Category: receitas

  • Trufas de caju e cenoura (sem glúten, sem açúcar)

     

    Cajus

    De grande valor nutricional, os frutos oleaginosos, onde se incluem os cajus, são bastante conhecidos pelo seu elevado teor calórico. Contudo,são alimentos riquíssimos em nutrientes e com diversos benefícios para a saúde, pelo que podemos e devemos incluí-los diariamente na nossa alimentação (de forma moderada).

     

    Na sua generalidade, são ricos em minerais como o selénio, manganês, magnésio, zinco, potássio, fósforo e cálcio.

     

    O seu consumo frequente e moderado está associado à redução do mau colesterol (LDL) e triglicerídeos e ao aumento do bom colesterol (HDL), prevenindo assim o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Por serem ricos em hidratos de carbono, constituem uma excelente fonte de energia.

    Por conterem vitamina E e selénio, que apresentam função antioxidante, são essenciais para a formação e recuperação muscular.

     

     

    Tâmaras

     

    Esta fruta seco é altamente nutritiva, contem proteínas, sais minerais e vitaminas (principalmente a vitamina C). É um alimento doce, funcionando por isso muito bem como substituto saudável e natural do açúcar. São ainda ricas em fibras, potássio, ferro e cálcio.

     

    Devido à sua composição de açúcares complexos, permite que o organismo tenha um metabolismo lento e demorado. Esta é uma propriedade muito interessante para quem pratica exercício físico numa base regular.

     

     

     

    Porque demolhar os frutos secos?

     

    Os frutos secos têm substâncias (como os fitatos), que inibem algumas enzimas e impedem a semente de crescer até que todo o ambiente em seu redor lhe propicie a água, luz e nutrientes necessários. Além disso, essas substâncias dificultam o processo digestivo e de absorção de minerais e proteínas.

    A água vai destruir essas substâncias e permitir que as enzimas da planta entrem em acção e que esta germine. Desta forma a semente encontra-se disponível para absorver uma série de nutrientes que de outra forma não absorveria.

    Ao demolhar, estamos a tornar a digestão do fruto mais fácil e a possibilitar que haja uma libertação maior de nutrientes, como proteínas e vitaminas B e C (que é produzida somente quando a semente germina).

    Como demolhar frutos secos?

     

    É muito simples! Para demolhar, basta deixar os frutos secos num recipiente com água abundante durante algumas horas (eu costumo deixar durante a noite). Depois, basta escorrer bem e passar uma última vez por água abundante.

    Nota: A água usada para demolhar não deve ser aproveitada, visto que é nela que estão concentradas as substâncias que eliminámos durante o processo.

    Trufas de caju e cenoura

    Sem glúten, sem açúcar, raw
    Tempo de preparação: 15 minutos
    Rende 12 unidades (aprox.)

     

    Ingredientes

    1 chávena/cup de cajus crus

    100 gramas de tâmaras

    1 cenoura média, ralada

    1 colher de chá de canela

    ½ colher de chá de gengibre

    2 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante natural da sua preferência

    Sementes (chia, papoila, sésamo) e coco ralado, a gosto

    Preparação

    1. Num processador de alimentos, trirure bem os cajus

     

    2. Junte as tâmaras (descaroçadas), a cenoura ralada, a canela, o gengibre e a geleia de agave

    3. Triture tudo novamente, até obter uma massa homogénea e moldável

    4. Faça pequenas bolinhas com as mãos e polvilhe com sementes ou coco ralado, a gosto

     

    5. Leve ao frigorífico até à hora de servir (opcional)

     

  • Hummus (sem glúten)

    Homus (ou Hummus, em árabe) é um prato com origem no Médio Oriente, quesignifica “grão-de-bico” em árabe.

     

    Este prato tradicional consiste numa pasta de grão-de-bico com tahin (sementesde sésamo tostadas e moídas), muitas vezes utilizado como acompanhamento parapães ou pratos salgados, como o falafel. É rico em proteínas, vitaminas, saisminerais, fibras, gordura saudável, e é um alimento de baixa caloria.

     

    Os ingredientes principais são o grão-de-bico, rico em hidratos de carbonode baixo impacto glicémico muito graças ao teor de fibra; o sumo de limão, ricoem vitamina C; e o tahin, fonte de vitamina E, ácido linoleico, cobre,manganês, cálcio, zinco e magnésio.

     

    Além de ser rápido de fazer, o hummus é bastante rico nutricionalmente euma excelente opção para quem pratica desporto, principalmente no pré-treino.

     

     

    Hummus 

    Sem glúten
    Tempo de preparação: 5 minutos

      

    Ingredientes

    400 gramas de Grão de Bico cozido

    3 dentes de Alho

    6 colheres de sopa de sumo de Limão (espremido)

    1/3 chávena de Tahin (sementes de sésamo tostadas e moídas)

    8 gotas de Piri-piri (ou outro molho picante)

    Uma pitada de Sal Marinho com Ervas Aromáticas

    Pimenta Verde, moída na hora

    Salsa fresca

    Azeite Extra Virgem biológico

    Azeitonas Pretas

    Tomates Cherry

    Tostas, Broa ou outro pão da sua preferência

    Preparação:

    Num processador de alimentos, colocar o grão previamentecozido e escorrido, o tahin, os alhos, o sumo de limão e o piri-piri. Temperarcom sal marinho com ervas aromáticas e pimenta verde. Triturar tudo muito bem,até obter uma pasta homogénea e com textura.

    Acertar a quantidade de temperos a seu gosto.

    Servir o Hummus numa travessa, regado com um fio de azeite esalsa fresca. Acompanhar com azeitonas pretas, tomates cherry e tostas, broa ououtro pão da sua preferência.

    Nota: 
    Para conservar, guardar num recipiente de vidro, preferencialmenteesterilizado, no frigorífico. Depois de aberto, consumir até uma semana.  
  • Bolo de Baunilha / 1º Aniversário

    O primeiro aniversário

    Maio é para mim um mês muito especial… É o mês do coração, e o mês em que nasci. Talvez não tenha sido por acaso que criei A Cozinha Verde nesta altura do ano…

    Gosto de celebrar os meus aniversários. Sempre gostei. Gosto da sensação com que acordo no dia, a sensação de ser o MEU dia. Gosto de estar com todas as pessoas que me são queridas e que fazem parte da minha vida. Por incrível que pareça, gosto da sensação de sentir o tempo passar… Gosto de parar para pensar na vida, em tudo o que fiz e principalmente em tudo o que ainda me falta fazer. Gosto de me sentir grata por tudo o que tenho à minha volta. E gosto de ser mimada, com pequenas surpresas que enchem o meu coração.

    Sou uma pessoa muito emotiva. Vivo com prazer e intensidade, aproveitando ao máximo cada momento, cada dia. Fazer anos leva até mim todas essas emoções de uma forma ainda mais especial.

    Fiz 27 anos no passado dia 7, e escolhi também este dia para comemorar o primeiro aniversário da A Cozinha Verde. Essa quarta-feira não podia ter sido melhor. Foi passada ao lado daqueles que amo, e que fazem parte da minha vida. A minha família.

    Quero agradecer a todos vocês, que me fizerem (e continuam a fazer) acreditar que é possível realizarmos os nossos sonhos, e fazer aquilo que nos faz sentir verdadeiramente felizes. Quero agradecer todo o apoio, mensagens e carinho com que nutrem o meu coração todos os dias. Porque a nutrição não passa só pela alimentação. E eu estou verdadeiramente grata por todo o carinho e força que me dão. Cada um à sua maneira, e cada um de forma única e especial, todos vocês têm um cantinho especial guardado no meu coração.

    Este ano, para comemorar os dois aniversários, fiz um bolo de baunilha especial. Especial, porque foi feito a pensar em vocês. Porque é isso que torna aquilo que fazemos especial. A forma como o fazemos, a energia e o sentimento que colocamos naquilo que fazemos. E é por isso que A Cozinha Verde é tão especial. Não por ser verde, ou 100% vegetal, ou vegan, ou biológica, ou saudável, ou saborosa. Mas sim porque é a minha forma de exprimir tudo aquilo que sinto e tudo aquilo em que acredito. Porque é a maneira que arranjei de levar-vos um pouco de mim. De levar-vos toda a minha energia e dedicação. E porque é a forma que arranjei para vos demonstrar que é possível vivermos uma vida plena e saudável, com compaixão por todos os seres vivos. Pode parecer ambicioso, mas A Cozinha Verde é o meu contributo para um mundo melhor. E é por isso que amo tanto aquilo que faço todos os dias. Porque sinto que pode fazer a diferença. Na minha vida. Na vossa vida. Nas nossas vidas.

    Que este seja o primeiro de muitos anos!

    Obrigada.

    Bolo de Aniversário de Baunilha

    Ingredientes
    -Para o bolo
    360 ml de Leite de Amêndoas
    2 colheres de chá de Vinagre de Cidra
    200 gr de Açúcar de Côco da OX Nature
    110 ml de Óleo de Girassol prensado a frio
    1 colher de sopa de sementes de vagem de baunilha (pode usar também essência de baunilha)
    250 gr de Farinha Integral
    3 colheres de sopa de Amido de Milho
    3/4 de colher de chá de Bicabornato de Sódio
    1 colher de chá de Fermento
    3/4 de colher de chá de Sal Marinho biológico

    -Para o recheio e cobertura
    170 gr de Creme Vegetal
    220 gr de Açúcar em Pó
    1/2 colher de sopa de sementes de vagem de baunilha (pode usar também essência de baunilha)
    Uma pitada de Sal Marinho biológico
    30 ml de Leite de Amêndoas

    Preparação:

    Para o bolo
    1. Aquecer o forno a 180º.
    2. Numa tigela grande, bater com uma vara de arames o leite de amêndoas e o vinagre de cidra. Deixar repousar 5 minutos.
    3. Juntar o açúcar de côco, o óleo de girassol e a baunilha, e mexer bem com a vara de arames, até a mistura começar a ficar com espuma.
    4. Numa tigela à parte, misturar a farinha integral, o amido de milho, o bicabornato de sódio, o fermento e o sal, e juntar à mistura líquida (com uma peneira).
    5. Incorporar tudo muito bem com a vara de arames.
    6. Dividir a massa em duas formas de 20 cm cada, e levar ao forno entre 20 a 30 minutos, ou até um palito sair limpo.
    7. Deixar arrefecer os bolos cerca de 15 minutos antes de desenformar.
    8. Desenformar ambos os bolos e deixar arrefecer na totalidade numa rede para bolos.

    Para o recheio e cobertura
    1. Com uma batedeira elétrica, bater o creme vegetal em velocidade alta, entre 2 a 3 minutos, até este se apresentar cremoso.
    2. Juntar o açúcar em pó e bater, em velocidade baixa, para combinar os dois ingredientes.
    3. Aumentar a velocidade para média/alta e bater por mais 2 minutos.
    4. Juntar a baunilha e uma pitada de sal marinho e bater.
    5. Por último, juntar o leite de amêndoas (uma colher de sopa de cada vez), até a cobertura apresentar uma consistência possível de espalhar.

    Para montar o bolo
    1. Colocar uma das camadas do bolo numa base para bolos.
    2. Deitar por cima do bolo uma parte da cobertura e espalhar, com a ajuda de uma espátula.
    3. Colocar por cima a segunda camada do bolo.
    4. Colocar mais cobertura por cima, e, com a ajuda de uma espátula, espalhar bem, até cobrir a totalidade do bolo.
    5. Levar o bolo ao frigorífico 30 minutos.

  • Guacamole | Os benefícios do consumo de Abacate

     

    Uso frequentemente o abacate na cozinha. Tendo um sabor neutro, é um fruto bastante versátil, e basta juntar-lhe alguns ingredientes “mágicos” para preparar bebidas, pratos, sobremesas e molhos deliciosos. Já falei aqui da Mousse de Chocolate saudável, feita com abacate, e que substitui a tradicional mousse, feita com ovos.

     

    Já nos salgados, uma das minhas utilizações preferidas do abacate é o guacamole, um molho simples, delicioso e muito nutritivo que se faz em 5 minutos, e que pode ser usado em inúmeros pratos. 

     

    Os benefícios do consumo de Abacate

     

    Fonte

     

    O abacate é um fruto rico em ácidos gordos essenciais e proteínas, fonte de vitamina A, B1, B2, B3, B5, C , E e K, poderosos antioxidantes que atuam como protetores das células, e minerais como ferro, potássio, magnésio e cálcio. 

     

    Os seus fitoquímicos inibem o crescimento de células tumurais e vários estudos confirmam a eficácia do abacate na redução do colesterol, triglicéridos e glicemia.

     

    O abacate é um fruto altamente nutritivo, rico em calorias provenientes maioritariamente da gordura que contém. Grande parte desta gordura é monoinsaturada, o que contribui para reduzir os níveis de colesterol no sangue. 

     

    O consumo de abacate ajuda ainda no processo de emagrecimento, devido ao seu alto teor de fibras, que promove maior saciedade e ajuda no funcionamento do trânsito intestinal. 

     

    Origem

     

     

    O guacamole é uma iguaria típica da cozinha mexicana, servida com uma grande variedade de pratos.

    Basicamente, trata-se de um puré de abacate, bem temperado, que funciona como complemento de uma salada, de tacos e burritos ou de sandes. Faço-o para acompanhar os meus hambúrgueres vegetais, ou para servir como entrada, com tostas ou vegetais crus. 

     

    O sucesso (ou insucesso) do guacamole depende da qualidade e frescura dos ingredientes utilizados, e principalmente, do abacate, o seu ingrediente principal. Tal como na mousse de chocolate, para fazer o guacamole o abacate tem de estar bem maduro, caso contrário não será possível reduzi-lo a puré, nem com a ajuda de um processador de alimentos ou varinha mágica. Certifique-se por isso que o abacate está maduro antes de começar a fazer esta receita.

     

    Adoro guacamole, principalmente em dias quentes e solarengos. Assim que começa a vir o bom tempo, faço-o pelo menos uma vez por semana, e vou variando os temperos e alguns ingredientes.

     

    A receita que vos apresento é a minha favorita, mas sintam-se à vontade para fazer as substituições que entendam necessárias, para ficar mais ao vosso gosto.

     

    Guacamole | A receita

    Sem glúten, Raw food

    (Serve 4 a 6 pessoas)

    Tempo de preparação: 5 minutos

     

     

     

    Ingredientes

    1 Abacate maduro

    3 colheres de sopa de Cebola Roxa, picada 

    1 dente de Alho, picado

    1 tomate pequeno (sem sementes), cortado em pequenos pedaços

    4 colheres de sopa de sumo de Limão, espremido na hora

    Salsa ou Coentros frescos, picados

    Malagueta seca, moída na hora, 

    Sal marinho com ervas aromáticas

     

     

    Preparação:

     

    Nota:

    Para fazer esta receita, o abacate tem de estar bem maduro, caso contrário, não conseguirá o efeito pretendido. Para saber se o abacate está maduro antes de o abrir, pressione ligeiramente com o dedo o seu caule. Se este ceder, significa que está maduro.

     

    Corte o abacate a meio, retire o caroço e, com uma colher, retire o seu conteúdo para uma taça. Com um garfo, esmague o abacate, deixando alguns pedaços inteiros para obter uma textura mais interessante.

     

    Junte a cebola, o alho, o tomate, a salsa ou coentros e o sumo de limão. Tempere com a malagueta seca, moída na hora (ou use fresca, se preferir) e com o sal marinho com ervas aromáticas, a gosto. 

     

    Mexa tudo muito bem e está pronto a servir!

     

     

     

     
  • Paella Marroquina com Grão e Legumes

    Viagem a Marrocos :: Memórias

    Há viagens que nos marcam de uma forma especial. Foi o caso de Marrocos. Em Junho de 2011, partimos de mochila às costas, na ânsia de descobrir um país tão diferente do nosso.

    Foi uma semana intensa, a absorver costumes tão diferentes, mas tão especiais. As cores, os aromas, os sons, as pessoas. As ruas de Marrakech coloridas e aromatizadas com um número infindável de especiarias e chás. Esses chás quentes que saciavam e hidratavam quando o calor já era insuportável, e que sabiam tão bem, pela forma especial como eram preparados, como se de um ritual se tratasse.

    A humildade e hospitalidade daquele povo, que nos convidava a entrar em suas casas, como se fossemos família. Os riads onde ficamos hospedados, casas típicas marroquinas com um pátio interior central, normalmente ajardinado, decorados com cores quentes e vivas, mas serenas.

    Os terraços, onde começávamos o dia e terminávamos a noite, acompanhados pelo chá de menta com hortelã e pela vista extraordinária da cidade. As medinas, “a cidade antiga”, verdadeiros labirintos de ruas estreitas no centro da cidade, protegidas por uma fortificação, onde nos perdemos tantas vezes no meio de toda aquela correria e agitação. Os suq, mercados tradicionais dentro das medinas, onde ficámos horas a conversar e a regatear (para eles, regatear é uma forma de convívio e de comunhão, e ficam ofendidos se não o fizermos).

     

     

     

     

     

     

     

    A cidade costeira de Essaouira, que me fez lembrar tanto a Ericeira, o único sítio em toda a viagem onde tive de me proteger com um casaco à noite. As terras áridas já próximas do deserto, como Ouarzazate e Ait-Benhaddou, o “coração da terra”, com um miradouro impressionante com vista para o panorama lunar do Anti-Atlas.

    Os oásis perdidos no meio do nada. As montanhas imponentes. E o pôr do sol no deserto do Saara, onde o silêncio imperava.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Hoje, sempre que abro a minha despensa e olho para as especiarias que ocupam uma prateleira inteira, sou de novo transportada para esta viagem e para todos aqueles momentos que vivi, e que ficarão eternamente gravados na minha memória e no meu coração.

    A receita de hoje, como tantas outras que vou fazendo, lembra-me Marrocos. E espero com ela conseguir levar-vos também, através do paladar, um bocadinho deste país, tão próximo, e ao mesmo tempo tão longe de nós.

    E agora vamos à receita:

     

    Paella Marroquina com Grão e Legumes
    Sem glúten
    (Serve 2 a 4 pessoas)
    Tempo de preparação: 60 minutos

     

    Ingredientes
    1/2 chávena de Arroz + 1 chávena de Água
    150 gramas de Grão de Bico cozido
    1 mão cheia de Ervilhas
    1 mão cheia de Ervilhas de quebrar
    1/3 Pimento Vermelho, às tiras
    1/3 Pimento Verde, às tiras
    1/4 Malagueta Vermelha, picada
    1 Beterraba, às rodelas
    1 Alho Francês pequeno, às rodelas
    1 Cebola, às rodelas
    Azeite Extra Virgem
    3 colheres de café de Caril
    1 colher de café de Açafrão
    1 colher de café de Cominhos
    1/2 colher de café de Noz Moscada
    1 pitada de Sal Marinho
    Pimenta Preta moída na hora, a gosto

    Preparação:

    Numa paella (ou paellera), aquecer um fio de azeite extra virgem. Juntar a cebola e refogar ligeiramente.

    Adicionar os pimentos, o alho francês e a malagueta e refogar mais um pouco, para libertar todos os aromas.

    Juntar a beterraba e cerca de 1/4 copo de água, e cozinhar uns minutos em lume brando, até a beterraba ficar macia.

    Juntar o grão de bico e as ervilhas e temperar com as especiarias, sal e pimenta preta. Mexer bem e deixar ao lume uns minutos.

    Adicionar uma chávena de água e 1/2 chávena de arroz e cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário para não queimar. Quando o arroz estiver quase cozido, acrescentar as ervilhas de quebrar.

  • Spicy Chickpeas & Shiitake Bowl

     

     

    Hoje em dia, se há coisa a que não resisto é o grão. Digo “hoje em dia”, porque antes de ter mudado a minha alimentação (e a minha vida), não o podia ver à frente, de maneira nenhuma. É engraçado como o meu paladar mudou tanto em tão pouco tempo, e como passei a adorar alimentos aos quais torcia o nariz.

    (mas voltando ao grão…)

    O Grão-de-bico é uma leguminosa bastante rica em proteínas (entre 20 a 30% da sua constituição). Possui muitas fibras, zinco, potássio, ferro, cálcio e magnésio. É pobre em gorduras e está isento de colesterol.
    É também usado pelo nosso corpo como fonte de energia, devido à sua grande quantidade de amido.
    Contém elevadas quantidades de ácido fólico, útil na prevenção de doenças cardiovasculares e tratamentos de anemia.

    Quando consumido com frequência (como no meu caso), facilita o ganho de massa muscular, aumenta o bom humor (através do aumento da produção de serotonina), reduz o mau colesterol e regula o intestino.

    Cada 100 gramas do grão, contém 6 gramas de fibras, na sua grande maioria solúveis, ajudando de forma eficaz o nosso corpo a eliminar açúcares, gorduras e mau colesterol.

    Só boas razões para adorar esta leguminosa, não vos parece?

    Pois a receita de hoje tem grão, como eu gosto. É fácil, rápida, saudável e muito nutritiva, como eu gosto. Inventei-a em dois minutos na hora de almoço, quando a fome já era mais que muita, e fi-la em pouco mais de 5 minutos. Além disso, não tem glúten, algo que tenho evitado cada vez mais na minha alimentação. E é caliente, que hoje o dia começou chuvoso e frio aqui para os meus lados, e estava com desejos de algo reconfortante.

    Sal & Vida
    Na receita de hoje usei pela primeira vez o sal da Sal & Vida. Gostei. É prático, o resultado final é o mesmo, tem um design que me agrada particularmente, e principalmente, é mais saudável, já que este sal tem 5 vezes menos sódio do que o tradicional.

    Espreitem o site aqui e fiquem a conhecer melhor as características e os benefícios deste sal 100% natural.

    E finalmente a receita:

    Spicy Chickpeas & Shiitake Bowl
    Sem glúten
    (Serve 1 a 2 pessoas)
    Tempo de preparação: 20 minutos

    Ingredientes
    1 Cebola, às rodelas
    2 Tomates maduros, cortados em pedaços grandes
    1 Alho Francês, em fatias finas
    1/2 Malagueta Vermelha, picada
    100 gramas de Cogumelos Shiitake, fatiados
    200 gramas de Grão de Bico, cozido
    Um fio de Azeite Extra Virgem
    Sal & Vida
    Tomilho Biológico
    Pimenta Branca, moída na hora

     

    Preparação:

    Num tacho pequeno, saltear a cebola às rodelas com um fio de azeite.

    Juntar o tomate, a malagueta e o alho francês, e saltear mais um pouco.

    Adicionar os cogumelos e temperar com pimenta branca. Mexer, e deixar cozinhar até os cogumelos se apresentarem ligeiramente tenros, entre dois a quatro minutos (este tempo varia conforme o tipo de cogumelos utilizado). Se necessário, acrescentar um pouco de água.

    Por último, juntar o grão, previamente cozido, o tomilho e o Sal & Vida (3 a 6 pulverizações: eu usei 3).

    Deixar apurar bem todos os sabores e desligar o lume.

  • Pizza Caseira com Microvegetais

     


    Faz 1 pizza pequena
    Tempo de preparação: 60 minutos

    Ingredientes

    -Massa
    400 gr de Farinha de Trigo
    100 gr de Farinha Integral
    300 ml de Água morna
    7 gr de Fermento de Padeiro granulado
    2 colheres de sopa de Azeite Extra Virgem
    Sal Marinho q.b

    -Molho de Tomate e Manjericão
    3 dentes de Alho, picados
    1 Cebola pequena, picada grosseiramente
    5 Tomates grandes maduros, sem sementes
    Azeite Extra Virgem
    1/2 colher de café de Açúcar
    Sal Marinho, a gosto
    Manjericão fresco, a gosto

    -Cobertura
    Cogumelos frescos, fatiados
    1 Alho Francês pequeno, cortado em finas fatias
    1/4 de Pimento Vermelho, cortado em tiras
    Bróculos q.b.
    Ervilhas cozidas q.b.
    Tomates Cherry q.b., cortados ao meio
    Microvegetais de Mizuna Vermelha, a gosto

    Preparação:

    Massa
    Colocar a farinha de trigo e farinha integral em cima da mesa e abrir um buraco ao centro.

    Numa tigela pequena, juntar fermento de padeiro a um pouco de água morna e mexer bem, até diluir. Juntar esta mistura à farinha e misturar devagar, com os dedos.

    Juntar o azeite. Temperar com sal marinho q.b. Juntar a restante água morna com cuidado.

    Trabalhar bem a massa com as mãos, durante aproximadamente 10 minutos.

    Tapar a massa e deixar levedar durante 30 minutos.

    Molho de Tomate e Manjericão
    Num tacho pequeno, aquecer um fio de azeite e juntar a cebola e o alho. Saltear ligeiramente.

    Juntar os tomates cortados em pedaços. Temperar com o açúcar, sal marinho e manjericão a gosto e mexer.

    Deixar cozinhar em lume brando, até o tomate estar macio.

    Com uma varinha mágica, triturar tudo muito bem, acrescentando um pouco de água se necessário, até formar um molho homogéneo.

    Montagem da Pizza:
    Com a ajuda de um rolo e de um pouco de farinha, esticar a massa sobre uma superfície lisa.

    Cobrir toda a massa com o molho de tomate e manjericão.

    Por cima, dispor os cogumelos, o alho francês, o pimento, os brócolos, as ervilhas e os tomates.

    Levar a pizza ao forno pré-aquecido a 180º, entre 15 a 20 minutos.

    Retirar do forno e finalizar com os Microvegetais de Mizuna Vermelha.

     

    Bom apetite!

     

  • Spring-Vegetable Paella

     

     

    Este fim-de-semana fui comprar uma coisa que já andava a namorar há uns tempos: uma paella (ou paellera). Basicamente, trata-se de uma frigideira rasa e grande, com duas pegas, cujo formato favorece o cozimento do arroz por igual.

    A paella é um prato à base de arroz, típico da gastronomia espanhola e que tem as suas raízes na comunidade de Valência. O ingrediente que mais caracteriza a paella é o açafrão, que lhe confere aquele tom amarelado.

    Depois da ida do costume ao Mercado Biológico do Príncipe Real, no sábado de manhã, fui para casa preparar esta paella primaveril, cheia de cor e de sabor.

    Paella Primaveril | Spring-Vegetable Paella
    Sem glúten
    (Serve 2 a 4 pessoas)
    Tempo de preparação: 45 minutos


    Ingredientes
    2,5 chávenas de Caldo de Legumes
    2 colheres de chá de Açafrão
    1 chávena de Arroz integral
    1 Cebola média, cortada em finas meias luas
    2 dentes de Alho, picados
    200 a 300 gramas de Cogumelos frescos, fatiados
    Duas mãos cheias de Ervilhas
    1/2 Pimento Vermelho, cortado em tiras finas
    1/2 Pimento Amarelo, cortado em tiras finas
    1/2 Pimento Verde, cortado em tiras finas
    3 Tomates maduros, cortados em gomos
    Uma mão cheia de flores de Bróculos
    Um fio de Azeite Extra Virgem
    Pimenta moída na hora, a gosto


    Preparação:

    Fazer o caldo de legumes com antecedência. Juntar o açafrão ao caldo e mexer bem. Reservar.

    Cozer a vapor as ervilhas e os bróculos. Reservar.

    Numa frigideira rasa e grande (paella/paellera), juntar a cebola e o alho e regar com um fio de azeite. Levar ao lume médio e saltear ligeiramente. Entretanto, juntar as três variedades de pimento e o tomate e deixar fritar até o pimento ficar macio. Juntar os cogumelos e deixar cozinhar uns minutos.

    Juntar o arroz e as ervilhas e mexer. Deitar parte do caldo de legumes e deixar cozer em lume brando. Acrescentar caldo à medida que o arroz for absorvendo a água.

    Quando o arroz estiver quase pronto (5 a 8 minutos antes), juntar os bróculos. Temperar com pimenta moída na hora, a gosto.

     

  • Hambúrguer de Bróculos no Forno (sem glúten)

    A Primavera chegou. Um pouco tímida, mas chegou.
    Não tenho estações do ano preferidas. Gosto de todas, cada uma à sua maneira, cada uma com as suas particularidades. A Primavera é época das flores, dos dias bonitos e solarengos, das temperaturas amenas. É também a despedida do Inverno. E a preparação para o Verão. Uma estação intermédia, sem extremos, que convida a passeios longos lá fora, a almoços na varanda e a conversas na esplanada.

    A receita de hoje sabe a Primavera. Bonita, solarenga e de temperatura amena. Só lhe falta as flores…

    Hambúrguer de Bróculos no Forno
    sem glúten
    Faz 4 hambúrgueres
    Tempo de preparação: 60 minutos


    Ingredientes
    1/3 cup/chávena de Arroz Integral cozido
    1 pé grande de Brócolos
    2 colheres de chá de Azeite Extra Virgem
    1 Cebola grande, às rodelas
    1 a 2 colheres de chá de Cominhos em pó
    400 a 500 gramas de Grão de Bico, cozido
    1 colher de sopa de Tahini (pasta de sementes de sésamo)
    1/2 cup/chávena de pão ralado de milho (sem glúten)
    Sal Marinho com ervas aromáticas
    Pimenta Preta, moída na hora


    Preparação:

    Cortar os talos dos bróculos e cozê-los a vapor, até ficarem tenros.

    Numa frigideira, aquecer o azeite em lume médio e juntar a cebola às rodelas, mexendo ocasionalmente, por 3 a 5 minutos. Desligar o lume, juntar os cominhos e mexer.

    Num processador de alimentos, colocar o arroz integral cozido, a cebola temperada com cominhos, o grão de bico e o tahini. Temperar com uma pitada de sal marinho com ervas aromáticas e pimenta preta moída na hora. Triturar.

    Transferir a massa para uma tigela grande e juntar o pão ralado de milho (sem glúten). Envolver bem.

    Moldar os hambúrgueres e colocá-los num tabuleiro de ir ao forno, revestido com prata.

    Levar ao forno pré-aquecido, aproximadamente 40 minutos, a 200º, ou até a crosta dourar. Deve virar os hambúrgueres a meio do tempo.

    (Sugestão)
    Servir os hambúrgueres num pão chapata de farinho de milho ou num pão de hambúrguer de arroz e milho com sementes de linhaça.

    Guarnecer com umas folhas de espinafres, rodelas de tomate e cebola caramelizada (receita aqui).

  • Migas de Grelos e Feijão Frade

     

    Grelos no Mercado Biológico do Príncipe Real

     

    Mercado Biológico do Príncipe Real

     

    Um dos meus planos preferidos para as manhãs de sábado é a ida ao mercado biológico do Príncipe Real. Chegar cedo (o mercado abre às 8h) e aproveitar para dar um passeio a pé pela Baixa, Bairro Alto e Príncipe Real (para mim, uma das zonas mais bonitas da cidade) antes de ir ao mercado. 

     

    É uma das coisas que mais gosto em Lisboa. As manhãs na cidade. Principalmente quando a Primavera se aproxima, e os dias convidam a passeios mais longos, cheios de luz. É uma rotina que não dispenso. E a melhor forma de começar o fim-de-semana.

     

    O mercado biológico do Príncipe Real realiza-se todos os sábados, das 8h às 14h, na orla poente do Jardim do Príncipe Real. 

     

    Banca no Mercado Biológico do Príncipe Real

     

    O mercado não é grande (deve ter entre 7 a 8 bancas), mas é um dos mais bonitos de Lisboa.

    Os produtos são sempre muito frescos, e prima pela variedade. Aqui apetece levar tudo. Os cheiros, as cores, o aspeto bonito e fresco dos vegetais e das frutas. A simpatia dos vendedores, que nos ensinam com orgulho como cozinhar os produtos. 

     

    Foi aliás aqui que aprendi a fazer um dos melhores patês de sempre, com Tomatillos.

    Para quem não conhece, o Tomatillo (Physalis philadelphica ou Physalis ixocarpa), que também pode ser chamado de tomate mexicano ou tomate de casca, é uma planta que pode ultrapassar 1 metro de altura. Os seus frutos assemelham-se a pequenos tomates e são envolvidos por uma casca de textura semelhante a papel. São muito usados na cozinha mexicana, em molhos e em conservas. Os frutos maduros são geralmente verdes, mas também há plantas com frutos de cor amarela, vermelha e roxa.

     

    São semelhantes à Physalis, mas mais amargos, e por isso mais usados para receitas salgadas.

     

    Tomatillos do Mercado Biológico do Príncipe Real

     

    Este sábado não consegui chegar cedo, tive de riscar do plano o passeio, e fui diretamente ao mercado. 

    Como sempre, enchi os meus sacos ecológicos com uma grande variedade de frutas e legumes frescos. Como os grelos da receita de hoje. Estavam tão bonitos que se pudesse tinha trazido todos os que lá havia para casa.

     

    Eu adoro grelos. Para ser sincera, adoro todos os crucíferos (vegetais com folha) no geral. Mas os grelos têm um lugar especial no meu coração. Sou completamente fascinada (e viciada) por estes molhos de grelos, seja qual for a sua variedade. 

     

    Chegada a casa, já em cima da hora do almoço, eis que chega a outra parte que mais gosto. Cozinhar os legumes super frescos que acabei de comprar. Claro está que peguei logo num molho de grelos, sem pensar duas vezes. Fiz estas Migas de Grelos e Feijão Frade (que já tinha cozido noutro dia e que estava pronto a usar) e acompanhei com uma boa salada de Alface, Rúcula, Cebolinhas (tão saborosas e macias!), Tomate e Pepino.

     

     

     

    Migas de Grelos e Feijão Frade

    (Serve 2 a 4 pessoas)

    Tempo de preparação: 30 minutos

     

    Ingredientes

    1 molho de Grelos biológicos

    300 gramas de Feijão Frade, previamente cozido

    3 fatias de Pão rústico, cortadas em pedaços pequenos

    4 dentes de Alho grandes, em fatias finas

    Azeite Extra Virgem biológico

    Pimenta Preta, moída na hora

    Uma pitada de Sal Marinho grosso

     

     

    Preparação:

     

    Coza o feijão frade, escorra-o e reserve.

     

    Lave o molho de grelos e leve-os a cozerem água abundante com uma pitada de sal marinho grosso. 

    Depois de cozidos,escorra bem a água e reserve.

     

     

    Num tacho, aqueça um fio de azeite e junteo alho. Deixe refogar ligeiramente com o lume baixo.

     

    Adicione os pedaços de pão e o feijãofrade e, com o lume baixo, salteie mais um pouco.

     

    Por fim, junte os grelos cozidos, reguecom mais um fio de azeite e mexa, envolvendo tudo muito bem.

     

    Tempere a gosto com pimenta preta moída nahora.

     

     

    Está pronto!

     

     

    Nota:

    Servi este prato acompanhado com uma salada de alface, rúcula, tomate, pepino e cebolinha, temperada com uma pitada de sal marinho grosso, limão e um pequeno fio de azeite.