e muito curtas quando comparadas com a sua esperança média de vida), em condições desumanas e em sofrimento constante. Não sendo o consumo de animais imprescindível para a sobrevivência da espécie humana, não existe motivo válido para perpetuarmos o abatimento em massa de biliões de animais por ano para consumo humano. Para além disto, existe a questão cultural. Do meu ponto de vista, é tão errado matar uma vaca ou um porco como um cão ou um gato. Todas as espécies referidas são sencientes, ou seja, têm a capacidade de sentir sensações e sentimentos de forma consciente. Consoante o país e cultura onde nos inserimos, é facilmente observável que este duo – animais para consumo e animais de companhia – é variável. Se a nós, portugueses,nos faz sentido que a vaca e o porco entrem no nosso prato, mas não colocamos como hipótese comer os nossos amigos patudos, não será esta uma ideia que por ter sido incutida e perpetuada durante tanto tempo nas nossas mentes, nos levou a considerá-la como uma norma? Sucintamente, é este o conceito de tradição. Um hábito/ideia que foi mantido durante muito tempo, passado de geração emgeração, até ser normalizado pela sociedade em que nos inserimos. Falamos do consumo de animais, mas também da escravatura ou da ditadura por exemplo. Quero com isto dizer que pelo facto de uma acção ser aceite pela maioria não significa que seja correta e moral. Com a evolução da nossa espécie, foram quebradas várias tradições e normas que até então se julgavam “normais”. A utilização dos animais para nosso proveito, seja através da alimentação, do entretenimento, da moda ou da cosmética não é ética e deve ser repensada, à semelhança de outras tradições cruéis que a espécie humana já vivenciou.

    Mas não são apenas os animais que sofrem com os hábitos e tradições humanas. Também a nossa espécie teria a beneficiar com a diminuição do consumo de animais a nível mundial. Sendo a agricultura mais sustentável e com menos gasto de recursos (ler próximo ponto), essa mudança poderia servir para acabar com grande parte da fome e sede mundial. Se os terrenos atualmente utilizados para a criação de gado fossem utilizados paraa produção de vegetais, frutas e cereais, seria possível alimentar um número bastante superior de seres humanos que estão hoje condenados à morte por escassez de alimentos.

     

    Ambiente

    As nossas escolhas diárias no que diz respeito à alimentação não têm só um impacto direto na nossa saúde e no bem-estar animal. O ecossistema é também extremamente afetado com a indústria alimentar. Segundo um relatório recente da FAO (Agência para a Alimentação e Agricultura das NaçõesUnidas), a indústria pecuária é responsável por 18% das emissões dos gases causadores de efeito de estufa, percentagem esta superior a todo o sector dos transportes. A alimentação vegetariana gasta muito menos recursos naturais comparativamente com uma alimentação à base de produtos de origem animal. Grande parte da produção intensiva de cereais existe para alimentar o gado da indústria pecuária. Por este e outros motivos, o custo de produção de um kg de carne ou de 1 litro de leite de vaca é muito superior quando comparado com a indústria agrícola. A pesca excessiva está também a levar à extinção de várias espécies marinhas, e prevê-se que, a continuar ao ritmo dos últimos anos, levará à extinção em massa de todas as espécies mais comerciais em 2050. Posto isto, uma alimentação local, sazonal e à base de vegetais é muito menos poluidora, para além de consumir menos recursos, sendo por isso uma opção mais sustentável e ecológica para todos nós.  

     

    Espero que tenham gostado deste post! Partilhem comigo as vossas experiências e motivações! Vou adorar ler os vossos comentários! 🙂

  • Workshops de cozinha

     

    A Cozinha Verde realiza workshops de cozinha, showcookings e eventos para empresas e particulares.

    Os nossos workshops de cozinha são uma excelente oportunidade para conhecer mais sobre a alimentação e estilo de vida vegan. Espreite a nossa agenda e venha cozinhar connosco!

     

    Próximo workshop:

     

    Workshop “Ceia de Natal Vegan”

    Data: sábado, 18 de dezembro

    Horário: 11h00 – 13h30

    Local: Alameda dos Oceanos 41 (Parque das Nações)

    Clique aqui para consultar o programa

     

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