Category: sustentabilidade

  • Desafio Vegan em 15 dias | Livro de receitas

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    Sou uma eterna sonhadora. Acredito mesmo que é possível transformar a nossa Vida e implementar um novo paradigma na sociedade. É imperativo alterar os nossos hábitos de consumo, não só pela nossa saúde, também pela nossa sobrevivência na terra. Estamos em Junho e já esgotámos todos os recursos naturais disponíveis para este ano!! Infelizmente, esta data assinala-se cada vez mais cedo, ano após ano.

    As nossas escolhas diárias podem mesmo inverter esta tendência. Sabiam que a alimentação é a atividade humana que mais contribui para a Pegada Ecológica?

    Foi com este mindset que desenvolvi o “Desafio Vegan em 15 dias”, o meu segundo livro. Porque sonho com um planeta verde, que respeite todas as formas de Vida, com menos doenças e mais qualidade de vida para todos nós.

     

     

     

    O “Desafio Vegan em 15 dias” é mais do que um plano alimentar pensado para as necessidades específicas de uma dieta que se preocupa com a nossa saúde e com o planeta. É também a minha forma de vos sensibilizar para causas que me são tão próximas, como o veganismo, a sustentabilidade e a nutrição.

    Há 6 anos que dedico a minha vida a este projeto e tenho um orgulho enorme em tudo o que já conseguimos alcançar. Este livro é prova disso. Mais uma semente plantada e pronta a germinar!! 

    Para este livro, contei com a colaboração de duas super mulheres que me inspiram diariamente com o trabalho que desenvolvem em prol de um mundo melhor.

    A nutricionista Sandra Gomes Silva, co-autora dos manuais da Direção Geral de Saúde sobre alimentação vegetariana, escreveu um pequeno capítulo sobre nutrição para esclarecer todas as dúvidas mais comuns relativas a esta alimentação e elaborou ainda a informação nutricional das 75 receitas do livro.

    A querida Ana Gomes, autora do blog A Melhor Amiga da Barbie, escreveu o prefácio e foi a minha inspiração para o último dia do desafio, um Brunch Vegan para juntar os amigos à volta da mesa.

    O livro já se encontra à venda nas principais livrarias e hipermercados do país! Se o preferirem adquirir com dedicatória e assinado por mim, podem encomendar-nos diretamente através do seguinte e-mail: acozinhaverde@gmail.com (envios para toda a Europa)

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    Têm questões sobre o livro? Deixem nos comentários que eu respondo a tudo! Espreitem também o instagram, onde partilhei em exclusivo duas receitas do livro! 

    Espero que gostem! Estou ansiosa para receber o vosso feedback. 🙂

    Até já!

     

  • O nosso voto conta! Vamos sentar o Planeta em Bruxelas!

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    Não me canso de falar do impacto que as nossas escolhas e ações diárias (alimentares mas não só) têm no futuro do nosso Planeta. Já escrevi um pouco sobre isso aqui. Como mãe, preocupa-me especialmente o impacto de toda esta crise climática no futuro do meu filho (e de todas as gerações vindouras) assim como na vida de todas as espécies que (ainda) habitam no nosso Planeta. Que futuro nos espera se continuarmos a consumir e a destruir os nossos recursos desta forma desenfreada, sem olhar a meios para atingir os fins? 

     

    No domingo é dia de eleições europeias e hoje escrevo sobre a importância de exercermos o nosso direito (e dever cívico) de voto. Estas eleições contam sempre com níveis de abstenção elevadíssimos. Podem ser várias as razões que nos levam a abdicar do nosso direito de voto: o desconhecimento, o descontentamento ou mesmo aquele sentimento de que “o meu voto não fará diferença”. Seja qual for o motivo, o impacto desta escolha tem graves repercussões. O nosso voto faz sempre a diferença! É uma forma de sermos parte ativa da sociedade, de mostrarmos o nosso descontentamento e de exigirmos mudanças. Se não votarmos, estaremos a perpetuar uma realidade que não queremos e com a qual não nos identificamos.  

     

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    No dia 26 de Maio eu voto PAN e faço figas para que consigamos finalmente um eurodeputado português ambientalista em Bruxelas. Porque mais do que um partido político com assento parlamentar na AR (com 1 único deputado!!), este é um partido de causas e distingue-se pela sua posição partidária. Não é um partido de direita ou de esquerda. E acima de tudo, incentiva a participação ativa de todos os cidadãos na sua política. Não cedem a lobbies e têm uma comunicação clara, transparente, sem floreados. 

    Tenho imenso orgulho em pertencer a esta família e acompanho de perto todo o percurso que têm feito nos últimos anos. Confio no trabalho do André Silva (que tão bem se tem safado como deputado único na nossa AR) e de toda a sua equipa. Confio igualmente no Francisco Guerreiro, candidato ao Parlamento Europeu, e que tenho a certeza que tudo fará para garantir que a proteção e preservação do ambiente (bem como de todos os que nele habitam, humanos e não humanos) sejam uma prioridade em Bruxelas.

    Se tiverem curiosidade, podem ler aqui as mais de 200 medidas que o PAN quer levar para o Parlamento Europeu. 

     

    Nota 1: Este post demonstra apenas a minha posição política enquanto cidadã. Escrevi-o com o objetivo de alertar para a importância de exercermos o nosso direito de voto, não só em eleições nacionais mas também nas Europeias. Porque as medidas implementadas na UE têm impacto direto na política nacional, na nossa vida e no nosso Planeta. 

     

    Nota 2: Este ano houve algumas mudanças na lei eleitoral, nomeadamente:

    – Os eleitores passam agora a ser identificados pelo número de identificação civil, pelo que não precisam do número de eleitor. Para saberem qual o vosso local de voto podem consultar este site ou enviar uma mensagem gratuita para o número 3838 com a seguinte mensagem: “RE (espaço) número de CC-BI (espaço) data de nascimento (assim ordenada: ano, mês, dia).

    – Todas as mesas de voto passam finalmente a disponibilizar uma matriz de voto em Braille para os eleitores com deficiências visuais (um bom exemplo de uma das medidas apresentadas pelo PAN na nossa Assembleia).

     

    E vocês, vão votar no domingo? 

     

     

  • 15 coisas que aprendi com o estilo de vida vegan (Parte I)

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    Quem me acompanha há algum tempo, sabe que este blog surgiu no seguimento de ter adotado uma alimentação e estilo de vida vegan (podes ler a minha história aqui). Já lá vão 6 anos e continuo a sentir que esta foi das melhores decisões que tomei até hoje. O veganismo abriu-me as portas para um estilo de vida compassivo, mais saudável e sustentável e mudou imenso a minha forma de estar no Mundo.  

    Hoje sentei-me a pensar em todas as coisas que este estilo de vida me ensinou. Achei que poderia ser interessante passar para o papel e partilhar com vocês algumas curiosidades, o que levou a este post. 

    Dividi isto por temas (caso contrário ficava gigante!) e comecei pela ALIMENTAÇÃO.

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    15 coisas que aprendi com o estilo de vida vegan (Parte I)

    Na Alimentação:

     

    1. O E120 (carmim), um dos corantes mais utilizados na indústria alimentar e cosmética, responsável pela cor vermelha, é obtido através do esmagamento de um insecto chamado cochonilha. 

    2. O aroma natural de baunilha é na grande maioria das vezes obtido através da secreção do castor, o “castóreo”, pois tem um aroma muito semelhante à baunilha.

    3. Alguns vinhos e cervejas artesanais contém ingredientes de origem animal, como a albumina de ovo.

    4. Sementes (como a chia e a linhaça), frutos secos (como as amêndoas) e um grande número de vegetais de folha verde têm mais cálcio do que o leite de vaca.

    5. A proteína é abundante na alimentação 100% vegetal. Ela está presente em todos os alimentos, sendo as melhores fontes as leguminosas (grão, feijão, lentilhas, soja, etc), as oleaginosas (frutos secos e sementes) e os cereais e pseudocereais (arroz, millet, quinoa, trigo-sarraceno, aveia, etc).

    6. Um vegan não precisa de comer tofu, seitan ou soja! Embora sejam opções a considerar (principalmente no caso do feijão de soja e do tofu), esta não é a base alimentar de um vegetariano nem tão pouco a única fonte de proteína.

    7. Os vegetais, as frutas, as sementes, os frutos secos, as leguminosas, os cereais (e pseudocereais), os cogumelos, as algas e os tubérculos são a base de uma alimentação vegetariana variada e equilibrada. 

    8. A vitamina C potencia a absorção do ferro presente dos vegetais. Para isso, podemos por exemplo utilizar o limão ou outro citrino nas receitas ou acompanhar com uma bela salada de tomate.

    9. As leguminosas, os cereais integrais e até as oleaginosas devem ser sempre que possível demolhados de forma a eliminar os antinutrientes que bloqueiam a disponibilidade de nutrientes. 

    10. As sementes que não conseguimos mastigar convenientemente devem ser transformadas antes de consumir (fazer manteiga, moer ou hidratar por exemplo) de forma a digerir melhor e consequentemente aproveitar melhor o seu valor nutricional.

    11. Um vegetariano não vive só de alfaces e saladas! Nesta alimentação há espaço para todos os gostos e uma grande variedade de opções. Difícil mesmo é cair na monotonia alimentar com uma dieta à base de plantas. Podem consultar as receitas do blog para alguma inspiração.

    12. Os nosso paladar educa-se e é perfeitamente possível passar a adorar alimentos que até então ficavam de lado. Nunca fui fã de vegetais (principalmente verdes) e hoje em dia não vivo sem eles. Com alguma insistência, novas formas de confeção e combinações mais ao nosso gosto, começaremos a apreciá-los sem grande esforço.

    13. A carência de Vitamina B12 não é exclusiva da dieta vegetariana. No entanto, esta é a única vitamina que não conseguimos obter de forma suficiente através dos alimentos de origem vegetal. Deve ser por isso obtida através de suplementos ou através do consumo de produtos fortificados (leveduras, alternativas vegetais aos laticínios, por exemplo).

    14. A alimentação de um vegan pode ser bastante económica desde que se façam as escolhas certas. Uma alimentação maioritariamente plant based (com produtos “da terra”) e com poucos processados não fica mais cara do que a convencional, até pelo contrário. Comer alimentos da época é também uma das estratégias para poupar a carteira (e o ambiente!)

    15. A alimentação de um vegan não é necessariamente mais saudável. Mais uma vez, tudo depende das nossas escolhas e a leitura dos rótulos é muito importante. Gosto sempre de dar o exemplo das batatas-fritas, dos refrigerantes (como a coca-cola) e das bolachas (como a Oreo). Estes são produtos 100% vegetais e pouco interessantes para a nossa saúde.

     

    Espero que tenham gostado e que esta informação vos seja útil. Na Parte II, vou trazer-vos mais alguma informação e curiosidades mas a respeito de outra área. Sim, porque o veganismo não se centra apenas na alimentação, mas em todo o nosso lifestyle

     

    E vocês, têm algum ponto a acrescentar a esta lista? Ou alguma dúvida? Deixem nos comentários para eu responder. Até já!