Author: acozinhaverde

  • O nosso voto conta! Vamos sentar o Planeta em Bruxelas!

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    Não me canso de falar do impacto que as nossas escolhas e ações diárias (alimentares mas não só) têm no futuro do nosso Planeta. Já escrevi um pouco sobre isso aqui. Como mãe, preocupa-me especialmente o impacto de toda esta crise climática no futuro do meu filho (e de todas as gerações vindouras) assim como na vida de todas as espécies que (ainda) habitam no nosso Planeta. Que futuro nos espera se continuarmos a consumir e a destruir os nossos recursos desta forma desenfreada, sem olhar a meios para atingir os fins? 

     

    No domingo é dia de eleições europeias e hoje escrevo sobre a importância de exercermos o nosso direito (e dever cívico) de voto. Estas eleições contam sempre com níveis de abstenção elevadíssimos. Podem ser várias as razões que nos levam a abdicar do nosso direito de voto: o desconhecimento, o descontentamento ou mesmo aquele sentimento de que “o meu voto não fará diferença”. Seja qual for o motivo, o impacto desta escolha tem graves repercussões. O nosso voto faz sempre a diferença! É uma forma de sermos parte ativa da sociedade, de mostrarmos o nosso descontentamento e de exigirmos mudanças. Se não votarmos, estaremos a perpetuar uma realidade que não queremos e com a qual não nos identificamos.  

     

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    No dia 26 de Maio eu voto PAN e faço figas para que consigamos finalmente um eurodeputado português ambientalista em Bruxelas. Porque mais do que um partido político com assento parlamentar na AR (com 1 único deputado!!), este é um partido de causas e distingue-se pela sua posição partidária. Não é um partido de direita ou de esquerda. E acima de tudo, incentiva a participação ativa de todos os cidadãos na sua política. Não cedem a lobbies e têm uma comunicação clara, transparente, sem floreados. 

    Tenho imenso orgulho em pertencer a esta família e acompanho de perto todo o percurso que têm feito nos últimos anos. Confio no trabalho do André Silva (que tão bem se tem safado como deputado único na nossa AR) e de toda a sua equipa. Confio igualmente no Francisco Guerreiro, candidato ao Parlamento Europeu, e que tenho a certeza que tudo fará para garantir que a proteção e preservação do ambiente (bem como de todos os que nele habitam, humanos e não humanos) sejam uma prioridade em Bruxelas.

    Se tiverem curiosidade, podem ler aqui as mais de 200 medidas que o PAN quer levar para o Parlamento Europeu. 

     

    Nota 1: Este post demonstra apenas a minha posição política enquanto cidadã. Escrevi-o com o objetivo de alertar para a importância de exercermos o nosso direito de voto, não só em eleições nacionais mas também nas Europeias. Porque as medidas implementadas na UE têm impacto direto na política nacional, na nossa vida e no nosso Planeta. 

     

    Nota 2: Este ano houve algumas mudanças na lei eleitoral, nomeadamente:

    – Os eleitores passam agora a ser identificados pelo número de identificação civil, pelo que não precisam do número de eleitor. Para saberem qual o vosso local de voto podem consultar este site ou enviar uma mensagem gratuita para o número 3838 com a seguinte mensagem: “RE (espaço) número de CC-BI (espaço) data de nascimento (assim ordenada: ano, mês, dia).

    – Todas as mesas de voto passam finalmente a disponibilizar uma matriz de voto em Braille para os eleitores com deficiências visuais (um bom exemplo de uma das medidas apresentadas pelo PAN na nossa Assembleia).

     

    E vocês, vão votar no domingo? 

     

     

  • “Cheesecake” de Framboesas e Mirtilos

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    O verão está a chegar e com ele chegam também as sobremesas frescas e os frutos vermelhos! Hoje trago-vos uma receita perfeita para dias quentes, almoços e jantaradas com família e amigos ou qualquer outro momento de celebração.

    Para esta receita, precisam de um bom processador e de alguma paciência (tem algum tempo de espera, que podem aproveitar para fazer qualquer outra coisa) mas garanto-vos que o resultado final compensa! Esta é uma receita base que permite algumas modificações da vossa parte. Começando pela base do “Cheesecake”, podem utilizar outras frutas secas (na receita uso tâmaras e arandos) ou adicionar alguns extras como sementes de abóbora ou pepitas de cacau por exemplo. Na cobertura, podem fazer uma geleia com qualquer outra fruta que gostem (na receita uso mirtilos e framboesas) ou simplesmente cobrir com chocolate derretido. Para decorar, utilizem elementos naturais como flores, sementes, bagas ou frutas. 

     

    Receita – “Cheesecake” de Framboesas e Mirtilos

    Sem glúten e açúcar refinado, cru

    Serve 10 a 12 fatias

    Tempo de preparação: 45 minutos

    Tempo de espera: 2 – 4 horas

                   

    Ingredientes

    Base

    1 chávena de tâmaras medjool

    1 chávena de arandos vermelhos secos

    2 chávenas de cajus crus sem sal

    ¼ de chávena de coco ralado

    Recheio

    3 chávenas de cajus demolhados (8 horas)

    Sumo de 1 limão, espremido na hora

    1 chávena de óleo de coco derretido

    2/3 de chávena de leite de coco

    2/3 de chávena de xarope de ácer

    1 pitada de baunilha em pó (opcional)

    Cobertura

    1 chávena de mirtilos e framboesas

    1 colher de chá de sumo de limão

    2 colheres de chá de xarope de ácer

     

    Preparação

    Junte todos os ingredientes da base no processador e triture bem até a massa ligar. Verta-a numa tarteira redonda, forrada com papel vegetal, e pressione com as pontas dos dedos para que fique bem distribuída. Leve ao congelador para ganhar firmeza, enquanto prepara o recheio.

    Para o recheio, triture os cajus no processador até se transformarem numa pasta. Junte os restantes ingredientes e volte a triturar até obter um creme homogéneo. Entretanto, retire a base do congelador e verta nela o recheio. Tape e leve ao congelador por 2 a 4 horas.

    Num tacho pequeno, junte todos os ingredientes da cobertura e cozinhe em lume médio/baixo até reduzir e ganhar consistência. Verta para uma taça e deixe arrefecer muito bem (pode ir ao frigorífico). Espalhe, depois, o molho sobre o cheesecake já desenformado. Sirva frio.

    Dicas:

    1. Para demolhar rapidamente os cajus, ferva água e deite numa taça sobre os cajus. Deixe-os demolhar por 30 a 60 minutos. Escorra a água, e estão prontos a usar.

    2. O óleo de coco vai ajudar a dar firmeza ao “cheesecake”.

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    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo. 

     

    Para os mais “preguiçosos” ou para quem não tem muito tempo, uma boa alternativa poderá ser recorrer à Fixando e fazer um pedido de catering ao domicílio. Nesta plataforma, podem requisitar qualquer serviço que precisem (têm serviços muito variados, desde aulas de piano e explicações até à limpeza da casa!) e sem qualquer trabalho de pesquisa recebem até 5 propostas de profissionais qualificados.

     

     

    Post escrito em parceria com a Fixando

  • Bolo de cacau, caramelo e amendoim | Aniversário

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    Na terça-feira celebrei o meu 32º aniversário com este bolo de cacau, caramelo e amendoim. Ficou delicioso e por isso hoje partilho com vocês a receita, para poderem experimentar para uma festa de aniversário ou simplesmente num dia em que vos apeteça surpreender a família com um bolo caseiro, sem ovos e leite e muito saboroso!

    A base deste bolo leva cacau, mas podem facilmente substituir por farinha de alfarroba, se preferirem! Fiz o caramelo da cobertura com manteiga de amendoim (a sério, que combinação brutal!) e finalizei com umas tiras de chocolate 70% cacau derretido, morangos e amendoins picados! 

    Esta é uma excelente alternativa aos bolos convencionais industrializados e é bem simples de fazer! Podem dobrar a receita e fazer um bolo duplo recheado com caramelo e morangos, mantendo a cobertura sugerida. Os frutos vermelhos ligam muito bem com o chocolate e o caramelo, mas podem utilizar outras frutas da vossa preferência. Nesta receita a linhaça é utilizada para dar liga no bolo, não omitam este ingrediente especial. 🙂

    Feita a introdução, vamos à receita? 

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    Receita – Bolo de cacau, caramelo e amendoim

    Serve 12 fatias

    Tempo total: 1 hora

     

    Ingredientes

    Bolo:

    1 + 3/4 de chávena de farinha de espelta biológica

    1 chávena de açúcar de coco 

    1/3 de chávena de cacau cru em pó

    1 pitada de sal marinho integral

    2 colheres de sopa de sementes de linhaça moídas (moer na hora, de preferência)

    1 colher de sopa de fermento em pó

    1 chávena de bebida vegetal bio e sem açúcar 

    1/3 de chávena de óleo de coco derretido (ou azeite extra-virgem)

    1/4 de colher de chá de extrato de baunilha (opcional)

    Caramelo:

    ¼ de chávena + 2 colheres de sopa (90ml) de geleia de coco (em alternativa: xarope de ácer, geleia de agave ou arroz)

    1/2 chávena (120 ml) de leite de coco

    6 colheres de sopa (60gr) de açúcar de coco

    3 colheres de sopa (45ml) de manteiga de amendoim natural

    1 pitada de sal marinho integral

    Toppings:

    3 quadradinhos de tablete de chocolate bio 70% cacau

    Amendoins torrados e grosseiramente picados, q.b.

    Morangos frescos biológicos q.b.

     

    Preparação

    Pré-aqueça o forno a 180º. Misture os ingredientes secos do bolo numa taça (farinha, açúcar, cacau, sal, linhaça, fermento). Adicione os ingredientes líquidos (bebida vegetal, azeite, baunilha) e incorpore com uma vara de arames. Transfira a mistura para uma forma redonda antiaderente e leve ao forno 25 a 30 minutos ou até um palito sair limpo. Deixe arrefecer e desenforme o bolo com cuidado.

    Adicione todos os ingredientes para o caramelo (geleia, leite de coco, açúcar de coco, manteiga de amendoim e sal)  num tacho e leve ao lume. Mexa bem com uma vara de arames. Quando começar a ferver, reduza o lume e continue a mexer, até o caramelo começar a engrossar (e fazer ponto de estrada). Desligue o lume e deixe arrefecer. De seguida, espalhe uniformemente a cobertura sobre o bolo.

    Derreta o chocolate em banho-maria. De seguida, verta o chocolate sobre o bolo (fiz 3 riscas, ver foto).

    Finalize a decoração com os morangos e os amendoins grosseiramente picados.

     

    Nota: Como recebo sempre muitas mensagens vossas a perguntar quais as marcas que aconselho, deixei-vos alguns links na lista de ingredientes para produtos que utilizei nesta receita. E não se esqueçam do miminho que tenho sempre para vocês nas seguintes lojas:

    Desconto de 10% na Iswari com o código cverde

    Desconto de 10% na Origens Bio com o código cozinhaverde

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo.

  • 15 coisas que aprendi com o estilo de vida vegan (Parte I)

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    Quem me acompanha há algum tempo, sabe que este blog surgiu no seguimento de ter adotado uma alimentação e estilo de vida vegan (podes ler a minha história aqui). Já lá vão 6 anos e continuo a sentir que esta foi das melhores decisões que tomei até hoje. O veganismo abriu-me as portas para um estilo de vida compassivo, mais saudável e sustentável e mudou imenso a minha forma de estar no Mundo.  

    Hoje sentei-me a pensar em todas as coisas que este estilo de vida me ensinou. Achei que poderia ser interessante passar para o papel e partilhar com vocês algumas curiosidades, o que levou a este post. 

    Dividi isto por temas (caso contrário ficava gigante!) e comecei pela ALIMENTAÇÃO.

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    15 coisas que aprendi com o estilo de vida vegan (Parte I)

    Na Alimentação:

     

    1. O E120 (carmim), um dos corantes mais utilizados na indústria alimentar e cosmética, responsável pela cor vermelha, é obtido através do esmagamento de um insecto chamado cochonilha. 

    2. O aroma natural de baunilha é na grande maioria das vezes obtido através da secreção do castor, o “castóreo”, pois tem um aroma muito semelhante à baunilha.

    3. Alguns vinhos e cervejas artesanais contém ingredientes de origem animal, como a albumina de ovo.

    4. Sementes (como a chia e a linhaça), frutos secos (como as amêndoas) e um grande número de vegetais de folha verde têm mais cálcio do que o leite de vaca.

    5. A proteína é abundante na alimentação 100% vegetal. Ela está presente em todos os alimentos, sendo as melhores fontes as leguminosas (grão, feijão, lentilhas, soja, etc), as oleaginosas (frutos secos e sementes) e os cereais e pseudocereais (arroz, millet, quinoa, trigo-sarraceno, aveia, etc).

    6. Um vegan não precisa de comer tofu, seitan ou soja! Embora sejam opções a considerar (principalmente no caso do feijão de soja e do tofu), esta não é a base alimentar de um vegetariano nem tão pouco a única fonte de proteína.

    7. Os vegetais, as frutas, as sementes, os frutos secos, as leguminosas, os cereais (e pseudocereais), os cogumelos, as algas e os tubérculos são a base de uma alimentação vegetariana variada e equilibrada. 

    8. A vitamina C potencia a absorção do ferro presente dos vegetais. Para isso, podemos por exemplo utilizar o limão ou outro citrino nas receitas ou acompanhar com uma bela salada de tomate.

    9. As leguminosas, os cereais integrais e até as oleaginosas devem ser sempre que possível demolhados de forma a eliminar os antinutrientes que bloqueiam a disponibilidade de nutrientes. 

    10. As sementes que não conseguimos mastigar convenientemente devem ser transformadas antes de consumir (fazer manteiga, moer ou hidratar por exemplo) de forma a digerir melhor e consequentemente aproveitar melhor o seu valor nutricional.

    11. Um vegetariano não vive só de alfaces e saladas! Nesta alimentação há espaço para todos os gostos e uma grande variedade de opções. Difícil mesmo é cair na monotonia alimentar com uma dieta à base de plantas. Podem consultar as receitas do blog para alguma inspiração.

    12. Os nosso paladar educa-se e é perfeitamente possível passar a adorar alimentos que até então ficavam de lado. Nunca fui fã de vegetais (principalmente verdes) e hoje em dia não vivo sem eles. Com alguma insistência, novas formas de confeção e combinações mais ao nosso gosto, começaremos a apreciá-los sem grande esforço.

    13. A carência de Vitamina B12 não é exclusiva da dieta vegetariana. No entanto, esta é a única vitamina que não conseguimos obter de forma suficiente através dos alimentos de origem vegetal. Deve ser por isso obtida através de suplementos ou através do consumo de produtos fortificados (leveduras, alternativas vegetais aos laticínios, por exemplo).

    14. A alimentação de um vegan pode ser bastante económica desde que se façam as escolhas certas. Uma alimentação maioritariamente plant based (com produtos “da terra”) e com poucos processados não fica mais cara do que a convencional, até pelo contrário. Comer alimentos da época é também uma das estratégias para poupar a carteira (e o ambiente!)

    15. A alimentação de um vegan não é necessariamente mais saudável. Mais uma vez, tudo depende das nossas escolhas e a leitura dos rótulos é muito importante. Gosto sempre de dar o exemplo das batatas-fritas, dos refrigerantes (como a coca-cola) e das bolachas (como a Oreo). Estes são produtos 100% vegetais e pouco interessantes para a nossa saúde.

     

    Espero que tenham gostado e que esta informação vos seja útil. Na Parte II, vou trazer-vos mais alguma informação e curiosidades mas a respeito de outra área. Sim, porque o veganismo não se centra apenas na alimentação, mas em todo o nosso lifestyle

     

    E vocês, têm algum ponto a acrescentar a esta lista? Ou alguma dúvida? Deixem nos comentários para eu responder. Até já! 

  • Dia da Terra: O que podemos fazer para ajudar o Planeta?

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    Hoje celebra-se o dia da Terra e venho falar-vos de alimentação sustentável. É verdade, as nossas escolhas alimentares não têm apenas um impacto direto na nossa saúde. O ecossistema é também fortemente afetado com a indústria alimentar.

     

    Segundo um relatório da FAO (Agência para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas), a indústria pecuária é a que mais contribui para o aquecimento global, sendo responsável por 18% das emissões dos gases causadores de efeito de estufa, percentagem esta superior a todo o setor dos transportes (13,5%). O relatório afirma ainda que a atividade pecuária é uma das principais causas da degradação dos solos e do esgotamento dos recursos hídricos.

    Uma alimentação de base vegetal gasta menos recursos naturais comparativamente a uma alimentação à base de produtos de origem animal. Por exemplo, grande parte da produção intensiva, e muitas vezes manipulada, de cereais (como o trigo, a soja e o milho) existe para alimentar o gado da indústria pecuária. A agropecuária industrial contribui também para a perda da biodiversidade, desflorestação, desertificação e contaminação dos solos.

    A criação de animais para consumo humano, para além de dispendiosa, é ineficiente e comporta gastos excessivos de recursos.

    Para dar um exemplo, para produzir 1 kg de carne de vaca são necessários 7 kg de cereais e 15.000 litros de água. Para a produção de 1 kg de cereais são gastos apenas 1.300 litros de água. A terra e água necessárias para produzir 1 kg de carne são suficientes para 200 kg de tomates ou 160 kg de batatas.

    A pesca excessiva está também a levar à extinção de várias espécies marinhas, e prevê-se que, a continuar ao ritmo dos últimos anos, levará à extinção em massa de todas as espécies mais comerciais em 2050.

     

    O que podemos fazer para ajudar o Planeta?

    Fazer uma alimentação de base vegetal é uma excelente forma de diminuir a nossa pegada ecológica. Mas existem outros fatores a ter em conta e que de seguida menciono:

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    1. Comprar local

    Comprar produtos nacionais e de produtores locais é mais sustentável do que comprar produtos vindos do estrangeiro. Mesmo que o seu preço de venda seja inferior, não nos podemos esquecer de contemplar o impacto no meio-ambiente do transporte aéreo ou marinho, por exemplo. Para além disso, estamos desta forma a apoiar a economia nacional e os pequenos produtores.

    Dica: Fazer compras em mercados de pequenos produtores, confirmar a proveniência dos alimentos e encomendar cabazes de produtos de agricultura local são algumas das medidas que podemos implementar para reduzir o impacto no meio ambiente.

     

    2. Alimentos da época

    Respeitar a sazonalidade dos alimentos é respeitar o meio ambiente. Apesar de uma grande parte dos alimentos estar disponível todo o ano nas grandes superfícies comerciais, todos os alimentos possuem um período específico de colheita, a sazonalidade. Os alimentos sazonais são produzidos em bases mais sustentáveis pois seguem o seu ciclo de vida natural, o que significa que não necessitam de tanta intervenção externa durante a sua produção. Para além disso, são mais biodisponíveis em termos de nutrientes e geralmente mais económicos.

    Dica: Na internet encontram calendários com as frutas e vegetais da época, como este. Desta forma, já sabem quais os alimentos a que devem dar preferência ao longo do ano.

     

    3. Agricultura biológica

    A agricultura biológica é de forma geral mais sustentável e ecológica, desde que realizada através de processos que não sejam nocivos para o ambiente e sempre que possível com recursos renováveis. Os princípios básicos da agricultura biológica passam pelo respeito pelo ciclo de vida do alimento e pela diminuição do impacto do homem sobre o ambiente e o sistema agrícola.

    Dica: Visitar um mercado biológico ou criar uma pequena horta em casa, caso disponham de um local para esse efeito. Em alternativa, informem-se no vosso município da existência de hortas comunitárias (que já começam a aparecer em algumas zonas).

     

    Espero que tenham gostado deste post! Se tiverem alguma dúvida ou algo mais a acrescentar, deixem nos comentários abaixo. 

  • Cones da Páscoa Recheados

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    Hoje trago-vos a minha sugestão para uma Páscoa deliciosa e saudável. 

    Confesso que me custa um bocadinho assistir ao consumismo desenfreado por doces nestas épocas festivas.  Acho exagerado todo o rebuliço em torno dos ovos da páscoa, das amêndoas com chocolate, etc. Os mais novos são facilmente levados por toda esta exposição de açúcar e não têm capacidade para filtrar. Por este motivo, criei esta receita, com o intuito de passar a mensagem de que é possível fazer sobremesas deliciosas recorrendo a ingredientes mais saudáveis e nutritivos. 

    Estes cones (ou copos, se preferirem) têm como ingredientes principais os cajus, as tâmaras Medjool, as framboesas e o chocolate. Utilizei um chocolate biológico com 70% de cacau, com manteiga de cacau e adoçado com açúcar de cana. A combinação de sabores é tão maravilhosa e viciante, que assim que terminámos as fotografias despachei logo dois copinhos (ahahah). 

     

    Curiosos? Então espreitem a galeria de fotografias que se segue. 🙂 Se ficaram convencidos, a receita está logo abaixo.

     

     

     

    Cones da Páscoa Recheados

    vegan, sem açúcar, opção sem glúten

    faz 8 cones ou 8 copinhos

    tempo total: 40 minutos

     

    Ingredientes

    Creme de caju:

    1 chávena (160gr) de cajus sem sal

    2 colheres de sopa (30ml) de água

    2 colheres de sopa (30ml) de xarope de ácer

    Caramelo:

    7 tâmaras Medjool (130gr)

    uma pitada de sal marinho 

    1/4 de colher de chá de baunilha em pó (opcional)

    Água q.b.

    1/2 chávena (20gr) de framboesas desidratadas

    100gr de chocolate em barra (mínimo 70% cacau, sem glúten se necessário)

     

    Preparação

    Demolhe os cajus durante a noite ou em 30 minutos em água a ferver. Num processador, adicione os cajus demolhados, e água e o xarope de ácer e triture até obter um creme homogéneo (o tempo poderá variar consoante o tipo de processador utilizado, no meu caso foram aproximadamente 10 minutos). Transfira o creme para uma tigela e reserve.

    Descaroçe as tâmaras e deixe-as de molho 5 a 10 minutos em água quente. Num processador, adicione as tâmaras, o sal marinho, a baunilha e uma a duas colheres de sopa de água. Triture até obter um creme homogéneo, adicionando aos poucos mais água até obter a consistência desejada. Transfira o caramelo para uma tigela e reserve.

    Esmague as framboesas desidratadas com a ajuda de um garfo ou esmagador e reserve.

    Parta o chocolate em pequenos pedaços e derreta-o em banho-maria. 

    Agora, pode optar por fazer os cones de chocolate ou servir em copinhos. 

    Para servir em copinhos, distribua uma porção de creme de caju e uma de caramelo em todos os copos. Finalize com as framboesas e chocolate derretido. Leve ao frigorífico até servir.

    Para fazer os cones, comece por fazer um molde com papel vegetal. Para isso, enrole com cuidado um pedaço de folha de papel vegetal até formar o cone e feche com um adesivo na parte superior do molde. Nota 1: Pode optar por fazer apenas um molde ou mais do que um, sendo que neste último caso irá demorar menos tempo a finalizar a receita.

    Depois, segure o molde com a base virada para cima e com uma colher espalhe o chocolate quente sobre metade do molde. (ver imagem em baixo). Deixe escorrer bem e leve ao frigorífico para que o chocolate seque. Nota 2: Como não tinha nenhum suporte para cones, improvisámos com um garfo no interior do cone (para dar suporte) e colocámos dentro de um copo baixo.

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    Retire o molde do frio (15 a 20 minutos será suficiente para solidificar) e comece a enrolar gentilmente o interior do molde, até que o chocolate solte (fazendo o mesmo movimento que usou para criar o molde). Com cuidado, vire o cone para baixo e puxe devagar até soltar totalmente. Nota 3: Pode utilizar uma luvas para manusear o cone, para que as suas mãos não aquecam tanto o chocolate – este processo tem de ser rápido, pois o chocolate comecerá a derreter com o calor das mãos). Este processo apesar de ser rápido, terá de ser realizado com calma e cuidado redobrado, de forma a não partir o cone.

    Volte a levar ao frigorífico os cones antes de os rechear (5 minutos). Com os cones novamente frios, recheie com uma camada de creme de caju e outra de caramelo. Finalize com as framboesas.

    Guarde no frigorífico até servir.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo. 

     

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  • Almôndegas de lentilhas e noz

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    Hoje trago-vos mais uma receita fácil e deliciosa. Uma alternativa às almôndegas de carne, feita com lentilhas e nozes. Embora adore esta combinação lentilhas + noz, podem substituir as lentilhas por outra leguminosa da vossa preferência (feijão, grão,…) e as nozes por outro fruto seco moído (caju, amêndoa, avelã…). 

     

    A liga destas âlmondegas é feita com as nozes e as sementes de linhaça moídas.  

     

    Esta é daquelas receitas práticas para fazer em maior quantidade, pois podem congelar para as vossas refeições da semana. E por falar em #mealprep, no dia 18 de Maio vamos ter a 2ª edição em Lisboa do Workshop “Marmitas para Todos os Dias”! As inscrições já estão abertas e podem consultar o prgrama aqui. 🙂

     

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    Receita – Almôndegas de lentilhas e noz

    Faz 15 unidades

    Sem glúten

    Tempo total: 30 minutos

     

    Ingredientes

    2 dentes de alho picados

    1 cebola pequena picada

    2 chávenas de lentilhas castanhas cozidas

    1 mão-cheia de salsa fresca picada

    Sal marinho q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    ¼ de colher de chá de pimenta-de-caiena

    2 colheres de sopa de levedura nutricional (opcional)

    1/3 de chávena de nozes moídas

    1/3 de chávena de sementes de linhaça moídas

     

    Preparação

    Num processador, junte todos os ingredientes (à excepção da noz e da linhaça). Triture tudo até formar uma pasta homogénea.

    Transfira a mistura para uma tigela grande. Adicione a noz moída e a linhaça. Envolva tudo muito bem com as mãos. A massa deve ficar firme e maleável. Caso seja necessário, acrescente mais linhaça para ajustar a consistência.

    Molde pequenas bolas com as mãos.

    Transfira as almôndegas para um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno, previamente aquecido a 180º, durante cerca de 20 minutos (deve virá-las a meio do tempo) ou até se apresentarem ligeiramente douradas.

    Dicas:

    Sirva as almôndegas com um molho de tomate caseiro, esparguete integral (ou noodles de curgete) e parmesão de noz (receita no livro “A Cozinha Verde“)

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, partilhem comigo as vossas fotografias! Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários abaixo. 

     

    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

  • 5 dicas para visitar Zurique (roteiro vegan)

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    Nos últimos dias voámos até à Suiça para uma escapadinha de 5 dias. Ficamos hospedados em casa de uns amigos, em Brugg, a cerca de 30 minutos de Zurique e de Lucerne. Fiquei encantada com os locais que visitámos e com vontade de conhecer mais daquele país. Estivemos lá de 28 de Março a 2 de Abril e tivemos a sorte de apanhar um maravilhoso tempo de primavera, com dias quentes e solarangos e temperaturas mínimas suportáveis. A Suiça é lindíssima e tem paisagens naturais e culturais de cortar a respiração. Ali respira-se segurança e tranquilidade. Sinto que não podia ter escolhido melhor sítio para esta pausa!

    Neste post, enumerei algumas dicas úteis para visitar Zurique, sendo que a maioria se aplica aos restantes locais onde estivémos.

     

    1. Transportes

    Como estivemos em Zurique em dois momentos distintos durante a viagem (1 noite para jantar e no último dia), optámos por conhecer a cidade a pé. No entanto, caso pernoitem na cidade, podem optar por comprar o Zurich Card, um passe de 24 ou 72 horas que vos dá acesso gratuito a todos os transportes públicos, entradas e descontos em museus, restaurantes, entre outros serviços. Podem também alugar uma bicicleta, um dos meios de transporte mais famosos por toda a Suiça. 

    Em aproximadamente 10 horas, percorremos a pé o centro histórico de Zurique (concentrado nas margens do rio Limmat) e principais pontos de interesse , passeámos junto ao famoso Lago (Zurich Lake) e conhecemos Zurich West, uma zona mais alternativa da cidade e muito ligada às artes. Ficou por ver de perto a Universidade de Zurique, por onde passaram personalidades como Albert Einstein.

     

     

     

    2. Zurich West – o lado mais alternativo da cidade

    Uma antiga zona industrial completamente fora do padrão suiço, mas onde se concentram projetos mais alternativos, vegan e eco-friendly. Nesta zona, encontram várias lojas em segunda mão, uma horta comunitária no meio de um espaço de bares e discotecas, uma loja de acessórios feitos com produtos reciclados dentro de um contentor com vista panorâmica, entre outros projetos diferentes e sustentáveis.  

     


     

    3. Água da fonte 

    Encontrámos inúmeras fontes em todas as cidades onde estivemos. Zurique, por exemplo, tem mais de 1000 fontes de água potável espalhadas pela cidade! Andei sempre com a minha garrafa reutilizável e enchia sempre que precisava. Tendo em conta os preços praticados na Suiça, esta acaba por ser uma boa forma de poupança, económica e ambiental! 

     

    IMG_20190402_144653 (1).jpg

     

    4. Hiltl – o restaurante vegetariano mais antigo do Mundo!

    Ponto de paragem obrigatório para vegetarianos e vegans! Esta foi das poucas refeições que fizemos fora durante a viagem e recomendo muito. O restaurante é conhecido pelo buffet com mais de 100 pratos (cerca de 70% são vegan), apesar de também ter serviço à carta. O buffet à descrição custa 60CHF (francos suiços) e inclui pratos frios e quentes, sobremesas e pães variados. Se não quiserem perder a cabeça com as bebidas, no interior do restaurante está disponível uma torneira de água potável com copos biodegradáveis, para uso dos clientes.Têm também serviço de take away em embalagens ecológicas. O restaurante tem 2 pisos (ficámos no superior) e a partir das 23h funciona como bar/discoteca. Se a vossa conta for igual ou superior a 50CHF, têm acesso gratuito ao bar depois do jantar.

     

     

    5. Chocolate suiço vegan

    Sendo a Suiça tão conhecida pelo chocolate de leite, tinha como objetivo descobrir durante a viagem a oferta destes chocolates numa versão cruelty-free. Não foi tarefa fácil. Não queria o chocolate negro (mais fácil de encontrar sem leite), mas sim um chocolate de leite vegan. Acabei por encontrá-lo no Migros, uma cadeia de supermercados suiça. São biológicos, fabricados na Suiça, em conta e deliciosos! 

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    Notas:

    Durante a nossa viagem, para além de Zurique, visitámos Lucerne, Bruug e Baden. 

    Na última galeria deixo-vos algumas imagens destes últimos 3 locais. 

     

    Se tiverem dúvidas ou outras dicas a acrescentar, partilhem comigo nos comentários abaixo. 🙂

     

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  • Tofu e alho francês à Brás

    Tofu e Alho Francês à Brás-5©MárioCerdeira.jpg

     

    No último sábado realizamos a 2ª edição em Lisboa do Workshop hands-on Cozinha Vegan Descomplicada, uma aula prática de cozinha onde os participantes confeccionam em grupo receitas 100% vegetais, saudáveis e descomplicadas com a nossa orientação. A 3ª edição está marcada para 27 de Abril e já temos poucas vagas disponíveis. Se querem aprender mais sobre cozinha vegan num ambiente descontraído onde todos são convidados a “pôr as mãos na massa”, enviem-nos um e-mail ou mensagem para receberem todas as informações. 

     

     

    Hoje trago-vos uma das receitas que ensinamos neste último workshop, e que faz parte do livro “A Cozinha Verde”

    Se a recriarem em vossa casa, partilhem comigo o resultado! 🙂

     

    Tofu e alho francês à Brás

    Tofu e Alho Francês à Brás-4©MárioCerdeira (2).jpg

     

    Esta é daquelas receitas perfeitas para convencer não-vegetarianos a explorar a cozinha vegan. Já a servimos em inúmeros eventos e o sucesso é sempre garantido. O truque passa por apostar nos condimentos e aromáticas, que vão conferir um sabor irrestível ao prato. A escolha do tofu é também muito importante. Optem por um tofu firme fresco (refrigerado) e biológico. O sabor e consistência do tofu pode variar bastante de marca para marca e ditar o sucesso (ou insucesso) do vosso prato. Se quiserem saber quais as marcas que aconselho ou tiverem algumas dúvidas, deixem nos comentários.

    Apesar da base desta receita ser o tofu e o alho francês, podem utilizar outros vegetais, tais como a cenoura, a pastinaca ou a couve (branca, roxa, etc). Só têm de cortar finamente os vegetais (podem utilizar uma mandolina ou robot de cozinha para esse efeito) e substituir ou acrescentar na vossa base. 

    Como costumo dizer nos workshops d’A Cozinha Verde, dou sempre preferência a receitas abertas, i.e. receitas em que vocês possam mexer e dar o vosso toque pessoal, substituindo ou acrescentando ingredientes. A partir do momento em que percebemos a base de uma receita, será muito fácil adaptá-la ao nosso gosto e criar versões diferentes, e é muito isto que tento passar quando estou com vocês pessoalmente. Por isso, sintam-se à vontade para seguir a receita “à risca” ou arriscar numa versão completamente diferente. It’s your call.  Seja como for, tenho a certeza de que o resultado será surpreendentemente delicioso.

    Tofu e Alho Francês à Brás-2©MárioCerdeira.jpg

    Receita – Tofu e alho francês à Brás

    Serve 4 pessoas

    Tempo total: 50 minutos

     

    Ingredientes

    Brás

    400gr de tofu firme biológico

    1 alho francês grande, cortado em tiras finas

    1 cebola grande, cortada em finas meias luas

    1 molho grande de salsa fresca, picada

    Curcuma moída q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Alho em pó q.b.

    Sal marinho integral q.b.

    250gr de batatas, cortadas em palitos

    Para guarnecer: Azeitonas pretas q.b.

    Creme

    100gr de tofu firme biológico

    1 colher de sopa de levedura nutricional

    1 dente de alho descascado

    Curcuma moída q.b.

    Pimenta-preta q.b.

    Um fio de azeite extra virgem

    1/2 chávena (120ml) de natas vegetais

     

    Preparação

    Comece por assar as batatas. Descasque as batatas e corte-as em palitos finos. Disponha as batatas num tabuleiro forrado com papel vegetal (não as sobreponha para que fiquem mais estaladiças). Regue com um fio de azeite e leve ao forno pré-aquecido a 200º por 15 a 20 minutos até estarem douradinhas (deve virar a meio do tempo). Reserve.

    Num processador, coloque as 100gr de tofu, a levedura nutricional, o alho, a pimenta, a curcuma, o azeite as natas vegetais. Triture até obter um creme homogéneo. Reserve.

    Numa tigela, com a ajuda de um garfo, esmague as 400gr de tofu e reserve.

    Numa frigideira larga, salteie a cebola num fio de azeite. Quando a cebola estiver translúcida acrescente o alho francês. Salteie mais um pouco. De seguida acrescente o tofu e tempere com sal, pimenta, curcuma e alho. Deixe apurar. Incorpore as batatas assadas e o creme de tofu e cozinhe em lume brando por uns minutos. Se necessário, acrescente mais natas até obter a consistência desejada. No final, adicione a salsa fresca e desligue o lume.

    Transfira para uma travessa e finalize com as azeitonas pretas.

     

    Espero que gostem desta receita! Se a fizerem ou recriarem, enviem-nos as vossas fotografias. Vamos seleccionar algumas para partilhar nas redes sociais d’A Cozinha Verde! 

     

    *Fotografias por Mário Cerdeira para o livro A Cozinha Verde

  • Resoluções de ano novo: vegan em 2019

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    Segundo vários meios de comunicação internacionais, o veganismo é uma das principais tendências de 2019. O nosso Planeta está a caminhar perigosamente para um ponto de ruptura e a redução drástica na produção e consumo de carne é inevitável. Fazer uma alimentação maioritariamente à base de plantas, local e sazonal, para além de saudável, é um passo gigante na redução da nossa pegada ecológica.

     

    Comecei uma alimentação e estilo de vida vegan em Janeiro de 2013. Passados estes anos, posso afirmar com certeza que esta foi das melhores “resoluções” com que alguma vez me comprometi.

     

    Para o inspirar a começar o ano a cultivar hábitos alimentares mais saudáveis, compassivos e amigos do ambiente, reuni alguns artigos informativos que tenho vindo a escrever para o Sapo nos últimos meses, para o ajudar a perceber melhor os conceitos desta alimentação e estilo de vida e, quem sabe, a dar uma oportunidade à cozinha vegan em 2019. 🙂

     

    Ler artigo completo aqui.