Category: nutrição

  • Detoxing | Healthy Chocolate Mousse

    Hoje trago-vos a receita da minha mousse de chocolate saudável. Há uns dias atrás, deu-me uma vontade incontrolável de comer algo doce. Quando olhei para os abacates maduros que tinha na fruteira, soube logo aquilo que me apetecia. Esta é capaz de ser das sobremesas mais fáceis e rápidas de fazer. Contudo, não se deixem enganar pela sua facilidade. O resultado final desta mousse revela-se surpreendentemente rico, com uma textura cremosa ao nível das melhores mousses e um sabor inconfundível, doce e com um toque de frescura. Um vício saudável, é o que é… 
    Esta é uma receita que  poderá fazer durante um detox suave como este que estou a fazer, quando estiver mesmo a precisar de algo doce. Vai satisfazer o seu desejo, mas com zero açúcar adicionado e muitos benefícios para a saúde.
    Estes benefícios resultam essencialmente do consumo do abacate, fruto rico em gorduras insaturadas e proteínas, fonte de vitaminas A, B3, B5, B6, C e E, poderosos antioxidantes que atuam como protetores das células, e minerais como ferro, potássio, magnésio e cálcio. O seu consumo ajuda no processo de emagrecimento, devido ao seu alto teor de fibras, que promove maior saciedade e ajuda no funcionamento do trânsito intestinal. 





























    Mousse de Chocolate Saudável
    Sem açúcar, sem glúten
    (Serve 2 pessoas)
    Tempo de preparação: 5 minutos

    Ingredientes 
    2 abacates pequenos, maduros
    3 a 4 colheres de sopa de cacau cru em pó
    1/3 cup/chávena de Geleia de Agave (ver nota no final)
    1/2 vagem de baunilha
    Amêndoas picadas grosseiramente, a gosto

    Preparação:

    Abrir os abacates e retirar-lhes o caroço. Transferir o abacate para um processador de alimentos.

    Cortar uma vagem de baunilha ao meio. Com uma faca, fazer um corte longitudinal na vagem, até ser possível abri-la. Com uma pequena colher ou espátula, raspar com cuidado o conteúdo da vagem (as sementes) e juntar ao processador, juntamente com o abacate.

    Juntar a geleia de agave e o cacau ao processador e triturar tudo, até obter uma textura cremosa.

    Transferir a mousse para duas taças e levar ao frigorífico durante algum tempo. Na hora de servir, picar grosseiramente amêndoas e distribuir por cima das mousses.

    Nota: 
    Aconselho a não colocar logo 1/3 cup de geleia de agave. Experimente juntar inicialmente metade da quantidade e prove. Se achar que precisa de adoçar mais, junte o restante.

    O que fazer com a Vagem de Baunilha depois de lhe retirar as sementes

    Depois de usar as sementes da vagem de baunilha, não a deite fora!

    A vagem de baunilha é uma opção saudável e que nada tem a ver com as essências de baunilha que se vendem nos hipermercados. O seu sabor é muito mais rico, além de ser totalmente natural. Também por isso, é muito mais cara do que as referidas essências.

    Por isso, depois de usar as suas sementes, guarde a vagem num local fresco e seco (dentro de um frasco de vidro vazio ou no frasco do açúcar, também de vidro) para futuras utilizações.

    Pode, por exemplo, ferver a vagem da baunilha sem sementes para fazer calda de baunilha ou juntá-la diretamente a qualquer tipo de creme que esteja a fazer. Basta retirá-la depois de ferver.

    A grande vantagem é que pode usar a vagem várias vezes. Depois de a ferver a primeira vez em algum caldo ou creme, basta deixá-la secar totalmente e voltar a guardá-la no frasco. A sua essência mantém-se por várias utilizações, basta cheirá-la para sentir.

  • Detoxing | O meu plano detox de quatro semanas

    Após os excessos cometidos no final do ano, o início do novo ano é a altura mais escolhida para fazer um detox. A detoxificação, ou detox, é uma ténica de nutrição funcional cujo objetivo é ajudar o organismo a eliminar toxinas e outras substâncias prejudiciais à saúde.

    Principais benefícios do detox

    1. Desintoxica o organismo, fazendo com que as substâncias tóxicas sejam transformadas pelo fígado e eliminadas pelo intestino.

    2. Reduz o inchaço corporal, eliminando líquidos e fluídos acumulados nos tecidos.

    3. Melhora o funcionamento e a comunicação entre as células, elimina substâncias inflamatórias e restabelece o equilíbrio metabólico, promovendo a perda de peso.

    4. Acelera o metabolismo, através da melhor absorção intestinal dos nutrientes, e proporciona mais energia, aumentando o gasto de calorias.

    5. Traz mais vigor e disposição ao corpo, aumentando o bem-estar em geral.

    Seja com um plano de detox de 3 dias ou quatro semanas (como o que proponho), é certo que vai sentir na pele os benefícios de uma dieta à base de frutas e vegetais. O detox vai ajudá-lo a reconectar-se com o seu corpo, melhorando o seu sistema imunitário, eliminando toxinas e proporcionando uma pausa ao seu sistema digestivo. Se o seu objetivo passa também por perder alguns quilos, esta é uma excelente opção.

    A vantagem adicional do detox é o efeito positivo sobre o nosso estado de espírito e o aumento de energia que proporciona!

    O meu plano detox de quatro semanas

    Como sabem, a minha alimentação já é maioritariamente feita à base de frutas e vegetais. Contudo, não é por fazer uma alimentação vegan que deixo de cometer alguns excessos de vez em quando.
    O açúcar, o café, o arroz e massa não integral, o pão, o álcool, entre outros, são exemplos de produtos que não trazem quaisquer benefícios ao meu organismo.
    Em dias de festa ou alturas especiais, é difícil dizer que não a um snack salgado, a um copo de vinho ou a um bolo (ainda que vegan) cheio de calorias. Ou quando o tempo escasseia ou a preguiça para cozinhar aparece, uma refeição rápida à base de alimentos processados parece ser a melhor opção.

    Por isso, como qualquer outra pessoa, também cometo os meus excessos (sabiam que as Oreo são vegan, não sabiam?). Ora bem, o que eu quero dizer com isto é que fazer uma alimentação que exclua todos os produtos de origem animal, embora sendo logo à partida mais saudável do que uma alimentação omnívora, não significa necessariamente que seja “perfeita”.
    Existe muita junk food vegan, e ainda bem que não estamos nos EUA, onde a comida processada vegan tem uma oferta muitíssimo alargada.

    O ideal (para mim) seria fazer uma alimentação única e exclusivamente à base do que a Terra nos dá. A comida processada, além de nos trazer poucas vantagens (ou mesmo nenhumas) a nível nutricional, interfere com a nossa pele, com a nossa saúde e estado de espírito, e oferece muitas vezes uns quilos extra ao nosso corpo.

    Por este motivo, decidi aproveitar o mês de Fevereiro para fazer um detox de quatro semanas, e assim restabelecer a energia e vitalidade do meu organismo, eliminando “tudo o que está a mais”.

    E agora, como fazer um detox suave?

    Existem inúmeros planos de detox disponíveis e muitas teorias em redor deste tema. Optei por fazer um detox suave, com três refeições principais diárias, sendo duas delas líquidas e uma sólida. Considero de extrema importância comer várias vezes ao dia. De três em três horas, assim como já faço habitualmente, farei uma pausa para um “snack”, tendo em atenção os princípios do detox.

    Seleccionei alguns pontos principais para fazer um detox suave, princípios estes que irei usar no meu plano de quatro semanas. São eles:

    1. Escolher comida simples e saudável, com uma grande quantidade de frutas e legumes frescos.

    2. Fazer exercício físico todos os dias. Caminhadas e trocar o elevador pelas escadas são sempre boas opções para quem não tem “tempo” para o ginásio.

    3. Beber muita água ao longo do dia para ajudar a eliminar toxinas.

    4. Incluir nas refeições muitos alimentos ricos em vitamina C.

    5. Dormir bem, cerca de 8 horas todas as noites, para ajudar a repor a energia gasta durante o dia.

    6. Manter-se afastado de alimentos processados, glúten, café, álcool, tabaco, açúcares refinados, gorduras saturadas, e claro, de todos os alimentos de origem animal (carne, peixe, lacticínios, ovos).

    7. Incluir sempre que possível nas refeições alho, gengibre, couves, brócolos, beterraba, quinoa, arroz integral, agrião, limão, laranja, frutos vermelhos, água de côco, frutos secos, sementes, chá verde, espinafres, cenoura, alcachofra, algas, miso e abacate, sendo estes alimentos eficazes no processo de desintoxicação do organismo.

    8. E por último, relaxar. Dedicar todos os dias uns minutos para meditar, ao som de uma música calma, num espaço que nos traga tranquilidade. E principalmente, aproveitar. Aproveitar e desfrutar esta experiência e sentir no corpo e na alma todos os benefícios que nos está a proporcionar.

    Ao longo do mês vou partilhar com vocês a minha experiência e alimentação, com várias dicas e receitas de detox, para poderem experimentar em casa.

    Atenção, é de extrema importância conhecer bem o nosso corpo antes de iniciar um detox. No meu caso, esta não será uma “dieta” radical, sendo que o meu corpo já se habituou a receber apenas alimentos vegetais. As frutas e vegetais frescos (não processados) representam cerca de 80% da minha alimentação diária. Ainda assim, sei que o detox terá um efeito positivo no meu organismo e que sentirei diferenças. Só o simples facto de eliminar todos os alimentos processados e industrializados, como o açúcar, as farinhas, os enlatados, o café, o pão, as bolachas, os leites e iogurtes vegetais embalados, entre outros, irá obrigatoriamente trazer mudanças ao meu corpo, que vai eliminar todas as toxinas provenientes desses alimentos.

    Por isso, façam-no apenas se se sentirem seguros o suficiente com o vosso corpo e com a forma como ele poderá reagir. Para quem habitualmente faz uma alimentação omnívora, é importante que este processo leve algum tempo de habituação. O primeiro passo passa por incluir primeiro mais frutas e vegetais no vosso dia a dia. Embora o meu caso seja diferente, sendo que passei de uma dieta omnívora para uma alimentação vegan do dia para a noite, sem sentir efeitos negativos no meu corpo, há pessoas que levam mais tempo a habituar-se a mudanças “radicais” na alimentação.

    O meu conselho é apenas um: escutem o vosso corpo.

    Nesta última semana de Janeiro, vou dedicar algum do meu tempo livre a planear as refeições e fazer a lista de compras, para estar preparada e não cair em “tentações”. E em relação ao jantar de 14 de Fevereiro…bem esse terá um menu à altura também!

    Quanto a vocês, desejo que o meu mês de Fevereiro vos inspire. Seja para fazerem também um plano de detox, ou simplesmente para experimentarem mais algumas receitas deliciosas e saudáveis, acima de tudo quero que se divirtam e que descubram o prazer de uma alimentação 100% vegetal.

    Acompanhem o meu plano detox aqui no blog, no facebook e no instagram em #detoxquatrosemanas.

    Beijinhos,

    Filipa

  • O Gengibre, a cozinha Asiática e novas Experiências Culinárias

    Esta semana continuamos a viajar entre receitas asiáticas, aromatizadas, leves e saborosas!

    Primeiro falemos do gengibre, um dos principais ingredientes da cozinha asiática, e que faz toda a diferença na confeção deste tipo de pratos.

    O gengibre ou raiz de gengibre é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae, originária da ilha de Java, da Índia e da China. É geralmente cultivado em climas tropicais e popular pelas suas características raízes picantes e fortemente aromáticas.

    Durante séculos, tem sido usado como um remédio natural para inúmeras doenças. Estudos científicos têm vindo a descobrir as maravilhas do seu uso no tratamento e prevenção de várias doenças.
    Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, é utilizado para promover a circulação de energia no organismo. Actua também como estimulante em casos de debilidade. Tem propriedades anti-espasmódicas, expectorantes e estomáticas. Devido ao seu poder antioxidante e anti-inflamatório, ajuda a fortalecer o sistema imunitário.

    O uso do Gengibre na culinária:

    De sabor levemente picante e bastante aromatizado, pode ser usado tanto em pratos salgados como doces.
    Pode ser utilizado como condimento na confeção de vegetais, tofu, seitan, entre tantas outras iguarias.
    Fresco, seco, em conserva ou cristalizado, são inúmeras as formas de o usar na cozinha.

    Na receita de hoje, usei gengibre fresco e ralado, que adicionou um toque verdadeiramente fresco e aromático ao prato.

    Cogumelos Shiitake e Vegetais salteados em Gengibre, Grelos de Couve e Arroz de Jasmim Tailandês | Thai Jasmin Rice with stir-fry Shiitake mushrooms and vegetables 

    Ingredientes 
    (4 pessoas)

    -Cogumelos Shiitake e Vegetais salteados em Gengibre
    1 colher de sopa de Óleo de Amendoim
    1 colher de sopa de Gengibre fresco ralado
    2 dentes de Alho, esmagados e picados
    2 Cenouras, descascadas e picadas grosseiramente
    2 Alho Francês, em rodelas
    300 gramas de mistura de Rebentos Germinados e Cenoura (em vinagre)
    300 gramas de Cogumelos Shiitake, cortados em fatias
    4 colheres de sopa de Molho de Soja
    1 colher de sopa de Óleo de Sésamo Tostado
    1 Malagueta Vermelha, sem sementes e picada (para guarnecer)
    1 Cebola picada (para guarnecer)
    1 Clementina cortada em pequenos gomos (para guarnecer)
    Folhas de Coentros frescos (para guarnecer)

    -Grelos de Couve salteados
    1 molho grande de Grelos de Couve
    4 dentes de Alho, esmagados e picados finamente
    Azeite extra virgem q.b.
    Sal marinho q.b.

    -Arroz de Jasmim Tailandês
    1 chávena de Arroz Jasmim
    2 chávenas de Água
    Sal Marinho q.b.


    Preparação:

    Cogumelos Shiitake e Vegetais salteados em Gengibre
    Aquecer uma wok em lume alto e adicionar o óleo de amendoim. Saltea o gengibre e o alho até ficar com uma tonalidade dourada. Juntar as cenouras e saltear, cerca de 2 minutos, até se apresentarem macias. Acrescentar os rebentos germinados e a cenoura em vinagre, o alho francês e os cogumelos Shiitake e saltear por mais 1 ou 2 minutos.
    Temperar com o molho de soja e com o óleo de sésamo tostado e mexer bem. Desligar o lume.

    Guarnecer com a cebola e a malagueta picada. Juntar os gomos da clementina e coentros frescos.

    Grelos de Couve salteados
    Cozer os grelos com uma pitada de sal marinho num tacho com água a ferver, durante aproximadamente 10 minutos, até ficarem tenros. Coar a água da cozedura e reservar.

    Aquecer uma wok em lume alto e regar com um pouco de azeite extra virgem. Adicionar os alhos e saltear ligeiramente. Acrescentar os grelos de couve e saltear, com cuidado para não queimar o alho (baixar o lume, se necessário).

    Arroz de Jasmim Tailandês
    Cozer o arroz em duas chávenas de água a ferver. Temperar com uma pitada de sal marinho e cozer cerca de 10 a 12 minutos. Tapar o tacho e deixar descansar uns minutos antes de servir.