Category: gluten free

  • Salada de Lentilhas e Quinoa com Vinagrete de Limão e Cânhamo

    fotografia por NGP (http://www.notguiltypleasure.com/)

    No dia 7 de Fevereiro dei um workshop a um grupo de meninas muito especial. Tendo todas em comum o gosto por cozinhar (e por comer!), avizinhava-se uma tarde recheada de muita energia boa e troca de experiências. Para além da Patrícia (que já conhecia e admiro imenso!), adorei conhecer todas as outras meninas, cujos blogs já faziam parte da minha lista de inspirações. Ora espreitem lá o cantinho da Patrícia (Not Guilty Pleasure), da Inês (Ananás e Hortelã), da Maria (Limited Edition) e da Ana (Cozinhar sem Lactose).

    A salada que hoje partilho com vocês foi uma das receitas que confeccionei nesse dia. Diferente, mas super simples de fazer, sendo esta a minha máxima na cozinha: descomplicar.

    Esta receita funciona como prato principal, sendo muito rica nutricionalmente. A nível proteico, pela combinação leguminosa (lentilhas) + cereal (quinoa) + oleaginosa (sementes de cânhamo) fornece-nos uma proteína de elevado valor biológico (proteína completa).

    Salada de Lentilhas e Quinoa com Vinagrete de Limão e Cânhamo

    Tempo de preparação: 30 minutos
    Serve 6 pessoas
    Sem glúten

    Ingredientes:

    Vinagrete de Limão e Cânhamo

    2/3 cup (chávena) de sementes de cânhamo descascadas
    8 colheres de sopa de azeite biológico extra virgem
    6 colheres de sopa de sumo de limão, espremido na hora
    2 dentes de alho
    2 colheres de chá de orégãos frescos
    Sal marinho integral, q.b.
    Pimenta verde moída na hora, q.b.
    4 a 8 colheres de sopa de água

    Salada de Lentilhas e Quinoa

    1 cup (chávena) de quinoa
    1 cup (chávena) de lentilhas (verdes ou vermelhas)
    1 cabeça de brócolos, picados
    1 cenoura grande, ralada
    1 beterraba média, ralada (vermelha ou amarela)
    1 mão cheia de salsa fresca, picada
    1 mão cheia de coentros frescos, picados
    1 fio de azeite extra virgem biológico
    2 colheres de sopa de sumo de limão, espremido na hora
    Salsa fresca, para guarnecer
    Sementes de cânhamo, para guarnecer
    1 limão, para guarnecer

    fotografia por NGP (http://www.notguiltypleasure.com/)

    Preparação:

    Salada de Lentilhas e Quinoa

    Coza previamente a quinoa e as lentilhas e deixe arrefecer à temperatura ambiente. (Nota: o tempo de cozedura das lentilhas vermelhas é inferior ao das lentilhas verdes)
    Lave bem os brócolos (pode usar um pouco de vinagre na lavagem) e pique-os finamente (deixe de parte os talos maiores, e utilize-os para outra finalidade).
    Numa tigela grande, envolva bem as lentilhas, a quinoa, os brócolos picados, a cenoura e a beterraba ralada, a salsa e os coentros. Junte um fio de azeite e 2 colheres de sopa de sumo de limão, mexa bem  e tempere com uma pitada de sal marinho integral. Reserve.

    Vinagrete de Limão e Cânhamo

    Num processador de alimentos, junte todos os ingredientes, à exceção da água. Misture bem e vá acrescentando a água aos poucos (uma colher de sopa de cada vez), até obter uma textura cremosa.

    Regue a salada com o vinagrete e mexa bem. Guarneça com salsa fresca, sementes de cânhamo e uma rodela de limão. Sirva à temperatura ambiente.

     

  • Bolo Natural de Cacau

    Sem glúten, sem açúcar, sem farinha
    Rende 1 bolo com cerca de 15 fatias
    Tempo de preparação: 90 minutos

    Ingredientes
    3 cups (chávenas) de amêndoas e cajus sem sal triturados
    1/2 cup (chávena) de cacau cru em pó
    2 colheres de chá de fermento sem glúten
    2 bananas maduras
    1 vagem de baunilha
    1/2 cup (chávena) de óleo de girassol não refinado, prensado a frio (ou óleo de coco)
    1/2 cup (chávena) de leite de amêndoas natural (não açucarado)
    5 colheres de sopa de Geleia de Arroz

    Como preparar:

    Pré-aquecer o forno a 180º.

    Num processador de alimentos/robot de cozinha, triturar as amêndoas e os cajus durante uns minutos.

    Numa taça grande, misturar esta farinha de amêndoas e cajus com o cacau e o fermento.

    Esmagar as bananas e juntar à taça, juntamente com o óleo de girassol ou de coco, o leite de amêndoas, a geleia de arroz e as sementes da vagem de baunilha (para retirar as sementes fazer um corte longitudinal na vagem e raspar as sementes do seu interior). Mexer bem com uma vara de arames.

    Forrar uma forma redonda com papel vegetal e deitar a massa na forma. Levar ao forno cerca de 40 minutos ou até um palito sair limpo.

    Deixar arrefecer bem antes de desenformar. Reservar.

    Para a cobertura:

    1 cup (chávena) de tâmaras biológicas, previamente demolhadas durante algumas horas
    1/4 cup (chávena) de cacau cru em pó
    1/2 cup (chávena) de água fresca
    1 colher de sopa de geleia de arroz (opcional)

    Bater todos os ingredientes num processador de alimentos/robot de cozinha até obter uma textura cremosa. Reservar.

    Finalização e decoração:

    Com a ajuda de uma espátula espalhar a cobertura sobre o bolo. Decorar com frutos vermelhos e amêndoas picadas grosseiramente.

  • Tarte de Mousse de Cacau e Abacate

    (O post de hoje é dedicado a todos os gulosos edevoradores de coisas doces)

     

    A temática dos doces, bolos e afins foi aquela que mais mepreocupou quando mudei a minha alimentação. Eliminar todos os ingredientes deorigem animal do meu prato, significava abdicar de todas aquelas coisas boas ecom ótimo aspeto que antigamente devorava como se não houvesse amanhã. Nuncamais iria comer um bolo de aniversário ou uma mousse de chocolate. Ou qualquerdoce em geral. Felizmente, esta ideia durou apenas umas horas, o temponecessário para pesquisar alternativas 100% vegetais para colmatar o meu desejoconstante por coisas doces.

     

    Pelo caminho, aconteceram duas coisas:

     

    Primeiro, descobri que se fazem bolos e doces maravilhosos,sem ovos, ou quaisquer ingredientes de origem animal. Encontrei as natasvegetais, os queijos vegetais, os leites vegetais, as “manteigas” vegetais, asgelatinas vegetais. Aprendi técnicas para substituir os ovos na pastelaria.Enfim, descobri (e testei) que é possível recriar qualquer bolo ou doce quequeiramos, com alternativas vegetais que são tão ou mais saborosas.

     

    Segundo, descobri que se fazem bolos e doces maravilhosos,sem ovos, ou quaisquer ingredientes de origem animal, e com o bónus de seremsaudáveis, sem açúcar, farinhas ou outros ingredientes que prejudiquem a nossasaúde.

     

    É verdade que o açúcar não refinado é vegan, assim como as farinhas. Mas também é verdade que não nosfazem bem, e que devem ser evitados na maior parte das vezes. E assim começou,aos poucos, a minha aventura pelo mundo da doçaria saudável.

     

    Descobri que era viciada em açúcar (está provado que oaçúcar vicia, tal como o tabaco ou o álcool), e que quanto mais açúcar entravano meu organismo, mais tinha vontade de comer. Fui descobrindo que grande partedos produtos que compramos processados tem açúcar adicionado, por exemplo.

     

    Aos poucos, com a mudança de alimentação, e ao incluir muitafruta e vegetais no meu prato, comecei a sentir-me mais saciada às refeições.Comecei  assim a largar o açúcar aospoucos. Cortei os refrigerantes. Comecei a comprar cada vez menos produtosprocessados. E a comer doces (com açúcar), cada vez com menos frequência.

     

    Se me apetecia algo doce, ia comer umas tâmaras, uma bananaou um prato de morangos. Naturalmente, o meu corpo deixou de pedir tantoaçúcar. E descobri assim o prazer de comer doces, sem culpas.

    Comecei a pesquisar mais e mais sobre sobremesas saudáveis,que fossem deliciosas e bonitas, mas também saciantes e nutritivas. Descobrientão as trufas de frutos secos, as mousses de cacau, as barritas de aveia,entre tantas outras coisas.

     

    Esta Tarte de Moussede Cacau e Abacate é um bom exemplo dessas sobremesas boas que nos fazemsentir bem, por dentro e por fora. Não tem açúcar. Não tem farinhas. Não temglúten. Mas tem cor, textura e sabor. Tem fibras, vitaminas, proteínas, ferro,cálcio, potássio, antioxidantes. E tem vida.

     

     

     

    Tarte de Mousse de Cacau e Abacate 

    Sem açúcar, sem glúten, crudívora

    Rende aproximadamente 8fatias

    Tempo de preparação:15 minutos

     

    Ingredientes

    -Base

    1 chávena (cup) de Cajus neutros, sem sal, demolhados nanoite anterior

    1 chávena (cup) de Tâmaras, descaroçadas e demolhadas pelomenos 10 minutos antes

    1 mão cheia de Flocos de Côco

    1 mão cheia de mistura de Sementes (Chia, Sésamo e Papoila)

    ½ mão cheia de Arandos Vermelhos, secos

    -Recheio

    2 Abacates pequenos, maduros

    1 Banana, madura

    4 colheres de sopa de Cacau Cru em pó

    3 colheres de sopa de Geleia de Agave

    1 colher de sopa de Óleo de Côco

    Leite de Amêndoas, a gosto, para ajustar a consistência

     

    -Cobertura/finalização

    Flocos de Côco, a gosto

    Pepitas de Cacau Crau

     

    Preparação:

     

    Base

    Triture os cajus num processador de alimentos/picadora.

    Junte as tâmaras, os flocos de côco, as sementes e osarandos vermelhos e triture novamente, até todos os ingredientes estarem bemenvolvidos e formarem uma massa moldável.

     

    Recheio

    Aqueça uns segundos o óleo de côco até este derreter quasecompletamente.

    Num processador de alimentos/picadora, junte os abacates e abanana cortados em pedaços, o cacau cru em pó, a geleia de agave e o óleo decôco e triture tudo muito bem, até todos os ingredientes estarem bem envolvidose obter a consistência desejada de mousse.

    Se necessário, acrescente um pouco de leite de amêndoas paraajustar a consistência.

     

    Finalização

    Numa tarteira pequena (cerca de 20 cm), deite a massa epressione com as mãos, de forma a que esta se adapte à sua largura e fique bemdistribuída.

    Deite por cima da base a mousse de cacau e abacate (recheio)e distribua uniformemente pela tarteira.

    Leve ao frigorífico pelo menos 30 minutos antes de servir,para ganhar firmeza.

     

    Na hora de servir a tarte, desenforme-a com cuidado efinalize a cobertura com flocos de coco e pepitas de chocolate cru.
  • Trufas de caju e cenoura (sem glúten, sem açúcar)

     

    Cajus

    De grande valor nutricional, os frutos oleaginosos, onde se incluem os cajus, são bastante conhecidos pelo seu elevado teor calórico. Contudo,são alimentos riquíssimos em nutrientes e com diversos benefícios para a saúde, pelo que podemos e devemos incluí-los diariamente na nossa alimentação (de forma moderada).

     

    Na sua generalidade, são ricos em minerais como o selénio, manganês, magnésio, zinco, potássio, fósforo e cálcio.

     

    O seu consumo frequente e moderado está associado à redução do mau colesterol (LDL) e triglicerídeos e ao aumento do bom colesterol (HDL), prevenindo assim o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

    Por serem ricos em hidratos de carbono, constituem uma excelente fonte de energia.

    Por conterem vitamina E e selénio, que apresentam função antioxidante, são essenciais para a formação e recuperação muscular.

     

     

    Tâmaras

     

    Esta fruta seco é altamente nutritiva, contem proteínas, sais minerais e vitaminas (principalmente a vitamina C). É um alimento doce, funcionando por isso muito bem como substituto saudável e natural do açúcar. São ainda ricas em fibras, potássio, ferro e cálcio.

     

    Devido à sua composição de açúcares complexos, permite que o organismo tenha um metabolismo lento e demorado. Esta é uma propriedade muito interessante para quem pratica exercício físico numa base regular.

     

     

     

    Porque demolhar os frutos secos?

     

    Os frutos secos têm substâncias (como os fitatos), que inibem algumas enzimas e impedem a semente de crescer até que todo o ambiente em seu redor lhe propicie a água, luz e nutrientes necessários. Além disso, essas substâncias dificultam o processo digestivo e de absorção de minerais e proteínas.

    A água vai destruir essas substâncias e permitir que as enzimas da planta entrem em acção e que esta germine. Desta forma a semente encontra-se disponível para absorver uma série de nutrientes que de outra forma não absorveria.

    Ao demolhar, estamos a tornar a digestão do fruto mais fácil e a possibilitar que haja uma libertação maior de nutrientes, como proteínas e vitaminas B e C (que é produzida somente quando a semente germina).

    Como demolhar frutos secos?

     

    É muito simples! Para demolhar, basta deixar os frutos secos num recipiente com água abundante durante algumas horas (eu costumo deixar durante a noite). Depois, basta escorrer bem e passar uma última vez por água abundante.

    Nota: A água usada para demolhar não deve ser aproveitada, visto que é nela que estão concentradas as substâncias que eliminámos durante o processo.

    Trufas de caju e cenoura

    Sem glúten, sem açúcar, raw
    Tempo de preparação: 15 minutos
    Rende 12 unidades (aprox.)

     

    Ingredientes

    1 chávena/cup de cajus crus

    100 gramas de tâmaras

    1 cenoura média, ralada

    1 colher de chá de canela

    ½ colher de chá de gengibre

    2 colheres de sopa de geleia de agave ou outro adoçante natural da sua preferência

    Sementes (chia, papoila, sésamo) e coco ralado, a gosto

    Preparação

    1. Num processador de alimentos, trirure bem os cajus

     

    2. Junte as tâmaras (descaroçadas), a cenoura ralada, a canela, o gengibre e a geleia de agave

    3. Triture tudo novamente, até obter uma massa homogénea e moldável

    4. Faça pequenas bolinhas com as mãos e polvilhe com sementes ou coco ralado, a gosto

     

    5. Leve ao frigorífico até à hora de servir (opcional)

     

  • Hummus (sem glúten)

    Homus (ou Hummus, em árabe) é um prato com origem no Médio Oriente, quesignifica “grão-de-bico” em árabe.

     

    Este prato tradicional consiste numa pasta de grão-de-bico com tahin (sementesde sésamo tostadas e moídas), muitas vezes utilizado como acompanhamento parapães ou pratos salgados, como o falafel. É rico em proteínas, vitaminas, saisminerais, fibras, gordura saudável, e é um alimento de baixa caloria.

     

    Os ingredientes principais são o grão-de-bico, rico em hidratos de carbonode baixo impacto glicémico muito graças ao teor de fibra; o sumo de limão, ricoem vitamina C; e o tahin, fonte de vitamina E, ácido linoleico, cobre,manganês, cálcio, zinco e magnésio.

     

    Além de ser rápido de fazer, o hummus é bastante rico nutricionalmente euma excelente opção para quem pratica desporto, principalmente no pré-treino.

     

     

    Hummus 

    Sem glúten
    Tempo de preparação: 5 minutos

      

    Ingredientes

    400 gramas de Grão de Bico cozido

    3 dentes de Alho

    6 colheres de sopa de sumo de Limão (espremido)

    1/3 chávena de Tahin (sementes de sésamo tostadas e moídas)

    8 gotas de Piri-piri (ou outro molho picante)

    Uma pitada de Sal Marinho com Ervas Aromáticas

    Pimenta Verde, moída na hora

    Salsa fresca

    Azeite Extra Virgem biológico

    Azeitonas Pretas

    Tomates Cherry

    Tostas, Broa ou outro pão da sua preferência

    Preparação:

    Num processador de alimentos, colocar o grão previamentecozido e escorrido, o tahin, os alhos, o sumo de limão e o piri-piri. Temperarcom sal marinho com ervas aromáticas e pimenta verde. Triturar tudo muito bem,até obter uma pasta homogénea e com textura.

    Acertar a quantidade de temperos a seu gosto.

    Servir o Hummus numa travessa, regado com um fio de azeite esalsa fresca. Acompanhar com azeitonas pretas, tomates cherry e tostas, broa ououtro pão da sua preferência.

    Nota: 
    Para conservar, guardar num recipiente de vidro, preferencialmenteesterilizado, no frigorífico. Depois de aberto, consumir até uma semana.  
  • Guacamole | Os benefícios do consumo de Abacate

     

    Uso frequentemente o abacate na cozinha. Tendo um sabor neutro, é um fruto bastante versátil, e basta juntar-lhe alguns ingredientes “mágicos” para preparar bebidas, pratos, sobremesas e molhos deliciosos. Já falei aqui da Mousse de Chocolate saudável, feita com abacate, e que substitui a tradicional mousse, feita com ovos.

     

    Já nos salgados, uma das minhas utilizações preferidas do abacate é o guacamole, um molho simples, delicioso e muito nutritivo que se faz em 5 minutos, e que pode ser usado em inúmeros pratos. 

     

    Os benefícios do consumo de Abacate

     

    Fonte

     

    O abacate é um fruto rico em ácidos gordos essenciais e proteínas, fonte de vitamina A, B1, B2, B3, B5, C , E e K, poderosos antioxidantes que atuam como protetores das células, e minerais como ferro, potássio, magnésio e cálcio. 

     

    Os seus fitoquímicos inibem o crescimento de células tumurais e vários estudos confirmam a eficácia do abacate na redução do colesterol, triglicéridos e glicemia.

     

    O abacate é um fruto altamente nutritivo, rico em calorias provenientes maioritariamente da gordura que contém. Grande parte desta gordura é monoinsaturada, o que contribui para reduzir os níveis de colesterol no sangue. 

     

    O consumo de abacate ajuda ainda no processo de emagrecimento, devido ao seu alto teor de fibras, que promove maior saciedade e ajuda no funcionamento do trânsito intestinal. 

     

    Origem

     

     

    O guacamole é uma iguaria típica da cozinha mexicana, servida com uma grande variedade de pratos.

    Basicamente, trata-se de um puré de abacate, bem temperado, que funciona como complemento de uma salada, de tacos e burritos ou de sandes. Faço-o para acompanhar os meus hambúrgueres vegetais, ou para servir como entrada, com tostas ou vegetais crus. 

     

    O sucesso (ou insucesso) do guacamole depende da qualidade e frescura dos ingredientes utilizados, e principalmente, do abacate, o seu ingrediente principal. Tal como na mousse de chocolate, para fazer o guacamole o abacate tem de estar bem maduro, caso contrário não será possível reduzi-lo a puré, nem com a ajuda de um processador de alimentos ou varinha mágica. Certifique-se por isso que o abacate está maduro antes de começar a fazer esta receita.

     

    Adoro guacamole, principalmente em dias quentes e solarengos. Assim que começa a vir o bom tempo, faço-o pelo menos uma vez por semana, e vou variando os temperos e alguns ingredientes.

     

    A receita que vos apresento é a minha favorita, mas sintam-se à vontade para fazer as substituições que entendam necessárias, para ficar mais ao vosso gosto.

     

    Guacamole | A receita

    Sem glúten, Raw food

    (Serve 4 a 6 pessoas)

    Tempo de preparação: 5 minutos

     

     

     

    Ingredientes

    1 Abacate maduro

    3 colheres de sopa de Cebola Roxa, picada 

    1 dente de Alho, picado

    1 tomate pequeno (sem sementes), cortado em pequenos pedaços

    4 colheres de sopa de sumo de Limão, espremido na hora

    Salsa ou Coentros frescos, picados

    Malagueta seca, moída na hora, 

    Sal marinho com ervas aromáticas

     

     

    Preparação:

     

    Nota:

    Para fazer esta receita, o abacate tem de estar bem maduro, caso contrário, não conseguirá o efeito pretendido. Para saber se o abacate está maduro antes de o abrir, pressione ligeiramente com o dedo o seu caule. Se este ceder, significa que está maduro.

     

    Corte o abacate a meio, retire o caroço e, com uma colher, retire o seu conteúdo para uma taça. Com um garfo, esmague o abacate, deixando alguns pedaços inteiros para obter uma textura mais interessante.

     

    Junte a cebola, o alho, o tomate, a salsa ou coentros e o sumo de limão. Tempere com a malagueta seca, moída na hora (ou use fresca, se preferir) e com o sal marinho com ervas aromáticas, a gosto. 

     

    Mexa tudo muito bem e está pronto a servir!

     

     

     

     
  • Paella Marroquina com Grão e Legumes

    Viagem a Marrocos :: Memórias

    Há viagens que nos marcam de uma forma especial. Foi o caso de Marrocos. Em Junho de 2011, partimos de mochila às costas, na ânsia de descobrir um país tão diferente do nosso.

    Foi uma semana intensa, a absorver costumes tão diferentes, mas tão especiais. As cores, os aromas, os sons, as pessoas. As ruas de Marrakech coloridas e aromatizadas com um número infindável de especiarias e chás. Esses chás quentes que saciavam e hidratavam quando o calor já era insuportável, e que sabiam tão bem, pela forma especial como eram preparados, como se de um ritual se tratasse.

    A humildade e hospitalidade daquele povo, que nos convidava a entrar em suas casas, como se fossemos família. Os riads onde ficamos hospedados, casas típicas marroquinas com um pátio interior central, normalmente ajardinado, decorados com cores quentes e vivas, mas serenas.

    Os terraços, onde começávamos o dia e terminávamos a noite, acompanhados pelo chá de menta com hortelã e pela vista extraordinária da cidade. As medinas, “a cidade antiga”, verdadeiros labirintos de ruas estreitas no centro da cidade, protegidas por uma fortificação, onde nos perdemos tantas vezes no meio de toda aquela correria e agitação. Os suq, mercados tradicionais dentro das medinas, onde ficámos horas a conversar e a regatear (para eles, regatear é uma forma de convívio e de comunhão, e ficam ofendidos se não o fizermos).

     

     

     

     

     

     

     

    A cidade costeira de Essaouira, que me fez lembrar tanto a Ericeira, o único sítio em toda a viagem onde tive de me proteger com um casaco à noite. As terras áridas já próximas do deserto, como Ouarzazate e Ait-Benhaddou, o “coração da terra”, com um miradouro impressionante com vista para o panorama lunar do Anti-Atlas.

    Os oásis perdidos no meio do nada. As montanhas imponentes. E o pôr do sol no deserto do Saara, onde o silêncio imperava.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Hoje, sempre que abro a minha despensa e olho para as especiarias que ocupam uma prateleira inteira, sou de novo transportada para esta viagem e para todos aqueles momentos que vivi, e que ficarão eternamente gravados na minha memória e no meu coração.

    A receita de hoje, como tantas outras que vou fazendo, lembra-me Marrocos. E espero com ela conseguir levar-vos também, através do paladar, um bocadinho deste país, tão próximo, e ao mesmo tempo tão longe de nós.

    E agora vamos à receita:

     

    Paella Marroquina com Grão e Legumes
    Sem glúten
    (Serve 2 a 4 pessoas)
    Tempo de preparação: 60 minutos

     

    Ingredientes
    1/2 chávena de Arroz + 1 chávena de Água
    150 gramas de Grão de Bico cozido
    1 mão cheia de Ervilhas
    1 mão cheia de Ervilhas de quebrar
    1/3 Pimento Vermelho, às tiras
    1/3 Pimento Verde, às tiras
    1/4 Malagueta Vermelha, picada
    1 Beterraba, às rodelas
    1 Alho Francês pequeno, às rodelas
    1 Cebola, às rodelas
    Azeite Extra Virgem
    3 colheres de café de Caril
    1 colher de café de Açafrão
    1 colher de café de Cominhos
    1/2 colher de café de Noz Moscada
    1 pitada de Sal Marinho
    Pimenta Preta moída na hora, a gosto

    Preparação:

    Numa paella (ou paellera), aquecer um fio de azeite extra virgem. Juntar a cebola e refogar ligeiramente.

    Adicionar os pimentos, o alho francês e a malagueta e refogar mais um pouco, para libertar todos os aromas.

    Juntar a beterraba e cerca de 1/4 copo de água, e cozinhar uns minutos em lume brando, até a beterraba ficar macia.

    Juntar o grão de bico e as ervilhas e temperar com as especiarias, sal e pimenta preta. Mexer bem e deixar ao lume uns minutos.

    Adicionar uma chávena de água e 1/2 chávena de arroz e cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário para não queimar. Quando o arroz estiver quase cozido, acrescentar as ervilhas de quebrar.

  • Spicy Chickpeas & Shiitake Bowl

     

     

    Hoje em dia, se há coisa a que não resisto é o grão. Digo “hoje em dia”, porque antes de ter mudado a minha alimentação (e a minha vida), não o podia ver à frente, de maneira nenhuma. É engraçado como o meu paladar mudou tanto em tão pouco tempo, e como passei a adorar alimentos aos quais torcia o nariz.

    (mas voltando ao grão…)

    O Grão-de-bico é uma leguminosa bastante rica em proteínas (entre 20 a 30% da sua constituição). Possui muitas fibras, zinco, potássio, ferro, cálcio e magnésio. É pobre em gorduras e está isento de colesterol.
    É também usado pelo nosso corpo como fonte de energia, devido à sua grande quantidade de amido.
    Contém elevadas quantidades de ácido fólico, útil na prevenção de doenças cardiovasculares e tratamentos de anemia.

    Quando consumido com frequência (como no meu caso), facilita o ganho de massa muscular, aumenta o bom humor (através do aumento da produção de serotonina), reduz o mau colesterol e regula o intestino.

    Cada 100 gramas do grão, contém 6 gramas de fibras, na sua grande maioria solúveis, ajudando de forma eficaz o nosso corpo a eliminar açúcares, gorduras e mau colesterol.

    Só boas razões para adorar esta leguminosa, não vos parece?

    Pois a receita de hoje tem grão, como eu gosto. É fácil, rápida, saudável e muito nutritiva, como eu gosto. Inventei-a em dois minutos na hora de almoço, quando a fome já era mais que muita, e fi-la em pouco mais de 5 minutos. Além disso, não tem glúten, algo que tenho evitado cada vez mais na minha alimentação. E é caliente, que hoje o dia começou chuvoso e frio aqui para os meus lados, e estava com desejos de algo reconfortante.

    Sal & Vida
    Na receita de hoje usei pela primeira vez o sal da Sal & Vida. Gostei. É prático, o resultado final é o mesmo, tem um design que me agrada particularmente, e principalmente, é mais saudável, já que este sal tem 5 vezes menos sódio do que o tradicional.

    Espreitem o site aqui e fiquem a conhecer melhor as características e os benefícios deste sal 100% natural.

    E finalmente a receita:

    Spicy Chickpeas & Shiitake Bowl
    Sem glúten
    (Serve 1 a 2 pessoas)
    Tempo de preparação: 20 minutos

    Ingredientes
    1 Cebola, às rodelas
    2 Tomates maduros, cortados em pedaços grandes
    1 Alho Francês, em fatias finas
    1/2 Malagueta Vermelha, picada
    100 gramas de Cogumelos Shiitake, fatiados
    200 gramas de Grão de Bico, cozido
    Um fio de Azeite Extra Virgem
    Sal & Vida
    Tomilho Biológico
    Pimenta Branca, moída na hora

     

    Preparação:

    Num tacho pequeno, saltear a cebola às rodelas com um fio de azeite.

    Juntar o tomate, a malagueta e o alho francês, e saltear mais um pouco.

    Adicionar os cogumelos e temperar com pimenta branca. Mexer, e deixar cozinhar até os cogumelos se apresentarem ligeiramente tenros, entre dois a quatro minutos (este tempo varia conforme o tipo de cogumelos utilizado). Se necessário, acrescentar um pouco de água.

    Por último, juntar o grão, previamente cozido, o tomilho e o Sal & Vida (3 a 6 pulverizações: eu usei 3).

    Deixar apurar bem todos os sabores e desligar o lume.

  • Hambúrguer de Bróculos no Forno (sem glúten)

    A Primavera chegou. Um pouco tímida, mas chegou.
    Não tenho estações do ano preferidas. Gosto de todas, cada uma à sua maneira, cada uma com as suas particularidades. A Primavera é época das flores, dos dias bonitos e solarengos, das temperaturas amenas. É também a despedida do Inverno. E a preparação para o Verão. Uma estação intermédia, sem extremos, que convida a passeios longos lá fora, a almoços na varanda e a conversas na esplanada.

    A receita de hoje sabe a Primavera. Bonita, solarenga e de temperatura amena. Só lhe falta as flores…

    Hambúrguer de Bróculos no Forno
    sem glúten
    Faz 4 hambúrgueres
    Tempo de preparação: 60 minutos


    Ingredientes
    1/3 cup/chávena de Arroz Integral cozido
    1 pé grande de Brócolos
    2 colheres de chá de Azeite Extra Virgem
    1 Cebola grande, às rodelas
    1 a 2 colheres de chá de Cominhos em pó
    400 a 500 gramas de Grão de Bico, cozido
    1 colher de sopa de Tahini (pasta de sementes de sésamo)
    1/2 cup/chávena de pão ralado de milho (sem glúten)
    Sal Marinho com ervas aromáticas
    Pimenta Preta, moída na hora


    Preparação:

    Cortar os talos dos bróculos e cozê-los a vapor, até ficarem tenros.

    Numa frigideira, aquecer o azeite em lume médio e juntar a cebola às rodelas, mexendo ocasionalmente, por 3 a 5 minutos. Desligar o lume, juntar os cominhos e mexer.

    Num processador de alimentos, colocar o arroz integral cozido, a cebola temperada com cominhos, o grão de bico e o tahini. Temperar com uma pitada de sal marinho com ervas aromáticas e pimenta preta moída na hora. Triturar.

    Transferir a massa para uma tigela grande e juntar o pão ralado de milho (sem glúten). Envolver bem.

    Moldar os hambúrgueres e colocá-los num tabuleiro de ir ao forno, revestido com prata.

    Levar ao forno pré-aquecido, aproximadamente 40 minutos, a 200º, ou até a crosta dourar. Deve virar os hambúrgueres a meio do tempo.

    (Sugestão)
    Servir os hambúrgueres num pão chapata de farinho de milho ou num pão de hambúrguer de arroz e milho com sementes de linhaça.

    Guarnecer com umas folhas de espinafres, rodelas de tomate e cebola caramelizada (receita aqui).

  • Super Quinoa Bowl (sem glúten)

    A quinoa é um dos meus alimentos preferidos. Porque é completa, versátil, saborosa e muito fácil de digerir, e permite criar um sem número de receitas diferentes e bonitas.

    Na receita de hoje, para o desafio Gluten-Free Living, a quinoa é a rainha e o feijão branco o rei, numa Super Bowl altamente rica e nutritiva, fácil de preparar e ainda mais fácil de comer (ver receita no final).

    Quinoa, o (pseudo)Cereal do momento

    Declarada pelas Nações Unidas como o alimento do ano 2013 (Ano Internacional da Quinoa). É uma excelente fonte de proteínas vegetais e possui todos os aminoácidos essenciais, o que a torna uma proteína completa. É rica em cálcio, fibras, magnésio, ferro, zinco e potássio.

    Para além do equilíbrio dos seus aminoácidos, é particularmente rica em lisina, um aminoácido fundamental para o crescimento e boa manutenção dos tecidos. Esta particularidade torna-a especialmente importante na alimentação vegetariana.

    Por ser uma importante fonte de manganês, magnésio, ferro, cobre e fósforo, torna-se eficaz no tratamento e prevenção de enxaquecas, diabetes e aterosclerose.

    Graças ao seu alto teor em fibra, é perfeita para eliminar toxinas e ajuda a reduzir o colesterol.

    Auxilia em casos de anemia, pela grande quantidade de zinco, cálcio e ferro.

    Ajuda a reparar o tecido muscular após atividades físicas, sendo um suplemento natural (e saudável) para quem faz musculação.

    Originário dos Andes, este pseudocereal é considerado pelos especialistas como um dos alimentos mais nutritivos e completos que existem, sendo por isso um superalimento.

    Além das suas inúmeras vantagens nutricionais, é também isenta de glúten, podendo ser consumida por celíacos.

    Tem um sabor característico e muito suave, o que possibilita o seu uso em inúmeros pratos, salgados e doces, ou simplesmente como substituto do arroz cozido. Por ser tão leve e de fácil digestão, é um alimento fácil de introduzir na alimentação dos mais pequenos.

    Dicas para cozinhar a Quinoa

    • Os seus grãos devem ser bem lavados e escorridos antes da cozedura, de forma a libertar resíduos e saponinas.
    • Deve adicionar apenas o dobro da quantidade de água em relação à quantidade de quinoa, para que esta fique solta e leve.
    • Quando a água ferver, diminua a temperatura, acrescente os grãos de quinoa e tempere-a a seu gosto, tape o tacho e deixe-a cozer.
    • A quinoa leva somente entre 10 a 12 minutos a cozer. Assim que a água for absorvida e que o gérmen branco se separe do grão, está pronta.
    • Pode utilizá-la em sopas, saladas, ensopados, chilis, hambúrgueres, sobremesas, bebidas ou simplesmente como substituto do arroz cozido.
    • Ao transformar os seus grãos em farinha, pode fazer pão, bolachas e um sem número de receitas que envolvam farinha.

    Super Quinoa and White Beans Bowl
    Sem glúten
    (Serve 4 pessoas)
    Tempo de preparação: 30 minutos

    Ingredientes
    400 gramas de Feijão Branco
    1 cup/chávena de Quinoa Biológica Nutri Free
    1 Cebola, picada
    1 dente de Alho, picado
    1 Pimento Vermelho pequeno, cortado em tiras
    2 cups/chávenas de Cogumelos Shiitake, fatiados (se forem muito grandes, fatie-os e depois dê um corte a meio)
    1 Alho Francês, fatiado
    1 molho de Agriões
    Um fio de Azeite Extra Virgem
    Sal Marinho integral, a gosto
    Pimenta Branca a gosto, moída na hora

    Preparação:

    Coza o feijão branco com alguma antecedência e reserve (geralmente deixo-o a demolhar durante a noite, e cozo-o na manhã seguinte numa panela de pressão, para ser mais rápido).

    Lave muito bem a quinoa e escorra-a. Depois, num pequeno tacho, junte o dobro da quantidade de água (2 cups/chávenas) e leve a ferver. Quando ferver, reduza o lume e junte a quinoa. Tempere com umas pedrinhas de sal marinho. Tape o tacho e deixe cozer entre 10 a 12 minutos, ou até a água evaporar. A quinoa deve ficar leve e solta. Depois de cozida, mantenha o tacho tapado e reserve.

    Entretanto, num tacho largo e fundo junte um fio de azeite e salteie a cebola e o alho ligeiramente. Junte o pimento vermelho e salteie mais um pouco, até este ficar macio.

    Junte os cogumelos e o alho francês. Tempere com pimenta branca moída na hora e algumas ervas aromáticas. Tape o tacho e deixe cozinhar cerca de 5 minutos, até os cogumelos estarem tenros.

    Junte o molho de agriões e umas pedrinhas de sal marinho e mexa durante um dois ou três minutos, até os agriões murcharem (talvez nem leve tanto tempo).

    Por fim, adicione o feijão branco e a quinoa e envolva tudo muito bem.

    Transfira tudo para uma tigela grande e está pronto a servir!