Category: cozinha tradicional

  • Cozido à Portuguesa dos tempos modernos | Vegan

     

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    Esta é aquela receita que certamente faz parte da tradição gastronómica de muitas famílias portuguesas, incluindo a minha. É um prato que remete para os domingos da minha infância (o dia em que se fazia o cozido em casa dos meus pais) e que me trás tantas memórias e histórias à volta da mesa.

    Agora numa versão mais moderna, continuo a manter a tradição e a relembrar aqueles almoços de família e hoje partilho contigo a nossa receita de cozido 100% vegetal. 

    Na minha opinião, esta versão vegan do cozido à portuguesa não fica nada aquém da receita original, já que para além de ser extramamente saborosa no final não nos deixa com o estômago pesado. É mais saudável, mais rápida de fazer e permite-nos manter a tradição familiar de forma compassiva.

    Apesar desta opinião representar o que sinto, claro que haverá quem discorde. O sabor da carne não se pode equiparar ao sabor do cogumelo Pleurotus (que cozido apresenta uma textura muito semelhante à carne por exemplo) ou de um enchido vegetariano. No entanto, o nosso paladar pode aprender a apreciar outros sabores e, honestamente, acho que toda a magia das receitas está no sabor/texturas dos vegetais e condimentos, muito mais do que no sabor da carne animal.

    Como apreciadora deste prato, tanto antes como depois de ser vegan, posso afirmar com toda a segurança que se nós permitirmos (é tudo uma questão de mindset) podemos redescobrir o prazer de comer em novos sabores e texturas. E com o tempo, criamos novos hábitos e gostos! 

    Posto isto, gostava que desses uma oportunidade a esta receita! O pior que pode acontecer é não gostares (embora ache difícil, se estás aqui certamente já terás a mente aberta) e o melhor que pode acontecer é descobrires que é possível quebrar padrões e crenças antigas com novos (e melhores) hábitos. Depois conta-me o que achaste e o que sentiste quando experimentares em casa esta receita. 

     

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    Cozido à Portuguesa dos tempos modernos

    Vegan

    Serve 4 pessoas (e ainda sobra para uma sopa, receita no final)

    Tempo total: 60 minutos

     

    Ingredientes

    250g de cogumelos Pleurotus

    2 dentes de alho 

    Azeite virgem extra q.b.

    2 folhas de louro

    Sal marinho q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Pimentão-doce q.b.

    Cominhos moídos q.b.

    1/4 de chávena (60ml) de vinho branco

    5 batatas brancas médias

    5 cenouras pequenas

    1 couve lombarda

    2 enchidos vegetarianos (uso o chouriço e farinheira da Próvida, das poucas marcas de enchidos vegetarianos que gosto! Encontras à venda online ou em alguns supermercados biológicos.)

     

    Preparação

    Aquece o azeite num tacho e junta os alhos esmagados e as folhas de louro. Adiciona os cogumelos Pleurotus (previamente desfiados) e salteia um pouco. Adiciona o vinho branco e deixa ferver.

    De seguida, junta ao tacho as batatas e as cenouras (descascadas e cortadas a meio) e a couve lombarda cortada aos pedaços. Tempera a gosto com sal, pimenta, pimentão-doce e cominhos e adiciona água até cobrir todos os ingredientes.

    Enquanto os vegetais cozem, prepara os enchidos vegetarianos. Com cuidado para não os desmanchar, retira a película envolvente (não comestível) e reserva-os, inteiros.

    Quando os vegetais estiverem na fase final da cozedura, junta os enchidos. 

    Quando tudo se apresentar cozido, desliga o lume e deixa repousar, com a tampa fechada.

    Entretanto, prepara um arroz de feijão e tomate para acompanhar (usei feijão encarnado, mas podes usar outro tipo). Não partilhei aqui a receita do arroz mas se tiveres dúvidas sobre algum passo pergunta dos comentários. 🙂 

    Na hora de servir, corta os enchidos em rodelas grossas e dispõe todos os ingredientes numa travessa.

     

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    Como fazer Sopa de Cozido?

    Com as sobras do cozido (caldo, cogumelos, enchidos e vegetais) podes preparar uma sopa deliciosa e reconfortante. Para fazeres a sopa de cozido, podes cortar os ingredientes em pedaços mais pequenos. Depois, coloca numa panela o caldo e todas as sobras de vegetais (à exceção dos enchidos para não se desfazerem), adiciona mais água e cotovelinhos (ou outra massa que prefiras), ajusta o tempero com sal e pimenta e deixa cozer. No final da cozedura, junta os enchidos. 

    Desliga o lume e deixa repousar um pouco antes de servir, fica sempre melhor. Podes também adicionar uma folhinha de hortelã, se tiveres! 

     

    Espero que gostes e que esta receita te inspire a novas mudanças! 

    Até breve!

     

     

  • Panados de Seitan | Receitas tradicionais reinventadas

     

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    Hoje partilho com vocês uma receita deliciosa de panados 100% vegetais! Sem segredos, com poucos ingredientes e muito fácil de confeccionar!

     

    O sucesso da receita depende do tipo de seitan que escolherem (nem todas as marcas são espetaculares), do tempero e da polme! Para simular o sabor do ovo, usei sal negro dos Himalaias (ver nota no final), mas se não tiverem utilizem sal marinho ou outro. Ficará delicioso na mesma. 

     

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    Para quem não sabe o que é seitan, esta é uma proteína vegetal completa, produzida a partir da farinha de trigo. Não é um alimento que utilize frequentemente, no entanto é fantástico para criar receitas diferentes e recriar pratos mais tradicionais. Se são intolerantes ao glúten – e nesse caso não podem consumir seitan – podem substituí-lo nesta receita pelo cogumelo Pleurotus! A sua textura carnuda e sabor mais neutro resulta igualmente bem em receitas desde tipo.

     

    Vamos à receita?

     

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    Panados de Seitan 

    Vegan

    Faz 6 panados

     

    Ingredientes

    500g de seitan (usei da marca portuguesa Biodharma)

    Para marinar:

    1 colher de chá de pimentão-doce

    2 colheres de sopa de molho de soja

    1 colher de sopa de sumo de limão

    1 colher de chá de sal marinho

    2 dentes de alho esmagados

    Para panar:

    1/2 chávena de farinha de grão-de-bico

    1 colher de chá de sal negro dos Himalaias – Kala Namak (ver nota no final)

    1 chávena de água 

    Pão ralado q.b.

    Para fritar:

    Azeite q.b.

    Para servir:

    Limão (opcional)

     

    Preparação

    Corte o seitan em fatias e disponha-as num recipiente. 

    Adicione o pimentão-doce, o molho de soja, o limão, o sal e o alho e deixe marinar por 30 a 60 minutos. Nota: quanto mais tempo estiver a marinar, mais sabor o seitan irá absorver.

    Depois de marinar o seitan, prepare a polme. Para isso, misture numa taça a farinha, o sal negro e a água, com uma vara de arames, até obter uma mistura homogénea. Vá adicionando a água aos poucos, até obter a textura desejada para a polme.

    Passe, uma a uma, as fatias de seitan na polme preparada, seguida do pão ralado. 

    Frite numa frigideira com azeite, em lume médio/alto, de ambos os lados, até obter uma crosta dourada. 

    Na hora de servir, esprema um pouco de limão, se desejar. 

    Acompanhe os panados com um arroz de grelos e bom apetite!

     

    Nota final: O sal negro dos Himalaias (Kala Namak) tem um aroma muito parecido com a gema do ovo, devido ao índice de enxofre presente na sua composição, além de um forte sabor sulfuroso, por ser de origem vulcânica. Não tem necessariamente uma cor preta – podendo variar entre preto, rosa e roxo. Apesar de conferir um sabor único, não é essencial na receita, podendo ser substituído pelo sal convencional.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo o vosso feedback! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários. 

     

    Boa Páscoa!

     

     

     

  • Jardineira de lentilhas

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    À semelhança da receita de Arroz sem marisco da semana passada, hoje volto a trazer-vos um prato tradicional da cozinha portuguesa, adaptado para uma alimentação vegetariana/vegan. 

    É verdade que a primavera já chegou, mas aqui por casa os dias frios continuam a pedir comida de conforto. Quando o sol espreitar a sério, e parece que já não falta muito, teremos tempo para as saladonas de verão e receitas frescas no geral. E vocês, também mudam o vosso estilo de alimentação consoante a altura do ano? 🙂

    Como já devem ter percebido, a receita de hoje é uma adaptação da Jardineira portuguesa. Este prato consiste num estufado de carne, acompanhado geralmente por batatas, cenouras e ervilhas. Para adaptá-lo para uma versão 100% vegetal, substituí a carne por uma leguminosa, que em termos nutricionais é adequada para substituir a proteína animal. A receita original já leva ervilhas, mas quis acrescentar uma segunda leguminosa que fosse mais fiel ao aspeto original do prato. 

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    Encontrei nas lentilhas a substituição perfeita. No geral, as leguminosas são alimentos muito ricos do ponto de vista nutricional e excelentes fontes de proteína. Quando combinadas com cereais (preferencialmente integrais), oleaginosas (frutos secos e sementes) ou até mesmo com outras leguminosas (como nesta receita, em que combino ervilhas e lentilhas) permitem-nos obter uma proteína completa, ou de elevado valor biológico. Mas atenção, esta combinação não tem de ser feita necessariamente na mesma refeição, desde que incluam uma variadade de alimentos destes grupos nos vossos momentos de refeição ao longo do dia/semana.

    As leguminosas fornecem ainda hidratos de carbono, sobretudo complexos, como o amido. Possuem uma quantidade muito reduzida de gordura e não têm colesterol na sua composição. São também ricas em fibra, o que permite promover o controlo da saciedade. No que diz respeito a vitaminas e minerais, destacam-se as vitaminas do complexo B e minerais como o ferro, o zinco, o magnésio, o potássio e o fósforo. Em termos de substâncias bioativas, são fornecedoras interessantes de compostos fenólicos, flavonóides, isoflavonas e outros antioxidantes (muito importantes para combater os radicais livres, prevenindo assim o envelhecimento precoce das nossas células).

    Para quem tenha mais dificuldade em digerir as leguminosas, recomenda-se que na sua cozedura adicione um pedaço de raiz de gengibre ou alga kombu. Pessoalmente não o faço cá em casa, mas caso sintam desconforto com o seu consumo experimentem esta dica.

    As leguminosas podem entrar na alimentação dos mais novos a partir do momento em que iniciam a alimentação complementar, por volta dos 6 meses. No nosso caso, o Lourenço desde o início que aceita bem as leguminosas e é um fã assumido de feijão e ervilhas! No entanto, não come necessariamente leguminosas todos os dias. Vou variando a principal fonte proteica com alimentos dos grupos das leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Tento também que a última refeição do dia (o jantar) não contenha ou não seja muito rica em leguminosas, preferindo por exemplo os cereais integrais como o millet, a quinoa, o trigo sarraceno, o arroz, entre tantas outras opções. A chave é mesmo variar ao máximo o tipo de alimentos oferecidos às nossas crianças, o que também se aplica a nós, adultos. Sem esquecer os vegetais, que devem representar a maior fatia das nossas refeições.

     

    Jardineira de lentilhas

    serve 4 pessoas

    sem glúten

    tempo de preparação: 20 minutos

    tempo de confeção: 40 minutos

     

    Ingredientes

    500gr batatas novas, peladas e cortadas em cubos

    2 cenouras grandes, cortadas em pequenos cubos

    3/4 cup de lentilhas verdes ou castanhas, demolhadas

    2 tomates maduros, cortados em pedaços

    1/3 cup molho de tomate caseiro

    1/3 cup caldo de legumes caseiro

    1/4 cup vinho branco

    1 cebola, finamente picada

    2 dentes de alho, finamente picados

    1 colher de sopa de azeite extra virgem

    Paprica (pimentão-doce), q.b.

    Pimenta-preta, q.b.

    Sal marinho integral, q.b.

    1 folha de louro

    Água, q.b.

    300gr ervilhas congeladas

    Salsa fresca, q.b.

     

    Preparação

    Comece por preparar todos os ingredientes da receita conforme descrito na lista acima. Idealmente, as lentilhas deverão ser demolhadas algumas horas antes de iniciar a receita. Descarte a água da demolha.

    Num tacho largo, salteie a cebola e o alho num fio de azeite, até alourar. Adicione o tomate e o louro e tempere de seguida com o sal marinho, a pimenta-preta e a paprica. Deixe cozinhar uns minutos em lume médio-baixo, até o tomate amolecer ligeiramente e criar algum molho.

    Adicione as batatas e as cenouras e deixe cozinhar por uns minutos, mexendo ocasionalmente, de forma a absorver melhor os sabores dos condimentos utilizados.

    De seguida, adicione o molho de tomate, o caldo de legumes caseiro e o vinho branco. Deixe levantar fervura. 

    Adicione agora as lentilhas, previamente demolhadas, e envolva. Cubra com a água necessária e deixe cozer, em lume médio, até todos os ingredientes se apresentarem cozidos al dente. Este passo demorará em média uns 30 minutos, dependendo do tamanho de corte dos vegetais.

    Teste com um garfo a cozedura da batata, da cenoura e das lentilhas. Quando estas se apresentarem cozidas al dente, adicione as ervilhas congeladas e deixe cozer por mais 7 a 10 minutos. Prove e retifique os temperos, se necessário.

    Nota: durante a cozedura, vá acrescentando água à medida que for necessário, de forma a não deixar secar o molho.

    Desligue o lume, tape o tacho e deixe repousar até servir, de forma a apurar bem todos os sabores. Sirva com salsa fresca picada a gosto. Acompanhe com uma salada variada e colorida.

     

    Gostam deste género de receitas? Têm sugestões a fazer para as próximas receitas a publicar no blog? Deixem os vossos comentários e sugestões e contem-me que tipo de receitas gostariam de ver publicadas.

     

    *Fontes: Associação portuguesa dos nutricionistas (APN) E-book “Leguminosa a leguminosa, encha o seu prato de saúde”, 2016

  • Arroz sem marisco

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    Esta semana a receita que vos trago é inspirada num prato tradicional da cozinha portuguesa. Ao fim de algum tempo a fazer uma alimentação vegetariana, comecei a sentir vontade de reiventar algumas receitas que faziam parte do meu dia-a-dia e que estavam ainda presentes na minha memória. Confesso que esta vontade demorou algum tempo a surgir. Nos primeiros tempos de descoberta da minha nova alimentação, com tantas novidades para descobrir, o meu foco e vontades culinárias estavam mais centrados num estilo de cozinha alternativo. Com tantos ingredientes diferentes e receitas novas para experimentar, esqueci rapidamente a “comida de conforto” a que os meus pais me tinham habituado, substituindo-a facilmente por novas alternativas. Comecei devagarinho a criar novas memórias, a descobrir novos gostos e, naturalmente, os pratos que até então me acompanhavam foram sendo substituídos por outros.

    No entanto, e porque o simples ato de comer é muito mais do que nutrir o nosso corpo, ao fim de alguns anos comecei a sentir saudades de alguns pratos que me acompanharam e marcaram durante a infância e adolescência. A minha mãe, exímia cozinheira, sempre teve um interesse (e jeito) particular pelos pratos típicos da nossa gastronomia e este tipo de receitas eram uma constante lá por casa. Desde pratos principais a sobremesas, a alimentação da minha família sempre foi muito “tradicional”. Com tantas memórias gravadas à volta da mesa, era natural que, mais cedo ou mais tarde, começasse a sentir saudades. Curiosamente, e durante todos estes anos que já passaram desde que adotei esta alimentação, nunca senti saudades do sabor da carne, do peixe, dos ovos. Para ser sincera, acho que neste momento esses sabores e texturas foram já apagados da minha memória. Atualmente, o cheiro destes alimentos não me agrada de todo e já não me são familiares. 

    Contudo, na grande maioria dos pratos típicos portugueses, não é o sabor dos alimentos de origem animal que predomina. Os condimentos utilizados, os vegetais, as ervas aromáticas, estes sim criam impacto na receita e as suas combinações ficam gravadas na nossa memória a longo-prazo. 

    Comecei então a reiventar algumas receitas, fugindo pouco ou nada à versão “original”, com as substituições necessárias para que a mesma fosse o mais aproximada em termos de sabor e nutricionalmente adequada.

    A vontade de fazer um Arroz de marisco sem marisco surgiu há uns tempos atrás, quando uma marca de produtos vegetarianos alternativos à carne me contactou com o objetivo de me dar a conhecer alguns dos seus produtos. Tal não foi o meu espanto quando vi que tinham um camarão 100% vegetal! Já sabia da existência desde produto mas nunca o tinha visto à venda em Portugal. Apesar deste ser um produto mais industrializado e menos interessante do ponto de vista nutricional, fiquei com curiosidade de experimentar. 

     

    Antes de passar à receita, deixo-vos algumas notas importantes:

     

    Um. O camarão vegetal foi o impulsionador desta receita, mas a sua utilização é perfeitamente opcional. O sabor característico deste prato não depende da sua utilização;

    Dois. O tofu, um alimento milenar muito versátil obtido a partir do feijão de soja, substitui a proteína animal nesta receita. É importante que escolham um tofu fresco, preferencialmente biológico ou cuja marca garanta que é livre de OGM (organismos genéticamente modificados). Aconselho a experimentarem as marcas Shambala ou Próvida (encontram ambas em supermercados biológicos);

    Três. O arroz branco (refinado) foi substituido pela sua versão integral, pois o valor nutricional dos cereais integrais é bastante superior. É importante que deixem o arroz a demolhar durante algumas horas (durante a noite, por exemplo) de forma a diminuir o seu tempo de cozedura e a eliminar os anti-nutrientes que impedem a absorção de todos os nutrientes pelo nosso organismo;

    Quatro. Por último, as algas utilizadas na preparação da receita têm como objetivo trazer o toque a mar salgado necessário, pelo que a não utilização deste ingrediente pode alterar o resultado final. 

     

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    Arroz sem marisco

    serve 4 pessoas

    tempo de preparação: 20 minutos

    tempo de confeção: 30 a 40 minutos

     

    Ingredientes

    250g de tofu fresco biológico

    Sumo de ½ limão, espremido na hora

    2 colheres de sopa de alga Nori em flocos (ou outra alga da sua preferência)

    Pimenta branca, q.b.

    1 cebola grande, picada

    2 dentes de alho, picados

    1 malagueta pequena, finamente picada

    1 fio de azeite extra virgem

    1 folha de louro

    Sal marinho integral, q.b.

    Paprika doce, q.b.

    ½ embalagem de camarão vegetal (opcional)

    2 tomates grandes, cortado em cubos

    ½ cup de molho de tomate caseiro (ou molho de tomate biológico, sem açúcar e conservantes)

    ½ cup de caldo de legumes caseiro

    ½ cup de vinho branco

    1 cup de arroz integral, previamente demolhado por 8h

    2 a 3 cups de água 

    1 mão cheia de coentros frescos

     

    Preparação

    Corte o tofu em cubos pequenos e coloque num recipiente com os flocos de algas e o sumo de limão. Tempere com pimenta branca e deixe repousar enquanto prepara os restantes ingredientes, de forma a que este absorva o sabor das algas.

    Num tacho médio, salteie a cebola, o alho e a malagueta (se usar*) num fio de azeite, até alourar. 

    Adicione o tofu em cubos, o camarão vegan (se usar) e o louro. Tempere com sal marinho, pimenta branca e paprika doce e deixar fritar durante uns minutos. 

    Adicione o tomate em pedaços e deixe cozinhar por 2 minutos, mexendo se necessário.

    Adicione agora o molho de tomate, o caldo de legumes e o vinho branco e deixe levantar fervura.

    Adicione o arroz integral (demolhado) e parte da água. Deixe cozer em lume médio-baixo e acrescente água sempre que for necesário, mexendo ocasionalmente. 

    Quando o arroz estiver cozido, prove e retifique os temperos (se necessário). Junte os coentros frescos e sirva.

     

    *Dica: se gostar do toque picante da malagueta e a decidir usar na receita, pode optar por retirar ou manter as suas sementes, dependendo da intensidade de picante que desejar. Em alternativa, e caso não tenha malagueta fresca, pode utilizar malagueta seca (em flocos, por exemplo) ou pimenta caiena.