Category: dicas

  • 7 anos de blog | Bolo de baunilha com chocolate e morango (Vegan)

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    A semana passada celebrei o meu 33º aniversário e o 7º aniversário d’A Cozinha Verde. Maio será sempre um mês especial e com direito a dupla celebração!! 

     

    Este blog faz sete anos, assim como o projeto que nasceu com ele e que hoje preenche a minha vida.

    Porque mais do que o meu trabalho, A Cozinha Verde é o meu propósito. Já contei a minha história em vários meios (podes ler aqui) mas hoje vou partilhar abertamente contigo uma história que nunca contei publicamente e que desencadeou toda esta mudança de vida. 

     

    A receita do bolo está no final do post, faz scroll down se quiseres passar esta parte à frente. 

     

    A história que nunca contei:

    Em 2008 licenciei-me em Gestão de Empresas e comecei a trabalhar como auditora financeira numa multinacional. Estive por lá cinco anos, mas não foi preciso muito tempo para perceber que nunca seria feliz naquele papel. No entanto, tinha direccionado a minha formação académica para aquela área e durante muito tempo acreditava que desistir não podia fazer parte dos planos. Quantos de nós não passamos já pelo mesmo, não é verdade? 

     

    Ignorei todos os sinais até que no último ano de trabalho tive um esgotamento. Foi uma fase difícil, que me levou ao limite e às urgências de um hospital com ataques de ansiedade. Percebi ao fim de pouco tempo que não podia continuar assim. Tinha de aceitar que tinha errado na minha escolha e mudar de direção. 

     

    Comecei o meu processo de cura interna, de dentro para fora. Fiz psicoterapia, acupuntura, fitoterapia e yoga. Inscrevi-me numa pós-graduação em gestão hoteleira. Sendo a hotelaria uma área que me fascinava desde miúda, esperava poder descobrir ali uma nova paixão, um novo rumo.

    Certo dia, a minha irmã Inês incentivou-me a ver um documentário. Foi assim o primeiro contacto com o estilo de vida vegan e com todos os ideais que lhe estão subjacentes, como o respeito por todas as formas de vida e pelo Planeta. O veganismo foi o impulso que precisava para mudar de vida! (o resto da história podem ler aqui). 

     

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    Bolo de baunilha com chocolate e morango

    Agora vamos ao motivo essencial deste post, a receita do bolo de aniversário! 🙂 Os bolos são das coisas que mais gosto de criar. Já andava a idealizar este há uns dias e fiquei mesmo satisfeita com o resultado. Entrou diretamente para o meu top de bolos preferidos! Lembras-te deste post?

     

    Este é de banilha, com recheio de chocolate e morango e cobertura de chantilly! Para mim, uma combinação de sabores infalível! Podia escrever mil e um adjetivos para descrever este bolo, mas o melhor é mesmo experimentares! 🙂 Se tiveres alguma dúvida, podes sempre entrar em contacto comigo! E se o fizeres, já sabes, deixa o teu feedback aqui ou nas redes sociais! 

     

    Vamos à receita:

     

    Faz 1 bolo (18cm)

    Tempo total: 50 minutos

     

    Ingredientes

    Para 1 bolo:

    1 1/2 chávena de farinha de trigo

    ¾ de chávena de açúcar amarelo

    1 colher de chá de fermento

    ½ colher de chá de bicarbonato de sódio

    ¼ colher de chá de sal

    1/3 de chávena de azeite suave (ou outro óleo vegetal)

    1 chávena de bebida vegetal de soja

    1 colher de sopa de extrato de baunilha

    1 colher de chá de vinagre de sidra

    Recheio e cobertura:

    1 pacote de natas de soja para bater

    1 colher de chá de sumo de limão

    Açúcar de confeiteiro (em pó) q.b.

    Morangos frescos laminados q.b.

    50gr de chocolate de culinária

     

     

    Preparação

    Pré-aquece o forno a 180º.

    Numa tigela, mistura a farinha, o açúcar e o sal.

    Adiciona os ingredientes líquidos, mexendo entre cada adição (azeite, bebida vegetal, baunilha e vinagre). Por fim, incorpora o fermento e o bicarbonato.

    Leva ao forno aproximadamente 30 minutos, até um palito sair limpo.

    Deixa o bolo arrefecer na forma uns 10 minutos e depois desenforma-o com cuidado. Deixa-o arrefecer completamente enquanto preparas o segundo bolo e/ou a cobertura/recheio.

    Para fazer o chantilly para a cobertura, usa uma batedeira elétrica para bater as natas de soja. Durante o processo (2-3 minutos), adiciona uma colher de chá de sumo de limão e açúcar de confeiteiro q.b. para adoçares a teu gosto.

    Reserva uma parte do chantilly (4 a 5 colheres de sopa cheias) para preparar o recheio de chocolate.

    Derrete o chocolate em banho-maria até ficar líquido. Deixa-o arrefecer ligeiramente (2 min) e incorpora com a porção de chantilly que reservaste.

    Espalha o recheio de imediato no bolo e adiciona os morangos laminados. Se fizeres o segundo bolo, coloca-o por cima e cobre com o chantilly. Caso contrário, espalha o chantilly por cima da cobertura de chocolate/morangos.

    Leva ao frio até servir.

    Decora com fruta fresca e/ou outros elementos naturais (Ex: sementes, bagas, pepitas de cacau, flores comestíveis).

     

    Espero que gostes desta receita tanto quanto eu! Até breve!

     

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  • Jardineira vegana & dicas para confeccionar seitan

     

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    Esta semana fizemos uma jardineira vegana deliciosa com seitan! Já tinha partilhado uma versão deste prato com lentilhas (ver aqui) mas a versão que agora partilho no blog é mais fiel à receita tradicional, pois o seitan simula na perfeição a textura da carne!  

     

    Apesar de não usar seitan com muita regularidade na nossa alimentação (dou preferência às leguminosas), adoro a versatilidade deste alimento (sobre o qual já falei no último post) e o resultado nas receitas! Nesta quarentena temos utilizado o seitan mais do que é habitual, mas dias não são dias! 🙂

     

    Atenção, não tenho nada contra o uso de seitan (ou tofu) na alimentação vegetariana, bem pelo contrário! São fontes proteicas muito válidas e interessantes do ponto de vista nutricional. Contudo, temos tantos outros alimentos disponíveis que substituem a carne (como as lentilhas, as favas, os feijões, o grão-de-bico, etc), que seria tonto limitar-nos a apenas um ou dois alimentos! Para além disso, as leguminosas são mais económicas, e também mais naturais (o seitan e o tofu são ambos alimentos processados, ainda que esse processamento seja ligeiro pois até os podemos produzir em casa!).

     

    Sou vegan há sete anos, e nos primeiros dois praticamente não consumia tofu e seitan! Isto para vos dizer que não faltam ideias de receitas que utilizem as leguminosas, é tudo uma questão de mudança de hábitos alimentares e culinários. 

     

    Para finalizar este tópico, deixo duas dicas para quem diz não gostar de seitan: experimentem uma marca diferente (o sabor/textura varia muito) e não se inibam de lhe adicionar temperos! O seitan – à semelhança do tofu – tem um sabor neutro e vai absorver os sabores dos condimentos que adicionarem. Não é obrigatório que o marinem, desde que o temperem bem, sem medos! Boa?

     

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    Jardineira vegana | Receita

    Serve 4 pessoas

    Tempo de confeção: 30 minutos

     

    Ingredientes

    500 g de seitan (usei da marca portuguesa Biodharma)

     – 2 dentes de alho esmagados

     – 1 folha de louro

     – Sal marinho, pimenta-preta e pimentão-doce q.b.

    – 1/2 chávena (120ml) de vinho branco

    Azeite q.b.

    1 cebola picada

    1 dente de alho picado

    1 folha de louro

    2 tomates maduros picados

    1/3 de chávena (80ml) de passata/tomate triturado

    4 cenouras pequenas, cortadas em palitos

    4 batatas brancas médias, cortadas em cubos

    1 chávena de ervilhas 

    Água q.b.

    Coentros frescos q.b.

     

    Preparação

    Cortar o seitan em cubos e colocar num recipiente com o alho esmagado, o louro, o vinho branco, sal, pimenta e pimentão-doce. Deixar marinar no mínimo 30 a 60 minutos, para absorver bem os sabores dos condimentos. 

    Num tacho, refogar a cebola e o alho com azeite e uma folha de louro. 

    Adicionar o tomate, seguido da passata/tomate triturado. Temperar a gosto com sal, pimenta e pimentão-doce.

    Adicionar a cenoura e água q.b. Deixar cozer aproximadamente 7 minutos em lume médio.

    Depois, adicionar o seitan previamente marinado e as batatas. Juntar os líquidos da marinada e cozer em lume médio.

    Quando as batatas e cenouras se encontrarem cozidas al dente, adicionar as ervilhas e cozer 7 a 10 minutos.

    Se necessário, adicionar mais água durante o processo de cozedura e retificar os temperos.

    Desligar o lume e deixar repousar antes de servir.

    Na hora de servir, finalizar com coentros frescos picados.

     

     

    Gostaram desta receita? Deixem o vosso feedback ou dúvidas nos comentários. 

     

     

  • Dia da Terra: O que podemos fazer para ajudar o Planeta?

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    Hoje celebra-se o dia da Terra e venho falar-vos de alimentação sustentável. É verdade, as nossas escolhas alimentares não têm apenas um impacto direto na nossa saúde. O ecossistema é também fortemente afetado com a indústria alimentar.

     

    Segundo um relatório da FAO (Agência para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas), a indústria pecuária é a que mais contribui para o aquecimento global, sendo responsável por 18% das emissões dos gases causadores de efeito de estufa, percentagem esta superior a todo o setor dos transportes (13,5%). O relatório afirma ainda que a atividade pecuária é uma das principais causas da degradação dos solos e do esgotamento dos recursos hídricos.

    Uma alimentação de base vegetal gasta menos recursos naturais comparativamente a uma alimentação à base de produtos de origem animal. Por exemplo, grande parte da produção intensiva, e muitas vezes manipulada, de cereais (como o trigo, a soja e o milho) existe para alimentar o gado da indústria pecuária. A agropecuária industrial contribui também para a perda da biodiversidade, desflorestação, desertificação e contaminação dos solos.

    A criação de animais para consumo humano, para além de dispendiosa, é ineficiente e comporta gastos excessivos de recursos.

    Para dar um exemplo, para produzir 1 kg de carne de vaca são necessários 7 kg de cereais e 15.000 litros de água. Para a produção de 1 kg de cereais são gastos apenas 1.300 litros de água. A terra e água necessárias para produzir 1 kg de carne são suficientes para 200 kg de tomates ou 160 kg de batatas.

    A pesca excessiva está também a levar à extinção de várias espécies marinhas, e prevê-se que, a continuar ao ritmo dos últimos anos, levará à extinção em massa de todas as espécies mais comerciais em 2050.

     

    O que podemos fazer para ajudar o Planeta?

    Fazer uma alimentação de base vegetal é uma excelente forma de diminuir a nossa pegada ecológica. Mas existem outros fatores a ter em conta e que de seguida menciono:

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    1. Comprar local

    Comprar produtos nacionais e de produtores locais é mais sustentável do que comprar produtos vindos do estrangeiro. Mesmo que o seu preço de venda seja inferior, não nos podemos esquecer de contemplar o impacto no meio-ambiente do transporte aéreo ou marinho, por exemplo. Para além disso, estamos desta forma a apoiar a economia nacional e os pequenos produtores.

    Dica: Fazer compras em mercados de pequenos produtores, confirmar a proveniência dos alimentos e encomendar cabazes de produtos de agricultura local são algumas das medidas que podemos implementar para reduzir o impacto no meio ambiente.

     

    2. Alimentos da época

    Respeitar a sazonalidade dos alimentos é respeitar o meio ambiente. Apesar de uma grande parte dos alimentos estar disponível todo o ano nas grandes superfícies comerciais, todos os alimentos possuem um período específico de colheita, a sazonalidade. Os alimentos sazonais são produzidos em bases mais sustentáveis pois seguem o seu ciclo de vida natural, o que significa que não necessitam de tanta intervenção externa durante a sua produção. Para além disso, são mais biodisponíveis em termos de nutrientes e geralmente mais económicos.

    Dica: Na internet encontram calendários com as frutas e vegetais da época, como este. Desta forma, já sabem quais os alimentos a que devem dar preferência ao longo do ano.

     

    3. Agricultura biológica

    A agricultura biológica é de forma geral mais sustentável e ecológica, desde que realizada através de processos que não sejam nocivos para o ambiente e sempre que possível com recursos renováveis. Os princípios básicos da agricultura biológica passam pelo respeito pelo ciclo de vida do alimento e pela diminuição do impacto do homem sobre o ambiente e o sistema agrícola.

    Dica: Visitar um mercado biológico ou criar uma pequena horta em casa, caso disponham de um local para esse efeito. Em alternativa, informem-se no vosso município da existência de hortas comunitárias (que já começam a aparecer em algumas zonas).

     

    Espero que tenham gostado deste post! Se tiverem alguma dúvida ou algo mais a acrescentar, deixem nos comentários abaixo. 

  • 5 dicas para visitar Zurique (roteiro vegan)

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    Nos últimos dias voámos até à Suiça para uma escapadinha de 5 dias. Ficamos hospedados em casa de uns amigos, em Brugg, a cerca de 30 minutos de Zurique e de Lucerne. Fiquei encantada com os locais que visitámos e com vontade de conhecer mais daquele país. Estivemos lá de 28 de Março a 2 de Abril e tivemos a sorte de apanhar um maravilhoso tempo de primavera, com dias quentes e solarangos e temperaturas mínimas suportáveis. A Suiça é lindíssima e tem paisagens naturais e culturais de cortar a respiração. Ali respira-se segurança e tranquilidade. Sinto que não podia ter escolhido melhor sítio para esta pausa!

    Neste post, enumerei algumas dicas úteis para visitar Zurique, sendo que a maioria se aplica aos restantes locais onde estivémos.

     

    1. Transportes

    Como estivemos em Zurique em dois momentos distintos durante a viagem (1 noite para jantar e no último dia), optámos por conhecer a cidade a pé. No entanto, caso pernoitem na cidade, podem optar por comprar o Zurich Card, um passe de 24 ou 72 horas que vos dá acesso gratuito a todos os transportes públicos, entradas e descontos em museus, restaurantes, entre outros serviços. Podem também alugar uma bicicleta, um dos meios de transporte mais famosos por toda a Suiça. 

    Em aproximadamente 10 horas, percorremos a pé o centro histórico de Zurique (concentrado nas margens do rio Limmat) e principais pontos de interesse , passeámos junto ao famoso Lago (Zurich Lake) e conhecemos Zurich West, uma zona mais alternativa da cidade e muito ligada às artes. Ficou por ver de perto a Universidade de Zurique, por onde passaram personalidades como Albert Einstein.

     

     

     

    2. Zurich West – o lado mais alternativo da cidade

    Uma antiga zona industrial completamente fora do padrão suiço, mas onde se concentram projetos mais alternativos, vegan e eco-friendly. Nesta zona, encontram várias lojas em segunda mão, uma horta comunitária no meio de um espaço de bares e discotecas, uma loja de acessórios feitos com produtos reciclados dentro de um contentor com vista panorâmica, entre outros projetos diferentes e sustentáveis.  

     


     

    3. Água da fonte 

    Encontrámos inúmeras fontes em todas as cidades onde estivemos. Zurique, por exemplo, tem mais de 1000 fontes de água potável espalhadas pela cidade! Andei sempre com a minha garrafa reutilizável e enchia sempre que precisava. Tendo em conta os preços praticados na Suiça, esta acaba por ser uma boa forma de poupança, económica e ambiental! 

     

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    4. Hiltl – o restaurante vegetariano mais antigo do Mundo!

    Ponto de paragem obrigatório para vegetarianos e vegans! Esta foi das poucas refeições que fizemos fora durante a viagem e recomendo muito. O restaurante é conhecido pelo buffet com mais de 100 pratos (cerca de 70% são vegan), apesar de também ter serviço à carta. O buffet à descrição custa 60CHF (francos suiços) e inclui pratos frios e quentes, sobremesas e pães variados. Se não quiserem perder a cabeça com as bebidas, no interior do restaurante está disponível uma torneira de água potável com copos biodegradáveis, para uso dos clientes.Têm também serviço de take away em embalagens ecológicas. O restaurante tem 2 pisos (ficámos no superior) e a partir das 23h funciona como bar/discoteca. Se a vossa conta for igual ou superior a 50CHF, têm acesso gratuito ao bar depois do jantar.

     

     

    5. Chocolate suiço vegan

    Sendo a Suiça tão conhecida pelo chocolate de leite, tinha como objetivo descobrir durante a viagem a oferta destes chocolates numa versão cruelty-free. Não foi tarefa fácil. Não queria o chocolate negro (mais fácil de encontrar sem leite), mas sim um chocolate de leite vegan. Acabei por encontrá-lo no Migros, uma cadeia de supermercados suiça. São biológicos, fabricados na Suiça, em conta e deliciosos! 

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    Notas:

    Durante a nossa viagem, para além de Zurique, visitámos Lucerne, Bruug e Baden. 

    Na última galeria deixo-vos algumas imagens destes últimos 3 locais. 

     

    Se tiverem dúvidas ou outras dicas a acrescentar, partilhem comigo nos comentários abaixo. 🙂

     

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  • Chegou o primeiro Kit de iniciação à cozinha vegan

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    Hoje celebra-se o Dia mundial do Vegetarianismo e nada melhor do que assinalar este dia com uma novidade!!

     

    Há 11 anos que o Centro Vegetariano dinamiza a Semana Vegetariana, com o objetivo de promover e divulgar iniciativas no nosso país relacionadas com esta alimentação e estilo de vida. De 1 a 7 de Outubro, podem encontrar no site todos os parceiros que se associaram e ficar a par das suas iniciativas para esta semana.

     

    Este ano, a grande novidade da cozinha verde é o lançamento do Kit de iniciação à cozinha vegan!

     

    Desenvolvi este novo produto para A Cozinha Verde e fazia todo o sentido apresentá-lo ao Mundo nesta semana com tanto significado para mim e para este projeto. 

     

    Como o nome indica, este kit tem como objetivo dar-te a conhecer os saberes e sabores da cozinha vegan e possibilitar a transição para uma alimentação 100% vegetal. Com este kit terás a oportunidade de experimentar, no conforto de tua casa, o que come um vegetariano no dia-a-dia. Terás acesso a toda a informação necessária, receitas fáceis de pôr em prática e vales de desconto. 

     

    Composição do kit:

     

    Guia para começar – Livro A Cozinha Verde (autografado por mim), com muitas dicas e informações úteis para conheceres esta alimentação e estilo de vida + 60 receitas simples e deliciosas para pôr em prática (todas sem açúcares refinados e uma grande parte delas sem glúten). Sabe mais aqui.

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    Vegan em casa – Eco Vegan Box com 4 refeições exclusivas: 1 Super Pequeno-Almoço, 1 Almoço para levares para o trabalho/escola, 1 Lanche/Snack, 1 Jantar

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    Descontos em workshops – Dois vales de desconto de 10% num workshop de cozinha vegan à tua escolha (válido por 3 meses)

    Nota: podes utilizar um dos vales já no próximo workshop de cozinha vegan para principiantes, dia 7 de Outubro! 🙂

     

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    Preço de lançamento: 35€

     

    O kit deverá ser encomendado durante a semana vegetariana (de 1 a 7 de Outubro) de modo a usufruir do preço de lançamento. No entanto, as entregas poderão ser agendadas para uma data posterior. 

    O kit de iniciação será entregue na vossa morada, em dia e hora a combinar. Esta oferta é válida apenas para Lisboa.

    Para encomendar, contactar por e-mail ou telefone.

     

    Espero que gostem desta novidade! Partilhem este Kit de iniciação com aquele amigo ou familiar que sente curiosidade ou interesse em explorar mais este mundo da alimentação vegan e saudável! 🙂

     

    Esta semana, esperam-vos mais surpresas e novidades na Cozinha Verde! Fiquem a par de tudo na página de InstagramFacebook.

     

    Até já!

  • Barras energéticas de noz, damasco e sementes de abóbora | Como eliminar o vício do açúcar e produtos processados?

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    Depois da semana passada vos ter falado de consciência alimentar e ter partilhado uma receita que foge bastante ao meu padrão alimentar, esta semana regressamos à rotina da alimentação saudável. 

    Uma das coisas que me deu mais luta quando decidi mudar a minha alimentação foi eliminar as bolachas, barritas, cereais e outros snacks industrializados da minha rotina diária. Durante muitos anos, o meu pequeno-almoço preferido era Chocapic com leite. Era bem capaz de devorar meio pacote daqueles cereais enquanto via um filme ou estudava para um exame. Com as bolachas o caso era semelhante, não descansava enquanto não via o fim da embalagem.

    Se desse lado se identificam com a minha partilha, quero dizer-vos que é perfeitamente normal que isso aconteça. A grande maioria deste tipo de produtos tem como ingrediente principal o açúcar refinado. Ao ingeri-los, dá-se imediatamente um pico de açúcar no nosso sangue, que quebra logo de seguida e faz com que não nos consigamos sentir saciados. Este tipo de açúcar não tem qualquer valor nutricional, fornece calorias vazias, de absorção rápida, e pode causar problemas metabólicos como obesidade, colesterol alto, hipertensão e níveis elevados de glicemia e insulina.

    Mas o perigo associado ao consumo destes produtos não se fica apenas pela adição do açúcar. As farinhas refinadas (também elas ricas em açúcares simples e desprovidas de valor nutricional), os óleos alimentares refinados (altamente inflamatórios para o nosso organismo), os corantes e aromas artificiais, os conservantes, os intensificadores de sabor… Esta é a composição base da maioria das bolachas, bolos, cereais e barras industrializadas do mercado e trazem consequências nefastas para a nossa saúde, principalmente se forem consumidos com regularidade. E sim, eles são altamente viciantes e fazem-nos entrar num ciclo vicioso, aumentando o apetite por este tipo de produtos.

     

    Mas então, a que tipo de alternativas podemos recorrer para resistir aos bolos, bolachas, cereais de pequeno-almoço e outros produtos industrializados?

     

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    De forma muito sucinta, devemos priveligiar o consumo de alimentos verdadeiramente saciantes, ricos em fibra, água e equilibrados do ponto de vista macro e micro nutricional. Como os frutos secos e as sementes (ricos em ácidos gordos essenciais) e as frutas, que apesar de serem compostas por açúcares de absorção rápida, contém fibras que ajudam à digestão e aumentam a saciedade. 

     

    As barras caseiras (como esta que hoje vos trago), são uma excelente opção para substituir os produtos que referi acima. São saciantes, doces e têm um elevado valor nutricional. Podem fazê-las em maior quantidade e congelar, para terem sempre por perto. Outra grande vantagem destas barras é que podem ser personalizadas consoante o vosso gosto, já que permitem um sem fim de adaptações. 

      

     

    Barras energéticas de noz, damasco e sementes de abóbora

    Sem açúcares refinados, sem glúten, cru
    Faz 15 unidades
    Tempo de preparação: 10 min
    Tempo de espera: 1 hora

     

    Ingredientes

    1/2 chávena (cup) de nozes

    1/2 chávena (cup) de cajus sem sal
    1/2 chávena (cup) de damascos secos 
    1 + 1/4 chávena (cup) tâmaras
    Canela moída q.b.
    Sementes de abóbora q.b.

    Topping: flocos de coco e nozes partidas

     

    Preparação:

    Num processador, adicione as nozes e os cajus e triture por uns segundos até obter uma farinha grossa. Adicione os restantes ingredientes (à exceção dos toppings) e triture novamente, até tudo estar bem ligado.

    Transfira a mistura para uma forma, previamente forrada com papel vegetal.  Pressione com os dedos até a massa ficar espalhada de forma uniforme por toda a forma.

    Leve ao frigorífico para ganhar firmeza. Depois, corte as barrinhas do tamanho pretendido e adicione os seus toppings preferidos!

     

    Dica: congele estas barrinhas individualmente para ter um snack nutritivo e delicioso sempre à mão! 

     

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    Gostaram do conteúdo deste post? Ficaram com vontade de experimentar a receita? Partilhem o vosso feedback nos comentários. 🙂

     

    Até breve!

  • Hambúrguer de Grão, Cenoura e Coentros :: Dicas para hambúrgueres 100% vegetais perfeitos

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    Adoro receitas de hambúrgueres vegetarianos. Para além de muito simples de fazer, podemos aproveitar as sobras perdidas no frigorífico e criar refeições únicas, ao mesmo tempo que evitamos o desperdício alimentar.

    Os hambúrgueres vegetarianos caseiros são também uma excelente aposta para quem está a iniciar-se nesta alimentação. Para além de garantirem o aporte proteico necessário (combino sempre uma leguminosa + uma oleaginosa), podem ser congelados o que vos permite ter sempre uma refeição preparada e nutritiva por perto. Na hora de os saborear, basta acompanhar com muitos vegetais no prato, preparados da forma que desejarem (crus, a vapor, assados, salteados) e têm assim uma refeição muito completa, equilibrada e saborosa. 

     

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    A receita que vos trago hoje não foi criada com o intuito de ser partilhada. Foi feita para um trabalho de catering mas fiquei de tal forma viciada nesta combinação de sabores e texturas que decidi partilhar no blog. Espero que fiquem tão viciados como eu nestes hambúrgueres de grão! Se tiverem um fraquinho por coentros como eu, corram já para o final do post e ponham as mãos na massa. Tenho a certeza de que vão adorar a receita. No entanto, se não forem apreciadores de coentros, não fiquem já por aqui. Leiam as dicas que deixo de seguida para fazer hambúrgueres vegetarianos perfeitos e substituam esta aromática por outra que prefiram, ou ainda por outro ingrediente.

     

    Espreitem também este vídeo no meu canal de YouTube, onde partilho uma das minhas primeiras receitas de hambúrgueres, que ainda hoje continua a ser uma das minhas preferidas! 

     

    Hambúrgueres vegetarianos :: Passo-a-passo

     

    1. Em primeiro lugar devem preparar uma base com uma leguminosa cozida (grão, feijão, lentilhas, ervilhas, etc). Podem também adicionar uma porção de cereal integral a esta base (arroz integral, quinoa, bulgur, etc) para enriquecer ainda mais a refeição e dar uma consistência extra aos hambúrgueres. 

    2. Depois adicionam os vossos ingredientes preferidos (ou as tais sobras perdidas no frigorífico) e trituram tudo no processador (ou com a varinha mágica) até formar uma pasta homogénea. Podem adicionar aquilo que mais gostarem (cenoura, beterraba, cogumelos, ervas aromáticas, milho, brócolos, etc) com o cuidado de não deixar a massa demasiado húmida. Desta forma será mais fácil fazer a liga.

    3. Por último, precisam de ligar a massa para moldar os vossos hambúrgueres! O meu método preferido é aquele que encontram nesta receita: linhaça + pão ralado.

    4. Moldar e levar ao forno até dourar! Também podem cozinhá-los na frigideira com um fio de azeite. 

     

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    Hambúrguer de Grão, Cenoura e Coentros 

    faz 6 unidades

    tempo de preparação: 15 minutos

    tempo de confeção: 20 minutos

     

    Ingredientes

    500gr de grão-de-bico cozido

    350gr cenoura 

    1/2 cebola

    2 dentes de alho

    1 molho de coentros frescos

    Sal marinho e pimenta-preta q.b.

    Pimentão doce q.b.

    1/4 chávena de sementes de linhaça moídas

    1/4 chávena de pão ralado integral 

    Pão ralado integral q.b. (para polvilhar)

     

    Preparação

    Rale as cenouras, previamente descascadas (num ralador fino). 

    Coloque no processador de alimentos/robot de cozinha o grão-de-bico, metade da cenoura ralada, a cebola, o alho, os coentros e os temperos (sal, pimenta e pimentão doce).

    Triture até obter uma mistura homogénea. Se necessário, acrescente um pouco de água para ajudar a triturar. 

    Transfira o preparado para uma taça e adicione a linhaça, o pão ralado e a restante cenoura ralada. Envolva tudo muito bem com as mãos. 

    Divida a massa em várias porções e molde os seus hambúrgueres (pode utilizar uma forma para o efeito).

    Polvilhe os hambúrgueres com pão ralado integral. 

    Cozinhe os hambúrgueres no forno, previamente aquecido a 180º, aproximadamente 20 minutos ou até dourar (deve virar a meio do tempo). 

     

    Dica: Congele os hambúrgueres (antes de irem ao forno) para ter uma refeição rápida, saudável e nutritiva sempre por perto.

     

    Outras receitas relacionadas:

    Croquetes de lentilhas

    Hambúrgueres de quinoa e feijão (5 ingredientes!) 

    Bolinhos de falafel com limão e ervas aromáticas

     

  • É fácil ser vegan em Espanha? :: a experiência destas férias de verão

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    Pelo segundo ano consecutivo desde que o Lourenço nasceu, escolhemos a costa do sul de Espanha como destino para as férias de verão. Fizemos a viagem de carro, com uma paragem de uma noite em Sevilha tanto na ida como na volta. Este ano ficamos em Finestrat, uma pequena vila com uma montanha lindíssima situada ao lado de Benidorm. Alugámos um apartamento central, num condomínio com piscina e a 200m da praia (através do Airbnb), com o objetivo de fazer a maioria das refeições em casa e pegar no carro apenas quando fosse necessário, visto que teriamos acesso ao essencial – aquelas praias de mar quentinho – a pé.

     

    Antes de ir de férias escrevi este artigo com algumas dicas para fazer uma alimentação vegan, saudável (e económica) nas férias, com um bebé na equação. Sim, porque viajar com um bebé muda toda a perspetiva das coisas. 🙂 Já de volta a casa, escrevo hoje este post para vos falar da nossa experiência no que diz respeito à alimentação vegan em Espanha: curiosidades, as dificuldades que sentimos, os restaurantes onde comemos e outras dicas.  Antes de começar, posso adiantar já que esse pequeno guia que partilhei revelou ser novamente uma excelente ajuda! 

     

    Sevilha

    Em Sevilha ficámos hospedados em hotéis no centro da cidade e tivemos de fazer todas as refeições fora. Não cheguei a questionar os espaços sobre as opções nos seus restaurantes porque pessoalmente não sou fã de almoçar ou jantar nos hotéis onde estou hospedada. Gosto de conhecer os sítios mais característicos, falados ou inesperados, enquanto exploramos a cidade. 

    Através da aplicação Happy Cow (é gratuita, aconselho a fazerem o download se estiverem a pensar ir para fora!) tivémos acesso a uma série de restaurantes vegan ou com opções. Dos que conhecemos, destaco o La Bartola, o La Huerta 9 e o Habanita (não estivemos neste último desta vez mas já tinhamos experimentado o ano passado e é ótimo). Descobrimos também um restaurante que não vinha mencionado na aplicação e que se revelou uma boa surpresa, a pizzaria La Mia Tana, que tinha pizzas e massas veganas no menu e que nos safou o almoço de domingo, em que não encontrávamos nada aberto. 

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    Granada 

    Estivemos também em Granada de passagem e aqui as opções são também muitas e boas. Usámos novamente a app mas o restaurante que escolhemos não tinha mesas disponíveis. Contudo, demos com uma rua no centro da cidade repleta de restaurantes vegan, sem glúten e saudáveis. Entrámos no El Piano, um restaurante vegano e sem glúten, onde comi a melhor tortilha espanhola de sempre, acompanhada com um arroz integral com cogumelos e pimentos. 

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    Finestrat 

    Se em Sevilha e Granada foi fácil encontrar espaços com opções para o nosso estilo de vida, o mesmo já não se pode dizer em relação a Finestrat e Benidorm. Para além de não termos encontrado restaurantes exclusivamente veganos ou vegetarianos, também não foi tarefa fácil encontrar opções nos restaurantes existentes. A melhor que encontrámos foi a Paella Valenciana, um prato típico desta região. Alguns restaurantes tinham no menu (ou faziam a pedido) uma paella de verduras. Para além disto, e a não ser que quisessemos alimentar-nos de Patatas Bravas all day long (e mesmo nestas têm de pedir para vir sem o alioli), a oferta era pouca ou inexistente. Ficou a certeza de termos feito uma boa escolha ao alugar um apartamento onde pudessemos cozinhar as nossas refeições, poupando também a carteira. 

     

    Preços

    As refeições em Sevilha e Granada ficam a um preço acessível, principalmente se fizerem como nós e escolherem tapas ou media ración (meio prato) para partilharem. Eu sou fã deste conceito pois assim experimentamos uma série de iguarias diferentes na mesma refeição. O máximo que pagámos por uma refeição rondou os 30€ para duas pessoas e meia (o Lourenço quase não conta ahah), no restaurante La Bartola (Sevilha), o mais caro dos que mencionei neste post. Em Granada, apesar de ter conhecido pouco, fiquei com a ideia de que os preços médios praticados nos restaurantes são inferiores a Sevilha. 

    Perto da praia os preços disparam, por isso em Finestrat (e mais ainda em Benidorm) as refeições podem ficar bem mais caras em restaurantes. 

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     Acharam este post útil? Deixem a vossa opinião ou questão na caixa de comentários. 🙂 

     

     Até breve!

  • Polenta com cogumelos picantes e redução de frutos vermelhos

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    Quem me acompanha há algum tempo sabe que um dos principais objetivos deste blog é ajudar a descomplicar a cozinha vegan. Todas as receitas que partilho foram pensadas para ser acessíveis para qualquer pessoa. São geralmente rápidas e simples de confeccionar, com listas de ingredientes curtas. Não pretendo passar a ideia de que é necessário passar horas intermináveis na cozinha para fazer uma alimentação 100% vegetal. Apesar de gostar de criar receitas, no dia-a-dia não adoro passar muito tempo na cozinha. Acredito que se passe o mesmo com a maioria de vocês. 

    Tenho alguns truques para poupar tempo na preparação das nossas refeições cá em casa. Não sou uma pessoa muito organizada e metódica. Não consigo funcionar com planos semanais de refeições por exemplo. Muitas vezes nem diários ahah. O homem é pior do que eu. Antes do Lourenço nascer, nunca conseguiamos jantar antes das 22h.

    Dizem que a maternidade nos muda. As prioridades alteram-se e passamos a ter um ser pequenino e adorável que precisa de nós para aprender a viver neste mundo. Foi depois dos 6 meses, quando ele começou a introduzir outros alimentos para além do leite materno, que comecei a arranjar uma estratégia para nos conseguirmos sentar todos à mesa e a uma hora “decente”. 

    Não se tratou de magia mas com um pouco de persistência e consistência ao fim de algum tempo conseguimos fazê-lo. Hoje em dia, jantar às 22h é a exceção e não a regra. 

    Antes de passar para a receita que me trouxe hoje aqui, vou deixar-vos uma pequena lista com algumas das nossas dicas para gerir as refeições. Atenção, isto é o que funciona connosco, tendo em consideração a nossa dinâmica familiar, gostos e possibilidades. 

     

    As nossas dicas para poupar tempo na cozinha

     

    1. Fazer listas de compras 

    Não planeamos as refeições para a semana, mas tento fazer listas de compras para conseguir garantir algumas refeições. Já no supermercado/mercado, antes de levar um alimento penso primeiro no que poderemos fazer com ele tendo em conta os restantes ingredientes que temos em casa e/ou no carrinho de compras.  

    2. Dispor os ingredientes todos na bancada antes de começar a cozinhar

    Gosto de organizar todos os ingredientes da receita na bancada antes de começar a cozinhar. Ajuda a manter o foco na receita, diminuindo o tempo de preparação e confeção (mesmo que a receita esteja a ser inventada no momento).  

    3. Manter a cozinha limpa e arrumada

    Este é dos pontos mais importantes e permite poupar imenso tempo. Vou lavando a loiça e arrumando os ingredientes que já não são necessários enquanto cozinho. Faço-o, por exemplo, quando passo de uma receita para outra ou durante os “tempos mortos” de uma receita. 

    4. Tirar partido dos utensílios de cozinha

    Uso e abuso dos utensílios de cozinha que facilitem o meu trabalho. Como alguns daqueles que encontram neste artigo que escrevi para o Sapo. Não vivo sem descascadores, sem a minha super chef da Tupperware (uso para picar cebola, alho, aromáticas, etc) ou sem o meu processador multipro da Kenwood.

    5. Congelar

    De tempos a tempos, cozo leguminosas e cereais integrais em maior quantidade para congelar e/ou conservar no frigorífico para utilizar naquela semana. Faço o mesmo com as sopas do Lourenço e com fruta madura (que dá imenso jeito para desenrascar um lanche ou sobremesa rápida). 

     

    E vocês, que estratégias utilizam para encurtar o tempo que passam na cozinha? Partilhem comigo nos comentários. 

     

    Vamos agora à receita de hoje. Já ouviram falar de polenta? Parece que este é um dos hits do momento mas sabiam que a sua história remonta a tempos bem antigos? A polenta é feita com sémola ou farinha de milho, cozido em água até obterem a consistência desejada. Tem um sabor neutro, o que possibilita inúmeras combinações diferentes, tanto doces como salgadas. Já tinha experimentado algumas vezes em restaurantes vegetarianos e andava com imensa curiosidade para experimentar fazer em casa. Encontrei no Lidl uma polenta express (sémola de milho sem OGM pré-cozida a vapor) que prometia confeccionar este prato cerca de 3 minutos. Na semana passada, num dia em que não tinhamos refeição planeada e/ou preparada, olhámos para a embalagem na despensa e decidimos experimentar. Tinhamos um coulis de frutos vermelhos no frigorífico que tinha sobrado de uma sobremesa e uns cogumelos pleurotus que sobraram de uma canja acabada de fazer. Os ingredientes estavam decididos e dispostos na bancada. Ao fim de 20 minutos, tinhamos a receita empratada. 

     

    Não se assustem com o nome, a polenta é mesmo super fácil de fazer! O resultado ficou incrível, adorei a combinação do doce dos frutos vermelhos com o toque picante dos cogumelos e a textura e sabor suave da polenta ligou na perfeição todos os elementos.

     

    Servimos a polenta como refeição principal (em conjunto com a canja que já estava preparada) mas podem também fazê-la como entrada. Seja como for que decidam servi-la, o resultado vai ser o mesmo: DELICIOSO!

     

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    Polenta com cogumelos picantes e frutos vermelhos

    Serve 4 pessoas

    Tempo de preparação: 15 minutos

    Tempo de confeção: 20 minutos

     

    Ingredientes

    Polenta:

    1/2 cup (chávena) de sémola de milho pré-cozida ao vapor

    2 cups (chávenas) de água

    Temperos: paprika doce, alho em pó, sal marinho e pimenta-preta, q.b.

     

    Cogumelos pleurotus picantes:

    150 a 200gr cogumelos pleurotus

    1 dente de alho

    1/2 colher de chá de malagueta seca (moída ou em flocos)

    Sal marinho e pimenta-preta q.b.

    1 colher de sopa de azeite extra-virgem

     

    Coulis de frutos vermelhos

    100gr de frutos vermelhos congelados

    1 colher de sopa de açúcar de coco

    1 colher de chá de sumo de limão

     

     

    Preparação

    Polenta:

    Aqueça em lume médio um tacho com a água e adicione os temperos a seu gosto. Depois, adicione lentamente a sémola de milho na água e mexa até obter uma consistência firme (aproximadamente 7 minutos). Tenha em atenção que depois de arrefecer a polenta ganhará um pouco mais de firmeza. Nota: É importante que adicione a polenta lentamente e que mexa durante todo o processo para que a mesma fique homogénea e sem grumos. Transfira para um prato e deixe arrefecer. Corte a polenta em cubos com a ajuda de uma faca ou, caso tenha um molde, utilize-o para fazer um cilindro – ou qualquer outra forma geométrica. 

     

    Cogumelos pleurotus picantes:

    Corte os cogumelos pleurotus em tiras e pique o alho finamente. Reserve.

    Numa frigideira, aqueça o azeite e adicione as tiras de cogumelos. Tempere com o sal, a pimenta-preta e a malagueta. Salteie por uns minutos até ficarem tenros. Junte o alho, incorpore, salteie por mais um a dois minutos e desligue o lume.

     

    Coulis de frutos vermelhos

    Leve os frutos vermelhos, o sumo de limão e o açúcar de coco ao lume. Deixe cozer em lume brando, mexendo sempre que necessário. Os frutos vermelhos vão desfazer-se e libertar água e irá começar a obter uma consistência semelhante a um doce. Assim que a redução estiver terminada – poderá demorar uns 10 a 15 minutos – desligue o lume. Transfira para um copo alto e triture com a varinha mágica para obter um creme homogéneo. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico até servir. 

     

    Empratamento

    Agora que já tem os três elementos da receita prontos, pode começar a empratar para servir. 

    Começe por colocar uma porção da polenta no prato. Depois, adicione os cogumelos por cima. Finalize com o coulis de frutos vermelhos.

     

    Bom apetite!