Category: vegan

  • Bolo de cacau, caramelo e amendoim | Aniversário

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    Na terça-feira celebrei o meu 32º aniversário com este bolo de cacau, caramelo e amendoim. Ficou delicioso e por isso hoje partilho com vocês a receita, para poderem experimentar para uma festa de aniversário ou simplesmente num dia em que vos apeteça surpreender a família com um bolo caseiro, sem ovos e leite e muito saboroso!

    A base deste bolo leva cacau, mas podem facilmente substituir por farinha de alfarroba, se preferirem! Fiz o caramelo da cobertura com manteiga de amendoim (a sério, que combinação brutal!) e finalizei com umas tiras de chocolate 70% cacau derretido, morangos e amendoins picados! 

    Esta é uma excelente alternativa aos bolos convencionais industrializados e é bem simples de fazer! Podem dobrar a receita e fazer um bolo duplo recheado com caramelo e morangos, mantendo a cobertura sugerida. Os frutos vermelhos ligam muito bem com o chocolate e o caramelo, mas podem utilizar outras frutas da vossa preferência. Nesta receita a linhaça é utilizada para dar liga no bolo, não omitam este ingrediente especial. 🙂

    Feita a introdução, vamos à receita? 

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    Receita – Bolo de cacau, caramelo e amendoim

    Serve 12 fatias

    Tempo total: 1 hora

     

    Ingredientes

    Bolo:

    1 + 3/4 de chávena de farinha de espelta biológica

    1 chávena de açúcar de coco 

    1/3 de chávena de cacau cru em pó

    1 pitada de sal marinho integral

    2 colheres de sopa de sementes de linhaça moídas (moer na hora, de preferência)

    1 colher de sopa de fermento em pó

    1 chávena de bebida vegetal bio e sem açúcar 

    1/3 de chávena de óleo de coco derretido (ou azeite extra-virgem)

    1/4 de colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

    Caramelo:

    ¼ de chávena + 2 colheres de sopa (90ml) de geleia de coco (em alternativa: xarope de ácer, geleia de agave ou arroz)

    1/2 chávena (120 ml) de leite de coco

    6 colheres de sopa (60gr) de açúcar de coco

    3 colheres de sopa (45ml) de manteiga de amendoim natural

    1 pitada de sal marinho integral

    Toppings:

    3 quadradinhos de tablete de chocolate bio 70% cacau

    Amendoins torrados e grosseiramente picados, q.b.

    Morangos frescos biológicos q.b.

     

    Preparação

    Pré-aqueça o forno a 180º. Misture os ingredientes secos do bolo numa taça (farinha, açúcar, cacau, sal, linhaça, fermento). Adicione os ingredientes líquidos (bebida vegetal, azeite, baunilha) e incorpore com uma vara de arames. Transfira a mistura para uma forma redonda antiaderente e leve ao forno 25 a 30 minutos ou até um palito sair limpo. Deixe arrefecer e desenforme o bolo com cuidado.

    Adicione todos os ingredientes para o caramelo (geleia, leite de coco, açúcar de coco, manteiga de amendoim e sal)  num tacho e leve ao lume. Mexa bem com uma vara de arames. Quando começar a ferver, reduza o lume e continue a mexer, até o caramelo começar a engrossar (e fazer ponto de estrada). Desligue o lume e deixe arrefecer. De seguida, espalhe uniformemente a cobertura sobre o bolo.

    Derreta o chocolate em banho-maria. De seguida, verta o chocolate sobre o bolo (fiz 3 riscas, ver foto).

    Finalize a decoração com os morangos e os amendoins grosseiramente picados.

     

    Nota: Como recebo sempre muitas mensagens vossas a perguntar quais as marcas que aconselho, deixei-vos alguns links na lista de ingredientes para produtos que utilizei nesta receita. E não se esqueçam do miminho que tenho sempre para vocês nas seguintes lojas:

    Desconto de 10% na Iswari com o código cverde

    Desconto de 10% na Origens Bio com o código cozinhaverde

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo.

  • 15 coisas que aprendi com o estilo de vida vegan (Parte I)

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    Quem me acompanha há algum tempo, sabe que este blog surgiu no seguimento de ter adotado uma alimentação e estilo de vida vegan (podes ler a minha história aqui). Já lá vão 6 anos e continuo a sentir que esta foi das melhores decisões que tomei até hoje. O veganismo abriu-me as portas para um estilo de vida compassivo, mais saudável e sustentável e mudou imenso a minha forma de estar no Mundo.  

    Hoje sentei-me a pensar em todas as coisas que este estilo de vida me ensinou. Achei que poderia ser interessante passar para o papel e partilhar com vocês algumas curiosidades, o que levou a este post. 

    Dividi isto por temas (caso contrário ficava gigante!) e comecei pela ALIMENTAÇÃO.

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    15 coisas que aprendi com o estilo de vida vegan (Parte I)

    Na Alimentação:

     

    1. O E120 (carmim), um dos corantes mais utilizados na indústria alimentar e cosmética, responsável pela cor vermelha, é obtido através do esmagamento de um insecto chamado cochonilha. 

    2. O aroma natural de baunilha é na grande maioria das vezes obtido através da secreção do castor, o “castóreo”, pois tem um aroma muito semelhante à baunilha.

    3. Alguns vinhos e cervejas artesanais contém ingredientes de origem animal, como a albumina de ovo.

    4. Sementes (como a chia e a linhaça), frutos secos (como as amêndoas) e um grande número de vegetais de folha verde têm mais cálcio do que o leite de vaca.

    5. A proteína é abundante na alimentação 100% vegetal. Ela está presente em todos os alimentos, sendo as melhores fontes as leguminosas (grão, feijão, lentilhas, soja, etc), as oleaginosas (frutos secos e sementes) e os cereais e pseudocereais (arroz, millet, quinoa, trigo-sarraceno, aveia, etc).

    6. Um vegan não precisa de comer tofu, seitan ou soja! Embora sejam opções a considerar (principalmente no caso do feijão de soja e do tofu), esta não é a base alimentar de um vegetariano nem tão pouco a única fonte de proteína.

    7. Os vegetais, as frutas, as sementes, os frutos secos, as leguminosas, os cereais (e pseudocereais), os cogumelos, as algas e os tubérculos são a base de uma alimentação vegetariana variada e equilibrada. 

    8. A vitamina C potencia a absorção do ferro presente dos vegetais. Para isso, podemos por exemplo utilizar o limão ou outro citrino nas receitas ou acompanhar com uma bela salada de tomate.

    9. As leguminosas, os cereais integrais e até as oleaginosas devem ser sempre que possível demolhados de forma a eliminar os antinutrientes que bloqueiam a disponibilidade de nutrientes. 

    10. As sementes que não conseguimos mastigar convenientemente devem ser transformadas antes de consumir (fazer manteiga, moer ou hidratar por exemplo) de forma a digerir melhor e consequentemente aproveitar melhor o seu valor nutricional.

    11. Um vegetariano não vive só de alfaces e saladas! Nesta alimentação há espaço para todos os gostos e uma grande variedade de opções. Difícil mesmo é cair na monotonia alimentar com uma dieta à base de plantas. Podem consultar as receitas do blog para alguma inspiração.

    12. Os nosso paladar educa-se e é perfeitamente possível passar a adorar alimentos que até então ficavam de lado. Nunca fui fã de vegetais (principalmente verdes) e hoje em dia não vivo sem eles. Com alguma insistência, novas formas de confeção e combinações mais ao nosso gosto, começaremos a apreciá-los sem grande esforço.

    13. A carência de Vitamina B12 não é exclusiva da dieta vegetariana. No entanto, esta é a única vitamina que não conseguimos obter de forma suficiente através dos alimentos de origem vegetal. Deve ser por isso obtida através de suplementos ou através do consumo de produtos fortificados (leveduras, alternativas vegetais aos laticínios, por exemplo).

    14. A alimentação de um vegan pode ser bastante económica desde que se façam as escolhas certas. Uma alimentação maioritariamente plant based (com produtos “da terra”) e com poucos processados não fica mais cara do que a convencional, até pelo contrário. Comer alimentos da época é também uma das estratégias para poupar a carteira (e o ambiente!)

    15. A alimentação de um vegan não é necessariamente mais saudável. Mais uma vez, tudo depende das nossas escolhas e a leitura dos rótulos é muito importante. Gosto sempre de dar o exemplo das batatas-fritas, dos refrigerantes (como a coca-cola) e das bolachas (como a Oreo). Estes são produtos 100% vegetais e pouco interessantes para a nossa saúde.

     

    Espero que tenham gostado e que esta informação vos seja útil. Na Parte II, vou trazer-vos mais alguma informação e curiosidades mas a respeito de outra área. Sim, porque o veganismo não se centra apenas na alimentação, mas em todo o nosso lifestyle

     

    E vocês, têm algum ponto a acrescentar a esta lista? Ou alguma dúvida? Deixem nos comentários para eu responder. Até já! 

  • Cones da Páscoa Recheados

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    Hoje trago-vos a minha sugestão para uma Páscoa deliciosa e saudável. 

    Confesso que me custa um bocadinho assistir ao consumismo desenfreado por doces nestas épocas festivas.  Acho exagerado todo o rebuliço em torno dos ovos da páscoa, das amêndoas com chocolate, etc. Os mais novos são facilmente levados por toda esta exposição de açúcar e não têm capacidade para filtrar. Por este motivo, criei esta receita, com o intuito de passar a mensagem de que é possível fazer sobremesas deliciosas recorrendo a ingredientes mais saudáveis e nutritivos. 

    Estes cones (ou copos, se preferirem) têm como ingredientes principais os cajus, as tâmaras Medjool, as framboesas e o chocolate. Utilizei um chocolate biológico com 70% de cacau, com manteiga de cacau e adoçado com açúcar de cana. A combinação de sabores é tão maravilhosa e viciante, que assim que terminámos as fotografias despachei logo dois copinhos (ahahah). 

     

    Curiosos? Então espreitem a galeria de fotografias que se segue. 🙂 Se ficaram convencidos, a receita está logo abaixo.

     

     

     

    Cones da Páscoa Recheados

    vegan, sem açúcar, opção sem glúten

    faz 8 cones ou 8 copinhos

    tempo total: 40 minutos

     

    Ingredientes

    Creme de caju:

    1 chávena (160gr) de cajus sem sal

    2 colheres de sopa (30ml) de água

    2 colheres de sopa (30ml) de xarope de ácer

    Caramelo:

    7 tâmaras Medjool (130gr)

    uma pitada de sal marinho 

    1/4 de colher de chá de baunilha em pó (opcional)

    Água q.b.

    1/2 chávena (20gr) de framboesas desidratadas

    100gr de chocolate em barra (mínimo 70% cacau, sem glúten se necessário)

     

    Preparação

    Demolhe os cajus durante a noite ou em 30 minutos em água a ferver. Num processador, adicione os cajus demolhados, e água e o xarope de ácer e triture até obter um creme homogéneo (o tempo poderá variar consoante o tipo de processador utilizado, no meu caso foram aproximadamente 10 minutos). Transfira o creme para uma tigela e reserve.

    Descaroçe as tâmaras e deixe-as de molho 5 a 10 minutos em água quente. Num processador, adicione as tâmaras, o sal marinho, a baunilha e uma a duas colheres de sopa de água. Triture até obter um creme homogéneo, adicionando aos poucos mais água até obter a consistência desejada. Transfira o caramelo para uma tigela e reserve.

    Esmague as framboesas desidratadas com a ajuda de um garfo ou esmagador e reserve.

    Parta o chocolate em pequenos pedaços e derreta-o em banho-maria. 

    Agora, pode optar por fazer os cones de chocolate ou servir em copinhos. 

    Para servir em copinhos, distribua uma porção de creme de caju e uma de caramelo em todos os copos. Finalize com as framboesas e chocolate derretido. Leve ao frigorífico até servir.

    Para fazer os cones, comece por fazer um molde com papel vegetal. Para isso, enrole com cuidado um pedaço de folha de papel vegetal até formar o cone e feche com um adesivo na parte superior do molde. Nota 1: Pode optar por fazer apenas um molde ou mais do que um, sendo que neste último caso irá demorar menos tempo a finalizar a receita.

    Depois, segure o molde com a base virada para cima e com uma colher espalhe o chocolate quente sobre metade do molde. (ver imagem em baixo). Deixe escorrer bem e leve ao frigorífico para que o chocolate seque. Nota 2: Como não tinha nenhum suporte para cones, improvisámos com um garfo no interior do cone (para dar suporte) e colocámos dentro de um copo baixo.

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    Retire o molde do frio (15 a 20 minutos será suficiente para solidificar) e comece a enrolar gentilmente o interior do molde, até que o chocolate solte (fazendo o mesmo movimento que usou para criar o molde). Com cuidado, vire o cone para baixo e puxe devagar até soltar totalmente. Nota 3: Pode utilizar uma luvas para manusear o cone, para que as suas mãos não aquecam tanto o chocolate – este processo tem de ser rápido, pois o chocolate comecerá a derreter com o calor das mãos). Este processo apesar de ser rápido, terá de ser realizado com calma e cuidado redobrado, de forma a não partir o cone.

    Volte a levar ao frigorífico os cones antes de os rechear (5 minutos). Com os cones novamente frios, recheie com uma camada de creme de caju e outra de caramelo. Finalize com as framboesas.

    Guarde no frigorífico até servir.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo. 

     

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  • Almôndegas de lentilhas e noz

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    Hoje trago-vos mais uma receita fácil e deliciosa. Uma alternativa às almôndegas de carne, feita com lentilhas e nozes. Embora adore esta combinação lentilhas + noz, podem substituir as lentilhas por outra leguminosa da vossa preferência (feijão, grão,…) e as nozes por outro fruto seco moído (caju, amêndoa, avelã…). 

     

    A liga destas âlmondegas é feita com as nozes e as sementes de linhaça moídas.  

     

    Esta é daquelas receitas práticas para fazer em maior quantidade, pois podem congelar para as vossas refeições da semana. E por falar em #mealprep, no dia 18 de Maio vamos ter a 2ª edição em Lisboa do Workshop “Marmitas para Todos os Dias”! As inscrições já estão abertas e podem consultar o prgrama aqui. 🙂

     

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    Receita – Almôndegas de lentilhas e noz

    Faz 15 unidades

    Sem glúten

    Tempo total: 30 minutos

     

    Ingredientes

    2 dentes de alho picados

    1 cebola pequena picada

    2 chávenas de lentilhas castanhas cozidas

    1 mão-cheia de salsa fresca picada

    Sal marinho q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    ¼ de colher de chá de pimenta-de-caiena

    2 colheres de sopa de levedura nutricional (opcional)

    1/3 de chávena de nozes moídas

    1/3 de chávena de sementes de linhaça moídas

     

    Preparação

    Num processador, junte todos os ingredientes (à excepção da noz e da linhaça). Triture tudo até formar uma pasta homogénea.

    Transfira a mistura para uma tigela grande. Adicione a noz moída e a linhaça. Envolva tudo muito bem com as mãos. A massa deve ficar firme e maleável. Caso seja necessário, acrescente mais linhaça para ajustar a consistência.

    Molde pequenas bolas com as mãos.

    Transfira as almôndegas para um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno, previamente aquecido a 180º, durante cerca de 20 minutos (deve virá-las a meio do tempo) ou até se apresentarem ligeiramente douradas.

    Dicas:

    Sirva as almôndegas com um molho de tomate caseiro, esparguete integral (ou noodles de curgete) e parmesão de noz (receita no livro “A Cozinha Verde“)

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo. 

     

    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

  • Tofu e alho francês à Brás

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    No último sábado realizamos a 2ª edição em Lisboa do Workshop hands-on Cozinha Vegan Descomplicada, uma aula prática de cozinha onde os participantes confeccionam em grupo receitas 100% vegetais, saudáveis e descomplicadas com a nossa orientação. A 3ª edição está marcada para 27 de Abril e já temos poucas vagas disponíveis. Se querem aprender mais sobre cozinha vegan num ambiente descontraído onde todos são convidados a “pôr as mãos na massa”, enviem-nos um e-mail ou mensagem para receberem todas as informações. 

     

     

    Hoje trago-vos uma das receitas que ensinamos neste último workshop, e que faz parte do livro “A Cozinha Verde”

    Se a recriarem em vossa casa, partilhem comigo o resultado! 🙂

     

    Tofu e alho francês à Brás

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    Esta é daquelas receitas perfeitas para convencer não-vegetarianos a explorar a cozinha vegan. Já a servimos em inúmeros eventos e o sucesso é sempre garantido. O truque passa por apostar nos condimentos e aromáticas, que vão conferir um sabor irrestível ao prato. A escolha do tofu é também muito importante. Optem por um tofu firme fresco (refrigerado) e biológico. O sabor e consistência do tofu pode variar bastante de marca para marca e ditar o sucesso (ou insucesso) do vosso prato. Se quiserem saber quais as marcas que aconselho ou tiverem algumas dúvidas, deixem nos comentários.

    Apesar da base desta receita ser o tofu e o alho francês, podem utilizar outros vegetais, tais como a cenoura, a pastinaca ou a couve (branca, roxa, etc). Só têm de cortar finamente os vegetais (podem utilizar uma mandolina ou robot de cozinha para esse efeito) e substituir ou acrescentar na vossa base. 

    Como costumo dizer nos workshops d’A Cozinha Verde, dou sempre preferência a receitas abertas, i.e. receitas em que vocês possam mexer e dar o vosso toque pessoal, substituindo ou acrescentando ingredientes. A partir do momento em que percebemos a base de uma receita, será muito fácil adaptá-la ao nosso gosto e criar versões diferentes, e é muito isto que tento passar quando estou com vocês pessoalmente. Por isso, sintam-se à vontade para seguir a receita “à risca” ou arriscar numa versão completamente diferente. It’s your call.  Seja como for, tenho a certeza de que o resultado será surpreendentemente delicioso.

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    Receita – Tofu e alho francês à Brás

    Serve 4 pessoas

    Tempo total: 50 minutos

     

    Ingredientes

    Brás

    400gr de tofu firme biológico

    1 alho francês grande, cortado em tiras finas

    1 cebola grande, cortada em finas meias luas

    1 molho grande de salsa fresca, picada

    Curcuma moída q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Alho em pó q.b.

    Sal marinho integral q.b.

    250gr de batatas, cortadas em palitos

    Para guarnecer: Azeitonas pretas q.b.

    Creme

    100gr de tofu firme biológico

    1 colher de sopa de levedura nutricional

    1 dente de alho descascado

    Curcuma moída q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Um fio de azeite extra virgem

    1/2 chávena (120ml) de natas vegetais

     

    Preparação

    Comece por assar as batatas. Descasque as batatas e corte-as em palitos finos. Disponha as batatas num tabuleiro forrado com papel vegetal (não as sobreponha para que fiquem mais estaladiças). Regue com um fio de azeite e leve ao forno pré-aquecido a 200º por 15 a 20 minutos até estarem douradinhas (deve virar a meio do tempo). Reserve.

    Num processador, coloque as 100gr de tofu, a levedura nutricional, o alho, a pimenta, a curcuma, o azeite as natas vegetais. Triture até obter um creme homogéneo. Reserve.

    Numa tigela, com a ajuda de um garfo, esmague as 400gr de tofu e reserve.

    Numa frigideira larga, salteie a cebola num fio de azeite. Quando a cebola estiver translúcida acrescente o alho francês. Salteie mais um pouco. De seguida acrescente o tofu e tempere com sal, pimenta, curcuma e alho. Deixe apurar. Incorpore as batatas assadas e o creme de tofu e cozinhe em lume brando por uns minutos. Se necessário, acrescente mais natas até obter a consistência desejada. No final, adicione a salsa fresca e desligue o lume.

    Transfira para uma travessa e finalize com as azeitonas pretas.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, enviem-nos as vossas fotografias. Vamos seleccionar algumas para partilhar nas redes sociais d’A Cozinha Verde! 

     

    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

  • Polenta com cogumelos picantes e redução de frutos vermelhos

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    Quem me acompanha há algum tempo sabe que um dos principais objetivos deste blog é ajudar a descomplicar a cozinha vegan. Todas as receitas que partilho foram pensadas para ser acessíveis para qualquer pessoa. São geralmente rápidas e simples de confeccionar, com listas de ingredientes curtas. Não pretendo passar a ideia de que é necessário passar horas intermináveis na cozinha para fazer uma alimentação 100% vegetal. Apesar de gostar de criar receitas, no dia-a-dia não adoro passar muito tempo na cozinha. Acredito que se passe o mesmo com a maioria de vocês. 

    Tenho alguns truques para poupar tempo na preparação das nossas refeições cá em casa. Não sou uma pessoa muito organizada e metódica. Não consigo funcionar com planos semanais de refeições por exemplo. Muitas vezes nem diários ahah. O homem é pior do que eu. Antes do Lourenço nascer, nunca conseguiamos jantar antes das 22h.

    Dizem que a maternidade nos muda. As prioridades alteram-se e passamos a ter um ser pequenino e adorável que precisa de nós para aprender a viver neste mundo. Foi depois dos 6 meses, quando ele começou a introduzir outros alimentos para além do leite materno, que comecei a arranjar uma estratégia para nos conseguirmos sentar todos à mesa e a uma hora “decente”. 

    Não se tratou de magia mas com um pouco de persistência e consistência ao fim de algum tempo conseguimos fazê-lo. Hoje em dia, jantar às 22h é a exceção e não a regra. 

    Antes de passar para a receita que me trouxe hoje aqui, vou deixar-vos uma pequena lista com algumas das nossas dicas para gerir as refeições. Atenção, isto é o que funciona connosco, tendo em consideração a nossa dinâmica familiar, gostos e possibilidades. 

     

    As nossas dicas para poupar tempo na cozinha

     

    1. Fazer listas de compras 

    Não planeamos as refeições para a semana, mas tento fazer listas de compras para conseguir garantir algumas refeições. Já no supermercado/mercado, antes de levar um alimento penso primeiro no que poderemos fazer com ele tendo em conta os restantes ingredientes que temos em casa e/ou no carrinho de compras.  

    2. Dispor os ingredientes todos na bancada antes de começar a cozinhar

    Gosto de organizar todos os ingredientes da receita na bancada antes de começar a cozinhar. Ajuda a manter o foco na receita, diminuindo o tempo de preparação e confeção (mesmo que a receita esteja a ser inventada no momento).  

    3. Manter a cozinha limpa e arrumada

    Este é dos pontos mais importantes e permite poupar imenso tempo. Vou lavando a loiça e arrumando os ingredientes que já não são necessários enquanto cozinho. Faço-o, por exemplo, quando passo de uma receita para outra ou durante os “tempos mortos” de uma receita. 

    4. Tirar partido dos utensílios de cozinha

    Uso e abuso dos utensílios de cozinha que facilitem o meu trabalho. Como alguns daqueles que encontram neste artigo que escrevi para o Sapo. Não vivo sem descascadores, sem a minha super chef da Tupperware (uso para picar cebola, alho, aromáticas, etc) ou sem o meu processador multipro da Kenwood.

    5. Congelar

    De tempos a tempos, cozo leguminosas e cereais integrais em maior quantidade para congelar e/ou conservar no frigorífico para utilizar naquela semana. Faço o mesmo com as sopas do Lourenço e com fruta madura (que dá imenso jeito para desenrascar um lanche ou sobremesa rápida). 

     

    E vocês, que estratégias utilizam para encurtar o tempo que passam na cozinha? Partilhem comigo nos comentários. 

     

    Vamos agora à receita de hoje. Já ouviram falar de polenta? Parece que este é um dos hits do momento mas sabiam que a sua história remonta a tempos bem antigos? A polenta é feita com sémola ou farinha de milho, cozido em água até obterem a consistência desejada. Tem um sabor neutro, o que possibilita inúmeras combinações diferentes, tanto doces como salgadas. Já tinha experimentado algumas vezes em restaurantes vegetarianos e andava com imensa curiosidade para experimentar fazer em casa. Encontrei no Lidl uma polenta express (sémola de milho sem OGM pré-cozida a vapor) que prometia confeccionar este prato cerca de 3 minutos. Na semana passada, num dia em que não tinhamos refeição planeada e/ou preparada, olhámos para a embalagem na despensa e decidimos experimentar. Tinhamos um coulis de frutos vermelhos no frigorífico que tinha sobrado de uma sobremesa e uns cogumelos pleurotus que sobraram de uma canja acabada de fazer. Os ingredientes estavam decididos e dispostos na bancada. Ao fim de 20 minutos, tinhamos a receita empratada. 

     

    Não se assustem com o nome, a polenta é mesmo super fácil de fazer! O resultado ficou incrível, adorei a combinação do doce dos frutos vermelhos com o toque picante dos cogumelos e a textura e sabor suave da polenta ligou na perfeição todos os elementos.

     

    Servimos a polenta como refeição principal (em conjunto com a canja que já estava preparada) mas podem também fazê-la como entrada. Seja como for que decidam servi-la, o resultado vai ser o mesmo: DELICIOSO!

     

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    Polenta com cogumelos picantes e frutos vermelhos

    Serve 4 pessoas

    Tempo de preparação: 15 minutos

    Tempo de confeção: 20 minutos

     

    Ingredientes

    Polenta:

    1/2 cup (chávena) de sémola de milho pré-cozida ao vapor

    2 cups (chávenas) de água

    Temperos: paprika doce, alho em pó, sal marinho e pimenta-preta, q.b.

     

    Cogumelos pleurotus picantes:

    150 a 200gr cogumelos pleurotus

    1 dente de alho

    1/2 colher de chá de malagueta seca (moída ou em flocos)

    Sal marinho e pimenta-preta q.b.

    1 colher de sopa de azeite extra-virgem

     

    Coulis de frutos vermelhos

    100gr de frutos vermelhos congelados

    1 colher de sopa de açúcar de coco

    1 colher de chá de sumo de limão

     

     

    Preparação

    Polenta:

    Aqueça em lume médio um tacho com a água e adicione os temperos a seu gosto. Depois, adicione lentamente a sémola de milho na água e mexa até obter uma consistência firme (aproximadamente 7 minutos). Tenha em atenção que depois de arrefecer a polenta ganhará um pouco mais de firmeza. Nota: É importante que adicione a polenta lentamente e que mexa durante todo o processo para que a mesma fique homogénea e sem grumos. Transfira para um prato e deixe arrefecer. Corte a polenta em cubos com a ajuda de uma faca ou, caso tenha um molde, utilize-o para fazer um cilindro – ou qualquer outra forma geométrica. 

     

    Cogumelos pleurotus picantes:

    Corte os cogumelos pleurotus em tiras e pique o alho finamente. Reserve.

    Numa frigideira, aqueça o azeite e adicione as tiras de cogumelos. Tempere com o sal, a pimenta-preta e a malagueta. Salteie por uns minutos até ficarem tenros. Junte o alho, incorpore, salteie por mais um a dois minutos e desligue o lume.

     

    Coulis de frutos vermelhos

    Leve os frutos vermelhos, o sumo de limão e o açúcar de coco ao lume. Deixe cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário. Os frutos vermelhos vão desfazer-se e libertar água e irá começar a obter uma consistência semelhante a um doce. Assim que a redução estiver terminada – poderá demorar uns 10 a 15 minutos – desligue o lume. Transfira para um copo alto e triture com a varinha mágica para obter um creme homogéneo. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico até servir. 

     

    Empratamento

    Agora que já tem os três elementos da receita prontos, pode começar a empratar para servir. 

    Começe por colocar uma porção da polenta no prato. Depois, adicione os cogumelos por cima. Finalize com o coulis de frutos vermelhos.

     

    Bom apetite!

  • Arroz sem marisco

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    Esta semana a receita que vos trago é inspirada num prato tradicional da cozinha portuguesa. Ao fim de algum tempo a fazer uma alimentação vegetariana, comecei a sentir vontade de reiventar algumas receitas que faziam parte do meu dia-a-dia e que estavam ainda presentes na minha memória. Confesso que esta vontade demorou algum tempo a surgir. Nos primeiros tempos de descoberta da minha nova alimentação, com tantas novidades para descobrir, o meu foco e vontades culinárias estavam mais centrados num estilo de cozinha alternativo. Com tantos ingredientes diferentes e receitas novas para experimentar, esqueci rapidamente a “comida de conforto” a que os meus pais me tinham habituado, substituindo-a facilmente por novas alternativas. Comecei devagarinho a criar novas memórias, a descobrir novos gostos e, naturalmente, os pratos que até então me acompanhavam foram sendo substituídos por outros.

    No entanto, e porque o simples ato de comer é muito mais do que nutrir o nosso corpo, ao fim de alguns anos comecei a sentir saudades de alguns pratos que me acompanharam e marcaram durante a infância e adolescência. A minha mãe, exímia cozinheira, sempre teve um interesse (e jeito) particular pelos pratos típicos da nossa gastronomia e este tipo de receitas eram uma constante lá por casa. Desde pratos principais a sobremesas, a alimentação da minha família sempre foi muito “tradicional”. Com tantas memórias gravadas à volta da mesa, era natural que, mais cedo ou mais tarde, começasse a sentir saudades. Curiosamente, e durante todos estes anos que já passaram desde que adotei esta alimentação, nunca senti saudades do sabor da carne, do peixe, dos ovos. Para ser sincera, acho que neste momento esses sabores e texturas foram já apagados da minha memória. Atualmente, o cheiro destes alimentos não me agrada de todo e já não me são familiares. 

    Contudo, na grande maioria dos pratos típicos portugueses, não é o sabor dos alimentos de origem animal que predomina. Os condimentos utilizados, os vegetais, as ervas aromáticas, estes sim criam impacto na receita e as suas combinações ficam gravadas na nossa memória a longo-prazo. 

    Comecei então a reiventar algumas receitas, fugindo pouco ou nada à versão “original”, com as substituições necessárias para que a mesma fosse o mais aproximada em termos de sabor e nutricionalmente adequada.

    A vontade de fazer um Arroz de marisco sem marisco surgiu há uns tempos atrás, quando uma marca de produtos vegetarianos alternativos à carne me contactou com o objetivo de me dar a conhecer alguns dos seus produtos. Tal não foi o meu espanto quando vi que tinham um camarão 100% vegetal! Já sabia da existência desde produto mas nunca o tinha visto à venda em Portugal. Apesar deste ser um produto mais industrializado e menos interessante do ponto de vista nutricional, fiquei com curiosidade de experimentar. 

     

    Antes de passar à receita, deixo-vos algumas notas importantes:

     

    Um. O camarão vegetal foi o impulsionador desta receita, mas a sua utilização é perfeitamente opcional. O sabor característico deste prato não depende da sua utilização;

    Dois. O tofu, um alimento milenar muito versátil obtido a partir do feijão de soja, substitui a proteína animal nesta receita. É importante que escolham um tofu fresco, preferencialmente biológico ou cuja marca garanta que é livre de OGM (organismos genéticamente modificados). Aconselho a experimentarem as marcas Shambala ou Próvida (encontram ambas em supermercados biológicos);

    Três. O arroz branco (refinado) foi substituido pela sua versão integral, pois o valor nutricional dos cereais integrais é bastante superior. É importante que deixem o arroz a demolhar durante algumas horas (durante a noite, por exemplo) de forma a diminuir o seu tempo de cozedura e a eliminar os anti-nutrientes que impedem a absorção de todos os nutrientes pelo nosso organismo;

    Quatro. Por último, as algas utilizadas na preparação da receita têm como objetivo trazer o toque a mar salgado necessário, pelo que a não utilização deste ingrediente pode alterar o resultado final. 

     

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    Arroz sem marisco

    serve 4 pessoas

    tempo de preparação: 20 minutos

    tempo de confeção: 30 a 40 minutos

     

    Ingredientes

    250g de tofu fresco biológico

    Sumo de ½ limão, espremido na hora

    2 colheres de sopa de alga Nori em flocos (ou outra alga da sua preferência)

    Pimenta branca, q.b.

    1 cebola grande, picada

    2 dentes de alho, picados

    1 malagueta pequena, finamente picada

    1 fio de azeite extra virgem

    1 folha de louro

    Sal marinho integral, q.b.

    Paprika doce, q.b.

    ½ embalagem de camarão vegetal (opcional)

    2 tomates grandes, cortado em cubos

    ½ cup de molho de tomate caseiro (ou molho de tomate biológico, sem açúcar e conservantes)

    ½ cup de caldo de legumes caseiro

    ½ cup de vinho branco

    1 cup de arroz integral, previamente demolhado por 8h

    2 a 3 cups de água 

    1 mão cheia de coentros frescos

     

    Preparação

    Corte o tofu em cubos pequenos e coloque num recipiente com os flocos de algas e o sumo de limão. Tempere com pimenta branca e deixe repousar enquanto prepara os restantes ingredientes, de forma a que este absorva o sabor das algas.

    Num tacho médio, salteie a cebola, o alho e a malagueta (se usar*) num fio de azeite, até alourar. 

    Adicione o tofu em cubos, o camarão vegan (se usar) e o louro. Tempere com sal marinho, pimenta branca e paprika doce e deixar fritar durante uns minutos. 

    Adicione o tomate em pedaços e deixe cozinhar por 2 minutos, mexendo se necessário.

    Adicione agora o molho de tomate, o caldo de legumes e o vinho branco e deixe levantar fervura.

    Adicione o arroz integral (demolhado) e parte da água. Deixe cozer em lume médio-baixo e acrescente água sempre que for necesário, mexendo ocasionalmente. 

    Quando o arroz estiver cozido, prove e retifique os temperos (se necessário). Junte os coentros frescos e sirva.

     

    *Dica: se gostar do toque picante da malagueta e a decidir usar na receita, pode optar por retirar ou manter as suas sementes, dependendo da intensidade de picante que desejar. Em alternativa, e caso não tenha malagueta fresca, pode utilizar malagueta seca (em flocos, por exemplo) ou pimenta caiena. 

  • Bolo de Chocolate Simples e Decadente | TOP 5 bolos preferidos

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    A semana passada partilhei no instagram os bastidores da minha primeira experiência com esta receita. Espero que tenham seguido a minha sugestão, e guardado um espaçinho para uma fatia desde bolo, agora que já acabaram as amêndoas da Páscoa. 🙂

    Este é um bolo de chocolate vegan muito simples (e rápido) de preparar e com um resultado absolutamente fantástico. Mas não se deixem enganar pela sua simplicidade! A cobertura, uma espécie de ganache de chocolate feito com chantilly de coco caseiro, elevou este bolo para o meu TOP 5 de bolos de chocolate preferidos.

    Nunca me canso de bolos de chocolate. É um facto. Posso fazer mil e uma invenções e combinações diferentes, com diferentes recheios e coberturas, que se houver cacau pelo meio, é quase certo que me vai agradar. Mas algo me diz que não sou a única chocoholic por aqui! Não é por acaso que o bolo que A Cozinha Verde mais vende para catering e encomendas particulares é precisamente… de chocolate! Por isso, gulosos desse lado do ecrã, acusem-se na caixa de comentários! 🙂

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    Voltando ao ingrediente principal desta receita, o cacau. Este fruto é um superalimento por excelência, muito conhecido por ser um poderoso antioxidante, o que significa que ajuda a neutralizar o efeito dos radicais livres e consequentemente o envelhecimento precoce das nossas células. Para além disso, é rico em ferro, magnésio, potássio e proteína. É um verdadeiro boost de energia, ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e ainda ajuda a regular os níveis de serotonina, o neurotransmissor que melhora o humor. Querem melhor antidepressivo do que este? 🙂

    Costumo ter sempre por perto o cacau cru da Iswari (ver foto acima). Relembro que podem adquirir qualquer superalimento da Iswari com 10% de desconto na loja online, se utilizarem o código cverde.

    Nos meus workshops de cozinha é rara a vez em que não o utilizo na preparação de receitas. Estamos habituados a ouvir que o chocolate faz mal e que o devemos evitar. No entanto, não é o cacau que devemos temer, mas sim os produtos industrializados que têm como base o cacau (como os chocolates convencionais), mas que são ricos em açúcares refinados e gorduras trans e saturadas, para além de tantos conservantes químicos, corantes e intensificadores de sabor pelo meio. Esses sim, podemos e devemos evitar! Para a preparação das nossas sobremesas e bolos em casa, podemos utilizar o cacau cru em pó (a matéria prima que dá origem ao chocolate) e controlar a qualidade dos restantes ingredientes que adicionamos, nomeadamente o açúcar e a gordura, caso sejam necessários na receita. Faz toda a diferença. Se quiserem comprar chocolate em tablete (utilizo na cobertura deste bolo), seja para pastelaria ou como guloseima, já existem boas marcas no mercado português, com uma elevada percentagem de cacau (até 100% se quiserem – já encontrei no supermercado biológico Amor Bio), sem açúcares e gorduras refinadas, entre outros ingredientes de nome difícil de pronunciar e com efeitos nefastos para a nossa saúde. O chocolate que utilizei na cobertura deste bolo, encontram em vários supermercados biológicos e é um dos meus preferidos. É este:

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    Uma dica DIY (Do It Yourself) exclusiva:

    Antes de passar à receita, quero partilhar com vocês uma curiosidade em relação ao prato do bolo que encontram nas fotografias que acompanham este post. Na verdade, este prato com pé é uma tigela branca virada ao contrário com um prato no topo. Foi improvisado para a fotografia, mas se colarem ambas as peças ficam com um prato personalizado e super giro! Se gostaram desta dica e querem que partilhe outras do mesmo género em posts futuros, deixem uma observação nos comentários.

     

    E agora, vamos lá à receita. Certifiquem-se que têm todos os ingredientes e vão ligando o forno! Depois quero o vosso feedback. 

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    Bolo de Chocolate Simples e Decadente

    vegan, sem açúcar refinado, delicioso

    tempo de preparação: 10 minutos

    tempo de cozedura: 30 minutos

     

    Ingredientes

    Bolo

    1,5 cup (chávena) de farinha de espelta integral*

    3/4 cup (chávena) de açúcar de coco

    1/3 cup (chávena) cacau cru em pó

    1 colher de chá de fermento em pó

    1 colher de chá de bicarbonato de sódio

    uma pitada de sal marinho integral

    1 colher de chá de extrato de baunilha líquida

    1/3 cup (chávena) de óleo de coco virgem, derretido** 

    1 cup (chávena) de água morna

    1 colher de chá de sumo de limão

     

     

    * A utilização de outro tipo de farinhas poderá alterar a textura e densidade do bolo. Caso experimente com outras farinhas, deixe por favor o feedback em relação à experiência na caixa de comentários. 

    ** Pode substituir o óleo de coco por azeite extra virgem. Geralmente o óleo de coco funciona melhor, devido ao seu sabor suave, pelo que se utilizar azeite, certifique-se que este é o mais suave possível (e nunca refinado).

     

    Cobertura

    1 tablete (aprox. 200gr) de chocolate de culinária 70% cacau 

    1 lata (400 ml) de leite de coco, fria

    2 colheres de sopa de xarope de ácer

     

    Preparação

    Pré-aqueça o forno a 180º. 

    Numa taça de mistura, peneire as farinhas, o açúcar de coco, o cacau, o sal, o fermento e o bicarbonato. Misture.

    Adicione os ingredientes líquidos à mistura anterior, nomeadamente o óleo de coco derretido, a água morna, a baunilha e o sumo de limão. Incorpore com uma vara de arames, sem mexer demasiado.

    Verta a massa para uma forma redonda anti-aderente e leve ao forno, aproximadamente 30 minutos, ou até um palito sair limpo.

    Deixe o bolo arrefecer 10 minutos e desenforme, com cuidado, para um prato.

     

    Para a cobertura, deixe a lata de leite de coco no frigorífico pelo menos 24 horas, para separar a gordura/polpa do coco. Com uma colher, retire a polpa (na superfície) para uma taça e bata com uma batedeira até obter uma consistência como a do chantilly.

    Dica: pode utilizar a água que ficou na lata na prepararação de sumos ou batidos. No entanto, é importante que escolha um leite de coco de qualidade, sem conservantes e preferencialmente biológico. Eu costumo usar este. Podem comprar com 10% de desconto todos os produtos da loja online Origens Bio, com o código cozinhaverde

     

    Parta o chocolate em pedaços para uma tigela e derreta-o, em banho maria, Assim que o chocolate estiver derretido, adicione o xarope de ácer e envolva. Deixe o chocolate arrefecer uns minutos (prestando muita atenção para que não endureça demasiado) e envolva delicadamente no chantilly de coco. Com firmeza, mexa bem o creme até obter uma consistência brilhante e aveludada. 

    Espalhe a cobertura, ainda morna, no topo do bolo. Decore com morangos biológicos e lascas de coco.

     

    Já correram para a cozinha? 😉

  • Cupcakes de Limão com Chocolate de Alfarroba & Limão

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    Recentemente fui desafiada pela Casa do Bosque para criar uma receita com os seus deliciosos chocolates crus e biológicos. O desafio, prontamente aceite, resultou nestes maravilhosos cupcakes vegan que vêm na foto. 

     

    Para quem ainda não conhece, a Casa do Bosque é uma marca portuguesa que produz chocolates artesanais. Mas estes não são uns chocolates quaisquer! Para além de serem vegan (100% vegetais), sem glúten e biológicos, estes chocolates têm como ingrediente principal a… Alfarroba! 

     

    Somos uma marca exclusivamente Vegan, por razões éticas, e ecológicas. Os nossos produtos têm certificação Biológica, para que estes cheguem ao consumidor no seu explendor, e para que dessa forma a montante de nós, o meio ambiente seja mais poupado e permaneça mais salutar. Produzimos um chocolate singular, onde conjugamos cacau com alfarroba, uma matéria-prima de excelentes propriedades nutricionais. Esta vagem típica da região Mediterrânica, era em tempos vendida nas ruas como um doce, ou um snack entre uma refeição e outra.

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    Este é um projeto que acompanho com muito carinho desde que nasceu, em 2014. Já levei várias vezes estes chocolates para os meus workshops e foram sempre um sucesso entre os participantes! São de facto deliciosos, têm imensa qualidade e acima de tudo, é perceptivel o empenho dos seus criadores no resultado final do produto. O packaging é amoroso e todos os chocolates trazem uma mensagem inspiradora no seu interior. Não foi por isso surpresa terem terem sido distinguidos, em 2017, com a 3ª Menção Honrosa no Food & Nutrition Awards, na categoria de Produto Inovação!

    Podem adquirir estes chocolates (têm 7 sabores disponíveis) na loja online da Casa do Bosque ou encontrar os pontos de venda mais próximos da vossa localidade.

     

    Vamos à receita?

     

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    Receita

    faz 12 unidades

    Tempo de preparação: 25 min

    Tempo de confeção: 20min

     

    Ingredientes

    Cupcakes

    1,5 chávenas de farinha de espelta

    ½ colher de chá de bicarbonato de sódio

    ½ colher de chá de fermento em pó

    1 pitada de sal marinho integral

    1/3 chávena de óleo de coco derretido

    1 chávena de bebida vegetal sem açúcar

    ¾ chávena de açúcar de coco

    ¼ chávena de sumo de limão, espremido na hora

    1,5 colheres de sopa de sementes de papoila

    Casca de 1 limão pequeno, ralada

     

    Cobertura

    120gr Chocolate Cru de Alfarroba & Limão

    1/3 chávena de natas vegetais

     

    Toppings

    Raspa de limão

    Raspa de Chocolate Cru de Alfarroba & Limão

     

    Preparação

    Pré-aqueça o forno a 180º.

    Numa taça, junte todos os ingredientes secos (farinha de espelta, açúcar de coco, fermento, bicarbonato, sal, sementes de papoila. Misture.

    Adicione o óleo de coco derretido, a bebida vegetal, o sumo de limão e a raspa de limão. Incorpore, com uma vara de arames, sem mexer demasiado, até obter uma textura homogénea.

    Distribua a massa num tabuleiro de cupcakes antiaderente. Leve ao forno por 30 minutos ou até um palito sair limpo. Deixe arrefecer e desenforme.

    Para preparar a cobertura, parta o chocolate em pedaços e derreta-os em banho-maria, mexendo com uma colher até obter uma textura homogénea. Aqueça previamente as natas e adicione ao chocolate derretido. Misture bem, com uma vara de arames pequena, até obter um creme brilhante e aveludado. Se necessário, adicione um pouco mais de natas vegetais (aquecidas) até obter a consistência desejada.

    Com a ajuda de um saco de pasteleiro, coloque a cobertura, ainda quente para não solidificar demasiado, no topo dos cupcakes. Deixe secar totalmente e finalize com as raspas de limão e com as raspas de Chocolate Cru de Alfarroba & Limão.

     

    Nota 1: para esta receita, escolhi o chocolate de Alfarroba & Limão, um dos meus sabores preferidos desta marca! Contudo, o resultado final ficará igualmente saboroso com qualquer um dos outros sabores: Alfarroba; Figo & Tomilho; Amora branca; Avelã & Cânhamo; Amêndoa & Funcho ou Noz & Uva. 

     

    Experimentem e partilhem comigo o resultado! Tenho a certeza de que vão ficar divinais! 🙂

     

    Até breve!

     

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  • Um Bolo de Ananás especial

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    A semana passada lembrei-me que nunca tinha feito um bolo de ananás vegan. Quem me conhece sabe que sou uma verdadeira gulosa, e os bolos (e sobremesas no geral) são das coisas que mais gosto de fazer na cozinha! Como o Dia do Pai se aproximava, decidi que ia fazê-lo para mimar o homem cá de casa, que adora bolinhos. Sim, porque estes dias “festivos” são sempre excelentes desculpas para ligar o forno, não acham? 🙂

    E aqui estou eu hoje, já com o receita mais do que aprovada, para partilhar com vocês esta delícia! 

     

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    E se à primeira vista este bolo vos possa ter parecido demasiado unhealthy, tenho boas notícias… não encontram aqui açúcares refinados nem margarinas! E é vegan claro, assim como todas as receitas que encontram no meu blog, pelo que não leva ovos nem laticínios. 

     

    Por isso, se procuram um bolo húmido, cremoso, com textura e muito guloso, tomem nota desta receita e corram para a cozinha! 

     

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    Receita – Bolo de Ananás:

    Tempo de preparação: 15 minutos

    Tempo de cozedura: 30 minutos

    Tempo total: 45 minutos

    Serve 8 a 10 fatias

     

    Ingredientes

     

    Para o topo do Bolo:

    Óleo de coco q.b. (para untar a forma)

    Açúcar de coco q.b. (para polvilhar a forma)

    1/2 ananás pequeno e maduro, cortado em rodelas

     

    Para o Bolo:

    2 chávenas de farinha de espelta

    1/2 chávena de açúcar de coco

    1/2 colher de chá de baunilha moída

    1 colher de chá de fermento em pó

    1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

    1 pitada de sal marinho 

    1 chávena de sumo de ananás (ananás triturado no liquidificador com um pouco de água)

    1/2 chávena de leite de coco

    1/4 chávena de óleo de coco virgem, derretido (ou azeite extra-virgem, em alternativa)

     

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    Preparação:

    Pré-aqueça o forno a 180º. Unte uma forma com óleo de coco e polvilhe o fundo com açúcar de coco. Disponha o ananás, cortado em rodelas, no fundo da forma. Reserve.

     

    Peneire a farinha de espelta, o açúcar de coco, o fermento, o bicarbonato, a baunilha e o sal (ingredientes secos) para uma taça e misture.

     

    Numa outra taça, combine, com uma vara de arames, o sumo de ananás, o leite de coco e o óleo de coco derretido (ou o azeite, em alternativa). Adicione esta mistura aos ingredientes secos e envolva suavemente, com uma vara de arames (com cuidado para não mexer a massa em demasia). Verta para a forma e leva ao forno durante 30 minutos, ou até um palito sair limpo. 

     

    Deixe arrefecer 10 minutos e desenforme o bolo, com cuidado, para um prato largo.

     

    Sirva com mirtilos frescos e lascas de coco.

     

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    Nota 1: Para esta receita, utilizei o açúcar de coco da Iswari. Podem comprar aqui com 10% de desconto, se utilizarem o código CVERDE

     

    Nota 2: Para esta receita, utilizei o óleo de coco e o leite de coco da Origens Bio. Podem comprar ambos aqui com 10% de desconto, se utilizarem o código cozinhaverde