Category: vegan life

  • Detoxing | O meu plano detox de quatro semanas

    Após os excessos cometidos no final do ano, o início do novo ano é a altura mais escolhida para fazer um detox. A detoxificação, ou detox, é uma ténica de nutrição funcional cujo objetivo é ajudar o organismo a eliminar toxinas e outras substâncias prejudiciais à saúde.

    Principais benefícios do detox

    1. Desintoxica o organismo, fazendo com que as substâncias tóxicas sejam transformadas pelo fígado e eliminadas pelo intestino.

    2. Reduz o inchaço corporal, eliminando líquidos e fluídos acumulados nos tecidos.

    3. Melhora o funcionamento e a comunicação entre as células, elimina substâncias inflamatórias e restabelece o equilíbrio metabólico, promovendo a perda de peso.

    4. Acelera o metabolismo, através da melhor absorção intestinal dos nutrientes, e proporciona mais energia, aumentando o gasto de calorias.

    5. Traz mais vigor e disposição ao corpo, aumentando o bem-estar em geral.

    Seja com um plano de detox de 3 dias ou quatro semanas (como o que proponho), é certo que vai sentir na pele os benefícios de uma dieta à base de frutas e vegetais. O detox vai ajudá-lo a reconectar-se com o seu corpo, melhorando o seu sistema imunitário, eliminando toxinas e proporcionando uma pausa ao seu sistema digestivo. Se o seu objetivo passa também por perder alguns quilos, esta é uma excelente opção.

    A vantagem adicional do detox é o efeito positivo sobre o nosso estado de espírito e o aumento de energia que proporciona!

    O meu plano detox de quatro semanas

    Como sabem, a minha alimentação já é maioritariamente feita à base de frutas e vegetais. Contudo, não é por fazer uma alimentação vegan que deixo de cometer alguns excessos de vez em quando.
    O açúcar, o café, o arroz e massa não integral, o pão, o álcool, entre outros, são exemplos de produtos que não trazem quaisquer benefícios ao meu organismo.
    Em dias de festa ou alturas especiais, é difícil dizer que não a um snack salgado, a um copo de vinho ou a um bolo (ainda que vegan) cheio de calorias. Ou quando o tempo escasseia ou a preguiça para cozinhar aparece, uma refeição rápida à base de alimentos processados parece ser a melhor opção.

    Por isso, como qualquer outra pessoa, também cometo os meus excessos (sabiam que as Oreo são vegan, não sabiam?). Ora bem, o que eu quero dizer com isto é que fazer uma alimentação que exclua todos os produtos de origem animal, embora sendo logo à partida mais saudável do que uma alimentação omnívora, não significa necessariamente que seja “perfeita”.
    Existe muita junk food vegan, e ainda bem que não estamos nos EUA, onde a comida processada vegan tem uma oferta muitíssimo alargada.

    O ideal (para mim) seria fazer uma alimentação única e exclusivamente à base do que a Terra nos dá. A comida processada, além de nos trazer poucas vantagens (ou mesmo nenhumas) a nível nutricional, interfere com a nossa pele, com a nossa saúde e estado de espírito, e oferece muitas vezes uns quilos extra ao nosso corpo.

    Por este motivo, decidi aproveitar o mês de Fevereiro para fazer um detox de quatro semanas, e assim restabelecer a energia e vitalidade do meu organismo, eliminando “tudo o que está a mais”.

    E agora, como fazer um detox suave?

    Existem inúmeros planos de detox disponíveis e muitas teorias em redor deste tema. Optei por fazer um detox suave, com três refeições principais diárias, sendo duas delas líquidas e uma sólida. Considero de extrema importância comer várias vezes ao dia. De três em três horas, assim como já faço habitualmente, farei uma pausa para um “snack”, tendo em atenção os princípios do detox.

    Seleccionei alguns pontos principais para fazer um detox suave, princípios estes que irei usar no meu plano de quatro semanas. São eles:

    1. Escolher comida simples e saudável, com uma grande quantidade de frutas e legumes frescos.

    2. Fazer exercício físico todos os dias. Caminhadas e trocar o elevador pelas escadas são sempre boas opções para quem não tem “tempo” para o ginásio.

    3. Beber muita água ao longo do dia para ajudar a eliminar toxinas.

    4. Incluir nas refeições muitos alimentos ricos em vitamina C.

    5. Dormir bem, cerca de 8 horas todas as noites, para ajudar a repor a energia gasta durante o dia.

    6. Manter-se afastado de alimentos processados, glúten, café, álcool, tabaco, açúcares refinados, gorduras saturadas, e claro, de todos os alimentos de origem animal (carne, peixe, lacticínios, ovos).

    7. Incluir sempre que possível nas refeições alho, gengibre, couves, brócolos, beterraba, quinoa, arroz integral, agrião, limão, laranja, frutos vermelhos, água de côco, frutos secos, sementes, chá verde, espinafres, cenoura, alcachofra, algas, miso e abacate, sendo estes alimentos eficazes no processo de desintoxicação do organismo.

    8. E por último, relaxar. Dedicar todos os dias uns minutos para meditar, ao som de uma música calma, num espaço que nos traga tranquilidade. E principalmente, aproveitar. Aproveitar e desfrutar esta experiência e sentir no corpo e na alma todos os benefícios que nos está a proporcionar.

    Ao longo do mês vou partilhar com vocês a minha experiência e alimentação, com várias dicas e receitas de detox, para poderem experimentar em casa.

    Atenção, é de extrema importância conhecer bem o nosso corpo antes de iniciar um detox. No meu caso, esta não será uma “dieta” radical, sendo que o meu corpo já se habituou a receber apenas alimentos vegetais. As frutas e vegetais frescos (não processados) representam cerca de 80% da minha alimentação diária. Ainda assim, sei que o detox terá um efeito positivo no meu organismo e que sentirei diferenças. Só o simples facto de eliminar todos os alimentos processados e industrializados, como o açúcar, as farinhas, os enlatados, o café, o pão, as bolachas, os leites e iogurtes vegetais embalados, entre outros, irá obrigatoriamente trazer mudanças ao meu corpo, que vai eliminar todas as toxinas provenientes desses alimentos.

    Por isso, façam-no apenas se se sentirem seguros o suficiente com o vosso corpo e com a forma como ele poderá reagir. Para quem habitualmente faz uma alimentação omnívora, é importante que este processo leve algum tempo de habituação. O primeiro passo passa por incluir primeiro mais frutas e vegetais no vosso dia a dia. Embora o meu caso seja diferente, sendo que passei de uma dieta omnívora para uma alimentação vegan do dia para a noite, sem sentir efeitos negativos no meu corpo, há pessoas que levam mais tempo a habituar-se a mudanças “radicais” na alimentação.

    O meu conselho é apenas um: escutem o vosso corpo.

    Nesta última semana de Janeiro, vou dedicar algum do meu tempo livre a planear as refeições e fazer a lista de compras, para estar preparada e não cair em “tentações”. E em relação ao jantar de 14 de Fevereiro…bem esse terá um menu à altura também!

    Quanto a vocês, desejo que o meu mês de Fevereiro vos inspire. Seja para fazerem também um plano de detox, ou simplesmente para experimentarem mais algumas receitas deliciosas e saudáveis, acima de tudo quero que se divirtam e que descubram o prazer de uma alimentação 100% vegetal.

    Acompanhem o meu plano detox aqui no blog, no facebook e no instagram em #detoxquatrosemanas.

    Beijinhos,

    Filipa

  • Bio.Eco.Vegan. #1 {Apresentação + Caring Hand Cream Skin Blossom}

    Um 2014 recheado de surpresas…

    Este novo ano vai trazer muitas novidades à A Cozinha Verde… Ando ansiosa para poder partilhar com vocês todos os projetos e novidades que estou a desenvolver! Porque afinal, é também por vocês que me dedico de corpo e alma, todos os dias, a fazer deste um Mundo um bocadinho melhor…
    Hoje levanto o véu a uma das surpresas! Yeyyyyyy!!!

    Apresentação da rubrica Bio.Eco.Vegan.

    Hoje dou início a uma rubrica no blog, dedicada a produtos naturais, biológicos, ecológicos e vegan.

    O meu objetivo é mostrar-vos que o veganismo não passa só pela alimentação, mas também pela escolha no nosso dia a dia de produtos cruelty-free, sem ingredientes de origem animal e não testados em animais.
    Assim, irei mostrar-vos alguns dos produtos que uso diariamente, e que refletem a minha filosofia de vida…

    Além da preocupação para com os animais, tenho igualmente preocupação para com a minha saúde e para com a preservação do nosso Planeta. Neste sentido, os produtos que uso obedecem a três importantes factores de escolha: BIOLÓGICO, ECOLÓGICO e VEGAN.

    Nesta rubrica, vou mostrar-vos como é fácil ter em consideração estes factores e escolher ótimos produtos, que nos fazem sentir bem e realizados por dentro, por termos consciência de que fizemos a melhor escolha, para nós e para todos os que nos rodeiam… Espero que gostem!!

    Escolha uma vida livre de químicos nocivos

    Os produtos de higiene pessoal e cosméticos estão carregados de químicos nocivos, que o nosso corpo absorve diariamente. Entre produtos de cosmética e higiene pessoal, uma mulher utiliza, em média, doze produtos, e um homem seis. Agora imaginem o impacto desses químicos no corpo, todos os dias do ano…

    Muitas vezes esquecemos que a pele constitui o maior órgão do corpo humano. É um tecido vivo, que respira, que nos defende das agressões externas e que absorve mais de metade do que nela colocamos, entrando na nossa circulação sanguínea. Os químicos sintéticos utilizados na maioria dos cosméticos, ao serem absorvidos, não são reconhecidos pelo nosso organismo. O nosso corpo vai então tentar eliminá-los, sobrecarregando os órgãos que desempenham esta função, como é o caso do fígado. No entanto, muitas destas substâncias permanecem no organismo, intoxicando-o, provocando distúrbios químicos e efeitos mutagénicos.

    Eis alguns dos ingredientes a evitar na hora de escolher produtos que irão estar em contacto com a nossa pele: Ftalatos, Parabenos, Chumbo e outros metais pesados, Formaldeído e Fragrância sintética. Ao longo desta rubrica, irei falar mais detalhadamente destes e de outros químicos e do impacto que têm no nosso corpo e na nossa saúde.

    Caring Hand Cream Skin Blossom

    Para começar, escolhi um produto que faz parte do dia a dia da maior parte de nós…o creme para mãos!

    O creme para mãos Skin Blossom é um creme rico e facilmente absorvido, deixando as mãos cuidadas e hidratadas. Enriquecido com manteiga de cacau, óleo de abacate e manteiga de Karité, tem fragrância a rosa gerânio e é adequado para todos os tipos de pele, incluindo as mais sensíveis.

    Elaborado com 98,85% de ingredientes naturais e 87% de ingredientes orgânicos, certificados pelos padrões de higiene corporal da Soil Association. É também um produto vegan registado na Vegan Society. Com uma embalagem de plástico reciclável, é fabricado no Reino Unido.

    Ingredientes:
    Aqua (Water),  Theobroma Cacao (Cocoa) Seed Butter*, Butyrospermum Parkii (Shea) Butter*, Glyceryl Stearate SE, Isopropyl Myristate, Stearic Acid, Persea Gratissima (Avocado) Oil*, Prunus Amygdalus Dulcis (Almond) Oil*, Glycerin*, Dehydroacetic Acid, Benzyl Alcohol, Aloe Barbadensis (Aloe Vera) Leaf Juice Powder*, Perlargonium Graveolens (Rose Geranium) Flower Oil*, Tocopherol (Vitamin E), Sodium Benzoate (*Certified as Organically grown).

    Como home chef, as minhas mãos são a parte do meu corpo que mais sofre ao fim de um dia de trabalho na cozinha. O contacto constante com a água torna-as bastante secas, sendo por isso muito importante mantê-las hidratadas ao longo do dia, com um creme eficaz para mãos.

    Com o Skin Blossom, o resultado é visível logo após a primeira utilização, hidratando as mãos e deixando-as prontas para mais uma batalha na cozinha. Além disso, tem um aroma muito agradável.

    Este creme é bastante concentrado, pelo que basta aplicar uma pequena quantidade para obter os resultados desejados.

    Para adquirir o creme para mãos Skin Blossom, clique aqui.
  • A horta lá de casa

    Uma das coisas a que mais dou valor é ter sempre em casa frutas e vegetais frescos e biológicos. 
    Todas as semanas encomendo um cabaz biológico de um produtor local certificado, que me enche a cozinha de legumes frescos e saborosos. Há poucas semanas descobri o Poiso da Abelha, e estou a adorar os cabazes que me trazem todas as terças-feiras à noite. É sempre uma alegria cá em casa quando lhes abro a porta! 🙂
    Adicionalmente, faço as minhas compras diárias em mercados ou lojas onde sei que vou encontrar produtos locais, frescos, biológicos e de qualidade.
    Se não vivesse numa grande cidade, o meu desejo seria ter uma pequena horta, onde pudesse cultivar os meus próprios alimentos. Ter o prazer de semear e ver crescer, e levar para a cozinha alimentos colhidos por mim… Enquanto fantasio com a minha horta do futuro, descubro que já existem opções muito práticas para aqueles que, como eu, querem trazer um bocadinho do campo para a cidade, e ter uma horta em casa.
    E foi assim que a Life in a Bag entrou na minha vida, e que tive a minha primeira e bem sucedida experiência com os microvegetais.

    Para quem não conhece, a Life in a Bag oferece produtos que permitem criar uma horta de ervas aromáticas e microvegetais biológicos dentro de casa. Combinam natureza, design e originalidade, o que se pode comprovar pelas embalagens, que são acima de tudo uma peça que dá um toque original a qualquer cozinha. (Ficam lindos na minha!)

    A experiência com os microvegetais de rabanete, gentilmente oferecidos pela Life in a Bag, correu muito bem, e não teve qualquer dificuldade. Foi muito simples e divertido acompanhar a sua evolução diária.

    Passados onze dias, este é o resultado:

    Agora, só falta pensar numa receita à altura para os meus microvegetais de rabanete!

  • World Food Day

    Hoje, um pouco por todo o mundo, comemora-se o Dia da Alimentação.

    Este ano o tema escolhido alerta para a importância que a alimentação que fazemos tem nas nossas vidas. “Healthy people depend on healthy food systems”

    É, na minha opinião, um bom dia para rever as escolhas alimentares que fazemos diariamente, e para trazermos algumas mudanças para as nossas vidas. Por mais pequenas que essas mudanças possam parecer, terão um impacto positivo na nossa saúde e no nosso bem-estar.

    Comprar produtos frescos e locais, preferencialmente biológicos.
    Uma vez por mês, comprar uma fruta ou um legume que nunca tenha experimentado.
    Evitar os alimentos processados e os geneticamente modificados.
    Adotar em casa as 2ªs Sem Carne.

    Evitar ou eliminar o consumo de produtos de origem animal.
    Ler os rótulos das embalagens, e pesquisar os benefícios/malefícios dos ingredientes listados.
    Saborear bem cada refeição, mastigando devagar os alimentos (sólidos e líquidos).
    Abusar das frutas e vegetais.

    Para além da questão da nossa saúde, é igualmente importante pensar no impacto que algumas mudanças alimentares irão ter na vida dos outros.

    Ao adotar uma alimentação sustentável, livre de produtos de origem animal, além de salvar a vida de cerca de 100 animais por ano, salvamos também aqueles que hoje não estão a festejar… A indústria da carne gasta na sua produção incontáveis toneladas de alimentos que poderiam servir para alimentar aqueles que precisam. Com este passo, estamos assim a contribuir para a diminuição da fome no mundo.

    Para quem procura inspiração e informação, deixo-vos o trailer do filme-documentário Forks Over Knives

    Happy World Food Day!
  • Viagem inspiradora ao mundo vegan

    Há duas semanas foi-me pedido pela SAPO Saúde que escrevesse um artigo sobre a alimentação vegan e os seus benefícios na saúde.

    Nesse mesmo dia, sentei-me no sofá, ao lado da Khaleesi (o meu amor de quatro patas) e abri uma folha word em branco. Comecei e recomecei a primeira frase. Quando dei por mim, as palavras saiam de forma incontrolável. Não me podia alongar muito, pelo que tentei resumir os pontos que para mim eram mais importantes.
    Enquanto escrevia sobre os benefícios que um estilo de vida vegan trazem à nossa saúde, apeteceu-me desenvolver a questão ética ligada ao veganismo. Afinal de contas, foi por este motivo que decidi entrar nesta viagem inspiradora. Mas tive de me ficar só pelo pensamento, e cingir-me ao título do artigo. Ficará para outra altura, pensei eu.

     …

    É engraçado relembrar que quando me tornei vegan estava longe de imaginar o impacto que esta mudança teria na minha vida. A mudança que teria em mim, e o impacto que teria nos outros.

    Na altura, bastou-me ver um único filme-documentário, mostrado pela Inês, minha irmã do meio, para tomar a decisão. Earthlings foi o bilhete de entrada nesta viagem, que hoje é a minha vida. Lembro-me como se fosse hoje do que chorei, ao perceber toda a crueldade que existia à minha volta, e da qual eu fazia parte. Lembro-me do que chorei, por ter vivido 25 anos…sem nunca me ter interrogado. Lembro-me do que chorei, de felicidade, pela oportunidade que tinha em optar pelo certo. Pela oportunidade de ser eu mesma a mudança que queria ver no mundo.

    Foi forte, bastante forte, o impacto que o filme teve em mim. Depois desse, seguiram-se tantos outros, que só vieram confirmar e amadurecer a minha decisão. Não foi por isso muito difícil abandonar, de uma vez só, todos os alimentos de origem animal da minha alimentação. A força de vontade já tinha. Exigiu apenas muitas horas de leitura, para perceber como eliminar da minha vida tudo o que causasse algum tipo de sofrimento animal.

    Tem sido uma aprendizagem constante. E uma lição. Uma grande lição de vida.

    Para dar uma ideia geral das minhas opções alimentares anteriores, a minha carne preferida era um “bom” bife de vaca mal passado (sim!), era apreciadora de queijos, não resistia a um bolo sempre que entrava numa pastelaria, e era viciada nos hamburguers do McDonald’s. A minha paixão mais recente era o sushi. Ao pequeno almoço, bebia sempre um copo de leite com café, seguido de uma fatia de pão torrado com manteiga, queijo e fiambre…

    Com as frutas e vegetais, a minha relação era fraca, dava-lhes muito pouca atenção. Uma peça de fruta por dia (talvez!) e uma salada de alface e cebola a acompanhar as refeições.

    Ainda assim, não foi difícil mudar os meus hábitos alimentares. Talvez um pouco, no início, devido à minha paixão (leia-se: vício) por doces. Até que descobri que podia fazer bolos deliciosos sem qualquer ingrediente de origem animal. E muito mais saudáveis.

    A verdade é que descobri um mundo novo de possibilidades à minha volta. Experimentei vegetais, legumes, frutas, sementes, que nunca tinha sequer provado. E viciei-me, viciei-me nesta alimentação. Viva, colorida, saudável.

    Depois de superado o tema da alimentação, comecei a pesquisar alternativas a tudo aquilo que usava que causava sofrimento animal. Maquilhagem, produtos de higiene e de limpeza, calçado, vestuário… enfim, um número infindável de artigos que nem fazia ideia que continham ingredientes de origem animal, ou que eram testados em animais.

    Podia ficar aqui horas a escrever sobre a mudança e o impacto positivo que o veganismo trouxe à minha vida. Sobre a mudança na minha saúde e condição física. A mudança na forma como hoje vejo o mundo. A mudança no meu humor, na minha vitalidade, na minha memória. A compaixão que sinto por todos os seres vivos. O prazer que tenho em encher a minha cozinha de frutas e legumes frescos e biológicos, todos os dias. O prazer que tenho a cozinhar, e que resultou na criação do projeto A Cozinha Verde. A vontade que tenho de partilhar com todos vocês esta minha paixão, de vos mostrar como é fácil vivermos uma vida plena, respeitando todos os seres vivos.

    Passei 25 anos da minha vida sem saber a minha vocação/paixão. Sem encontrar a minha missão, o sentido da minha vida, a razão para a minha existência.

    Esta viagem inspiradora ao mundo vegan abriu-me os olhos e mostrou-me o caminho. Uma viagem só de ida, sem regresso à vida sem vida que antes levava.

    Tenho que te agradecer a ti, Inês, por me teres mostrado o caminho…

    Deixo aqui o link para o artigo que escrevi naquele dia para a SAPO Saúde, sobre os benefícios da alimentação vegan na saúde: http://saude.sapo.pt/peso-nutricao/a-alimentacao-vegan-e-os-seus-beneficios-na-saude.html/?force_cache=1&fb_source=message

    Este post é a continuação do mesmo, caso pudesse ter-me excedido nas palavras.

    Boa noite,

    Filipa