Category: pratos principais

  • Bife de seitan à portuguesa

     

    Há 6 meses que não vinha a este cantinho, desde a partilha do bolo de noz e banana. A verdade é que a pandemia veio alterar todos os meus planos, e com tanta mudança a acontecer o tempo para publicar no blog acabou por ficar um bocadinho para segundo plano. 

     

    Como alguns de vocês já deverão saber, nos últimos meses apostei no serviço de delivery da cozinha verde, que tem exigido uma grande dedicação de tempo. Espero em breve conseguir organizar-me para voltar a fazer publicações mais regulares.

     

    Hoje partilho com vocês uma receita que adoro e que está no meu livro “Desafio vegan em 15 dias”

    A propósito, se ainda não conheces os meus livros, hoje estão ambos com um desconto de 20% e portes gratuitos no site da wook! Espreita aqui

     

    E agora, a receita deste prato simples e maravilhoso…

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    Bife de seitan à portuguesa

    Serve 4 pessoas, vegan

    Tempo total: 45 minutos (inclui marinada)

     

    Ingredientes

    500g seitan fresco 

    2 dentes de alho esmagados

    2 folhas de louro

    1 colher de chá de paprica

    2 colheres de chá de paprica fumada

    Pimenta-preta q.b.

    1/3 de chávena (80ml) de vinho branco

    Sumo de 1 limão pequeno

    2 colheres de sopa (30ml) de molho de soja

    1 colher de sopa (15ml) de azeite virgem extra

    1 colher de sopa (15g) de margarina vegetal

     

    Preparação

    Corta o seitan em fatias e coloca-as num recipiente largo. Adiciona o alho esmagado, o louro, as especiarias, o vinho branco, o sumo de limão e o molho de soja. Envolve bem e deixa marinar durante 30 a 60 minutos.

    Aquece o azeite numa frigideira e cozinha as fatias de seitan, cerca de 2 minutos de cada lado, até dourar. Transfere os bifes de seitan para uma travessa. Na mesma frigideira, adiciona os alhos, o louro e os líquidos da marinada. Adiciona a margarina vegetal e deixa ferver. Desliga o lume e verte o molho por cima do seitan.

     

    Dica 1: Acompanha com batata a murro e grelos salteados com azeite e alho. Fica uma delícia! Não esqueças que aproximadamente metade do teu prato deve ser composto por vegetais!

    Dica 2: Podes substituir o seitan pelo tofu nesta receita. No entanto, o seitan apresenta uma textura mais parecida à carne, caso o teu objetivo seja recriar o melhor possível o prato “original”.

    Dica 3: Utiliza um seitan fresco e evita os de conserva. As marcas que recomendo são: biodharma, shambala e próvida. Atenção que a qualidade do seitan utilizado faz diferença no resultado final.

     

    Espero que gostes desta receita e que a reproduzas em casa. Vais ver que é mesmo simples de fazer e que o resultado te vai surpreender!

  • Cozido à Portuguesa dos tempos modernos | Vegan

     

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    Esta é aquela receita que certamente faz parte da tradição gastronómica de muitas famílias portuguesas, incluindo a minha. É um prato que remete para os domingos da minha infância (o dia em que se fazia o cozido em casa dos meus pais) e que me trás tantas memórias e histórias à volta da mesa.

    Agora numa versão mais moderna, continuo a manter a tradição e a relembrar aqueles almoços de família e hoje partilho contigo a nossa receita de cozido 100% vegetal. 

    Na minha opinião, esta versão vegan do cozido à portuguesa não fica nada aquém da receita original, já que para além de ser extramamente saborosa no final não nos deixa com o estômago pesado. É mais saudável, mais rápida de fazer e permite-nos manter a tradição familiar de forma compassiva.

    Apesar desta opinião representar o que sinto, claro que haverá quem discorde. O sabor da carne não se pode equiparar ao sabor do cogumelo Pleurotus (que cozido apresenta uma textura muito semelhante à carne por exemplo) ou de um enchido vegetariano. No entanto, o nosso paladar pode aprender a apreciar outros sabores e, honestamente, acho que toda a magia das receitas está no sabor/texturas dos vegetais e condimentos, muito mais do que no sabor da carne animal.

    Como apreciadora deste prato, tanto antes como depois de ser vegan, posso afirmar com toda a segurança que se nós permitirmos (é tudo uma questão de mindset) podemos redescobrir o prazer de comer em novos sabores e texturas. E com o tempo, criamos novos hábitos e gostos! 

    Posto isto, gostava que desses uma oportunidade a esta receita! O pior que pode acontecer é não gostares (embora ache difícil, se estás aqui certamente já terás a mente aberta) e o melhor que pode acontecer é descobrires que é possível quebrar padrões e crenças antigas com novos (e melhores) hábitos. Depois conta-me o que achaste e o que sentiste quando experimentares em casa esta receita. 

     

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    Cozido à Portuguesa dos tempos modernos

    Vegan

    Serve 4 pessoas (e ainda sobra para uma sopa, receita no final)

    Tempo total: 60 minutos

     

    Ingredientes

    250g de cogumelos Pleurotus

    2 dentes de alho 

    Azeite virgem extra q.b.

    2 folhas de louro

    Sal marinho q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Pimentão-doce q.b.

    Cominhos moídos q.b.

    1/4 de chávena (60ml) de vinho branco

    5 batatas brancas médias

    5 cenouras pequenas

    1 couve lombarda

    2 enchidos vegetarianos (uso o chouriço e farinheira da Próvida, das poucas marcas de enchidos vegetarianos que gosto! Encontras à venda online ou em alguns supermercados biológicos.)

     

    Preparação

    Aquece o azeite num tacho e junta os alhos esmagados e as folhas de louro. Adiciona os cogumelos Pleurotus (previamente desfiados) e salteia um pouco. Adiciona o vinho branco e deixa ferver.

    De seguida, junta ao tacho as batatas e as cenouras (descascadas e cortadas a meio) e a couve lombarda cortada aos pedaços. Tempera a gosto com sal, pimenta, pimentão-doce e cominhos e adiciona água até cobrir todos os ingredientes.

    Enquanto os vegetais cozem, prepara os enchidos vegetarianos. Com cuidado para não os desmanchar, retira a película envolvente (não comestível) e reserva-os, inteiros.

    Quando os vegetais estiverem na fase final da cozedura, junta os enchidos. 

    Quando tudo se apresentar cozido, desliga o lume e deixa repousar, com a tampa fechada.

    Entretanto, prepara um arroz de feijão e tomate para acompanhar (usei feijão encarnado, mas podes usar outro tipo). Não partilhei aqui a receita do arroz mas se tiveres dúvidas sobre algum passo pergunta dos comentários. 🙂 

    Na hora de servir, corta os enchidos em rodelas grossas e dispõe todos os ingredientes numa travessa.

     

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    Como fazer Sopa de Cozido?

    Com as sobras do cozido (caldo, cogumelos, enchidos e vegetais) podes preparar uma sopa deliciosa e reconfortante. Para fazeres a sopa de cozido, podes cortar os ingredientes em pedaços mais pequenos. Depois, coloca numa panela o caldo e todas as sobras de vegetais (à exceção dos enchidos para não se desfazerem), adiciona mais água e cotovelinhos (ou outra massa que prefiras), ajusta o tempero com sal e pimenta e deixa cozer. No final da cozedura, junta os enchidos. 

    Desliga o lume e deixa repousar um pouco antes de servir, fica sempre melhor. Podes também adicionar uma folhinha de hortelã, se tiveres! 

     

    Espero que gostes e que esta receita te inspire a novas mudanças! 

    Até breve!

     

     

  • Panados de Seitan | Receitas tradicionais reinventadas

     

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    Hoje partilho com vocês uma receita deliciosa de panados 100% vegetais! Sem segredos, com poucos ingredientes e muito fácil de confeccionar!

     

    O sucesso da receita depende do tipo de seitan que escolherem (nem todas as marcas são espetaculares), do tempero e da polme! Para simular o sabor do ovo, usei sal negro dos Himalaias (ver nota no final), mas se não tiverem utilizem sal marinho ou outro. Ficará delicioso na mesma. 

     

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    Para quem não sabe o que é seitan, esta é uma proteína vegetal completa, produzida a partir da farinha de trigo. Não é um alimento que utilize frequentemente, no entanto é fantástico para criar receitas diferentes e recriar pratos mais tradicionais. Se são intolerantes ao glúten – e nesse caso não podem consumir seitan – podem substituí-lo nesta receita pelo cogumelo Pleurotus! A sua textura carnuda e sabor mais neutro resulta igualmente bem em receitas desde tipo.

     

    Vamos à receita?

     

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    Panados de Seitan 

    Vegan

    Faz 6 panados

     

    Ingredientes

    500g de seitan (usei da marca portuguesa Biodharma)

    Para marinar:

    1 colher de chá de pimentão-doce

    2 colheres de sopa de molho de soja

    1 colher de sopa de sumo de limão

    1 colher de chá de sal marinho

    2 dentes de alho esmagados

    Para panar:

    1/2 chávena de farinha de grão-de-bico

    1 colher de chá de sal negro dos Himalaias – Kala Namak (ver nota no final)

    1 chávena de água 

    Pão ralado q.b.

    Para fritar:

    Azeite q.b.

    Para servir:

    Limão (opcional)

     

    Preparação

    Corte o seitan em fatias e disponha-as num recipiente. 

    Adicione o pimentão-doce, o molho de soja, o limão, o sal e o alho e deixe marinar por 30 a 60 minutos. Nota: quanto mais tempo estiver a marinar, mais sabor o seitan irá absorver.

    Depois de marinar o seitan, prepare a polme. Para isso, misture numa taça a farinha, o sal negro e a água, com uma vara de arames, até obter uma mistura homogénea. Vá adicionando a água aos poucos, até obter a textura desejada para a polme.

    Passe, uma a uma, as fatias de seitan na polme preparada, seguida do pão ralado. 

    Frite numa frigideira com azeite, em lume médio/alto, de ambos os lados, até obter uma crosta dourada. 

    Na hora de servir, esprema um pouco de limão, se desejar. 

    Acompanhe os panados com um arroz de grelos e bom apetite!

     

    Nota final: O sal negro dos Himalaias (Kala Namak) tem um aroma muito parecido com a gema do ovo, devido ao índice de enxofre presente na sua composição, além de um forte sabor sulfuroso, por ser de origem vulcânica. Não tem necessariamente uma cor preta – podendo variar entre preto, rosa e roxo. Apesar de conferir um sabor único, não é essencial na receita, podendo ser substituído pelo sal convencional.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo o vosso feedback! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários. 

     

    Boa Páscoa!

     

     

     

  • Hambúrguer de quinoa – Vegan em 15 dias Ep.2

    Hambúrguer de quinoa, beterraba e shimeji069©MárioCerdeira.jpg

     

    Na semana passada estreou a mini série “Vegan em 15 dias”, inspirada no meu novo livro! No primeiro episódio partilhei uma receita de carbonara vegan, podem ver o vídeo aqui e ler o post completo aqui. O objetivo com esta série é mostrar-vos (em formato vídeo) quão fácil é criar refeições saudáveis, nutritivas e deliciosas, sem recorrer a ingredientes de origem animal. 

     

    Durante o mês de Novembro, espera-vos todas as quintas-feiras uma receita no canal de YouTube, seguida do respetivo post completo aqui. 

     

    Neste segundo episódio, partilho uma das minhas receitas preferidas de hambúrguer vegan (sem glúten), com uma base de quinoa, cogumelos shimeji e um ingrediente especial para lhe dar aquela cor vermelhinha. Um hambúrguer capaz de convencer muitos meat lovers! 😉 Ora vejam:

     

     

    Se quiserem conhecer todas as minhas dicas para cozinhar quinoa, vejam também este vídeo

    Se procuram outras receitas de hambúrguer vegan, vejam também esta opção com leguminosas.

     

    Antes de passar para a receita, vou deixar-vos alguma informação útil sobre o ingrediente principal destes hambúrgueres – a QUINOA:

     

    A quinoa (Chenopodium quinoa) é uma planta oriunda da Colômbia, Peru e Chile. Embora seja designada como um cereal, a quinoa é na realidade uma semente. No entanto, as suas características assemelham-se a este grupo de alimentos, pelo que é designada como pseudocereal (à semelhança do trigo-sarraceno e do amaranto).

     

    Isenta de glúten, fonte de proteína completa, contém cálcio, magnésio, ferro, potássio, fósforo, zinco, vitaminas do complexo B e antioxidantes. Graças ao seu alto teor em fibras, é perfeita para eliminar toxinas e ajuda a reduzir o colesterol.

     

    As variedades mais comuns são a branca, a vermelha e a preta, sendo que todas se confecionam do mesmo modo. Tem um sabor característico e muito suave, o que possibilita o seu uso em inúmeros pratos, quentes ou frios, na preparação de saladas, hambúrgueres, papas, sobremesas ou simplesmente como substituto do arroz cozido. Por ser tão leve e de fácil digestão, é um alimento fácil de introduzir na alimentação das crianças.

     

     

    Segue a receita em baixo:

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    Hambúrguer de quinoa, beterraba e shimeji

    Faz 4 hambúrgueres 

    Tempo total: 35 minutos 

    Sem glúten

     

    Ingredientes

    ½ chávena (90 gr) de quinoa

    1 chávena (240 ml) de água

    Azeite extra-virgem q.b.

    1 cebola (100 gr) finamente picada

    2 dentes de alho picados

    1/4 de colher de chá de raiz de gengibre picado

    70gr de cogumelos shimeji picados

    1 colher de sopa (15 ml) de molho de soja (ou tamari, para uma versão sem glúten)

    1/8 de colher de chá de paprica fumada

    100 gr de beterraba vermelha, ralada

    ¼ de chávena e 2 colheres de sopa (45 gr) de flocos de quinoa

     

    Preparação

    Lave bem a quinoa com a ajuda de uma rede fina e coza-a na água. Quando começar a ferver, reduza o lume e cozinhe até absorver grande parte da água (aproximadamente 15 minutos). Retire do lume e deixe arrefecer. Solte os grãos com um garfo e transfira para uma taça para arrefecer na totalidade.

    Salteie a cebola, o alho e o gengibre com um fio de azeite na frigideira. Adicione os cogumelos e tempere com o molho de soja e a paprica fumada. Deixe cozinhar aproximadamente 4 minutos ou até os cogumelos se apresentarem tenros. Deixe arrefecer.

    Numa tigela, adicione a quinoa cozida, a beterraba ralada e a mistura de cogumelos. Incorpore tudo muito bem com uma colher. Junte os flocos de quinoa e envolva de novo, até obter uma massa que consiga moldar.

    Faça os hambúrgueres com a ajuda de um molde. Unte uma frigideira com um fio de azeite e aqueça-a. Disponha os hambúrgueres na frigideira e cozinhe, aproximadamente 7 minutos de cada lado, até se apresentarem dourados. 

    Sugestão: acompanhe com vegetais da época assados no forno!

     

    Espero que gostem! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários. E não se esqueçam de subscrever o canal e ativar as notificações para não perderem pitada desta nova série! 🙂

     

  • Carbonara de abacate – Vegan em 15 dias Ep.1

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    Estava desejosa de vos contar esta novidade!! 🙂

     

     

    Algum tempo depois da minha primeira série de receitas no Youtube, regresso a esta plataforma com uma mini série inspirada no novo livro “Desafio Vegan em 15 dias”

     

    O meu objetivo com esta série é mostrar-vos quão fácil é criar refeições saudáveis, nutritivas e deliciosas, sem recorrer a ingredientes de origem animal. 

     

    Durante o mês de Novembro, espera-vos todas as quintas-feiras uma receita no canal, seguida do respetivo post completo aqui. 

     

    Neste primeiro episódio, partilhei uma receita prática e rápida de carbonara vegan, facilmente adaptada para uma versão sem glúten! 

     

    Espreitem a receita em baixo:

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    Carbonara de abacate

    2 pessoas

    Sem glúten

    Tempo: 30 minutos

     

    Ingredientes

    Massa

    160 g de esparguete (integral ou sem glúten) 

    Cogumelos

    200 g de cogumelos pleurotos cortados em tiras

    Sal marinho q.b.

    1/8 de colher de chá de pimenta de caiena

    ¼ de colher de chá de paprica fumada

    ¼ de colher de chá de alho em pó

    ¼ de colher de chá de cominhos em pó

    ½ colher de chá de molho de soja (ou tamari, para uma versão sem glúten)

    ¾ de colher de chá de azeite virgem extra

    Molho

    1 abacate (200 g) maduro

    Sumo de 1 lima (20 ml)

    1 dente de alho pequeno

    ¼ de colher de chá de sal marinho

    1 colher de sopa (15 ml) de azeite virgem extra

    1 pitada de pimenta‑preta

    ¼ de chávena (40 g) de cajus crus sem sal

    5 folhas de manjericão fresco

    2 colheres de sopa (30 ml) de água

     

    Preparação

    Coloque os cogumelos cortados numa taça e adicione todas as especiarias, o molho de soja (ou tamari) e o azeite. Envolva bem. Cubra uma grelha de forno com papel vegetal e disponha os cogumelos por toda a superfície, não os sobrepondo. Leve ao forno preaquecido a 190 °C, durante 20 a 25 minutos ou até se apresentarem ligeiramente tostados. Retire do forno e deixe arrefecer.

    Num processador, adicione o abacate, o manjericão, o alho, os cajus, o sumo de lima, o sal, a pimenta e o azeite e triture por uns minutos até obter uma textura cremosa e homogénea.

    Adicione a água aos poucos de forma a ajustar a consistência a seu gosto.

    Coza a massa de acordo com as instruções da embalagem. Transfira para uma tigela e incorpore o creme de abacate e caju. Adicione os cogumelos e sirva.

     

    Espero que gostem! Estou mesmo feliz com este regresso e desejosa de ouvir/ler o vosso feedback! E não se esqueçam de subscrever o canal e ativar as notificações para não perderem pitada desta nova série! 🙂

     

     

  • Almôndegas de lentilhas e noz

    Almondegas de Lentilhas e Noz-3©MárioCerdeira.jpg

     

    Hoje trago-vos mais uma receita fácil e deliciosa. Uma alternativa às almôndegas de carne, feita com lentilhas e nozes. Embora adore esta combinação lentilhas + noz, podem substituir as lentilhas por outra leguminosa da vossa preferência (feijão, grão,…) e as nozes por outro fruto seco moído (caju, amêndoa, avelã…). 

     

    A liga destas âlmondegas é feita com as nozes e as sementes de linhaça moídas.  

     

    Esta é daquelas receitas práticas para fazer em maior quantidade, pois podem congelar para as vossas refeições da semana. E por falar em #mealprep, no dia 18 de Maio vamos ter a 2ª edição em Lisboa do Workshop “Marmitas para Todos os Dias”! As inscrições já estão abertas e podem consultar o prgrama aqui. 🙂

     

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    Receita – Almôndegas de lentilhas e noz

    Faz 15 unidades

    Sem glúten

    Tempo total: 30 minutos

     

    Ingredientes

    2 dentes de alho picados

    1 cebola pequena picada

    2 chávenas de lentilhas castanhas cozidas

    1 mão-cheia de salsa fresca picada

    Sal marinho q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    ¼ de colher de chá de pimenta-de-caiena

    2 colheres de sopa de levedura nutricional (opcional)

    1/3 de chávena de nozes moídas

    1/3 de chávena de sementes de linhaça moídas

     

    Preparação

    Num processador, junte todos os ingredientes (à excepção da noz e da linhaça). Triture tudo até formar uma pasta homogénea.

    Transfira a mistura para uma tigela grande. Adicione a noz moída e a linhaça. Envolva tudo muito bem com as mãos. A massa deve ficar firme e maleável. Caso seja necessário, acrescente mais linhaça para ajustar a consistência.

    Molde pequenas bolas com as mãos.

    Transfira as almôndegas para um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno, previamente aquecido a 180º, durante cerca de 20 minutos (deve virá-las a meio do tempo) ou até se apresentarem ligeiramente douradas.

    Dicas:

    Sirva as almôndegas com um molho de tomate caseiro, esparguete integral (ou noodles de curgete) e parmesão de noz (receita no livro “A Cozinha Verde“)

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo. 

     

    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

  • Tofu e alho francês à Brás

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    No último sábado realizamos a 2ª edição em Lisboa do Workshop hands-on Cozinha Vegan Descomplicada, uma aula prática de cozinha onde os participantes confeccionam em grupo receitas 100% vegetais, saudáveis e descomplicadas com a nossa orientação. A 3ª edição está marcada para 27 de Abril e já temos poucas vagas disponíveis. Se querem aprender mais sobre cozinha vegan num ambiente descontraído onde todos são convidados a “pôr as mãos na massa”, enviem-nos um e-mail ou mensagem para receberem todas as informações. 

     

     

    Hoje trago-vos uma das receitas que ensinamos neste último workshop, e que faz parte do livro “A Cozinha Verde”

    Se a recriarem em vossa casa, partilhem comigo o resultado! 🙂

     

    Tofu e alho francês à Brás

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    Esta é daquelas receitas perfeitas para convencer não-vegetarianos a explorar a cozinha vegan. Já a servimos em inúmeros eventos e o sucesso é sempre garantido. O truque passa por apostar nos condimentos e aromáticas, que vão conferir um sabor irrestível ao prato. A escolha do tofu é também muito importante. Optem por um tofu firme fresco (refrigerado) e biológico. O sabor e consistência do tofu pode variar bastante de marca para marca e ditar o sucesso (ou insucesso) do vosso prato. Se quiserem saber quais as marcas que aconselho ou tiverem algumas dúvidas, deixem nos comentários.

    Apesar da base desta receita ser o tofu e o alho francês, podem utilizar outros vegetais, tais como a cenoura, a pastinaca ou a couve (branca, roxa, etc). Só têm de cortar finamente os vegetais (podem utilizar uma mandolina ou robot de cozinha para esse efeito) e substituir ou acrescentar na vossa base. 

    Como costumo dizer nos workshops d’A Cozinha Verde, dou sempre preferência a receitas abertas, i.e. receitas em que vocês possam mexer e dar o vosso toque pessoal, substituindo ou acrescentando ingredientes. A partir do momento em que percebemos a base de uma receita, será muito fácil adaptá-la ao nosso gosto e criar versões diferentes, e é muito isto que tento passar quando estou com vocês pessoalmente. Por isso, sintam-se à vontade para seguir a receita “à risca” ou arriscar numa versão completamente diferente. It’s your call.  Seja como for, tenho a certeza de que o resultado será surpreendentemente delicioso.

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    Receita – Tofu e alho francês à Brás

    Serve 4 pessoas

    Tempo total: 50 minutos

     

    Ingredientes

    Brás

    400gr de tofu firme biológico

    1 alho francês grande, cortado em tiras finas

    1 cebola grande, cortada em finas meias luas

    1 molho grande de salsa fresca, picada

    Curcuma moída q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Alho em pó q.b.

    Sal marinho integral q.b.

    250gr de batatas, cortadas em palitos

    Para guarnecer: Azeitonas pretas q.b.

    Creme

    100gr de tofu firme biológico

    1 colher de sopa de levedura nutricional

    1 dente de alho descascado

    Curcuma moída q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Um fio de azeite extra virgem

    1/2 chávena (120ml) de natas vegetais

     

    Preparação

    Comece por assar as batatas. Descasque as batatas e corte-as em palitos finos. Disponha as batatas num tabuleiro forrado com papel vegetal (não as sobreponha para que fiquem mais estaladiças). Regue com um fio de azeite e leve ao forno pré-aquecido a 200º por 15 a 20 minutos até estarem douradinhas (deve virar a meio do tempo). Reserve.

    Num processador, coloque as 100gr de tofu, a levedura nutricional, o alho, a pimenta, a curcuma, o azeite as natas vegetais. Triture até obter um creme homogéneo. Reserve.

    Numa tigela, com a ajuda de um garfo, esmague as 400gr de tofu e reserve.

    Numa frigideira larga, salteie a cebola num fio de azeite. Quando a cebola estiver translúcida acrescente o alho francês. Salteie mais um pouco. De seguida acrescente o tofu e tempere com sal, pimenta, curcuma e alho. Deixe apurar. Incorpore as batatas assadas e o creme de tofu e cozinhe em lume brando por uns minutos. Se necessário, acrescente mais natas até obter a consistência desejada. No final, adicione a salsa fresca e desligue o lume.

    Transfira para uma travessa e finalize com as azeitonas pretas.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, enviem-nos as vossas fotografias. Vamos seleccionar algumas para partilhar nas redes sociais d’A Cozinha Verde! 

     

    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

  • Jardineira de lentilhas

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    À semelhança da receita de Arroz sem marisco da semana passada, hoje volto a trazer-vos um prato tradicional da cozinha portuguesa, adaptado para uma alimentação vegetariana/vegan. 

    É verdade que a primavera já chegou, mas aqui por casa os dias frios continuam a pedir comida de conforto. Quando o sol espreitar a sério, e parece que já não falta muito, teremos tempo para as saladonas de verão e receitas frescas no geral. E vocês, também mudam o vosso estilo de alimentação consoante a altura do ano? 🙂

    Como já devem ter percebido, a receita de hoje é uma adaptação da Jardineira portuguesa. Este prato consiste num estufado de carne, acompanhado geralmente por batatas, cenouras e ervilhas. Para adaptá-lo para uma versão 100% vegetal, substituí a carne por uma leguminosa, que em termos nutricionais é adequada para substituir a proteína animal. A receita original já leva ervilhas, mas quis acrescentar uma segunda leguminosa que fosse mais fiel ao aspeto original do prato. 

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    Encontrei nas lentilhas a substituição perfeita. No geral, as leguminosas são alimentos muito ricos do ponto de vista nutricional e excelentes fontes de proteína. Quando combinadas com cereais (preferencialmente integrais), oleaginosas (frutos secos e sementes) ou até mesmo com outras leguminosas (como nesta receita, em que combino ervilhas e lentilhas) permitem-nos obter uma proteína completa, ou de elevado valor biológico. Mas atenção, esta combinação não tem de ser feita necessariamente na mesma refeição, desde que incluam uma variadade de alimentos destes grupos nos vossos momentos de refeição ao longo do dia/semana.

    As leguminosas fornecem ainda hidratos de carbono, sobretudo complexos, como o amido. Possuem uma quantidade muito reduzida de gordura e não têm colesterol na sua composição. São também ricas em fibra, o que permite promover o controlo da saciedade. No que diz respeito a vitaminas e minerais, destacam-se as vitaminas do complexo B e minerais como o ferro, o zinco, o magnésio, o potássio e o fósforo. Em termos de substâncias bioativas, são fornecedoras interessantes de compostos fenólicos, flavonóides, isoflavonas e outros antioxidantes (muito importantes para combater os radicais livres, prevenindo assim o envelhecimento precoce das nossas células).

    Para quem tenha mais dificuldade em digerir as leguminosas, recomenda-se que na sua cozedura adicione um pedaço de raiz de gengibre ou alga kombu. Pessoalmente não o faço cá em casa, mas caso sintam desconforto com o seu consumo experimentem esta dica.

    As leguminosas podem entrar na alimentação dos mais novos a partir do momento em que iniciam a alimentação complementar, por volta dos 6 meses. No nosso caso, o Lourenço desde o início que aceita bem as leguminosas e é um fã assumido de feijão e ervilhas! No entanto, não come necessariamente leguminosas todos os dias. Vou variando a principal fonte proteica com alimentos dos grupos das leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Tento também que a última refeição do dia (o jantar) não contenha ou não seja muito rica em leguminosas, preferindo por exemplo os cereais integrais como o millet, a quinoa, o trigo sarraceno, o arroz, entre tantas outras opções. A chave é mesmo variar ao máximo o tipo de alimentos oferecidos às nossas crianças, o que também se aplica a nós, adultos. Sem esquecer os vegetais, que devem representar a maior fatia das nossas refeições.

     

    Jardineira de lentilhas

    serve 4 pessoas

    sem glúten

    tempo de preparação: 20 minutos

    tempo de confeção: 40 minutos

     

    Ingredientes

    500gr batatas novas, peladas e cortadas em cubos

    2 cenouras grandes, cortadas em pequenos cubos

    3/4 cup de lentilhas verdes ou castanhas, demolhadas

    2 tomates maduros, cortados em pedaços

    1/3 cup molho de tomate caseiro

    1/3 cup caldo de legumes caseiro

    1/4 cup vinho branco

    1 cebola, finamente picada

    2 dentes de alho, finamente picados

    1 colher de sopa de azeite extra virgem

    Paprica (pimentão-doce), q.b.

    Pimenta-preta, q.b.

    Sal marinho integral, q.b.

    1 folha de louro

    Água, q.b.

    300gr ervilhas congeladas

    Salsa fresca, q.b.

     

    Preparação

    Comece por preparar todos os ingredientes da receita conforme descrito na lista acima. Idealmente, as lentilhas deverão ser demolhadas algumas horas antes de iniciar a receita. Descarte a água da demolha.

    Num tacho largo, salteie a cebola e o alho num fio de azeite, até alourar. Adicione o tomate e o louro e tempere de seguida com o sal marinho, a pimenta-preta e a paprica. Deixe cozinhar uns minutos em lume médio-baixo, até o tomate amolecer ligeiramente e criar algum molho.

    Adicione as batatas e as cenouras e deixe cozinhar por uns minutos, mexendo ocasionalmente, de forma a absorver melhor os sabores dos condimentos utilizados.

    De seguida, adicione o molho de tomate, o caldo de legumes caseiro e o vinho branco. Deixe levantar fervura. 

    Adicione agora as lentilhas, previamente demolhadas, e envolva. Cubra com a água necessária e deixe cozer, em lume médio, até todos os ingredientes se apresentarem cozidos al dente. Este passo demorará em média uns 30 minutos, dependendo do tamanho de corte dos vegetais.

    Teste com um garfo a cozedura da batata, da cenoura e das lentilhas. Quando estas se apresentarem cozidas al dente, adicione as ervilhas congeladas e deixe cozer por mais 7 a 10 minutos. Prove e retifique os temperos, se necessário.

    Nota: durante a cozedura, vá acrescentando água à medida que for necessário, de forma a não deixar secar o molho.

    Desligue o lume, tape o tacho e deixe repousar até servir, de forma a apurar bem todos os sabores. Sirva com salsa fresca picada a gosto. Acompanhe com uma salada variada e colorida.

     

    Gostam deste género de receitas? Têm sugestões a fazer para as próximas receitas a publicar no blog? Deixem os vossos comentários e sugestões e contem-me que tipo de receitas gostariam de ver publicadas.

     

    *Fontes: Associação portuguesa dos nutricionistas (APN) E-book “Leguminosa a leguminosa, encha o seu prato de saúde”, 2016

  • Arroz sem marisco

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    Esta semana a receita que vos trago é inspirada num prato tradicional da cozinha portuguesa. Ao fim de algum tempo a fazer uma alimentação vegetariana, comecei a sentir vontade de reiventar algumas receitas que faziam parte do meu dia-a-dia e que estavam ainda presentes na minha memória. Confesso que esta vontade demorou algum tempo a surgir. Nos primeiros tempos de descoberta da minha nova alimentação, com tantas novidades para descobrir, o meu foco e vontades culinárias estavam mais centrados num estilo de cozinha alternativo. Com tantos ingredientes diferentes e receitas novas para experimentar, esqueci rapidamente a “comida de conforto” a que os meus pais me tinham habituado, substituindo-a facilmente por novas alternativas. Comecei devagarinho a criar novas memórias, a descobrir novos gostos e, naturalmente, os pratos que até então me acompanhavam foram sendo substituídos por outros.

    No entanto, e porque o simples ato de comer é muito mais do que nutrir o nosso corpo, ao fim de alguns anos comecei a sentir saudades de alguns pratos que me acompanharam e marcaram durante a infância e adolescência. A minha mãe, exímia cozinheira, sempre teve um interesse (e jeito) particular pelos pratos típicos da nossa gastronomia e este tipo de receitas eram uma constante lá por casa. Desde pratos principais a sobremesas, a alimentação da minha família sempre foi muito “tradicional”. Com tantas memórias gravadas à volta da mesa, era natural que, mais cedo ou mais tarde, começasse a sentir saudades. Curiosamente, e durante todos estes anos que já passaram desde que adotei esta alimentação, nunca senti saudades do sabor da carne, do peixe, dos ovos. Para ser sincera, acho que neste momento esses sabores e texturas foram já apagados da minha memória. Atualmente, o cheiro destes alimentos não me agrada de todo e já não me são familiares. 

    Contudo, na grande maioria dos pratos típicos portugueses, não é o sabor dos alimentos de origem animal que predomina. Os condimentos utilizados, os vegetais, as ervas aromáticas, estes sim criam impacto na receita e as suas combinações ficam gravadas na nossa memória a longo-prazo. 

    Comecei então a reiventar algumas receitas, fugindo pouco ou nada à versão “original”, com as substituições necessárias para que a mesma fosse o mais aproximada em termos de sabor e nutricionalmente adequada.

    A vontade de fazer um Arroz de marisco sem marisco surgiu há uns tempos atrás, quando uma marca de produtos vegetarianos alternativos à carne me contactou com o objetivo de me dar a conhecer alguns dos seus produtos. Tal não foi o meu espanto quando vi que tinham um camarão 100% vegetal! Já sabia da existência desde produto mas nunca o tinha visto à venda em Portugal. Apesar deste ser um produto mais industrializado e menos interessante do ponto de vista nutricional, fiquei com curiosidade de experimentar. 

     

    Antes de passar à receita, deixo-vos algumas notas importantes:

     

    Um. O camarão vegetal foi o impulsionador desta receita, mas a sua utilização é perfeitamente opcional. O sabor característico deste prato não depende da sua utilização;

    Dois. O tofu, um alimento milenar muito versátil obtido a partir do feijão de soja, substitui a proteína animal nesta receita. É importante que escolham um tofu fresco, preferencialmente biológico ou cuja marca garanta que é livre de OGM (organismos genéticamente modificados). Aconselho a experimentarem as marcas Shambala ou Próvida (encontram ambas em supermercados biológicos);

    Três. O arroz branco (refinado) foi substituido pela sua versão integral, pois o valor nutricional dos cereais integrais é bastante superior. É importante que deixem o arroz a demolhar durante algumas horas (durante a noite, por exemplo) de forma a diminuir o seu tempo de cozedura e a eliminar os anti-nutrientes que impedem a absorção de todos os nutrientes pelo nosso organismo;

    Quatro. Por último, as algas utilizadas na preparação da receita têm como objetivo trazer o toque a mar salgado necessário, pelo que a não utilização deste ingrediente pode alterar o resultado final. 

     

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    Arroz sem marisco

    serve 4 pessoas

    tempo de preparação: 20 minutos

    tempo de confeção: 30 a 40 minutos

     

    Ingredientes

    250g de tofu fresco biológico

    Sumo de ½ limão, espremido na hora

    2 colheres de sopa de alga Nori em flocos (ou outra alga da sua preferência)

    Pimenta branca, q.b.

    1 cebola grande, picada

    2 dentes de alho, picados

    1 malagueta pequena, finamente picada

    1 fio de azeite extra virgem

    1 folha de louro

    Sal marinho integral, q.b.

    Paprika doce, q.b.

    ½ embalagem de camarão vegetal (opcional)

    2 tomates grandes, cortado em cubos

    ½ cup de molho de tomate caseiro (ou molho de tomate biológico, sem açúcar e conservantes)

    ½ cup de caldo de legumes caseiro

    ½ cup de vinho branco

    1 cup de arroz integral, previamente demolhado por 8h

    2 a 3 cups de água 

    1 mão cheia de coentros frescos

     

    Preparação

    Corte o tofu em cubos pequenos e coloque num recipiente com os flocos de algas e o sumo de limão. Tempere com pimenta branca e deixe repousar enquanto prepara os restantes ingredientes, de forma a que este absorva o sabor das algas.

    Num tacho médio, salteie a cebola, o alho e a malagueta (se usar*) num fio de azeite, até alourar. 

    Adicione o tofu em cubos, o camarão vegan (se usar) e o louro. Tempere com sal marinho, pimenta branca e paprika doce e deixar fritar durante uns minutos. 

    Adicione o tomate em pedaços e deixe cozinhar por 2 minutos, mexendo se necessário.

    Adicione agora o molho de tomate, o caldo de legumes e o vinho branco e deixe levantar fervura.

    Adicione o arroz integral (demolhado) e parte da água. Deixe cozer em lume médio-baixo e acrescente água sempre que for necesário, mexendo ocasionalmente. 

    Quando o arroz estiver cozido, prove e retifique os temperos (se necessário). Junte os coentros frescos e sirva.

     

    *Dica: se gostar do toque picante da malagueta e a decidir usar na receita, pode optar por retirar ou manter as suas sementes, dependendo da intensidade de picante que desejar. Em alternativa, e caso não tenha malagueta fresca, pode utilizar malagueta seca (em flocos, por exemplo) ou pimenta caiena.