Category: vegan

  • Bolo de laranja e iogurte com cobertura de chocolate | Vegan e fácil

    bolo vegan laranja e chocolate

     

    Ao fim de uma longa ausência, estou de regresso ao blog! Apesar de ter continuado a partilhar algumas receitas no instagram, durante muito tempo perdi a vontade de escrever neste cantinho. No último post publicado em maio de 2020 partilhei um bolo de baunilha e celebrava na altura os 7 anos d’A Cozinha Verde. Faz agora 10 anos que criei este espaço para partilhar as minhas receitas e dicas para uma alimentação e estilo de vida vegan.

     

    Muita coisa mudou nos últimos tempos mas vou deixar esses tópicos para posts futuros.

     

    Hoje quero celebrar o meu regresso e os 10 anos deste blog com uma das melhores receitas de bolo vegan que fiz nos últimos tempos! 

     

    Perfeito para aniversários ou para o dia-a-dia, podes fazer com ou sem cobertura já que a base deste bolo (de laranja e iogurte) é suficientemente saborosa. Fi-lo há poucos dias para o aniversário do Leandro e fez sucesso entre os nossos familiares. Agora só falta a vossa aprovação!

     

    bolo vegan laranja e iogurte

     

    Bolo de laranja e iogurte com cobertura de chocolate

    faz 1 bolo (aprox. 1kg)

     

    Ingredientes

    Para 1 bolo:

    2 chávenas de farinha de trigo

    3/4 de chávena de açúcar

    1/2 chávena de sumo de laranja (espreme o sumo das laranjas no momento)

    1/2 chávena de iogurte de soja natural

    1/2 chávena de óleo vegetal (ou azeite suave)

    1/3 de chávena de bebida vegetal de soja 

    raspa de 1 laranja

    1 colher de chá de extrato de baunilha 

    1 pitada de sal para realçar os sabores

    2 colheres de chá de fermento em pó

    Para a cobertura:

    100g de chocolate 70% cacau

    1 pacote de natas de soja (aprox. 150ml) 

     

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    Preparação do bolo:

    Pré-aquece o forno a 180º.

    Numa taça, mistura bem os seguintes ingredientes com a ajuda de uma vara de arames: sumo de laranja, bebida vegetal, óleo vegetal, baunilha, iogurte de soja, raspa da laranja e açúcar. 

    Adiciona com cuidado a farinha de trigo, o sal e o fermento, mexendo entre cada adição.

    Trasfere a mistura para uma forma de bolos e leva ao forno aproximadamente 45 minutos ou até um palito sair limpo.

    Deixa o bolo arrefecer na forma 10/15 minutos e depois desenforma-o com cuidado. Deixa-o arrefecer completamente enquanto preparas a cobertura.

     

    bolo vegan laranja e iogurte

     

    Preparação da cobertura:

    Corta o chocolate em pedaços pequenos e leva ao lume em banho maria até derreter.

    Retira o chocolate do lume e incorpora com cuidado as natas de soja (à temperatura ambiente ou ligeiramente aquecidas), um pouco de cada vez, mexendo bem com uma colher entre cada adição.

    Para de adicionar natas assim que a textura do ganache estiver a teu gosto. Deve ficar com uma textura cremosa e bem incorporado.

    Espalha esta cobertura de imediato no bolo com a ajuda de uma espátula. Decora-o a teu gosto e leva ao frio até servir.

     

    bolo vegan laranja e iogurte

     

    Quando experimentares esta receita partilha comigo o resultado nos comentários. Espero que gostes!

     

  • Bife de seitan à portuguesa

     

    Há 6 meses que não vinha a este cantinho, desde a partilha do bolo de noz e banana. A verdade é que a pandemia veio alterar todos os meus planos, e com tanta mudança a acontecer o tempo para publicar no blog acabou por ficar um bocadinho para segundo plano. 

     

    Como alguns de vocês já deverão saber, nos últimos meses apostei no serviço de delivery da cozinha verde, que tem exigido uma grande dedicação de tempo. Espero em breve conseguir organizar-me para voltar a fazer publicações mais regulares.

     

    Hoje partilho com vocês uma receita que adoro e que está no meu livro “Desafio vegan em 15 dias”

    A propósito, se ainda não conheces os meus livros, hoje estão ambos com um desconto de 20% e portes gratuitos no site da wook! Espreita aqui

     

    E agora, a receita deste prato simples e maravilhoso…

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    Bife de seitan à portuguesa

    Serve 4 pessoas, vegan

    Tempo total: 45 minutos (inclui marinada)

     

    Ingredientes

    500g seitan fresco 

    2 dentes de alho esmagados

    2 folhas de louro

    1 colher de chá de paprica

    2 colheres de chá de paprica fumada

    Pimenta-preta q.b.

    1/3 de chávena (80ml) de vinho branco

    Sumo de 1 limão pequeno

    2 colheres de sopa (30ml) de molho de soja

    1 colher de sopa (15ml) de azeite virgem extra

    1 colher de sopa (15g) de margarina vegetal

     

    Preparação

    Corta o seitan em fatias e coloca-as num recipiente largo. Adiciona o alho esmagado, o louro, as especiarias, o vinho branco, o sumo de limão e o molho de soja. Envolve bem e deixa marinar durante 30 a 60 minutos.

    Aquece o azeite numa frigideira e cozinha as fatias de seitan, cerca de 2 minutos de cada lado, até dourar. Transfere os bifes de seitan para uma travessa. Na mesma frigideira, adiciona os alhos, o louro e os líquidos da marinada. Adiciona a margarina vegetal e deixa ferver. Desliga o lume e verte o molho por cima do seitan.

     

    Dica 1: Acompanha com batata a murro e grelos salteados com azeite e alho. Fica uma delícia! Não esqueças que aproximadamente metade do teu prato deve ser composto por vegetais!

    Dica 2: Podes substituir o seitan pelo tofu nesta receita. No entanto, o seitan apresenta uma textura mais parecida à carne, caso o teu objetivo seja recriar o melhor possível o prato “original”.

    Dica 3: Utiliza um seitan fresco e evita os de conserva. As marcas que recomendo são: biodharma, shambala e próvida. Atenção que a qualidade do seitan utilizado faz diferença no resultado final.

     

    Espero que gostes desta receita e que a reproduzas em casa. Vais ver que é mesmo simples de fazer e que o resultado te vai surpreender!

  • Bolo de noz e banana com cobertura de chocolate

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    Como fazer um bolo vegan: o meu método preferido

     

    Apetecia-me um bolo de noz. Olhei para os ingredientes que tinha na despensa. Triturei um restinho de nozes que tinha guardado. Podia ter deixado uma ou outra para a decoração mas não me lembrei. Juntei farinha e açúcar na mesma proporção. Agora os líquidos. Primeiro adicionei um pouco de azeite e mexi. Juntei uma banana madura esmagada para fazer a liga, pareceu-me contrastar bem com o amargo da noz. Por fim, juntei bebida vegetal até obter a consistência que queria para a massa. Finalizei com o fermento e foi ao forno.

     

    Enquanto o bolo cozia, pensei na cobertura. Tinha uma tablete de chocolate e uma sobra de natas de soja para bater que tinha usado no dia anterior. Fiz um ganache simples para dar um toque especial. Não era essencial, mas ficou ainda mais notório o contraste de sabores. Ficou tão bom que desapareceu no mesmo dia. 🙂 

     

    ___

    Fiz esta introdução para partilhar convosco um dos meus métodos para fazer bolos vegan. Tenho já algumas receitas base testadas – e nesse caso quando quero um novo “sabor” basta fazer pequenas alterações aos ingredientes para criar um resultado diferente – mas o que gosto mesmo é de criar bolos como este, com os ingredientes que tenho disponíveis no momento, sem nada planeado. Divirto-me imenso no processo e é geralmente daqui que saiem as melhores receitas. Claro que nem sempre corre bem,  mas os falhanços fazem parte da aprendizagem. 

     

    Este ficou perfeito para mim, tanto em sabor como em textura. Partilho agora com vocês a receita para vos desafiar a experimentar e a darem-me o vosso feedback. Se se sentirem à vontade, inventem também um bocadinho. Quem sabe não sai daí uma ótima criação.

     

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    Bolo de noz e banana com cobertura de chocolate | vegan

     

    Ingredientes

    Bolo:

    100g de miolo de noz

    100g de farinha de trigo ou espelta

    100g de açúcar amarelo ou de cana

    1/3 de chávena (80ml) de azeite

    1 banana madura (130g) esmagada

    1/3 de chávena (80ml) de bebida vegetal de soja e arroz 

    1 colher de chá de fermento

    Cobertura:

    50g de chocolate culinária (70% cacau)

    1 colher de sopa de açúcar amarelo ou de cana

    1 colher de sopa de creme vegetal de soja (margarina)

    1/3 de chávena (80ml) de natas de soja para bater

     

    Preparação

    Pré-aquece o forno a 180º.

    Tritura o miolo de noz e transfere para uma taça. Adiciona a farinha e o açúcar e mistura com uma colher.

    Adiciona os restantes ingredientes (azeite, banana esmagada e bebida vegetal), mexendo entre cada adição até obteres uma mistura homogénea. Por fim, adiciona o fermento e envolve.

    Transfere para uma forma antiaderente e leva ao forno aproximadamente 30 minutos, até um palito sair limpo. Deixa arrefecer um pouco e desenforma o bolo.

    Num tacho coloca o chocolate partido em pedaços, a margarina e o açúcar. Cozinha em lume baixo, mexendo sempre para não agarrar. Por fim, adiciona as natas de soja e continua a mexer até obteres a consistência desejada.

    Verte o ganache de chocolate por cima do bolo.

    Decora com nozes ou sementes de cânhamo descascadas.

     

    Espero que gostes! Se experimentares esta receita, partilha comigo o resultado ou identifica @acozinhaverde no instagram

     

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  • Sobre mim

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    O dia em que me tornei vegan

     

    Tomei a decisão de adotar este estilo de vida em 2013, depois de ver o documentário Earthlings. Até esse dia, pouco sabia sobre esta ideologia de vida.

     

    Este documentário aborda de forma crua e muito gráfica (nem todos conseguem ver até o fim) a temática da exploração animal. Para além da questão animal, aborda também aspetos essenciais como a saúde e o impacto no meio ambiente.

     

    Até àquela data, nunca tinha parado para pensar no impacto que as minhas escolhas alimentares e de lifestyle tinham na vida de outros seres vivos, e de que forma isso afetava a minha saúde e o planeta.

     

    Decidi tornar-me vegan e de um dia para o outro comecei a fazer uma alimentação 100% vegetal. Deixei de comprar roupas e calçado feito com peles de animais, preferindo os tecidos mais naturais e orgânicos, provenientes de comércio justo. Os produtos de cosmética e limpeza da casa passaram também a ter escrito no rótulo not tested on animals e ganhei preferência por opções mais amigas do ambiente.

    O que começara com uma motivação ética, rapidamente se tornou num estilo de vida saudável que melhorou significativamente a minha vida.

     

    Ler aqui “Três motivos para adotar uma alimentação vegan”

     

     

    A minha alimentação

    bolinhos

     

    A alimentação vegan (ou estritamente vegetariana) exclui todos os alimentos de origem animal do prato. Refiro-me ao peixe, à carne, aos laticínios, aos ovos e ao mel.

     

    Os benefícios desta alimentação (se for bem planeada) resultam essencialmente da ingestão nula de proteínas de origem animal, e o colesterol e gordura associados, bem como da ingestão superior de vitaminas, hidratos de carbono complexos, fibras, magnésio, ácido fólico, carotenóides e outros fitoquímicos importantes presentes nos alimentos de origem vegetal.

     

    No entanto, importa referir que a adoção de uma alimentação vegetal não significa, por si só, ser mais saudável. Um vegan pode fazer uma alimentação 100% vegetal desequilibrada e deficitária em nutrientes, com uso excessivo de alimentos processados e ricos em gorduras, sal e açúcares refinados (ex: fritos, refrigerantes, refeições ultracongeladas). Os benefícios associados à alimentação vegan ou vegetariana têm em consideração um individuo que faça uma alimentação equilibrada e variada, rica em frutas, hortícolas, leguminosas, algas, oleaginosas e cereais integrais.

     

    Aproximadamente 80% da minha ingestão calórica diária é feita através destes alimentos. Dou preferência a produtos frescos e da época, locais e biológicos. Na restante percentagem incluo alguns alimentos processados como as bebidas, queijos e iogurtes vegetais, tofu ou seitan.

     

    Dou muita atenção aos rótulos dos produtos processados e tento que estes sejam sempre o menos prejudiciais possível. Consigo todos os nutrientes necessários através da alimentação, à exceção da vitamina B12 e vitamina D que suplemento. 

     

    Ler mais alimentação e estilo de vida vegan no livro “A Cozinha Verde”.

     

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    Mudar de vida

     

    Licenciei-me em Gestão de Empresas em 2008 e comecei a trabalhar na KPMG como auditora financeira. Trabalhei nesta área cinco anos, mas recordo que nos últimos dois já tinha chegado à conclusão de que aquele trabalho não me satisfazia nem estava alinhado com os meus ideais. No entanto, não sabia que rumo seguir. Desde muito cedo sonhava em ter o meu próprio negócio. Mas o medo do desconhecido bloqueava o meu desejo de sonhar mais alto. No pico da minha insatisfação profissional, decidi investir numa pós graduação em Gestão Hoteleira, uma área que me apaixonava desde muito nova.

    Esta foi também uma fase da minha vida de muita introspeção e trabalho pessoal, na procura pelo meu propósito de vida. 

    Em 2013, com a descoberta do veganismo, descobri também uma nova paixão: a alimentação. Alguns meses depois, tomei uma decisão que implicou uma mudança significativa na minha vida. Despedi-me para me dedicar exclusivamente a criar este projeto, com o objetivo de inspirar outras pessoas para um estilo de vida mais saudável, sustentável e sem crueldade.

    Comecei com o blog, a partilhar receitas e dicas relacionadas com este estilo de vida. Um ano depois surgiram os primeiros workshops e eventos, depois as entregas ao domicílio e os serviços de catering. Publiquei dois livros: “A Cozinha Verde” em 2018, que alcançou o 3º lugar nos Gourmand World Cookbook Awards 2019 e “Desafio vegan em 15 dias”  em 2019. 

     

     

    Ⓒ2014 artur / by-artur.com Sara Castro Make Up

     

  • Encomendas e Catering

     

    Para saberes mais sobre A Cozinha Verde ao domicílio, entra no nosso site. Com este serviço de entregas disponível na área de Lisboa, podes receber refeições deliciosas e nutritivas em tua casa ou empresa! Se procuras um catering vegan para um evento especial, contacta-nos.

     


     

     

  • 7 anos de blog | Bolo de baunilha com chocolate e morango (Vegan)

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    A semana passada celebrei o meu 33º aniversário e o 7º aniversário d’A Cozinha Verde. Maio será sempre um mês especial e com direito a dupla celebração!! 

     

    Este blog faz sete anos, assim como o projeto que nasceu com ele e que hoje preenche a minha vida.

    Porque mais do que o meu trabalho, A Cozinha Verde é o meu propósito. Já contei a minha história em vários meios (podes ler aqui) mas hoje vou partilhar abertamente contigo uma história que nunca contei publicamente e que desencadeou toda esta mudança de vida. 

     

    A receita do bolo está no final do post, faz scroll down se quiseres passar esta parte à frente. 

     

    A história que nunca contei:

    Em 2008 licenciei-me em Gestão de Empresas e comecei a trabalhar como auditora financeira numa multinacional. Estive por lá cinco anos, mas não foi preciso muito tempo para perceber que nunca seria feliz naquele papel. No entanto, tinha direccionado a minha formação académica para aquela área e durante muito tempo acreditava que desistir não podia fazer parte dos planos. Quantos de nós não passamos já pelo mesmo, não é verdade? 

     

    Ignorei todos os sinais até que no último ano de trabalho tive um esgotamento. Foi uma fase difícil, que me levou ao limite e às urgências de um hospital com ataques de ansiedade. Percebi ao fim de pouco tempo que não podia continuar assim. Tinha de aceitar que tinha errado na minha escolha e mudar de direção. 

     

    Comecei o meu processo de cura interna, de dentro para fora. Fiz psicoterapia, acupuntura, fitoterapia e yoga. Inscrevi-me numa pós-graduação em gestão hoteleira. Sendo a hotelaria uma área que me fascinava desde miúda, esperava poder descobrir ali uma nova paixão, um novo rumo.

    Certo dia, a minha irmã Inês incentivou-me a ver um documentário. Foi assim o primeiro contacto com o estilo de vida vegan e com todos os ideais que lhe estão subjacentes, como o respeito por todas as formas de vida e pelo Planeta. O veganismo foi o impulso que precisava para mudar de vida! (o resto da história podem ler aqui). 

     

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    Bolo de baunilha com chocolate e morango

    Agora vamos ao motivo essencial deste post, a receita do bolo de aniversário! 🙂 Os bolos são das coisas que mais gosto de criar. Já andava a idealizar este há uns dias e fiquei mesmo satisfeita com o resultado. Entrou diretamente para o meu top de bolos preferidos! Lembras-te deste post?

     

    Este é de banilha, com recheio de chocolate e morango e cobertura de chantilly! Para mim, uma combinação de sabores infalível! Podia escrever mil e um adjetivos para descrever este bolo, mas o melhor é mesmo experimentares! 🙂 Se tiveres alguma dúvida, podes sempre entrar em contacto comigo! E se o fizeres, já sabes, deixa o teu feedback aqui ou nas redes sociais! 

     

    Vamos à receita:

     

    Faz 1 bolo (18cm)

    Tempo total: 50 minutos

     

    Ingredientes

    Para 1 bolo:

    1 1/2 chávena de farinha de trigo

    ¾ de chávena de açúcar amarelo

    1 colher de chá de fermento

    ½ colher de chá de bicarbonato de sódio

    ¼ colher de chá de sal

    1/3 de chávena de azeite suave (ou outro óleo vegetal)

    1 chávena de bebida vegetal de soja

    1 colher de sopa de extrato de baunilha

    1 colher de chá de vinagre de sidra

    Recheio e cobertura:

    1 pacote de natas de soja para bater

    1 colher de chá de sumo de limão

    Açúcar de confeiteiro (em pó) q.b.

    Morangos frescos laminados q.b.

    50gr de chocolate de culinária

     

     

    Preparação

    Pré-aquece o forno a 180º.

    Numa tigela, mistura a farinha, o açúcar e o sal.

    Adiciona os ingredientes líquidos, mexendo entre cada adição (azeite, bebida vegetal, baunilha e vinagre). Por fim, incorpora o fermento e o bicarbonato.

    Leva ao forno aproximadamente 30 minutos, até um palito sair limpo.

    Deixa o bolo arrefecer na forma uns 10 minutos e depois desenforma-o com cuidado. Deixa-o arrefecer completamente enquanto preparas o segundo bolo e/ou a cobertura/recheio.

    Para fazer o chantilly para a cobertura, usa uma batedeira elétrica para bater as natas de soja. Durante o processo (2-3 minutos), adiciona uma colher de chá de sumo de limão e açúcar de confeiteiro q.b. para adoçares a teu gosto.

    Reserva uma parte do chantilly (4 a 5 colheres de sopa cheias) para preparar o recheio de chocolate.

    Derrete o chocolate em banho-maria até ficar líquido. Deixa-o arrefecer ligeiramente (2 min) e incorpora com a porção de chantilly que reservaste.

    Espalha o recheio de imediato no bolo e adiciona os morangos laminados. Se fizeres o segundo bolo, coloca-o por cima e cobre com o chantilly. Caso contrário, espalha o chantilly por cima da cobertura de chocolate/morangos.

    Leva ao frio até servir.

    Decora com fruta fresca e/ou outros elementos naturais (Ex: sementes, bagas, pepitas de cacau, flores comestíveis).

     

    Espero que gostes desta receita tanto quanto eu! Até breve!

     

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  • Cozido à Portuguesa dos tempos modernos | Vegan

     

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    Esta é aquela receita que certamente faz parte da tradição gastronómica de muitas famílias portuguesas, incluindo a minha. É um prato que remete para os domingos da minha infância (o dia em que se fazia o cozido em casa dos meus pais) e que me trás tantas memórias e histórias à volta da mesa.

    Agora numa versão mais moderna, continuo a manter a tradição e a relembrar aqueles almoços de família e hoje partilho contigo a nossa receita de cozido 100% vegetal. 

    Na minha opinião, esta versão vegan do cozido à portuguesa não fica nada aquém da receita original, já que para além de ser extramamente saborosa no final não nos deixa com o estômago pesado. É mais saudável, mais rápida de fazer e permite-nos manter a tradição familiar de forma compassiva.

    Apesar desta opinião representar o que sinto, claro que haverá quem discorde. O sabor da carne não se pode equiparar ao sabor do cogumelo Pleurotus (que cozido apresenta uma textura muito semelhante à carne por exemplo) ou de um enchido vegetariano. No entanto, o nosso paladar pode aprender a apreciar outros sabores e, honestamente, acho que toda a magia das receitas está no sabor/texturas dos vegetais e condimentos, muito mais do que no sabor da carne animal.

    Como apreciadora deste prato, tanto antes como depois de ser vegan, posso afirmar com toda a segurança que se nós permitirmos (é tudo uma questão de mindset) podemos redescobrir o prazer de comer em novos sabores e texturas. E com o tempo, criamos novos hábitos e gostos! 

    Posto isto, gostava que desses uma oportunidade a esta receita! O pior que pode acontecer é não gostares (embora ache difícil, se estás aqui certamente já terás a mente aberta) e o melhor que pode acontecer é descobrires que é possível quebrar padrões e crenças antigas com novos (e melhores) hábitos. Depois conta-me o que achaste e o que sentiste quando experimentares em casa esta receita. 

     

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    Cozido à Portuguesa dos tempos modernos

    Vegan

    Serve 4 pessoas (e ainda sobra para uma sopa, receita no final)

    Tempo total: 60 minutos

     

    Ingredientes

    250g de cogumelos Pleurotus

    2 dentes de alho 

    Azeite virgem extra q.b.

    2 folhas de louro

    Sal marinho q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Pimentão-doce q.b.

    Cominhos moídos q.b.

    1/4 de chávena (60ml) de vinho branco

    5 batatas brancas médias

    5 cenouras pequenas

    1 couve lombarda

    2 enchidos vegetarianos (uso o chouriço e farinheira da Próvida, das poucas marcas de enchidos vegetarianos que gosto! Encontras à venda online ou em alguns supermercados biológicos.)

     

    Preparação

    Aquece o azeite num tacho e junta os alhos esmagados e as folhas de louro. Adiciona os cogumelos Pleurotus (previamente desfiados) e salteia um pouco. Adiciona o vinho branco e deixa ferver.

    De seguida, junta ao tacho as batatas e as cenouras (descascadas e cortadas a meio) e a couve lombarda cortada aos pedaços. Tempera a gosto com sal, pimenta, pimentão-doce e cominhos e adiciona água até cobrir todos os ingredientes.

    Enquanto os vegetais cozem, prepara os enchidos vegetarianos. Com cuidado para não os desmanchar, retira a película envolvente (não comestível) e reserva-os, inteiros.

    Quando os vegetais estiverem na fase final da cozedura, junta os enchidos. 

    Quando tudo se apresentar cozido, desliga o lume e deixa repousar, com a tampa fechada.

    Entretanto, prepara um arroz de feijão e tomate para acompanhar (usei feijão encarnado, mas podes usar outro tipo). Não partilhei aqui a receita do arroz mas se tiveres dúvidas sobre algum passo pergunta dos comentários. 🙂 

    Na hora de servir, corta os enchidos em rodelas grossas e dispõe todos os ingredientes numa travessa.

     

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    Como fazer Sopa de Cozido?

    Com as sobras do cozido (caldo, cogumelos, enchidos e vegetais) podes preparar uma sopa deliciosa e reconfortante. Para fazeres a sopa de cozido, podes cortar os ingredientes em pedaços mais pequenos. Depois, coloca numa panela o caldo e todas as sobras de vegetais (à exceção dos enchidos para não se desfazerem), adiciona mais água e cotovelinhos (ou outra massa que prefiras), ajusta o tempero com sal e pimenta e deixa cozer. No final da cozedura, junta os enchidos. 

    Desliga o lume e deixa repousar um pouco antes de servir, fica sempre melhor. Podes também adicionar uma folhinha de hortelã, se tiveres! 

     

    Espero que gostes e que esta receita te inspire a novas mudanças! 

    Até breve!

     

     

  • Jardineira vegana & dicas para confeccionar seitan

     

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    Esta semana fizemos uma jardineira vegana deliciosa com seitan! Já tinha partilhado uma versão deste prato com lentilhas (ver aqui) mas a versão que agora partilho no blog é mais fiel à receita tradicional, pois o seitan simula na perfeição a textura da carne!  

     

    Apesar de não usar seitan com muita regularidade na nossa alimentação (dou preferência às leguminosas), adoro a versatilidade deste alimento (sobre o qual já falei no último post) e o resultado nas receitas! Nesta quarentena temos utilizado o seitan mais do que é habitual, mas dias não são dias! 🙂

     

    Atenção, não tenho nada contra o uso de seitan (ou tofu) na alimentação vegetariana, bem pelo contrário! São fontes proteicas muito válidas e interessantes do ponto de vista nutricional. Contudo, temos tantos outros alimentos disponíveis que substituem a carne (como as lentilhas, as favas, os feijões, o grão-de-bico, etc), que seria tonto limitar-nos a apenas um ou dois alimentos! Para além disso, as leguminosas são mais económicas, e também mais naturais (o seitan e o tofu são ambos alimentos processados, ainda que esse processamento seja ligeiro pois até os podemos produzir em casa!).

     

    Sou vegan há sete anos, e nos primeiros dois praticamente não consumia tofu e seitan! Isto para vos dizer que não faltam ideias de receitas que utilizem as leguminosas, é tudo uma questão de mudança de hábitos alimentares e culinários. 

     

    Para finalizar este tópico, deixo duas dicas para quem diz não gostar de seitan: experimentem uma marca diferente (o sabor/textura varia muito) e não se inibam de lhe adicionar temperos! O seitan – à semelhança do tofu – tem um sabor neutro e vai absorver os sabores dos condimentos que adicionarem. Não é obrigatório que o marinem, desde que o temperem bem, sem medos! Boa?

     

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    Jardineira vegana | Receita

    Serve 4 pessoas

    Tempo de confeção: 30 minutos

     

    Ingredientes

    500 g de seitan (usei da marca portuguesa Biodharma)

     – 2 dentes de alho esmagados

     – 1 folha de louro

     – Sal marinho, pimenta-preta e pimentão-doce q.b.

    – 1/2 chávena (120ml) de vinho branco

    Azeite q.b.

    1 cebola picada

    1 dente de alho picado

    1 folha de louro

    2 tomates maduros picados

    1/3 de chávena (80ml) de passata/tomate triturado

    4 cenouras pequenas, cortadas em palitos

    4 batatas brancas médias, cortadas em cubos

    1 chávena de ervilhas 

    Água q.b.

    Coentros frescos q.b.

     

    Preparação

    Cortar o seitan em cubos e colocar num recipiente com o alho esmagado, o louro, o vinho branco, sal, pimenta e pimentão-doce. Deixar marinar no mínimo 30 a 60 minutos, para absorver bem os sabores dos condimentos. 

    Num tacho, refogar a cebola e o alho com azeite e uma folha de louro. 

    Adicionar o tomate, seguido da passata/tomate triturado. Temperar a gosto com sal, pimenta e pimentão-doce.

    Adicionar a cenoura e água q.b. Deixar cozer aproximadamente 7 minutos em lume médio.

    Depois, adicionar o seitan previamente marinado e as batatas. Juntar os líquidos da marinada e cozer em lume médio.

    Quando as batatas e cenouras se encontrarem cozidas al dente, adicionar as ervilhas e cozer 7 a 10 minutos.

    Se necessário, adicionar mais água durante o processo de cozedura e retificar os temperos.

    Desligar o lume e deixar repousar antes de servir.

    Na hora de servir, finalizar com coentros frescos picados.

     

     

    Gostaram desta receita? Deixem o vosso feedback ou dúvidas nos comentários. 

     

     

  • Panados de Seitan | Receitas tradicionais reinventadas

     

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    Hoje partilho com vocês uma receita deliciosa de panados 100% vegetais! Sem segredos, com poucos ingredientes e muito fácil de confeccionar!

     

    O sucesso da receita depende do tipo de seitan que escolherem (nem todas as marcas são espetaculares), do tempero e da polme! Para simular o sabor do ovo, usei sal negro dos Himalaias (ver nota no final), mas se não tiverem utilizem sal marinho ou outro. Ficará delicioso na mesma. 

     

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    Para quem não sabe o que é seitan, esta é uma proteína vegetal completa, produzida a partir da farinha de trigo. Não é um alimento que utilize frequentemente, no entanto é fantástico para criar receitas diferentes e recriar pratos mais tradicionais. Se são intolerantes ao glúten – e nesse caso não podem consumir seitan – podem substituí-lo nesta receita pelo cogumelo Pleurotus! A sua textura carnuda e sabor mais neutro resulta igualmente bem em receitas desde tipo.

     

    Vamos à receita?

     

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    Panados de Seitan 

    Vegan

    Faz 6 panados

     

    Ingredientes

    500g de seitan (usei da marca portuguesa Biodharma)

    Para marinar:

    1 colher de chá de pimentão-doce

    2 colheres de sopa de molho de soja

    1 colher de sopa de sumo de limão

    1 colher de chá de sal marinho

    2 dentes de alho esmagados

    Para panar:

    1/2 chávena de farinha de grão-de-bico

    1 colher de chá de sal negro dos Himalaias – Kala Namak (ver nota no final)

    1 chávena de água 

    Pão ralado q.b.

    Para fritar:

    Azeite q.b.

    Para servir:

    Limão (opcional)

     

    Preparação

    Corte o seitan em fatias e disponha-as num recipiente. 

    Adicione o pimentão-doce, o molho de soja, o limão, o sal e o alho e deixe marinar por 30 a 60 minutos. Nota: quanto mais tempo estiver a marinar, mais sabor o seitan irá absorver.

    Depois de marinar o seitan, prepare a polme. Para isso, misture numa taça a farinha, o sal negro e a água, com uma vara de arames, até obter uma mistura homogénea. Vá adicionando a água aos poucos, até obter a textura desejada para a polme.

    Passe, uma a uma, as fatias de seitan na polme preparada, seguida do pão ralado. 

    Frite numa frigideira com azeite, em lume médio/alto, de ambos os lados, até obter uma crosta dourada. 

    Na hora de servir, esprema um pouco de limão, se desejar. 

    Acompanhe os panados com um arroz de grelos e bom apetite!

     

    Nota final: O sal negro dos Himalaias (Kala Namak) tem um aroma muito parecido com a gema do ovo, devido ao índice de enxofre presente na sua composição, além de um forte sabor sulfuroso, por ser de origem vulcânica. Não tem necessariamente uma cor preta – podendo variar entre preto, rosa e roxo. Apesar de conferir um sabor único, não é essencial na receita, podendo ser substituído pelo sal convencional.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo o vosso feedback! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários. 

     

    Boa Páscoa!

     

     

     

  • Favas guisadas | Petiscos vegan à portuguesa

     

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    Do ponto de vista nutricional, as favas são um alimento muito interessante. À semelhança de outras leguminosas (como o grão-de-bico e os feijões) são uma excelente fonte de proteína e de ferro, ricas em vitaminas do complexo B, magnésio, potássio, zinco e fósforo. Têm ainda propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

    Sendo um hidrato de carbono complexo, são bastante saciantes, proporcionando níveis de energia estáveis e duradouros.

    Por serem ricas em fibra, o seu consumo tem um efeito positivo na regulação do apetite e funcionamento do trânsito intestinal. 

     

    Durante largos anos, não gostava de favas! No entanto, e como muitas vezes refiro nos meus workshops de cozinha, o nosso paladar muda e adapta-se a novas rotinas e hábitos alimentares. Sendo as leguminosas uma das principais fontes proteicas na alimentação vegetariana/vegan, e sendo importante variar estas fontes de proteína com o consumo de diferentes alimentos, comecei a incluir nos últimos anos as favas no prato. Não aprecio as favas congeladas que habitualmente encontramos à venda nos supermercados durante todo o ano, mas comecei a consumi-las frescas e faz toda a diferença! Agora que estamos na época delas é uma boa altura para experimentarem! São baratas, nutritivas e muito rápidas de confeccionar! 

     

    Deixo de seguida a última receita que fiz com elas nesta quarentena, um guisado simples e delicioso, que servi como petisco, com umas crackers de linhaça da Origens Bio. Podem encomendar online aqui e usar o código acozinhaverde10 para usufruirem de 10% de desconto em qualquer compra no site.

     

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    Favas guisadas | Petiscos vegan à portuguesa

    Sem glúten

    Serve 2 pessoas

    Tempo total: 30 minutos

     

    Ingredientes

    Aprox. 300g de favas frescas 

    1/2 cebola finamente picada

    1 dente de alho finamente picado

    1 folha de louro

    Sal marinho e pimenta-preta q.b.

    Pimentão-doce q.b.

    2 tomates maduros picados

    1 colher de sopa de passata/tomate triturado

    1/3 de chávena (80ml) de vinho branco

    Coentros picados q.b.

     

    Preparação

    Começar por arranjar as favas, retirando-as da vagem. Após a lavagem, cozer as favas a vapor (aproximadamente 15 minutos) e reservar. 

    Num tacho, refogar a cebola e o alho com o azeite e o louro. Adicionar o tomate picado e temperar a gosto com o sal marinho, pimenta-preta e pimentão-doce.

    Juntar agora as favas previamente cozidas e adicionar a passata/tomate triturado e o vinho branco. Deixar ferver. Adicionar um pouco de água se necessário, para ajustar a consistência do molho. Provar e retificar os temperos se necessário.

    Desligar o lume e juntar os coentros picados. 

     

    Nota: Esta receita pode ser servida como prato principal, com acompanhamento a gosto. Podem também adicionar um chouriço vegetal no guisado, para recriar as características favas com chouriço. 

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo o vosso feedback! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários.